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quinta-feira, 7 de março de 2013

ETERNOS: CHRIS CLAREMONT (1950 - ...)





          Mais do que um decano, aos 62 anos Chris Claremont é um monstro sagrado da 9ª arte. Sob a sua batuta, os X-Men conheceram o seu período áureo. Nos quadradinhos ou fora deles, o seu trabalho foi quase sempre sinónimo de excelência.
 
 
Biografia: Chris Claremont nasceu em Londres a 25 de novembro de 1950. Aos três anos de idade a sua família emigrou para os EUA, radicando-se em Long Island, no estado de Nova York.
          Sem qualquer interesse pelos desportos coletivos praticados pelos outros jovens dos subúrbios, Chris preferia ler as aventuras de Dan Dare, publicadas na mítica revista britânica de quadradinhos Eagle, da qual a sua avó lhe oferecera uma assinatura. Chris considerava essas histórias mais excitantes do que as de Batman e Superman, os dois super-heróis mais populares nos anos 1950 e início da década seguinte. Era também um leitor devoto de ficção científica, bem como de outros géneros literários, sendo notórias as influências de autores como Robert Heinlein, Rudyard Kipling, entre outros na sua escrita.
           Enquanto estudava Teoria Política e Representção no Bard College (um instituto superior privado), Chris estava longe de se imaginar a fazer carreira como argumentista na indústria dos quadradinhos, a qual considerava em franco declínio, e cujo material produzido lhe parecia desinteressante. Empenhou-se, por isso, em escrever romances e novelas, na esperança de, um dia,  vir a ser escritor. A sua primeira obra publicada foi, de resto, uma história em prosa. Tentou ainda, sem grande sucesso, ser ator. Chris obteve o seu diploma no Bard College em 1972.
          Em meados dessa mesma década, Chris casou com Bonnie Wilford, a sua primeira esposa. Atualmente é casado com Beth Fleisher, prima de Dan Raspler, editor de Justice League of America durante o arco de histórias Tenth Circle, produzido em 2004 por Chris em parceria com John Byrne (reeditando assim a dupla criativa que tantas boas leituras proporcionou aos fãs dos X-Men). Chris e Beth são pais de dois gémeos.
         




Chris Claremont, 1982.“Rarely will you find among fans, comic or SF, a magnificent physical specimen of humanity,” observed Chris Claremont. “Because if you’re that good mentally or physically, you don’t need the fantasy—the reality’s good enough. It’s people who need the fantasy who indulge in it, and people who need the fantasy are usually lacking something. They’re usually a bit too smart, or they’re not Raquel Welch or Dolly Parton—any of the clone varieties of cuties you see on TV.”
Chris Claremont em 1982, no auge do seu trabalho em X-Men
 
Carreira: Oficialmente, a colaboração de Chris Claremont com a Marvel Comics principiou em agosto de 1973 quando foi destacado pelo então editor-chefe Roy Thomas para escrever Daredevil nº102. Quatro anos antes, porém, quando ainda era um estudante universitário, Chris fora contratado para as funções de assistente editorial na Casa das Ideias, tendo recebido o crédito de coargumentista de X-Men nº59, escrito pelo próprio Roy Thomas.
                 Em 1974, assumiu, em parceria com John Byrne, o título Iron Fist. Foi a segunda vez que ambos trabalharam juntos, depois de uma breve colaboração em Marvel Premiere, série onde Byrne desenhou as duas primeiras aparições do Punho de Ferro. No ano seguinte, Len Wein (sucessor de Roy Thomas no cargo de editor-chefe da Marvel), incumbiu Chris de escrever as histórias dos renovados X-Men. Esta opção decorreu do entusiasmo que Chris vinha evidenciando em relação à segunda geração dos heróis mutantes, criada por Wein e Dave Cockrum
                Chris abordou metodicamente as personagens, estudando as suas motivações, os seus desejos e as suas personalidades. Esta abordagem inovadora obteve reações muito positivas por parte dos leitores dos X-Men.
                Ao longo dos 16 anos consecutivos (1975-1991) em que esteve à frente de Uncanny X-Men, Chris Claremont escreveu ou coescreveu algumas das mais emblemáticas histórias da equipa mutante, tais como A Saga Da Fénix Negra (que serviu de inspiração a X-Men 3: O Confronto Final, no qual Chris faz um cameo) ou Dias De Um Futuro Esquecido ( a ser brevemente adaptada ao cinema). Detentor do recorde absoluto de longevidade à frente de uma série produzida pela Casa das Ideias, Chris criou várias personagens importantes que ainda hoje fazem parte do universo X: Vampira, Dentes-de-sabre, Fénix, Rainha Branca e Mística, só para citar algumas.
               O primeiro número de X-Men (1991), escrito a meias com Jim Lee, figura no Livro de Recordes do Guiness como a banda desenhada mais vendida de todos os tempos: nada mais nada menos, do que uns assombrosos 8,1 milhões de exemplares (perfazendo o não menos impressionante valor de 7 milhões de dólares).
               Paralelamente ao trabalho desenvolvido nos X-Men, Chris ajudou a promover vários produtos derivados como Os Novos Mutantes, Excalibur e Wolverine.

