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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

ETERNOS: FRANK MILLER (1957 - ...)



      Autor de algumas das mais marcantes bandas desenhadas de sempre, Frank Miller revolucionou personagens como Batman e Demolidor. Escreveu também vários argumentos para filmes de sucesso como Robocop 3.
Biografia: Frank Miller nasceu em Olney, no estado norte-americano de Maryland, no dia 27 de janeiro de 1957. Filho de uma enfermeira e de um carpinteiro/eletricista irlandeses, é o quinto de sete irmãos e foi criado de acordo com os preceitos católicos em Montpelier (Vermont).
                   Muito jovem ainda, mudou-se para Nova Iorque, onde iniciaria uma profícua carreira como argumentista e ilustrador, ao serviço de várias editoras, entre as quais a Marvel e a DC. Durante esse período morou no mal afamado bairro Hell´s Kitchen, o que influenciaria o material por ele produzido ao longo dos anos 80, em particular as histórias do Demolidor. Na década seguinte Miller mudou-se para Los Angeles, o que motivou o desenvolvimento de Sin City. Em 2001 regressou a Nova Iorque e a Hell's Kitchen. Daí resultando, ao cabo de quinze anos de espera, a tão aguardada sequência do clássico Batman, The Dark Knight Returns (ver texto anterior). Consta que a narrativa de Batman, The Dark Knight Strikes Again (minissérie em três edições conhecida entre nós como Batman, O Cavaleiro das Trevas 2), foi fortemente influenciada pelos ataques terroristas do 11 de setembro.
                 Até 2005, Miller foi casado com a colorista Lynn Varley. Em conjunto, o casal produziu trabalhos notórios como Ronin (1984) e 300 (1998). Além, claro, das duas aclamadas minisséries do Cavaleiro das Trevas acima mencionadas.
                 Em novembro de 2011, Miller esteve envolvido numa intensa polémica, em resultado de algumas opiniões publicadas no seu blogue pessoal, a respeito do movimento Ocuppy Wall Street. Classificando-o de "moralmente suspeito" e de "ignorante em relação ao islamismo", Miller foi alvo de duras críticas, inclusive por parte do consagrado escritor/argumentista Alan Moore.
Miller na Comic-Con de 1982.
Carreira: Remonta a 1978 o início da longa e prolixa carreira de Frank Miller na indústria dos comics. Nesse ano, foi contratado pela Golden Key Comics para ilustrar duas histórias baseadas na mítica série televisiva The Twilght Zone (por cá batizada de Quinta Dimensão).
                  Após essa experiência, passou a trabalhar como freelancer para várias editoras, entre as quais DC e a Marvel. Nesta última chamou à atenção devido a uma história em duas partes do Homem-Aranha, que chocou os fãs por apresentar um Justiceiro capaz de antecipar os movimentos (até aí imprevisíveis) do herói aracnídeo, e que só não o liquidou por estar convencido que este não era um criminoso.
                 Miller tornar-se-ia depois desenhista regular do Demolidor, não tardando a acumular a responsabilidade pelo argumento. Aclamado pela crítica, atraiu um número crescente de leitores e granjeou respeito entre os seus pares. Durante essa fase Miller criou Elektra, a ninja assassina que de coadjuvante, rapidamente passaria a interesse amoroso do Homem Sem Medo.
                 Direcionada para um público mais adulto e exigente, a sua visão do Demolidor prevaleceu, estendendo-se inclusive à adaptação cinematográfica de 2003, a qual assimilou vários elementos das histórias de Miller. A Queda de Murdock (1986), da sua autoria e ilustrada por David Mazzuchelli, é considerada a melhor história alguma vez escrita do Homem Sem Medo. 
O Demolidor ganhou nova vida pelas mãos de Miller.
                 Foi, no entanto, ao serviço da DC que Miller produziu aquela que muitos consideram a sua obra-prima: Batman, The Dark Night Returns (1986), um conto sombrio do Homem-Morcego num futuro não muito distante. A exemplo do que sucedera com Demolidor, a interpretação de Batman feita por Miller dominou a personagem durante quase duas décadas influenciando a versão cinematográfica de Tim Burton (ver BD Cine Apresenta: Batman) e graphic novels como A Piada Mortal, de Alan Moore e Asilo Arkham de Grant Morrison.
A obra-prima de Frank Miller.
                Miller também ganhou notoriedade através da produção de trabalhos na categoria Propriedade Do Autor. Ronin, uma história de ficção científica protagonizada por um samurai, foi a primeira de inúmeras parcerias criativas com a sua ex-esposa Lynn Varley. Sin City (1991) é o seu primeiro trabalho a solo. Trata-se de uma série de estórias a preto e branco, fortemente influenciadas pelo cinema noir, publicadas pela Dark Horse Comics.
                  Outro marco de sucesso foi 300 (1999), uma minissérie escrita e desenhada por Miller e colorida por Lynn Varley, que recontava a batalha de Termópilas, travada entre os Espartanos e o Império Persa  no contexto da Segunda Guerra Médica. Em 2007 a história seria adaptada ao grande ecrã, ficando a realização a cargo de Zack Snyder.
                 Sanadas as suas divergências com a DC, Miller começou auspiciosamente o terceiro milénio com a tão aguardada sequela de Batman, The Dark Night Returns. A despeito das boas vendas, a reação da crítica e dos fãs a Batman, The Dark Knight Strikes Again, não foi consensual.
                 Paralelamente ao seu trabalho como argumentista de banda desenhada, Miller começou a escrever guiões para o cinema, sendo os mais notáveis Robocop 2 e Robocop 3. Depois deste último, Miller terá afirmado que nunca mais permitiria que Hollywood fizesse adaptações das suas histórias, dececionado por praticamente nenhuma das suas ideias figurar nas versões finais das películas. Isto apesar de o seu nome surgir destacado nos respetivos créditos.
                 Esta posição só se alteraria depois de o realizador Robert Rodríguez lhe mostrar uma curta-metragem (produzida sem o conhecimento de Miller) baseada num dos contos de Sin City. Miller, no entanto, terá ficado tão satisfeito com o resultado que aceitou adaptar Sin City ao cinema. Datado de 2005, o filme seria realizado por Rodríguez e Miller. Três anos depois, Miller aventurou-se novamente atrás das câmaras, dirigindo The Spirit, a famosa personagem dos quadradinhos criada por Will Eisner.
A premiada BD Sin City foi o primeiro trabalho a solo de Miller.
Prémios: Ao longo da sua já longa carreira, Frank Miller arrecadou uma panóplia de prémios e distinções em várias categorias. Aqui ficam alguns:
* Kirby Award Para Melhor Álbum Gráfico (1987): Batman, The Dark Night Returns;
* Harvey Award Para Melhor Álbum Gráfico Com Trabalho Original (1998): Sin City: Family Values;
* Eisner Award Para Melhor Escritor/Artista (1991): Elektra Lives Again;
* Nomeação para a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes (2005): Sin City.

2 comentários:

  1. Muito interessante. Mais um génio.
    Excelente post.
    ;)

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  2. Um mestre da Bd,mas em decadencia apesar de ainda vender muito bem.

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