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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DO FUNDO DO BAÚ

A capa original da edição norte-americana de 1978.
   
     25 anos... Um quarto de século, a pena máxima em Portugal, as bodas de prata de um casamento (o que, no fundo, é a mesmíssima coisa), uma verdadeira eternidade. Foi este o tempo que tive de esperar para ler finalmente a história completa deste Almanaque dos Super-heróis em cujas páginas o Homem de Aço e o Mortal Mais Poderoso da Terra se digladiavam num duelo de titãs.
    Publicado em 1980 no Brasil, um exemplar mutilado (faltavam-lhe a capa, a contracapa e a última página) foi-me gentilmente ofertado em 1984 por um primo que, de resto, me transmitiu o bichinho de ler estórias aos quadradinhos. Numa época em que o formatinho económico era rei, a editora EBAL lançou este álbum gigante em formato A3, condizente com a grandiosidade da história narrada nas suas páginas magistralmente ilustradas por Rich Buckler.
    Intitulada "Quando as Terras chocam", a história, assinada por Gerry Conway, gira em torno de um marciano, último sobrevivente do seu planeta natal, que com a ajuda do Adão Negro e de um outro vilão, consegue virar Super-homem contra o Capitão Marvel (vulgo SHAZAM). Pelo meio, as respetivas congéneres femininas, Supergirl e Mary Marvel, procuram impedir que o excesso de testosterona leve a que os heróis (que até eram amigos) se magoem a sério.
    As cenas de combate entre ambos são épicas, sendo inesquecível aquela em que o Capitão Marvel, em desespero perante um Super-homem descontrolado, lhe arremessa uma parede de tijolos. Entre gargalhadas arrogantes, o Super-Homem ironiza: "Já mergulhei em sóis, sobrevivi a explosões nucleares e tu tentas derrubar-me com uma parede? Tem graça!"
   Só em meados de 2009, contudo, consegui juntar um exemplar em perfeito estado de conservação à minha coleção, ao comprá-lo a um colecionador particular por um preço bastante abaixo do de mercado (que varia entre os 25 e os 35 euros). Foi com avidez que, nessa mesma noite, li de um fôlego a história cujo final ignorava. 25 anos depois, o mano a mano entre o Homem de Aço e o Mortal Mais Poderoso da Terra ainda me fez vibrar de emoção e foi com imenso prazer que, dias depois, partilhei esta raridade com a minha adorável esposa, a quem já muitas vezes testara a paciência falando desta e de muitas outras histórias que marcaram a minha infância e adolescência.

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