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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

DO FUNDO DO BAÚ





     Através da lente sagaz do fotógrafo Phil Sheldon, a minissérie Marvels revisita os primórdios e alguns dos marcos mais importantes da história do universo Marvel. Uma obra-prima com a sensacional arte de Alex Ross, obrigatória em qualquer coleção.


O primeiro Tocha Humana em destaque na capa de Marvels nº1.


Título: Marvels nº1 (minissérie em 4 edições)
Data: Janeiro de 1995
Licenciadora: Marvel Comics
Editora: Abril Jovem
Número de páginas: 52
Formato: Americano (17 cm X 26 cm), colorido e com lombada agrafada
Argumento: Kurt Busiek
Arte: Alex Ross
Publicado originalmente em: Marvels nº1 (EUA, janeiro de 1994)
Sinopse: 1939. Antes de partir para a Europa para cobrir o conflito que se adivinha, o jovem fotógrafo Phil Sheldon testemunha em Nova York um evento prodigioso: a criação de um androide flamejante, crismado de Tocha Humana. Sentindo que algo de extraordinário está prestes a acontecer na Grande Maçã, Sheldon desiste de atravessar o Atlântico. A sua intuição revela-se certeira, pois não tardam a aparecer vários outros superseres (com Namor, O Príncipe Submarino a encabeçar o cortejo dessas fantásticas criaturas) por ele batizados de Maravilhas. Temendo pelo futuro do mundo, Sheldon rompe o noivado com Doris Jacquet. No entanto, a apresentação pública do Capitão América faz com que os seus receios em relação às  Maravilhas diminuam. Depois de perder a sua vista esquerda enquanto fotografava uma peleja entre o Tocha Humana e Namor, Sheldon liberta-se finalmente do medo e casa com com Doris, pouco antes de embarcar para o Velho Continente como correspondente de guerra.

O X-Man Anjo resgata uma pequena mutante em Marvels nº2.
 
Título: Marvels nº2
Data: Fevereiro de 1995
Licenciadora: Marvel Comics
Editora: Abril Jovem
Número de páginas: 52
Formato: Americano (17 cm x 26 cm), colorido com lombada agrafada
Argumento: Kurt Busiek
Arte: Alex Ross
Publicado originalmente em: Marvels nº2 ( EUA, fevereiro de 1994)
Sinopse: Em meados da década de 1960, Phil Sheldon - agora um respeitável pai de família - prepara-se para escrever um livro baseado nas Maravilhas. Entretanto, Nova York e o mundo presenciam o advento de uma nova geração de superseres: Quarteto Fantástico, Hulk, Homem-Aranha, Os Vingadores e até mesmo o regressado do Capitão América (dado como morto no fim da II Guerra Mundial). Algumas dessas Maravilhas são encaradas como celebridades pelos nova-iorquinos, que exultam com o casamento do Senhor Fantástico com a Mulher Invisível. Por outro lado, a desconfiança e o medo em relação ao surgimento dos mutantes fervilha sob a superfície, alimentando o preconceito e o ódio mútuos. Entre esta nova raça superpoderosa destacam-se os X-Men. Serão eles amigos ou inimigos? Sheldon vê-se perante um dilema moral quando uma menina mutante pede asilo em sua casa.

Em Marvels nº3, o Surfista Prateado trai o seu mestre Galactus para salvar a Terra da aniquilação.
 
Título: Marvels nº3
Data: Fevereiro de 1995
Licenciadora: Marvel Comics
Editora: Abril Jovem
Número de páginas: 52
Formato: Americano (17 cm x 26 cm), colorido com lombada agrafada
Publicado originalmente em: Marvels nº3 (EUA, março de 1994)
Sinopse: Nos últimos anos da década de 1960, o tempo dedicado por Phil Sheldon ao seu trabalho como fotógrafo é inversamente proporcional ao que dedica à família. Porém, com o advento da gigantesca nave de Galactus à Cidade Que Nunca Dorme, e a derrota do poder combinado do Quarteto Fantástico e do Surfista Prateado (arauto rebelde do alienígena), os nova-iorquinos (Sheldon incluído) acreditam estar iminente o Dia do Juízo Final. Com a metrópole tomada pelo pânico, Sheldon decide passar os seus derradeiros momentos de vida na companhia da família. O Quarteto Fantástico consegue, todavia, neutralizar a ameaça representada por Galactus e Sheldon compromete-se a doravante dedicar mais tempo à sua família. Isto enquanto um jornal, com o propósito de desacreditar os super-heróis,  classifica de encenação os eventos desencadeados pela presença de Galactus na Terra.
 

