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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

HEROÍNAS EM AÇÃO: SUPERGIRL



 
      Kara Zor-El, a Supergirl original, é prima do Super-Homem e, tal como ele, uma das derradeiras sobreviventes de Krypton. Criada para ser uma contraparte feminina do Homem de Aço, foi reinventada vezes sem conta - e até eliminada. Na suas versões mais recentes, ganhou densidade e poder.
 
Nome original: Supergirl (durante décadas foi conhecida como Supermoça nos países lusófonos em virtude da tradução brasileira)
Primeira aparição: Action Comics nº252 (maio de 1959)
Criadores: Otto Binder (história) e Al Plastino (arte)
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Kara Zor-El (nome original kryptoniano) e Linda Lee/Danvers (identidades terrestres adotadas nos seus primórdios e suprimidas nas suas versões pós-Crise nas Infinitas Terras)
Local de nascimento: Argo City, Krypton
Parentes conhecidos: Zor-El e Alura (pais), Jor-El e Lara (tios falecidos) e Kal-El (primo)
Base de operações: Terra e Kandor
Filiação: Liga da Justiça e Legião dos Super-Heróis (na sua versão pré-Crise)
Armas, poderes e habilidades: Decorrente da sua fisiologia kryptoniana, quando exposta à radiação de um sol amarelo, a Supergirl detém poderes em tudo idênticos aos do Homem de Aço. A saber: invulnerabilidade, voo, superforça, supervelocidade, visão de calor, visão de raios X, visão microscópica, visão telescópica, superaudição e supersopro.
      Se na sua versão primitiva a Rapariga de Aço era claramente menos poderosa do que o seu primo, nas suas versões mais recentes - em que é retratada como uma intempestiva adolescente com cerca de 16 anos -  sugere-se que o seu nível de poder, ainda não completamente desenvolvido, poderá superar o do próprio Super-Homem.
Fraquezas: Uma exposição prolongada a kriptonita (fragmentos radioativos do seu mundo natal) pode ser-lhe fatal. É também vulnerável à magia.


A chegada à Terra da Supergirl em Action Comics nº252 (1959).

Predecessoras: Desde meados da década de 1940 que surgiram nas histórias do Homem de Aço vários protótipos de contrapartes femininas do herói. A reação positiva dos leitores a estas personagens ditaria, em 1959, a criação da Supergirl. Eis a lista das suas predecessoras:

*Lois Lane/Superwoman: Publicada em Action Comics nº60 (maio de 1943), a história Lois Lane - Superwoman deu a conhecer a primeira versão feminina do Super-Homem. Nela, a intrépida repórter do Planeta Diário e eterna namorada do Homem de Aço é hospitalizada na sequência de um acidente e é salva por uma transfusão sanguínea do herói kryptoniano, ganhando assim superpoderes similares aos dele. Adotanto uma variante do uniforme do Super-Homem, Lois assume a identidade de Superwoman e inicia uma carreira autónoma de combate ao crime.
     Várias outras histórias em que Lois Lane adquiria superpoderes foram sendo lançadas ulteriormente. Numa delas, publicada em maio de 1951, nas páginas de Action Comics nº156, ela opta por usar uma peruca loira com vista a ocultar a sua verdadeira identidade, adereço que lhe conferia uma aparência muito próxima da Surpergirl clássica.
*Rainha Lucy/Super-Girl: Em Superboy nº5 (novembro/dezembro de 1949), numa história intitulada Superboy Meets Supergirl, o jovem herói trava conhecimento com a rainha Lucy da fictícia nação sul-americana de Borgónia. Lucy é uma atleta excecional dotada de uma inteligência superior que, farta dos seus deveres de monarca, viaja até Smallville onde conhece o Superboy, a quem rapidamente arrebata o coração.
       Num concurso onde a jovem participa, Superboy usa secretamente os seus poderes para fazer crer ao público que Lucy possui habilidades meta-humanas. Facto que vale à jovem a alcunha de Super-Girl. Nesta sua identidade, Lucy usa um vestido com um S estilizado e uma capa castanha.
*Claire Kent: Em Claire Kent, Alias Super-Sister, história publicada em Superboy nº78, o Superboy salva a vida a uma alienígena chamada Shar-La, cuja espaçonave se despenhara na Terra. No entanto, o Rapaz de Aço ridiculariza o acidente e, agastada, Shar-La transforma-o numa rapariga.
       De volta a Smallville, o Superboy vê-se obrigado a criar um novo alter ego: Claire Kent, apresentada como uma parente distante de visita à cidade. Quando assume a sua identidade heroica, a jovem apresenta-se como sendo a irmã do Superboy. Este acaba todavia por descobrir que tudo não passara de uma ilusão criada por Shar-La como castigo pelo desrespeito manifestado por Superboy em relação às mulheres.
*Super-Girl: Em agosto de  1958 (menos de um ano antes da criação oficial da Supergirl), numa história publicada em Superman nº123,Jimmy Olsen (o fotógrafo do Planeta Diário amigo de Clark Kent e do Super-Homem) usa um totem mágico para desejar uma parceira feminina para o Homem de Aço. Nasce assim a Super-Girl.
       Não obstante essa personagem ter morrido no final da citada história, a DC usou-a para testar a reação dos leitores à eventual introdução de uma contraparte feminina do Homem de Aço.  Para isso, apresentou a Super-Girl como uma jovem loira trajando um uniforme muito similar ao do Super-Homem. Contudo, em reedições posteriores da história, a Super-Girl tornou-se ruiva e passou a usar uma indumentária castanha e verde, de molde a evitar confusões com a verdadeira Supergirl.

