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terça-feira, 27 de setembro de 2011

DO FUNDO DO BAÚ



   Num arroubo de nostalgia, revisito hoje uma versão alternativa daquela que é por muitos considerada uma das melhores histórias do Homem-aranha alguma vez escritas. Refiro-me à morte de Gwen Stacy, o primeiro grande amor de Peter Parker.
   Na história original, após descobrir que Peter Parker e o Homem-aranha são a mesma pessoa, o Duende Verde (Norman Osborn) rapta-lhe a namorada para a usar como isco numa armadilha mortal montada para liquidar o heroi. Numa batalha épica que tem como cenário a ponte sobre o rio Hudson, o aracnídeo tenta a todo o custo salvar a indefesa Gwen que jaz desacordada. Numa manobra desesperada para escapar, o Duende Verde lança o corpo inanimado da rapariga em direção às águas turvas do rio. Instintivamente, o Homem-aranha lança a sua teia para suster a queda fatal da sua amada. Numa cruel ironia do destino, acaba por ser esse ato a ditar a morte de Gwen Stacy cujo pescoço é partido pelo efeito de chicote.
   Nessa noite fatídica, o aranhiço sofreu uma das suas maiores derrotas às mãos do Duende Verde e uma perda que demorou anos a superar (e que, na realiadade, talvez nunca tenha sido plenamente superada) : a morte de Gwen Stacy.  Este episódio, ainda que com algumas nuances, foi reproduzido no primeiro filme do Homem-aranha(2002). No lugar de Gwen Stacy surgia Mary Jane Watson (casada até há bem pouco tempo com Peter) que, no final, sobrevivia à queda.
    No décimo número da primeira série do Homem-aranha (Abril Jovem, 1983-2000), é apresentada uma realidade alternativa que tinha como premissa a pergunta: "O que aconteceria se Gwen Stacy não tivesse morrido?"
     Desenganem-se os que acham que a história em questão tem um desfecho feliz. Levanto apenas uma pontinha do véu: embora, nesta versão, Gwen haja sobrevivido à queda e tenha ficado noiva de Peter depois de este lhe ter revelado a sua identidade secreta, o casamento não se consuma e Peter é forçado a abandonar uma Gwen de coração estilhaçado. Um desenlace igualmente trágico, portanto.
     Trata-se de uma história escrita por Tony Isabella e desenhada por Gil Kane, originalmente lançada nos EUA em 1980, no âmbito da linha "What if...?" que apresentava versões alternativas de episódios marcantes nas vidas de várias personagens da Marvel.
     No Brasil e em Portugal, esta pérola chegou-nos através do nº10 de "Homem-aranha", datado de abril de 1984 e publicado pela editora Abril.
     Além da tragédia do aranhiço, o número em questão apresentava ainda uma aventura de Nick Fury contra o Garra Amarela e outra da Mulher-aranha onde enfrentava o Zângão.

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