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terça-feira, 12 de agosto de 2014

GALERIA DE VILÕES: ESQUADRÃO SUICIDA



   Sempre que o Governo norte-americano precisa de agentes descartáveis para realizar missões clandestinas que mais ninguém pode cumprir, ele recorre ao Esquadrão Suicida. Vilões irrecuperáveis dispostos a tudo para obterem uma redução das suas penas. Mesmo que isso ponha em risco as suas próprias vidas.

Nome original do grupo: Suicide Squad (em tempos também designado Suicide Squadron)
Primeira aparição (Idade da Prata): The Brave and the Bold nº25 (setembro de 1959)
Criadores: Robert Kanigher (história) e Ross Andru (arte)
Primeira aparição (versão moderna): Legends nº3 (janeiro de 1987)
Criador: John Ostrander
Licenciadora: DC Comics
Base de operações: Penitenciária Belle Reeve (Louisiana, EUA)

A estreia do primeiro Esquadrão Suicida em The Brave and the Bold nº25 (1959).

Histórico de publicação: Quando, em setembro de 1959, debutou nas páginas de The Brave and the Bold nº25, o primeiro Esquadrão Suicida era composto por Rick Flag Jr., pela sua namorada Karin Grace, Jess Bright e pelo Dr. Hugh Evans. Conquanto nenhum dos seus integrantes possuísse habilidades meta-humanas, foi posteriormente convencionado que o grupo substituiria a Sociedade da Justiça da América  (cuja maioria dos seus membros se retirara devido a perseguições políticas em pleno McCarthismo ), no combate a ameaças monstruosas.
    Transcorridas quase três décadas, surgiu em Legends nº3 (1987) um redivivo Esquadrão Suicida. No renovado conceito introduzido pelo argumentista John Ostrander, supervilões a cumprir pena eram recrutados em segredo pelo Governo norte-americano para executarem operações confidenciais e envolvendo um elevado grau de risco. Muitas vezes a equipa - sempre sob a tutela férrea de Amanda Waller - operava em conjunto com outra agência governamental secreta: o Xeque-Mate.

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A versão moderna do Esquadrão Suicida fez a sua primeira aparição em Legends nº3 (1987).

    São, pois, notórias as influências do filme Doze Indomáveis Patifes (clássico de ação ambientado na II Guerra Mundial realizado, em 1967, por Robert Aldrich), assim como da célebre série televisiva Missão Impossível (1966-73). Por outro lado, o sigilo em torno da equipa induzia tensões entre os seus membros (já de si problemáticos e pouco atreitos à disciplina), além de a colocar no radar de Lois Lane e de Batman. Sendo que este último foi obrigado a desistir das suas investigações às atividades do Esquadrão depois de Amanda Waller ter ameaçado usar todos os recursos ao seu dispor para expor a verdadeira identidade do Homem-Morcego.
   Embora, com o tempo, alguns dos seus elementos (como Tigre de Bronze, Pistoleiro ou Capitão Bumerange) tenham adquirido o estatuto de membros permanentes, o elenco do Esquadrão Suicida caracterizou-se sempre pela rotatividade e por integrar supervilões de segunda linha. Os quais aceitavam executar missões "sujas" em troca de uma comutação das suas penas. Facto que explicava, em parte, a imagem de porta giratória associada ao sistema penal do Universo DC.

O primeiro Esquadrão Suicida (esq.) e a sua versão moderna.

    Bem-sucedido na maior parte das suas missões, ocasiões houve, contudo, em que o Esquadrão fracassou e fez jus ao seu nome, visto alguns dos seus operacionais terem perdido a vida nelas. Geralmente, os sacrificados eram criminosos de meia-tigela, autêntica carne para canhão de quem ninguém sentiria a falta. Não obstante, John Ostrander não se acanhou em liquidar uma das suas figuras de proa. No final do segundo ano de publicação de Suicide Squad (vol.1), Rick Flag foi morto em combate.
     Um dos pontos fortes da série era a análise feita às vidas, motivações e perfis psicológicos dos elementos que compunham o Esquadrão. Numa edição especial anual, os leitores podiam acompanhar a entrevista conduzida pelo psicólogo da equipa a um dos seus membros.
   No quinquénio 1987-1992, Suicide Squad (vol. 1) teve 66 números publicados, além de uma edição especial (Doom Patrol and the Suicide Squad Special #1) e outra anual. Após o cancelamento da série, o Esquadrão teve algumas participações especiais em títulos como Superboy (com a particularidade de vários antagonistas do Adolescente de Aço terem sido engajados para a equipa dirigida por Amanda Waller), Hawk & Dove, Chase e Adventures of Superman.

Formação padrão do Esquadrão Suicida nos anos 80 e 90. Da esq. para a dir.: Orquídea Negra, Sombra da Noite, Capitão Frio, Pistoleiro, Rick Flag, Víxen, Némesis, Tigre de Bronze, Duquesa e Capitão Bumerangue.