A Super-Girl introduzida em Superman nº123 serviu de teste antes do lançamento de uma nova contraparte feminina do Homem de Aço.

 
A evolução do mito: Oficialmente introduzida na mitologia da DC em 1959, Kara Zor-El foi a primeira e mais famosa Supergirl. No entanto, várias outras personagens assumiram o seu manto ao longo das décadas.
       Depois de ao longo de muitos anos a coadjuvar o Homem de Aço em Superman e Action Comics, a heroína kryptoniana ganhou um título próprio em 1972, o qual foi publicado durante os dois anos subsequentes. Seguiu-se, entre 1982 e 1984, nova série mensal, The Daring New Adventures of Supergirl.
      Em virtude da mudança de política editorial da DC, a Supergirl foi morta em 1985, no âmbito da saga Crise nas Infinitas Terras, que abriu caminho ao relançamento do universo da Editora das Lendas. Convencionou-se então que o Super-Homem seria doravante o único sobrevivente de Krypton, facto que levou à supressão da Supergirl da renovada mitologia da DC.

A morte da Supergirl foi um dos momentos mais trágicos da história dos comics.
 
     Nada que impedisse, porém, que nos anos que se seguiram surgisse uma profusão de personagens que adotaram a identidade de Supergirl, embora nenhuma delas possuísse qualquer ligação familiar com o Homem de Aço.

Supergirl: uma heroína, múltiplas faces.

* Matriz: Uma forma de vida sintética produzida por uma versão alternativa de Lex Luthor no chamado Universo Compacto, e a quem foram implantadas as memórias de Lana Lang. Criada a partir de protoplasma, possuía poderes diversos dos do Super-Homem, designadamente habilidades pirocinéticas, invisibilidade e transmorfismo. Estreou-se em 1988 e foi o primeiro ensaio para o regresso da personagem após Crise nas Infinitas Terras.

Malgrado as semelhanças, Matriz era muito diferente da sua antecessora.
* Matriz/Linda Danvers: Em 1996, Matriz foi fundida a uma rapariga humana de sua graça Linda Danvers (a identidade civil usada em tempos pela Supergirl original). Muitos elementos pré-Crise foram, de resto, incorporados nesta nova versão da personagem.
     Para salvar Linda da morte, Matriz imolou-se, daí resultando a amálgama dos corpos, mentes e espíritos de ambas. Dessa fusão resulta uma criatura angélica. A Supergirl perde alguns dos seus poderes, mas, em compensação, ganha novas habilidades - como teletransporte-  e um par de asas flamejantes.
      Linda e Matriz acabariam por separar-se, conservando a primeira alguns dos poderes da segunda. Ambas desapareceriam durante os eventos mostrados em Crise Infinita (2005).

Da combinação de Matriz e Linda Danvers  nasceu uma nova Supergirl.
 
