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terça-feira, 15 de novembro de 2011

DO FUNDO DO BAÚ


     
     Se a memória não me atraiçoa, O Incrível Hulk nº8 (fevereiro de 1984) foi a primeira revista que li do Golias Esmeralda. Já conhecia, contudo, a personagem através das suas participações noutros títulos do universo Marvel.
      Confesso que, antes de ler a primeira das três histórias que integram o volume em questão, não nutria especial simpatia pelo gigante verde. Considerava-o um brutamontes irracional que destruía tudo à sua passagem e repetia até à náusea "Hulk esmaga!". Foi, porém, a presença do Capitão Marvel na capa que despertou a minha curiosidade, visto tratar-se, à época, de um dos meus heróis favoritos  (e sobre o qual falarei aqui brevemente).
      Com o sugestivo título "Devastação!", a história, da autoria de Bill Mantlo e ilustrada por Sal Buscema, mostrava o regresso do Hulk à Base Gama - localizada algures no deserto do Novo México - a fim de resgatar Jarella, a sua amada alienígena. Ambos haviam, em tempos, vivido um romance fugaz no universo subatómico de onde Jarella provinha. Nesse mundo microscópico, Hulk era aceite porque todos os seus habitantes eram verdes como ele. Pela primeira vez na sua amargurada existência, o Golias Esmeralda foi feliz. Contudo, Hulk teve de retornar à Terra e Jarella seguiu-o, apenas para morrer esmagada por uma parede ao salvar uma criança. Esse ato heroico fez Hulk amá-la ainda mais e aumentou a dor causada pela sua perda. Hulk jurou então que devolveria Jarella ao seu mundo natal e para isso viajou até à Base Gama para recuperar o corpo da sua amada.
      À sua espera, porém, estavam os militares, comandados pelo major Talbot que tinha velhas contas a ajustar com o Hulk, a quem culpava, entre outros infortúnios, pelo seu divórcio de Betty Ross. Escusado será dizer que o ataque dos militares apenas serviu para enfurecer o Hulk. Cabe então ao Capitão Marvel impedir que o monstro mate Talbot e ajudar o Golias Esmeralda a viajar até ao mundo subatómico de Jarella, comovido pelo sofrimento da criatura. Não sem antes levar uns safanões, claro...
      Passei a ver o Hulk com outros olhos depois de ler esta história: em vez de um monstro violento, o gigante verde revelou-se uma criatura incompreendida e solitária que apenas queria ser deixada em paz. É comovente a cena em que Hulk encontra o corpo sem vida da sua amada e, abraçado a ele, verte uma lágrima. Até o coração de um monstro pode ser quebrado.
      A segunda história apresentada em  O Incrível Hulk nº8  tem como protagonista  Rom, o Cavaleiro do Espaço que prossegue o seu incansável combate contra os maléficos Espectros (vide Heróis em Ação: Rom). Para fechar com chave de ouro esta edição repleta de emoção, uma aventura do Quarteto Fantástico que, com a preciosa ajuda do Capitão Marvel (que, mesmo não sendo ubíquo,  duplica assim a sua participação), enfrentam os Skrulls, os alienígenas transmorfos que adoram fazer-se passar por humanos para atingirem os seus nefastos objetivos.
     Recordo que o título "O Incrível Hulk" foi lançado no Brasil pela editora Abril em julho de 1983, tendo sido publicados 165 números, até ao seu cancelamento em 1997. Foi justamente depois dessa data que decidi adicionar essa coleção ao meu acervo, o que se revelou um desafio difícil porém frutoso: orgulho-me de hoje em dia possuir a coleção completa de "O Incrível Hulk" (incluindo os 5 primeiros números que, tanto quanto sei, são inéditos em Portugal).
     
     
   

1 comentário:

  1. Conheço o Hulk mas desconhecia alguns pormenores interessantes. Desconhecia a sua amada verde...

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