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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DO FUNDO DO BAÚ




      Revisito hoje com um misto de ternura e nostalgia aquela que foi uma das melhores histórias do Quarteto Fantástico que tive o privilégio de ler ainda antes de me tornar um colecionador compulsivo de comics. Fã incondicional do Quarteto à época (sendo esta ainda hoje uma das minhas superequipas favoritas), foi com assombro e deleite que devorei as páginas do 12º número da 1ª série de Grandes Heróis Marvel, o qual me fora gentilmente emprestado por um primo mais velho, também ele consumidor de banda desenhada com super-heróis. Alguns anos depois, este seria um dos primeiros volumes que acrescentaria ao meu acervo.
      Publicado no Brasil em junho de 1986 (a Portugal chegaria cerca de 6 meses depois dado o habitual desfasamento editorial) pela Abril Jovem, o Grandes Heróis Marvel (GHM) nº12 apresentava uma aventura épica de tirar o fôlego. Para salvar a Terra da ameaça do terrível vilão cósmico Esfinge, o Quarteto Fantástico procura a ajuda de um dos seus arqui-inimigos. Nada mais nada menos do que Galactus, o Devorador de Mundos. Isto porque três dos membros do grupo (exceto o Tocha Humana), haviam sido atingidos por um raio que provocava o envelhecimento precoce quando ajudavam a soberana de Xandar a rechaçar uma invasão dos Skrulls, também eles velhos inimigos do Quarteto.
     Relutante, Galactus aceita aliar-se ao Quarteto Fantástico para derrotar Esfinge. Como contrapartida, Reed Richards revoga o juramento que obrigara a criatura a fazer décadas antes e que a proibia de atacar o nosso planeta. Pelo meio, os leitores testemunharam o nascimento do mais recente arauto do Devorador de Mundos: Terrax, o Dominador.
     Numa batalha titânica tendo como cenário as pirâmides egípcias, Galactus derrota Esfinge que sonhava destruir a Terra para fazer renascer o Antigo Egito onde nascera. No final, Galactus reclama o seu prémio mas é surpreendido pela audácia do Senhor Fantástico que, enquanto os colossos se digladiavam, construíra uma réplica do nulificador definitivo, a única arma temida pelo Devorador de Mundos. Com a promessa de regressar um dia, Galactus abandona a Terra. Aos três membros do Quarteto precocememente envelhecidos já não restam, porém,  forças para comemorar.
     Numa corrida contra o tempo, cabe ao benjamim da equipa tentar reverter os efeitos do raio dos Skrulls enquanto o Sr. Fantástico, a Mulher Invisível e o Coisa repousam em câmaras criogénicas. Para complicar ainda mais as coisas, enquanto procura auxílio junto de velhos aliados, o Tocha Humana é atacado de surpresa por um  robô Skrull que lograra infiltrar-se no quartel-general da equipa. Só a muito custo consegue desenvencilhar-se dele e não tem outro remédio senão acordar Reed Richards do seu estase pois apenas o seu intelecto poderá encontrar uma cura para o envelhecimento acelerado. Trabalhando contrarrelógio, ambos conseguem construir um dispositivo que reverterá a terrível condição dos demais membros do grupo.
     Embora inicialmente (para desespero de Johny Storm) os esforços pareçam infrutíferos, os seus companheiros acabam por rejuvenescer e o Quarteto Fantástico continua sequioso de novas aventuras.
     A história em três partes, foi magistralmente escrita por Marv Wolfman e primorosamente ilustrada por John Byrne, uma dupla maravilha que, quando se juntava, produzia épicos inolvidáveis como este.
    Recorde-se que Grandes Heróis Marvel era um título trimestral da editora Abril Jovem que teve três séries: na primeira foram lançados 66 números entre 1983 e 1999; na segunda (2000) 6 números; e na terceira (2000-2001) foram publicados 17 volumes. Recentemente, a Panini Comics (atual detentora dos direitos de publicação das personagens Marvel/DC no Brasil) ressuscitou esse lendário título agora com periodicidade mensal. Claro que aproveitei a oportunidade para o adicionar à minha coleção.
        
       

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