   No alvor do século XXI -  mais precisamente em 2001- , a DC deliberou dar nova vida ao Esquadrão Suicida nos quadradinhos. Com os argumentos a cargo de Keith Giffen e arte de Paco Medina, foi lançado Suicide Squad (vol.2). Embora no número inaugural da série a equipa fosse totalmente composta por vilões da Liga da Injustiça (criação do próprio Giffen), no final da história apenas o Major Desastre e Multiplex sobreviviam. Facto que obrigou o novo líder do Esquadrão, o Sargento Rock, a recrutar substitutos. A maioria dos quais, no entanto, seriam igualmente chacinados em missões subsequentes.
    Assinalando o regresso de John Ostrander, em 2007 a minissérie em oito volumes Suicide Squad (vol.3), focava-se em Rick Flag Jr. e na formação de um novo Esquadrão, com o propósito de atacar uma corporação responsável pelo desenvolvimento de uma mortífera arma biológica. De caminho, a equipa tinha de lidar com a traição do General Wade Eilling, bem como com a morte de vários dos seus agentes de campo.

Uma equipa renascida das cinzas pelas mãos do criador da sua versão moderna.

   Na renovada cronologia do Universo DC saída de The New 52!, em Suicide Squad (vol.4) - agora escrito por Adam Glass e desenhado por Federico Dallocchio e Ransom Getty- , Amanda Waller volta a assumir o comando da equipa a partir dos bastidores. Pistoleiro, Arlequina e Tubarão-Rei são os ativos mais proeminentes desta nova encarnação do Esquadrão, cujo título foi cancelado, já este ano, ao fim de 30 edições publicadas.

Um novíssimo Esquadrão nasceu com Os Novos 52!.

   Em julho último, estreou nas bancas norte-americanas New Suicide Squad. Com argumentos de Sean Ryan e arte de Jeremy Roberts, a nova série reúne antigos e novos membros da equipa: ao Pistoleiro e a Arlequina, juntam-se agora o Exterminador, Arraia Negra e a Filha do Joker.


A mais recente formação da equipa menos ortodoxa do Universo DC.

Origem e evolução da equipa: O Esquadrão Suicida tem as suas raízes na II Guerra Mundial. Tratava-se então de uma equipa de soldados descartáveis reunida para levar a cabo missões perigosas contra as forças do Eixo. Findo o conflito, o Esquadrão foi absorvido pela Força Tarefa X, passando a realizar operações clandestinas ao serviço do Governo dos EUA.

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A equipa original. Da esq. para a dir.: Karin Grace, Rick Flag Jr, Jess Bright e Dr. Hugh Evans.


   Na sequência de Crise nas Infinitas Terras, surgiu a versão moderna da equipa, agora formada por supervilões que, em troca de uma redução das suas penas, aceitavam participar em missões sigilosas dentro e fora do território estadunidense. Desta forma o Governo dos EUA podia negar oficialmente a existência do Esquadrão, bem como o seu envolvimento nas referidas missões.
  Composto inicialmente por Pistoleiro, Tigre de Bronze, Arrasa-Quarteirão, Capitão Bumerange e Magia, o Esquadrão Suicida sofreu sucessivas reconfigurações no seu elenco durante essa fase. Salvo algumas exceções, a maioria dos seus integrantes eram criminosos. Alguns executaram múltiplas missões, outros apenas uma.

Capa de Suicide Squad nº1 (1987).


   Após os eventos narrados em Ponto de Ignição (Flashpoint, no original), a equipa manteve o seu status operacional. Todavia, a exemplo da sua predecessora, esta nova encarnação do Esquadrão esteve sujeita a constantes reconfigurações. Para este facto contribuiu, por um lado, a elevada taxa de mortalidade associada aos seus membros e, por outro, a preferência de Waller em relação a alguns deles. Nessa equação repleta de variáveis e incógnitas, existiram contudo algumas constantes: até à recente reestruturação do grupo, Pistoleiro, Arlequina, Tubarão-Rei, Aranha Negra, El Diablo e Voltaico foram, por assim dizer, titulares indiscutíveis.

Principais histórias de referência: 

* Lendas (Legends)
   
   Enquanto o esbirro de Darkseid, G. Gordon Godfrey, continua a envenenar a opinião pública contra os super-heróis, Amanda Waller reativa o Esquadrão Suicida. Composto por Tigre de Bronze, Pistoleiro, Magia, Capitão Bumerangue e Arrasa-Quarteirão, a primeira missão do grupo consistiu em neutralizar Enxofre, um monstro incandescente igualmente ao serviço do soberano de Apokolips. Antes de conseguir cumprir o seu objetivo, o Esquadrão sofre a sua primeira baixa: Arrasa-Quarteirão perde a vida durante a batalha com Enxofre. Waller resolve desmantelar a equipa, embora pouco tempo depois  a volte a mobilizar para resgatar o Capitão Bumerange, que havia desertado e fora entretanto feito prisioneiro por Godfrey.

