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quinta-feira, 11 de julho de 2013

HEROÍNAS EM AÇÃO: BATWOMAN


 

    Na sua versão moderna - com muito pouco em comum com a original - a Batwoman é a primeira super-heroína assumidamente lésbica da história dos quadradinhos. Inspirada pela sua contraparte masculina, jurou combater o crime nas suas mais variadas formas nas obscuras ruas de Gotham City.
 
Nome original: Batwoman
Primeira aparição (Idade da Prata): Detective Comics nº233 (julho de 1956)
Primeira aparição (versão moderna): 52 nº7 (junho de 2006)
Criadores (Idade da Prata): Bob Kane (arte) e Edmond Hamilton (história)
Criadores (versão moderna): Grant Morrison, Geoff Johns, Mark Waid, Greg Rucka e Keith Giffen
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Katherine "Kate" Rebecca Kane
Local de nascimento: Gotham City
Parentes conhecidos: Coronel Jacob Kane (pai), Gabi Kane (mãe falecida), Elizabeth Kane (irmã gémea supostamente falecida), Bette Kane (prima) e Margie Swayer (noiva)
Filiação: Fúrias Femininas
Base de operações: Gotham City
Habilidades e armas: Única herdeira da colossal fortuna da sua família, Katherine Kane dispõe de vastos recursos que lhe permitem financiar as suas operações como vigilante mascarada, bem como a aquisição de uma sofisticada parafernália similar à do Cavaleiro das Trevas. Entre esta destacam-se o cinto de utilidades (onde transporta, entre outras coisas, cordas e cápsulas de gás) e os icónicos batarangues.
      Ginasta de elite, a Batwoman domina também várias artes marciais. É ainda uma exímia investigadora forense, uma mestra do disfarce e camuflagem, além de possuir elevados conhecimentos de informática.
Fraquezas: Tempos atrás, a Batwoman foi esfaqueada no coração por uma criminoso. Desde então, e apesar de ter recuperado do ferimento, a heroína padece de ligeiros problemas cardíacos.

File:Detective233.JPG
Detective Comics nº233 (1956) assinala o nascimento da primeira Batwoman.
 
História de publicação: A montante da criação da primeira Batwoman em plena Idade da Prata dos Quadradinhos, estão dois motivos: em primeiro lugar, o desejo da DC de, a exemplo do que fizera antes com o Super-Homem, providenciar uma "família" ao Batman, visto que a fórmula se tinha revelado muito lucrativa; em segundo lugar, a introdução dessa nova personagem feminina no universo do Homem-Morcego pretendia contrapor as acusações de homossexualidade dirigidas  anteriormente ao Duo Dinâmico pelo psiquiatra germânico Fredric Wertham no seu livro A Sedução dos Inocentes (1954).
         Nesse sentido, na sua estreia oficial nas páginas de Detective Comics nº233, a Batwoman é apresentada como uma nova combatente do crime, mas também como um interesse romântico de Batman. 
         A heroína, contudo, não correspondia exatamente à contraparte feminina do Cruzado de Capa. Na sua bolsa de utilidades, por exemplo, transportava armas disfarçadas de acessórios femininos, como batons, lacas, braceletes ou redes para o cabelo. Também as cores do seu uniforme - vermelho e amarelo - contrastavam com as tonalidades escuras do traje de Batman.

A primeira Batwoman em ação.
 
        Até aos primeiros anos da década de 1960, a Batwoman foi presença assídua em Batman e Detective Comics. A despeito da popularidade que granjeara junto dos leitores, o então editor-chefe da DC, Julius Schwartz, achou por bem remover a personagem das histórias do Batman por considerá-la inapropriada para a direção que pretendia incutir-lhes doravante. Assim, quando ocorreu o relançamento do título Detective Comics em 1964, a Batwoman foi substituída por uma nova heroína: Batgirl.  Esta, além de nova contraparte feminina do Homem-Morcego, superou em popularidade a sua antecessora, mercê do tom mais realístico das suas histórias, tão ao gosto da nova geração de leitores.
         Malgrado os pedidos de muitos fãs para que a Batwoman regressasse ao ativo, os responsáveis editoriais da DC não transigiram, argumentando, por um lado, que ela fora criada num contexto muito específico e, por outro, que a sua imagem de donzela em apuros destoava do novo arquétipo feminino, decorrente da emancipação das mulheres na sociedade.
        Após um longo hiato, em 2006 uma renovada versão da Batwoman fazia a sua primeira aparição na maxissérie retroativa 52. A pedido dos editores da DC, o conceituado ilustrador Alex Ross desenvolveu,a partir de uma versão modificada do traje da Batgirl por ele concebida anos antes,o novo visual da heroína.

2006 foi o ano em que a Batwoman regressou ao ativo.
   