A trágica morte de Gwen Stacy é retratada no quarto e último número de Marvels.

Título: Marvels nº4 
Data: Março de 1995
Licenciadora: Marvel Comics
Editora: Abril Jovem
Número de páginas: 52
Formato: Americano (17 cm x 26 cm), colorido com lombada agrafada
Argumento: Kurt Busiek
Arte: Alex Ross
Publicado originalmente em: Marvels nº4 (abril de 1994)
Sinopse: No princípio dos anos 1970, Phil Sheldon lança o seu livro intitulado Maravilhas, que se converte num best-seller instantâneo. Indignado com as implacáveis críticas e acusações do editor do Clarim Diário ao Homem-Aranha - que responsabiliza pela recente morte do capitão George Stacy - o veterano fotógrafo inicia uma investigação pessoal ao caso, com o fito de limpar o nome do herói arcanídeo. É nesse contexto que conhece Gwen Stacy, a cândida filha do malogrado capitão Stacy. Com o tempo, e à medida que a amizade entre ambos floresce, Sheldon torna-se numa espécie de tutor da jovem. Esta, no entanto, não tarda a ser raptada pelo Duende Verde. Durante a refrega entre o vilão e o Homem-Aranha, Gwen acaba por perecer. Facto que estilhaça a fé de Sheldon nas  Maravilhas, em particular no Escalador de Paredes. Cansado e desiludido, Sheldon decide reformar-se. Não sem antes tirar uma última foto, na companhia da sua família e de um rapazinho chamado Danny Ketch (que, futuramente, se tornaria na segunda versão do vigilante demoníaco conhecido como Motoqueiro Fantasma).

Prémios:

* Marvels arrebatou três Eisner Awards em outras tantas categorias: Melhor Série Completa, Melhor Artista (Alex Ross) e Melhor Design de Publicação;
* Alex Ross foi ainda nomeado para o Eisner Award na  categoria de Melhor Ilustrador de Capa.

Kurt Busiek (esq.) e Alex Ross, a dupla criativa de Marvels.
 
Curiosidades:
 
* Na edição alemã de Marvels, Kurt Busiek e Alex Ross revelaram que o conceito original do projeto seria o de apresentar uma coletânea de histórias clássicas do universo Marvel, narradas sob o ponto de vista de pessoas comuns. No entanto, à medida que o projeto se foi desenvolvendo, os dois autores concordaram em explorar as questões sociais e políticas inerentes à trama;
* De acordo com Kurt Busiek, o primeiro volume da minissérie aborda o progresso científico, o segundo o medo do desconhecido e o terceiro a impotência da humanidade face a ameaças que a transcendem. Não foi, contudo, adiantada a temática explanada no quarto número.
* Finalizado o projeto, foi lançado nos EUA um quinto volume (Marvels nº0), que incluía esboços de Alex Ross, assim como uma reedição da origem do primeiro Tocha Humana (material inédito em Portugal e no Brasil);
* Para assinalar o décimo aniversário da emblemática minissérie, no Brasil a Panini lançou, em 2005, uma edição especial (que teve direito a uma segunda edição de capa dura em 2010);
* Em 2009, foi publicada nos EUA uma sequela, que no Brasil recebeu o título de Marvels II - Por Trás Da Câmara, tendo chegado às bancas em 2010 pelas mãos da Panini. Ao contrário de Kurt Busiek, porém, Alex Ross não voltou a participar nesse projeto, ficando a arte a cargo de Jay Anacleto.
* Tendo lugar numa realidade paralela onde a história do universo Marvel era retratada de um forma muito mais sombria, a minissérie Ruins (1995) apresentava o reverso da medalha das Maravilhas.
 

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