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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DO FUNDO DO BAÚ







      Travando uma guerra em duas frentes, os X-Men lutam contra o extermínio dos mutantes num mundo que, mais do que nunca, os teme e odeia. Uma empolgante história que serviu de base ao guião do filme X-Men 2. Foi também uma das primeiras coqueluches da minha coleção.
 
Título: Graphic Novel nº1: "X-Men, O Conflito De Uma Raça"
Data: Janeiro de 1988
Licenciadora: Marvel Comics
Editora: Abril Jovem
Número de páginas: 68
Formato: 21cm x 27,5cm, colorido, lombada agrafada
Argumento: Chris Claremont
Arte: Brent Anderson
Publicado originalmente em: Marvel Graphic Novel nº5 (1982)
Título original: God Loves, Man Kills
 
Capa da edição original norte-americana.
 
Sinopse:  Dois mutantes adolescentes tentam escapar à perseguição dos Purificadores, uma milícia antimutante. Encurralados, acabam por ser friamente executados pelos seus perseguidores. Os cadáveres são encontrados pelos X-Men e pelo seu arqui-inimigo Magneto. Este jura vingar a morte daqueles dois mutantes, assim como a de todos os que pereceram às mãos dos humanos.
                 Em Nova Iorque, o líder dos Purificadores, o reverendo William Stryker (um popular tele-evangelista cuja prédica incendiária acicata o ódio aos mutantes), recebe informação privilegiada sobre os membros, poderes e base de operações dos X-Men.
                 Na escola de dança dirigida pela afro-americana Stevie Hunter, em Salem Center, Kitty Pryde (a X-Man Lince Negra) envolve-se numa rixa com outra estudante, após esta última ter tecido um comentário hostil em relação aos mutantes. Kitty fica ainda mais enfurecida quando a professora desdramatiza o sucedido. A jovem heroína relembra-lhe então a discriminação de que historicamente foram alvo os negros. Nas sombras, os Purificadores observam a cena.
                 Nessa noite, na mansão do Professor Charles Xavier, os X-Men reúnem-se em frente ao televisor para assistirem ao debate que oporá o seu mentor ao reverendo Stryker. Enquanto o primeiro advoga que os mutantes são apenas o próximo passo evolutivo e que é possível a sua coabitação pacífica com os humanos, o segundo evoca motivos religiosos para defender a ideia de que os mutantes são abominações aos olhos de Deus, porquanto devem ser exterminados.
                  No caminho de regresso a casa, em pleno Central Park, o carro que transportava o Professor Xavier, Tempestade e Ciclope é atacado pelos Purificadores. Os três são dados como mortos.
                  Na verdade, os três X-Men são capturados e levados para o quartel-general dos Purificadores. Xavier é torturado e sujeito a uma lavagem cerebral. Stryker pretende usar os poderes mentais do líder dos X-Men em prol da sua cruzada antimutante. Entretanto, o reverendo explica a Ciclope e a Tempestade a origem do seu ódio ao Homo Superior: Stryker fora, em tempos, um militar que participara em testes nucleares. Em resultado disso, a sua esposa deu à luz um bebé mutante. Stryker confessa ter matado ambos.
                 Enquanto isso, os restantes X-Men capturam um dos lugares-tenentes do reverendo e ficam a par dos seus planos insanos. Com a ajuda de Magneto, o grupo invade o quartel-general dos Purificadores e resgata Ciclope e Tempestade.
                  Tem então início uma corrida contra o tempo para impedir Stryker de levar a cabo os seus planos de extermínio em massa dos mutantes.

"Atrevem-se a chamar humano àquilo?"- pergunta Styker apontando para o X-Man Noturno.

 
                  Fugindo de seu estilo habitual, Claremont escreveu uma eficiente história fechada. Todos os planos e motivações de Stryker são bem apresentados e explicados;  os próprios X-Men recebem uma notável apresentação nas primeiras páginas (embora, curiosamente, Magneto não tenha esse privilégio) e a história flui sem problemas até ao final, algo previsível, porém efetivo.
                  A arte de Anderson é clássica e de ótima qualidade. Pode parecer antiquada para estes tempos de mangá e digitalizações, mas cumpre seu papel.
                 Vale ainda a pena mencionar algumas curiosidades a propósito desta história marcante dos Filhos do Átomo: foi a primeira vez que os heróis mutantes lutaram lado a lado com o seu eterno némesis Magneto (fazendo isto parte do processo de regeneração do vilão que culminaria com a sua integração na equipa); não tendo sobrado nenhuma ponta solta na trama, esta é uma das raras histórias dos X-Men que não teve continuação; os eventos narrados serviram de base ao segundo filme dos X-Men (2003) , embora Stryker surja nele como um militar, e não como um fanático religioso; explorando o potencial de venda de comics em livrarias, no princípio dos anos 1980 a Marvel lançou edições inspiradas nos álbuns europeus, e cujas histórias seriam fechadas para evitar que os leitores ocasionais fossem sufocados pela complexa cronologia das personagens da editora; em 2003, aproveitando a estreia nos cinemas mundiais de X-Men 2, a Panini Comics lançou uma reedição desta graphic novel (mantendo desta vez o título original); esta foi a primeira edição de luxo que adquiri em meados de 1988, nos primórdios da minha coleção.
 
Qualquer semelhança entre X-Men 2 e esta graphic novel não é mera coincidência.
 

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