* Cir-El: Corria o ano de 2003 quando uma Supergirl chamada Cir-El fez a sua aparição em Superman: The 10 Cent Adventure nº1. Clamando ser a futura filha do Super-Homem e de Lois Lane, a jovem detinha poderes idênticos aos do Homem de Aço, exceto pela ausência de capacidade de voo. Em contrapartida, Cir-El podia emitir rajadas incandescentes de sol vermelho (o qual anula os superpoderes adquiridos pelos kryptonianos sob um sol de cor amarela).
      Cir-El acabaria contudo por descobrir que não passava de uma adolescente humana cujo ADN fora manipulado por Brainiac de modo a parecer kryptoniana. Morreria pouco tempo depois. Retificada a linha temporal de onde provinha, a existência desta putativa Supergirl foi apagada.

Cir-El.
 
      Após o cancelamento da terceira série de Supergirl - estrelada por Linda Danvers - Kara Zor-El foi reintroduzida na cronologia oficial da DC em Superman/Batman nº8 (2004).
      Em 2011, decorrente da reestruturação editorial Os Novos 52!, a Supergirl teve direito a um novo título próprio, sendo igualmente presença assídua nas histórias do Homem de Aço. Na sua versão atual, Kara aparenta ter cerca de 16 anos, sendo contudo mais velha do que o primo. Na verdade, ela foi enviada para a Terra antes do bebé Kal-El para cuidar dele. Mas ficou à deriva no espaço, em animação suspensa, e, por esse motivo, chegou ao nosso planeta quando o primo já atingira a idade adulta.
      Uma diferença significativa relativamente à Supergirl clássica, sempre retratada como uma adolescente enviada para a Terra vários anos após a destruição de Krypton e o advento de Kal-El à Terra.
A renovada Supergirl de Os Novos 52!
 
Biografia: Na sua versão clássica, Kara Zor-El é a última sobrevivente de Argo City, uma metrópole kryptoniana que escapara à destruição do planeta e que vagueava pelo espaço sideral desde então. Quando os seus habitantes foram dizimados pela radiação de kryptonita verde - que atingiu a cidade sob a forma de uma chuva de meteoritos - Kara foi enviada pelo pai para a Terra, onde deveria juntar-se ao seu primo Kal-El.
      Receando que o Homem de Aço não reconhecesse a jovem, Zor-El confecionou-lhe uma traje similar ao usado pelo sobrinho na Terra.
     Uma vez no nosso mundo, Kara adquiriu poderes idênticos aos do Super-Homem e, para passar despercebida, adotou a identidade civil de Linda Lee, uma jovem estudante órfã. Para completar o seu disfarce, escondia a sua cabeleira loira sob uma peruca castanha. Enquanto aprendia a controlar os seus superpoderes, Kara apenas a pedido do primo atuava como Supergirl.
      Depois de Linda Lee ser adotada pelo casal Fred e Edna Danvers (daí resultando a sua mudança de apelido), Kal-El dá por concluída a sua preparação e a Supergirl passa a operar publicamente.
      Todavia, a sua identidade secreta é do conhecimento apenas de um grupo muito restrito que, além do primo e dos pais adotivos, inclui ainda a Legião dos Super-Heróis, equipa de justiceiros do século XXXI que Kara integrou durante algum tempo.
       Anos depois, Kara descobre que os seus pais biológicos haviam afinal sobrevivido ao envenenamento radioativo que causara a morte aos demais habitantes de Argo City. O que só fora possível devido ao facto de se terem refugiado na Zona de Sobrevivência, espécie de continnum paralelo da Zona Fantasma (a prisão extradimensional para onde as autoridades kryptonianas enviavam os seus mais infames criminosos).
      Resgatados pela filha, Zor-El e Alura passam a viver na cidade engarrafada de Kandor (outra urbe que, pela ação de Brainiac, sobrevivera à destruição do seu mundo natal).
      No auge de Crise nas Infinitas Terras, a Supergirl sacrificou a própria vida para salvar o primo e todo o Multiverso da destruição iminente orquestrada pelo Antimonitor. Na sequência desta saga - que vitimou várias outras personagens da editora, como o Flash Barry Allen - a Heroína de Aço foi removida da nova cronologia oficial da DC. Contudo, contrariamente aos outros finados, ninguém se lembrava da sua morte ou sequer da sua  existência.
 
A Supergirl contemporânea encontra a Supergirl original.
 