A Saga da Fénix Negra é considerada uma das melhores histórias dos X-Men alguma vez escrita.
 
               O dealbar da década de 1990 assinalou um ponto de viragem na carreira de Chris Claremont, que apostou na  diversificação do seu trabalho como argumentista de BD. Nesse sentido, colaborou com outras editoras que não a Marvel. Logo em 1992, escreveu a aclamada graphic novel Star Trek: Debt of Honor, ilustrada por Adam Hughes. No ano seguinte, começou a escrever a minissérie em doze volumes Aliens/Predator: Deadliest Of The Species para a Dark Horse (embora a mesma só haja sido completada em 1995). Nesse ínterim,  mudou-se de armas e bagagens, corria o ano de 1994, para a recém-criada Image Comics, a fim de escrever três números de WildC.A.T.s, o grupo de super-heróis criado por Jim Lee e Brandon Choi. Seria também o escolhido para, anos depois, relançar outra criação de Lee e Choi: Gen 13 (ver artigo anterior).  Entre 1995 e 1998, Chris narrou as histórias de Sovereign Seven (S7), uma criação sua publicada sob a égide da DC.

S7: uma criação de Chris Claremont publicada pela DC.
 
                Em 1998, sete anos após a sua saída, Chris regressou à Marvel, agora na dupla qualidade de diretor editorial e de argumentista de Fantastic Four. Dois anos depois reassumiu Uncanny X-Men, título que acumulou com X-Men, antes de ser transferido para X-Treme X-Men. Após passagens por várias outras séries mutantes como Exiles e New Excalibur, o veterano escriba escreveu em 2008 a minissérie GeNext, seguida da sequela GeNext: United (2009). Foi ainda argumentista de X-Men Forever, uma história que tem lugar numa realidade alternativa, assente na premissa de Magneto nunca ter regressado à Terra após a destruição do asteroide M, ocorrida em X-Men nº3 (dezembro de 1991).
               Fora dos quadradinhos, Chris Claremont foi coautor, entre 1995 e 1999, da trilogia Chronicles of the Shadow War, em parceria com George Lucas, a qual dava continuidade à história narrada no filme Willow (1988). Já antes, na década de 1980, Chris publicara outra trilogia literária que tinha como protagonista uma astronauta estadounidense de sua graça Nicole Shea.
 
Claremont & Byrne: uma dupla de sucesso.
Prémios e distinções: Entre os vários prémios arrecadados ao longo da sua extensa e profícua carreira, contam-se cinco Comics Buyer's Guide Fan Award para melhor escritor. Conquistou igualmente, em 1990, o CBG Fan Awards na categoria de melhor argumento, feito que repetiu dois anos depois com a novela gráfica Star Trek: Debt Of Honor.
 
Star Trek: Debt Of Honor valeu mais um prémio a Chris Claremont.

1 comentário:

  1. Excelente post. :)
    Mais um ícon do mundo dos quadradinhos...gostei.

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