* Missão em Moscovo (Mission to Moscow)

   Agora sob as ordens de Derek Tolliver (oficial de ligação da equipa com o Conselho de Segurança Nacional) e contando com o Pinguim nas suas fileiras, o Esquadrão Suicida é enviado a Moscovo com a missão de resgatar Zoya Trigorin, uma escritora dissidente. Apesar de bem-sucedido nessa missão, o grupo é surpreendido pela renitência de Zoya em ser libertada. Fiel à sua causa, a mulher anseia por se tornar uma mártir.
   Sanadas algumas fricções no seio grupo e vencidas as objeções de Zoya, o Esquadrão prepara-se para abandonar o território russo quando é intercetado pelo grupo de meta-humanos autóctones chamado Heróis do Povo. Apanhada no fogo cruzado, Zoya acaba por morrer enquanto Némesis é capturado. Sendo este último posteriormente resgatado pelos seus companheiros e pela Liga da Justiça Internacional.

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Nem sempre é fácil manter a coesão de um coletivo composto por supercriminosos.

* A Diretiva Janus (The Janus Directive)

    Em conflito com várias outras agências secretas governamentais, como consequência da Diretiva Janus - uma misteriosa agenda definida por Amanda Waller - o Esquadrão sofre diversas baixas quando estala uma guerra aberta com o Xeque-Mate  e o Projeto Átomo. A Diretiva Janus era, na realidade, um ardil montado por Waller que visava ludibriar o vilão Kobra, que a tinha tentado assassinar e tomar o seu lugar.
   No final da guerra, a Força Tarefa X é dissolvida, passando o Esquadrão Suicida e o Xeque-Mate a operarem autonomamente sob o comando de Sarge Steel.  Caída em desgraça, Waller é exonerada das suas funções e posteriormente encarcerada, acusada de insubordinação, conspiração e homicídio.

* Massacre (Onslaught)

   Reformado pelo Sargento Rock, o Esquadrão Suicida leva a cabo uma série de missões arriscadas, culminando num confronto com a Jihad (um grupo de superseres patrocinado pelo Governo do Qurac). Num primeiro momento derrotada pelos vilões, a equipa - depois de ter vários dos seus membros capturados ou mortos - consegue virar o jogo, graças à ajuda da Sociedade da Justiça da América. No final, Rock é desmascarado como sendo um impostor.

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O Esquadrão em mais uma missão suicida.


* Pontapé nos Dentes (Kicked in the Teeth)
    
    No âmbito de Os Novos 52!, o Esquadrão Suicida é formado pela primeira vez. Chefiada por Amanda Waller, a equipa é enviada para um estádio de futebol repleto de infetados por um misterioso vírus que transforma pessoas em zombies. O objetivo da missão consistia em resgatar um bebé que os cientistas acreditavam possuir no seu organismo os anticorpos que permitiriam curar a infeção. Apesar de bem-sucedido, o Esquadrão (já depois de ter perdido um dos seus operacionais) não consegue alcançar a tempo o seu ponto de extração. Quando os agentes de Waller finalmente chegam ao local, salvam o bebé mas obrigam a equipa a permanecer no estádio e a confrontar uma célula da organização terrorista Basilisco.
   Regressado à prisão, o Esquadrão vê-se na contingência de travar um motim causado pela fuga da Arlequina. Cumprida essa missão, o grupo é de imediato mandado no encalço da sua antiga companheira. Uma jornada que termina em Gotham City, onde a ex-namorada do Joker é recapturada. Não sem antes o Esquadrão sofrer nova baixa.

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A Filha do Joker (à esq.) e Arlequina são as atuais representantes femininas no Esquadrão.

Noutros media: Após a estreia da versão moderna do Esquadrão Suicida, a DC considerou a hipótese de produzir uma série televisiva baseada nas aventuras da equipa. De acordo com John Ostrander, de tão más que eram as ideias apresentadas, o projeto foi de imediato posto de parte.
     Assim, a primeira missão do Esquadrão fora dos quadradinhos ocorreu num episódio da série animada Justice League Unlimited (2004-06), intitulado "Task Force X". Ainda no pequeno ecrã, após uma subtil referência na 9ª temporada de Smallville, o Esquadrão teve participação direta na temporada seguinte. A qual repetiria num par de episódios da 2ª temporada de Arrow.
   No cinema, o currículo do Esquadrão salda-se por uma  participação no filme de animação Batman: Assault on Arkham, lançado já este ano no mercado de vídeo norte-americano. Segundo alguns rumores, a Warner Bros. estará presentemente a reunir uma equipa criativa com vista à produção de um filme da equipa.
  
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Amanda Waller à frente do Esquadrão Suicida em Arrow.

    

  

2 comentários:

  1. Um grupo que conhecia mas muito mal, acho que a maioria também desconhece.
    Excelente post. ;)

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  2. To lendo o encadernado da Levoir, a fase do Ostrander.

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