       Na atual cronologia da Editora das Lendas, saída do projeto Os Novos 52!, Kara Zor-El é uma intempestiva adolescente recém-chegada ao nosso planeta. Após anos à deriva nas estrelas, ao emergir do seu estase, a jovem julga que tudo não passa de um sonho. Não tarda, porém, a ser perseguida pelos agentes do malévolo Simon Tycho, líder de uma poderosa corporação que, ciente da sua prsença no nosso planeta, pretende capturá-la com vista a estudar os seus poderes.
       Depois de se desembaraçar de Tycho, Kara encontrou-se pela primeira vez com o Super-Homem. Este encontro, porém, esteve longe de ser pacífico. Ao contrário do primo, Kara não domina ainda o Inglês, facto que obsta à comunicação entre ambos, visto que, por sua vez, Kal-El expressa-se num kryptonês arcaico.
       Ignorando o tempo que passou à deriva no espaço, Kara toma o Homem de Aço por um impostor, porquanto contava encontrar uma criança, ao invés de um adulto. Também não acredita quando Kal-El lhe dá a triste notícia de que são eles os dois últimos krptonianos. Após uma violenta refrega com o primo, a jovem acaba por cair em si  e procura adaptar-se à nova realidade.
       Sempre sob a supervisão do Homem de Aço - uma vez que a real amplitude das suas habilidades continua por determinar - Kara opera presentemente como Supergirl.
 
Super-Homem e Supergirl: uma reunião familiar atribulada.

Noutros media: Contrariamente ao que é habitual, a primeira incursão da Supergirl fora dos quadradinhos não ocorreu numa qualquer série ou filme de animação, mas sim no cinema. Em 1984, interpretada por Helen Slater, a Heroína de Aço voou para o grande ecrã, num spin-off  da franquia Superman. Através da participação de Jimmy Olsen (Marc McClure), ficou assegurada a interligação entre Supergirl (em cujo elenco pontificavam ainda nomes como Peter O'Toole e Faye Dunaway) e a série de películas já realizadas do Homem de Aço (à época personificado por Christopher Reeve).
      Numa versão muito fiel às raízes da personagem, Kara Zor-El surgia retratada no filme como a prima do Super-Homem, oriunda de Argo City. Estava, de resto, prevista uma participação especial do campeão de Metrópolis na película, inviabilizada por constragimentos orçamentais e lítigios judiciais (para mais informações, consultar a minha crítica de Supergirl).
 
Helen Slater foi a primeira atriz a dar corpo à Supergirl no cinema.
 
        Já este século, no decurso da sétima temporada da série Smallville (2007/08), a Supergirl regressou à ribalta, desta feita interpretada por Laura Vandervoort. Numa versão baseada na reformulação da personagem a partir de 2004, Kara era retratada como sendo a prima de Kal-El chegada à Terra após vários anos em estase enquanto a sua espaçonave vagueava pelo espaço.
 
Laura Vandervoort deu vida à prima de Kal-El em Smallville.
 
         No campo da animação, Supergirl debutou em Superman: The Animated Series(1996-2000), série estrelada pelo seu primo. Respondendo pelo nome de Kara In-Ze (o apelido de solteira da sua mãe biológica), era proveniente do planeta Argus (espécie de mundo gémeo de Krypton) e, por conseguinte, não tinha qualquer grau de parentesco com o Homem de Aço.
        Numa versão mais próxima da original, em 2008 a Supergirl teve uma participação secundária no filme de animação Justice League: A New Frontier. Ganhou contudo destaque em  Superman/Batman: Apocalypse, outro filme de animação com a chancela da DC e que foi lançado diretamente no circuito de vídeo em 2010. Nele, é apresentada a versão moderna da Heroína de Aço.
        Em Superman Unbound (2013) a Supergirl combate ao lado do primo a terrível ameaça representada por Brainiac.
 
A Supergirl em ação em Superman Unbound (2013).
 
 
        Rivalizando em poder e em popularidade com o Super-Homem, em 2011 a Supergirl foi colocada na 94ª posição no top dos 100 Melhores Super-Heróis de Todos os Tempos, organizado pelo site IGN. Razão pela qual, à semelhança do primo, a sua influência extrapola em muito a banda desenhada. Além de um enorme filão de merchandising, a jovem heroína kryptoniana é igualmente muito acarinhada pelos fãs de cosplay, granjeando assim o estatuto de ícone da cultura pop.
 
        

2 comentários:

  1. Finalmente o post da Supergirl. Excelente post.

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  2. legal o post faz da poderosa contando sua historia

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