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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

HERÓIS EM AÇÃO: TROPA DOS LANTERNAS VERDES


File:Green Lantern Corps Logo.jpg


       Milhões de anos atrás, os Guardiões do Universo criaram uma força policial para proteger e servir cada um dos 3600 setores mapeados do Cosmos. Recrutados devido à sua imbatível força de vontade, esses agentes da lei e da ordem galácticas formam a Tropa dos Lanternas Verdes.


Nome original: Green Lantern Corps
Primeira aparição: Showcase nº22 (outubro de 1959)
Criadores: John Broome (história) e Gil Kane (arte)
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Quartel-general: Planeta Oa
Base de operações: Todo o Universo
Estrutura: Contando atualmente com 7200 efetivos ao seu serviço (o dobro do contigente original), a Tropa dos Lanternas Verdes concede um elevado grau de autonomia aos seus operacionais, que assim podem escolher os métodos mais adequados para exercer a sua autoridade no seio da sua jurisdição.  Esta autoridade pode, contudo, ser revogada pelos Guardiões do Universo caso se verifiquem abusos.
     Em setores mais populosos como o 2814 (a que pertence a Terra), poderá haver mais do que um agente responsável pela sua proteção. Assim se explicando a coexistência de quatro lanternas verdes humanos (Hal Jordan, Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rayner).
     Entre outros deveres, cada lanterna é incumbido de, em caso de reforma ou de morte iminente, encontrar um substituto condigno. Se o operacional morrer antes de poder cumprir esta obrigação, o seu anel encarregar-se-á de, após reportar o óbito a Oa, encontrar um sucessor. Em circunstâncias muito excecionais, a escolha poderá ser feita pessoalmente pelos Guardiões.
     Uma vez recrutado, o novo lanterna verde é sujeito a um treino intensivo em Oa. Findo este, é-lhe fornecido um anel energético, uma bateria em forma de lanterna para o recarregar e um uniforme padrão (que poderá, no entanto, ser personalizado). Após prestar o juramento solene da organização, é-lhe atribuída a proteção de um setor espacial.

Showcase nº22 (1959) assinalou a estreia da Tropa dos Lanternas Verdes.
 
Outros departamentos:

* Tropa dos Lanternas Alfa: força especial criada para gerir assuntos internos da organização;
* Guarda de Honra dos Lanternas Verdes: tropa de elite sediada em Oa, cuja esfera de atuação não está restringida a um único setor;
* A Milícia: divisão secreta da Tropa dos Lanternas Verdes responsável pelas missões mais arriscadas e cujos operacionais não obedecem ao código de conduta padrão da organização.
 
 
Origem: Na cúpula dirigente da Tropa dos Lanternas Verdes encontram-se os seus fundadores e líderes, os Guardiões do Universo. Trata-se de uma das várias espécies originárias do planeta Maltus. Sendo também uma das mais antigas formas de vida inteligente do Cosmos, com o tempo estes seres tornaram-se cientistas e pensadores, usando outros mundos como cobaias para as suas experiências.
      Incontáveis eras atrás, um deles, Krona, viajou no tempo a fim de observar o exato momento da criação do Universo. Esta experiência seria, porém, catastrófica para toda a Existência, dela resultando a criação do multiverso e do universo de antimatéria.
      Perante o caos, os maltusianos dividiram-se quanto à melhor solução a dar ao problema: uma das partes decidiu devotar a sua existência imortal a conter o Mal. Este grupo, por sua vez, dividiu-se em duas fações, Os Guardiões do Universo e os Controladores. Estes últimos eram adeptos de métodos mais violentos e fundaram uma outra força policial intergaláctica, os Darkstars.
     Já as fêmeas maltusianas não viram necessidade de tomar partido nesta contenda e, considerando que a imortalidade da sua espécie dispensava qualquer necessidade reprodutiva, abandonaram Oa e os seus congéneres masculinos.

Os Guardiões do Universo.
      Reposicionando o seu mundo natal  no centro do Universo, os Guardiões passaram daí em diante a combater o Mal e a assegurar a ordem cósmica. Tendo em vista esses dois propósitos, criaram uma legião robótica a que deram o nome de Caçadores Cósmicos.
     Contudo, os Caçadores  Cósmicos não tardaram a revelar-se defeituosos devido à sua incapacidade de sentir medo. Acabariam mesmo por se rebelar contra os seus criadores, desencadeando uma guerra milenar, a qual culminaria num ataque dos robôs a Oa.
    Quando, por fim, os Guardiões lograram derrotar os seus antigos servos, retiraram-lhes os poderes e baniram-nos para diferentes quadrantes do Cosmos. O que não impediu os Caçadores Cósmicos de fundarem a sua própria sociedade robótica e de continuarem a interferir nos desígnios dos seus criadores.
   
