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terça-feira, 6 de setembro de 2011

HERÓIS EM AÇÃO: JUSTICEIRO




     Desenganem-se se pensam que todos os super-heróis são bons samaritanos, dotados de uma moral inabalável e sempre prontos a sacrificarem-se em prol da Humanidade.
      Alguns como o Justiceiro (The Punisher), possuem o seu próprio código moral e agem de acordo com as suas próprias regras, sendo por vezes difícil distingui-los dos criminosos que perseguem. Hesitei por isso em inclui-lo nesta categoria. Dados os seus métodos violentos (alguns diriam fascizantes), o Justiceiro está longe de se enquadrar no esterótipo heroico, podendo até, numa lógica maniqueísta, ser considerado por alguns como um perigoso vilão. Isto porque o Justiceiro, ao contrário do que o nome indica, não procura justiça mas sim punição e vingança. Para ele, um criminoso bom é um criminoso morto. Essa lógica de juiz, júri e executor coaduna-se com o seu nome original que, traduzido à letra, daria "O Punidor".
     Este anti-heroi move-se numa imensa zona cinzenta numa realidade cruel que raramente pode ser pintada a preto e branco.

Criadores: Gerry Conway, Ross Andru e John Romita
Primeira aparição:The Amazing Spider-Man nº 129 (fevereiro de 1974)
Licenciadora: Marvel Comics
Identidade civil: Frank Castle (nascido Castiglione)
Origem: Nova York
Família conhecida: Maria Elisabeth, Frank David e Lisa Barbara Castle (respetivamente, esposa, filho e filha falecidos)
Base de operações: móvel
Filiação: nenhuma
Poderes e armas: o Justiceiro não possui nenhuma habilidade sobre-humana, sendo porém um perito estratégico e tático, altamente treinado em combate armado e desarmado. Dispõe de um vasto arsenal composto por armas ligeiras e semipesadas.

      O Justiceiro alcançou a ribalta em finais dos anos 1980 e nos anos 1990, depois de aparecer numa história do Homem-Aranha desenhada por Frank Miller. Deixou assim de ser uma personagem coadjuvante nas histórias do aracnídeo para se transformar no principal anti-herói da Marvel . 
     Pelas mãos da editora Abril Jovem,  chegou a ter uma revista própria no Brasil e em Portugal na década de 1990, em formato americano e a preto e branco. Também protagonizou várias graphic novels e minisséries.
    Frank Castle decidiu  tornar-se o Justiceiro após ver sua família (esposa e dois filhos) ser assassinada por mafiosos, apenas por terem testemunhado uma execução cometida por eles. Quando saiu do hospital (ele também fora baleado) esperou que a polícia fizesse justiça, prendendo a quadrilha. Goradas as suas expetativas pela corrupção nos altos escalões do governo (segundo o detetive encarregado do caso, a ordem de arquivar o mesmo veio "tão de cima que tinha até neve"), Castle recorreu à imprensa, mas depois que o jornalista em quem confiava foi assassinado, desiludiu-se com todas as formas de se conseguir justiça. Resolveu então fazer justiça pelas próprias mãos, não hesitando em usar o dinheiro apreendido aos criminosos para financiar a sua guerra contra eles.
       O argumentista Gerry Gonway criou o Justiceiro em 1974, personagem cujo conceito foge de tudo o que um leitor de histórias em quadradinhos está acostumado a ver. Normalmente um super-herói  preocupava-se sempre em poupar vidas. O Justiceiro marca a diferença relativamente aos restantes vigilantes por considerar que os criminosos, principalmente aqueles ligados ao crime organizado, são como uma doença na sociedade. Porquanto devem ser mortos para que não causem mais nenhum mal aos seus semelhantes. Ele não espera que os criminosos ajam para entrar em ação. Ele caça-os e liquida-os antes que causem mais sofrimento aos inocentes.
      Os seu métodos são condenados pela maioria da comunidade heroística. Heróis como o Demolidor nutrem uma especial antipatia pelo Justiceiro e, em várias ocasiões, tentou travá-lo.
       Em 1989, no auge da sua popularidade nos EUA, o Justiceiro teve direito à sua primeira aventura no cinema, num filme sofrível protagonizado por Dolph Lundgren. Em 2004 e 2008, saltou novamente para o grande ecrã em dois filmes pouco recomendáveis com, respetivamente, Thomas Jane e Ray Stevenson no papel daquele que é um dos anti-heróis mais carismáticos das histórias aos quadradinhos.

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