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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

DO FUNDO DO BAÚ



       Conforme é mostrado na magnífica trilogia fílmica dirigida por Chris Nolan (e cujo derradeiro capítulo estreou nos cinemas no pretérito dia 2), desde muito cedo os caminhos de Batman e do clã Al Ghul se cruzaram. Daí resultando inúmeros conflitos e traições, mas também alianças de conveniência e um tórrido romance entre o herói e Talia, a sedutora filha do seu némesis Ra's Al Ghul. Damian Wayne, o atual Robin, é o fruto dessa paixão proibida. Uma história contada 25 anos atrás numa das mais aclamadas graphic novels de sempre: Batman, O Filho do Demónio. É pois com imenso prazer que hoje vos dou a conhecer essa pérola da 9ª arte que há décadas faz parte da minha coleção.

Título: Graphic Novel nº7: "Batman, O Filho do Demónio"
Data: Janeiro de 1989
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Editora: Abril Jovem
Número de páginas: 84
Formato: 21 cm x 27,5 cm, colorido, lombada agrafada
Argumento: Mike W. Barr
Arte: Jerry Bingham
Publicado originalmente em: Batman: Son of The Demon (setembro de 1987)



Sinopse:  Na sequência do misterioso assassinato de um proeminente cientista de Gotham City, Batman, suspeitando da existência de uma trama intrincada, inicia uma investigação por conta própria. As pistas que encontra conduzem-no a um terrorista conhecido apenas como Qayin. Ra´s Al Ghul, líder da Liga de Assassinos e arqui-inimigo do Cavaleiro das Trevas, também anda na peugada de Qayin, responsável pela morte da sua esposa. Tendo como objetivo comum a captura do assassino, Batman e Ra´s unem esforços nesse sentido.
                Como parte do acordo, Batman aceita desposar, numa cerimónia de acordo com as tradições culturais do clã Al Ghul,  a deslumbrante filha do seu némesis. O Homem-Morcego e Talia Al Ghul já se tinham, de resto, envolvido no passado. Vivendo agora maritalmente, não tarda por isso que a jovem engravide, o que deixa Batman exultante. Chegando mesmo a presentar Talia com um precioso colar de pedras negras e a harmonizar-se com Ra's. A perspetiva de ser pai leva o Cavaleiro das Trevas a encarar a vida de uma forma completamente diferente. Apostado em não permitir que o seu filho cresça sem a sua presença, Batman pondera a hipótese de abandonar a sua carreira de justiceiro para se tornar um homem de família.


                 O seu comportamento, porém, modifica-se de uma forma perigosa. Batman torna-se mais cauteloso e contido. Facto que deixa Talia e o pai apreensivos. Com efeito, o Homem-Morcego quase morre ao tentar proteger Talia de um ataque perpetrado por agentes ao serviço de Qayin. Desagradada com a atitude superprotetora do marido em relação a si, Talia - temendo igualmente que a paternidade o amoleça - simula a perda do bebé, justificando-se com o stress causado pelo ataque de que foi alvo.
                 Transtornado com o que crê ser uma nova perda na sua vida marcada por um sucessão de tragédias, Batman direciona toda a sua frustração e raiva para um último ataque à base de Qayin. Chegando mesmo a entregar uma metralhadora a Ra´s para que este liquide os mercenários que protegem a fortaleza.
                Terminada a batalha, Batman regressa para junto de Talia. Destroçada, a jovem propõe, a bem de ambos, a dissolução do casamento e o consequente afastamento do casal.
                Batman retorna então a Gotham, ignorando que Talia continua a carregar no ventre um filho seu.
                Nove meses depois, um bebé é deixado num orfanato, acompanhado de um bonito colar de pedras negras. Logo o menino é adotado por um casal que o criarará como filho.