 Todavia, ao contrário da sua antecessora da Idade da Prata, a nova Batwoman não tinha qualquer interesse afetivo no Cavaleiro das Trevas, visto ser lésbica. A sua orientação sexual, de resto, causou celeuma nos media estadounidenses e também na comunidade de fãs, com as opiniões a dividirem-se.
       Na génese desta opção da DC esteve a sua intenção de diversificar o universo da editora de modo a refletir as tendências das sociedades contemporâneas. De acordo com essa premissa de modernidade, Katherine Kane - a identidade civil da Batwoman - é descrita como sendo judia, ex-militar e adepta de tatuagens.
       Desde 2010 que a heroína passou a dispor de um título próprio nos EUA, distanciando-se progressivamente da "família" Batman.

File:Batwoman 01 2011.jpg
Arte promocional para Batwoman nº1 (2011)
     
Biografia: Na sua versão primitiva, Kathy Kane, uma herdeira rica e antiga acrobata circense de Gotham City, decide utilizar as suas habilidades e recursos para combater o crime usando um nome e um uniforme inspirados no Homem-Morcego.
         Já a atual Batwoman, embora mantendo a mesma identidade civil, é filha de dois oficiais do exército norte-americano (o coronel Jacob Kane e a capitã Gabi Kane) que,a par das suas carreiras militares, colaboraram intensivamente com os serviços secretos.
         Katherine cresceu com os pais e a sua irmã gémea, Elizabeth Kane. Devido à profissão dos seus progenitores, a família mudava constantemente de cidade.
         Assim, ao serviço da NATO, os pais de Katherine foram destacados para Bruxelas - capital belga - onde a família se radicou. Não tardou porém a que a tragédia se abatesse sobre eles. Gabi e
as suas filhas foram raptadas por um grupo terrorista. O resgate foi conduzido pelo próprio marido, mas era já tarde demais. Gabi e Elizabeth haviam sido executadas pelos seus captores. Kate sobreviveu tendo contudo ficado severamente traumatizada por ter testemunhado a morte da mãe e da irmã.
À parte o nome, pouco têm em comum as duas Batwomen.

         Para agradar ao pai, Kate ingressou na Academia Militar, onde se destaca pelas suas excelentes notas. Acusada de manter uma relação amorosa com outra cadete, a jovem é vítima de bullying por parte dos colegas e acaba expulsa da instituição.
        Kate muda-se então para Gotham City passando a frequentar a universidade e a levar uma vida social marcada pelos excessos. Nessa nova fase da sua vida envolve-se romanticamente com uma jovem agente policial de seu nome Renee Montoya. Relação que resiste somente alguns meses e que termina em rutura depois de Kate confrontar a sua companheira com o facto de esta ocultar a sua homossexualidade a familiares e colegas.
        Sem norte, Kate desiste dos estudos e procura em vão reatar a relação com a ex-amante. Durante um assalto aplica o seu treino militar para neutralizar o ladrão, instantes antes de Batman vir em seu socorro.
        Inspirada por este breve encontro com o Cavaleiro das Trevas, Kate resolve começar a combater o crime usando armamento e o protótipo de uma armadura militar roubados. Quando a sua atividade de vigilante é descoberta pelo pai, a jovem aceita levar a cabo um treino de dois anos ao redor do globo. Regressada a Gotham, esperava-a um traje especial concebido pelo pai, assim como um arsenal ultramoderno e um bunker escondido na mansão da família Kane. Assim (re)nascia a lenda da Batwoman.


Noutros media: Escasseiam as incursões da Batwoman noutros formatos que não os quadradinhos. Na série de animação The Batman (2004-2008), no episódio em duas partes Batgirl Begins, o seu nome é indiretamente citado pela heroína juvenil,que exige ser chamada de Batwoman.
        Num episódio de outra série animada estrelada pelo Homem-Morcego, Batman: The Brave and the Bold, surge uma personagem com um visual semelhante ao da primeira Batwoman sem contudo ser assim denominada. Trata-se afinal de Katrina Moldoff, herdeira milionária do Circo Moldoff.
        Já no filme de animação Batman: The Mistery of the Batwoman (com lançamento direto em vídeo em 2003), é apresentada uma versão alternativa da personagem consentânea com universo animado da DC. Pelos seus métodos violentos, esta Batwoman é encarada com desconfiança pelo Homem-Morcego e a sua verdadeira identidade permanece um mistério.

 
Versão alternativa da Batwoman apresentada no filme Batman: The Mistery of the Batwoman.


4 comentários:

  1. Adorei. :) Não conhecia nada da Batwoman.
    Parabéns pelo excelente trabalho. ;)

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  2. Muito legal saber toda essa historia de como a personagem foi sendo recriada conforme o passar do tempo, e adorei que na versão atual ela é lésbica ;)

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  3. Gostei, obrigado pelas informações =)

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