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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ETERNOS: LEE FALK (1911-1999)



      Pai de dois heróis clássicos - Mandrake (1934) e Fantasma (1936) - Lee Falk viu as suas personagens saltarem das tiras dos jornais para as páginas dos comics onde se tornaram ícones, abrindo caminho ao dealbar de uma nova era nas histórias aos quadradinhos.
      Nascido Leon Harrison Gross, a 28 de abril de 1911 em Saint Louis (Missouri, EUA), Falk foi também dramaturgo e produtor teatral. Várias estrelas de cinema como Marlon Brando e Paul Newman participaram nas suas peças.
      Filho de pais judeus, Leon nunca conheceu o pai, Albert Gross, que morreu quando ele ainda era bebé. Entretanto, a mãe, Eleanore Aleina, casaria com Albert Epstein que se tornou a sua figura paternal.
      Passou a infância e a adolescência em Saint Louis e, terminados os estudos universitários, Leon adotou o pseudónimo Lee Falk. Desconhece-se o que o levou a escolher "Falk" mas "Lee" era a sua alcunha desde criança.
      Quando iniciou a sua carreira como escritor de banda desenhada, a sua biografia oficial apresentava-o como um experimentado viajante que explorara o mundo e que estudara com grandes místicos do Oriente. A verdade, porém, é que inventou esses dados de modo a tornar mais credíveis as histórias de Mandrake e do Fantasma, ambos aventureiros cosmopolitas. A viagem a Nova Iorque para dar a conhecer Mandrake à editora King Features Syndicate foi, com efeito, a maior que fizera na sua vida até então. Posteriormente, viajaria à volta do mundo, em parte para evitar o embaraço de ser desmascarado por aventureiros autênticos.

Lee Falk ladeado pelas suas duas criações mais famosas.

       Falk era desde criança fascinado por mágicos e ilusionistas. Segundo ele, foram da sua autoria os primeiros esboços de Mandrake. Quando interrogado sobre as semelhanças notórias entre a personagem e ele próprio, Falk respondeu divertido: "Claro que o Mandrake é parecido comigo. Eu estava sozinho num quarto com um espelho quando o desenhei." 
     Com o sucesso de Mandrake, Lee Falk e Phil Davis criam o Fantasma (The Phantom). Publicado pela primeira vez em fevereiro de 1936, o mascarado de fantasia púrpura rapidamente ascendeu ao panteão dos grandes heróis da BD com a história de Kit Walker, o 21º de uma linhagem de combatentes do crime que começara em 1536, com a chegada de um antepassado seu, vítima de um ataque de piratas, a Bengalla, um país africano fictício. O Homem Que Não Podia Morrer não tinha nenhum superpoder, confiando apenas na sua astúcia e na reputação de imortal conseguida com a passagem do título de Fantasma de pais para filhos ao longo de 400 anos.
       O Fantasma foi inspirado no fascínio de Falk por mitos e lendas, em especial as do Rei Artur e de El Cid. Também o folclore grego e nórdico, a par de personagens como Tarzan influenciaram a criação do Espírito-que-anda. 
      Inicialmente, Falk considerou a ideia de batizar a sua criação de "Gray Ghost" mas acabou por se decidir por "The Phantom".  Numa entrevista concedida anos mais tarde, Falk revelaria que foi o visual clássico de Robin Hood (que usava collants) que serviu de base ao uniforme do Fantasma que, por seu turno, influenciaria toda a indústria dos comics. O Fantasma foi, com efeito, o primeiro vigilante mascarado na história da 9ª arte.
     Falk pensou que as tiras onde eram publicadas as suas criações durariam apenas algumas semanas. Ao invés disso, testemunhou a crescente popularidade das personagens por si imaginadas e que eram lidas diariamente por milhares de pessoas. Por conseguinte, ao longo de seis décadas, Falk continuou a escrever centenas de estórias de Mandrake e do Fantasma. 
     Apesar de escrever duas tiras diárias, Falk ainda teve tempo para ser dramaturgo, romancista e radialista. Durante a II Guerra Mundial, trabalhou como chefe de propaganda na recém-lançada rádio KMOX de Saint Louis, em colaboração com o Gabinete de Informação de Guerra norte-americano.
     Lee Falk casou três vezes e teve três filhos com as suas duas primeiras esposas. O seu terceiro matrimónio ocorreu pouco antes de escrever a história que narrava o casamento do Fantasma com Diana Palmer, a sua eterna namorada. Coincidência ou talvez não, também Mandrake desposaria pouco tempo depois a princesa Narda com quem mantinha um romance de longa data.
     Falk passou os últimos anos de vida em Nova Iorque. Já hospitalizado, retirava a máscara de oxigénio para ditar as  histórias que continuavam a florescer na sua mente. Elizabeth Moxley, a sua terceira e última esposa, era uma renomada diretora de teatro e chegou a acabar de escrever alguns dos argumentos do Fantasma após a morte do marido a 13 de março de 1999, vítima de enfarte. Depois, Fred Fredericks, que já desenhava os dois heróis imaginados por Falk, assumiu também os argumentos, juntando-os em aventuras comuns a partir de 2002.

São notórias as parecenças de Mandrake com o seu criador.


    

2 comentários:

  1. Adorei o post e como não conheço nada do Mandrake e do Fantasma, aguardo os respetivos posts.

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  2. Os desejos da minha excelsa esposa são ordens para mim. Prometo que em breve escreverei sobre essas personagens.

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