Antes da Tropa dos Lanternas Verdes, os Guardiões criaram os Caçadores Cósmicos.
 
     Frustrados pelo fracasso da criação dos Caçadores Cósmicos, os Guardiões deliberaram que a sua nova força de manutenção da lei e da ordem galácticas seria composta por seres vivos, providos de livre arbítrio e de uma inabalável estrutura ética e moral.
     Para armar esta sua nova legião de cavaleiros celestiais, os Guardiões desenvolveram anéis energéticos. Estes dispositivos de avançadíssima tecnologia permitiam aos seus usuários criar toda a sorte de construtos, bem como disparar rajadas energéticas de intensidade variável. A imaginação e a força de vontade dos seus portadores seriam as grandes limitações destas armas incríveis.
      Embora a relação entre os Guardiões do Universo e a génese do símbolo da Tropa dos Lanternas Verdes nunca tenho sido cabalmente esclarecida, em tempos foi revelado que a lanterna tem as suas raízes na forma de vida primordial a habitar o Universo. Supostamente, a dita terá emergido de um mundo nebuloso e sem nome. Quando esses seres fundaram a primeira força policial intergaláctica, os seus agentes transportavam uma espécie de lanterna iluminada por uma chama química de cor verde.
      Acredita-se que este ideal foi adotado e espalhado pelos confins do Cosmos como um símbolo da ordem e da justiça. daí resultando a fundação da Tropa dos Lanternas Verdes.
      Contando apenas com algumas dezenas de efetivos nos seus primórdios, a organização aumentou drasticamente de número cerca de mil anos atrás. O que se deveu à necessidade de impor a ordem em Apokolips, planeta natal do tirânico Darkseid.
Juramento solene: Todos os novos lanternas verdes têm de prestar o juramento solene da organização antes de iniciarem a sua atividade como protetores do seu respetivo setor espacial: "No dia mais claro, na noite mais densa, o Mal sucumbirá ante a minha presença! Que os adoradores do poder do Mal temam a luz do Lanterna Verde!"

A Tropa dos Lanternas Verdes integra uma plêiade de raças alienígenas nas suas fileiras.
 
Poderes, armas e habilidades: Frequentemente classificados como sendo as mais poderosas armas do Universo, especula-se que os verdadeiros limites dos anéis energéticos que equipam os lanternas verdes não foram ainda atingidos. O seu efeito mais distintivo é a capacidade de gerarem construtos de luz sólida, cujas dimensões, força e complexidade são determinadas pela força de vontade e imaginação do seu usuário.
       Quando ativo e energizado, o anel pode igualmente encasular o seu portador num campo de forças protetor. Isto permite que qualquer lanterna verde viaje através do espaço sideral e sobreviva em planetas com diferentes tipos de atmosfera. Concomitantemente, o anel pode ainda servir de tradutor universal para qualquer língua ou dialeto alienígenas.
 
Hal Jordan apetrechado do anel e respetiva bateria em forma de lanterna, as imagens de marca da Tropa dos Lanternas Verdes.
      
       Numa vertente mais bélica, os anéis dos lanternas verdes podem converter radiação de múltiplas frequências em feixes energéticos, em tudo idênticos aos raios laser.
       Entre as limitações dos anéis há que destacar também a necessidade de recarga (utilizando a respetiva bateria em forma de lanterna) a cada 24 horas. Originalmente, os anéis eram incapazes de afetar objetos ou indivíduos de cor amarela. Embora variando de autor para autor a explicação para este facto, tudo indica que o mesmo deriva de uma imperfeição existente na primeira Bateria Central de Oa, que serviu durante milénios de prisão a Parallax, uma entidade de cor amarela que representava a própria essência do medo.
      De salientar ainda que a primeira aparição do anel energético teve lugar em julho de 1940, nas páginas de All-American Comics nº16 (título de charneira da editora All-American Publications, antecessora da DC), fruto da imaginação da dupla composta por Bill Finger (cocriador do Batman em 1939) e Martin Nodell.
      Como primeiro usuário o anel teve Alan Scott (o Lanterna Verde da Idade do Ouro), sendo contudo o seu poder de origem mística.
 
Embora tenha sido o primeiro usuário do anel, o poder do Lanterna Verde original tinha origem mística, não extraterrestre.
 
Noutros media:  Além da participação na primeiro longa-metragem do Gladiador Esmeralda (ver texto anterior), a Tropa dos Lanternas Verdes foi presença ocasional em diversas séries de animação baseadas no Universo DC, entre as quais Justice League Unlimited e Batman: The Brave and the Bold. No entanto, a sua participação mais proeminente ocorreu no filme de animação que revisitou a origem do Lanterna Verde Hal Jordan, Green Lantern: First Flight (2009), assim como na respetiva sequela, Green Lantern: Emerald Knights (2011).
 
A Tropa dos Lanternas Verdes num episódio de Justice League Unlimited.

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