                 
                Uma das melhores histórias do Homem-Morcego alguma vez escritas, Batman, O Filho do Demónio figura na sétima posição do top 25 do IGN Comics. Percebe-se porquê: nela é apresentada um faceta desconhecida do herói. É posta em evidência a deficiente formação emocional de Bruce Wayne, decorrente dos anos dedicados a preparar-se para ser o Cavaleiro das Trevas. Trata-se, no fundo, de um homem que nunca aprendeu devidamente a lidar com as pessoas.
                 Bruce Wayne acredita que todo o seu sofrimento, toda a sua dedicação, tudo o que ele é, está relacionado com a morte dos seus pais. A importância de Alfred na formação do seu caráter é exposta de forma rápida, porém efetiva, em momentos distintos da narrativa. O fiel mordomo é, com efeito, o principal referencial emotivo de Bruce. Como reagiria à existência de uma família um indivíduo com este perfil psicológico?
                Apesar da superior qualidade do argumento e dos desenhos, esta história mereceu acerbas críticas por parte de muitos fãs do Homem-Morcego. Afinal, quem conhece a sua personalidade, dificilmente poderia acreditar que ele mudaria tanto em tão pouco tempo. Mais complicado ainda é aceitar que, traindo todos os seus princípios morais, Batman desse uma arma a Ra´s Al Ghul para que este matasse os seus oponentes.
                 Inicialmente prevista para ser lançada sob a forma de uma realidade alternativa na série Elseworlds (batizada no Brasil de Túnel do Tempo), Batman, O Filho do Demónio não foi incluída na cronologia oficial da DC. O que não impediu que o filho de Batman e Talia ressurgisse na minissérie O Reino do Amanhã (lançada pela Abril Jovem em 1997 e reeditada pela Panini Comics em 2004). E menos ainda que a história fosse repescada por Grant Morrison em 2006 para introduzir Damian Wayne como o novo Robin.
                Esta obra-prima dos quadradinhos forma, em conjunto com Batman: Bride Of The Demon e Batman: Birth Of The Demon (ambas inéditas em Portugal) uma magistral trilogia protagonizada pelo Homem-Morcego e o clã Al Ghul.
               De periodicidade variável, a série Graphic Novel teve 29 números publicados pela Abril Jovem entre 1988 e 1991. Além de Batman, O Filho do Demónio pelas suas páginas passaram obras-primas dos quadradinhos como X-Men - Conflito de uma raça e  Batman - A Piada Mortal entre muitas outras.
O atual Robin é o filho de Batman e de Talia Al Ghul.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

NÉMESIS: ENCANTOR





      Deuses ou reles mortais, todos sucumbem aos encantos desta sedutora feiticeira asgardiana. Velha inimiga de Thor (com quem mantém uma relação de amor-ódio), especula-se que Encantor será a vilã de serviço no próximo filme do Deus do Trovão.

Nome original: Enchantress
Primeira aparição: Journey Into Mistery nº103 ( abril de 1964)
Criadores: Stan Lee e Jack Kirby
Licenciadora: Marvel Comics
Identidade civil: Amora
Local de nascimento: Asgard
Base de operações: Asgard e Terra
Parentes conhecidos: Lorelei (irmã falecida)
Filiação: Mestres do Terror
Poderes e habilidades:  Descrita como uma das feiticeiras mais poderosas de Asgard, entre a míriade de poderes de que Encantor dispõe destacam-se a levitação, a transmutação, o teletransporte inter-dimensional, a telepatia, o controlo mental e a capacidade de lançar rajadas energéticas. Como qualquer deusa asgardiana, possui força, velocidade e resistência sobre-humanas. No entanto, sempre que possível, Encantor prefere evitar o confronto físico, optando antes por usar a sua beleza e magia para seduzir e dominar os seus adversários. Um beijo seu é suficiente para escravizar um homem durante cerca de uma semana (e nem os seus pares asgardianos estão imunes aos seus encantos). Como complemento à sua magia, Encantor usa frequentemente poções especiais, talismãs e cristais capazes de aprisionar almas. Quando afastada de Asgard por um longo período de tempo, os poderes de Encantor diminuem gradualmente sem, contudo, desaparecerem por completo.

Encantor debutou em 1964 em Journey Into Mistery nº103.

Biografia:  Desconhece-se a identidade dos pais de Amora. Sabe-se apenas que nasceu em Asgard e que tem uma irmã chamada Lorelei - a qual morreu em virtude de Amora se ter recusado a sacrificar a vida por ela. Ao contrário dos demais asgardianos, Amora não é baseada numa divindade nórdica. Está, todavia, relacionada com mitos associados a outras deusas como Iduna, Freyja e Gefn. É, por exemplo, referida em algumas histórias como sendo a guardiã das Maçãs Douradas, a fonte da imortalidade dos asgardianos de acordo com a mitologia nórdica.
                    Com o tempo, tornou-se uma das mais poderosas e temidas feiticeiras asgardianas, utilizando o seu vasto arsenal místico quase exclusivamente para controlar mentes.
                     Amora dedicou a sua vida imortal à busca de poder e prazer, não se coibindo de usar a sua feitiçaria e a sua sexualidade como meios para atingir esses fins. Para aprimorar os teus talentos místicos, foi treinada pela feiticeira suprema de Asgard, Karnilla, a rainha das Nornes. Seria, no entanto, banida pela sua mentora, em resultado da sua crónica indisciplina.
                    Passou então a estudar as artes arcanas sob a tutela de muitos outros magos asgardianos, seduzindo-os frequentemente a fim de se apoderar dos seus segredos. Ao atingir a idade adulta, Amora tornou-se uma poderosa feiticeira conhecida pela sua beleza inebriante, bem como pelos seus esquemas infames.
                    Na sua primeira aparição como Encantor, Amora é enviada a Midgard (nome por que é conhecida a Terra entre os deuses asgardianos) com a missão de eliminar Jane Foster, a humana por quem Thor se enamorara. Na esperança de fazer o Deus do Trovão sucumbir aos seus encantos, a feiticeira faz-se acompanhar de um assecla chamado Skurge, o Executor, que  amava loucamente Encantor e estava disposto a fazer qualquer coisa por ela.
Encantor e o Executor.
                     Forjando uma aliança estratégica com o meio-irmão de Thor, o maligno Loki, Encantor seduziu Donald Blake, o alter ego humano do Deus do Trovão. Enquanto isso, o Executor aprisionou Jane Foster numa dimensão paralela. Ambos acabaram, contudo, por ser derrotados pelo filho de Odin. Depois de resgatar a sua amada, Thor transportou Encantor e o Executor de volta a Asgard. Ambos seriam, porém, exilados na Terra por vontade de Odin.
                     Na sequência desses eventos, Encantor e o Executor juntaram-se ao grupo de supervilões liderado pelo Barão Zemo - os Mestres do Terror - tendo em diversas ocasiões medido forças com Thor e os seus companheiros Vingadores.
                    Movida pela sua insaciável sede de poder e de vingança, Encantor (uma vez mais auxiliada pelo seu fiel aliado Executor e também por um exército de trolls), tentou, anos mais tarde, conquistar Asgard. Também serviu sob as ordens de Loki durante o seu breve reinado no lar dos deuses nórdicos.
                 Na batalha final contra Surtur (o demónio que pretendia cumprir as profecias do Ragnarok), Encantor combateu ao lado dos restantes asgardianos. Fê-lo, contudo, por motivos egoístas uma vez que a criatura desejava destruir Asgard, ditando a morte de todos, incluindo a própria Encantor. Esse seu aparente ato abnegado valeu-lhe, ainda assim, uma amnistia concedida por Odin. Desde então tem mantido um romance intermitente com Thor, do qual se aproximou depois de ele ter herdado o trono de Asgard. Aliada, conselheira e, por vezes, amante do Deus do Trovão, Encantor tornou-se uma figura proeminente na governação do Reino do Arco-íris.
                 Mais recentemente, Encantor, à semelhança de muitos outros asgardianos, foi dada como morta na sequência da revolta levada cabo por Loki com o intuito de desencadear o Ragnarok. O futuro dirá se esta vilã de moral dúbia regressará ou não...
Thor e Encantor: uma relação de amor-ódio.

Noutros media: A estreia de Encantor na televisão teve lugar em 1966 ao participar nas aventuras de Thor na série de animação The Marvel Super Heroes. Em 2010, voltou a ter um papel de destaque na primeira temporada de The Avengers: Earth's Mightiest Heroes, surgindo novamente aliada a Loki.
                         Especula-se, entretanto, que Encantor será a antagonista do Deus do Trovão no segundo filme do herói (Thor 2: Dark World) atualmente em produção. Desconhece-se, porém, a veracidade dessa informação posta a circular na Internet, assim como o nome da atriz que eventualmente interpretará a vilã.
                        Encantor figura ainda em diversos videojogos relacionados com o universo Marvel, sendo igualmente uma das personagens mais populares entre os fãs de cosplay.
Será Encantor a vilã de Thor 2?