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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

DO FUNDO DO BAÚ: «O RETORNO DO SUPER-HOMEM»




  Após a aparente morte do Homem de Aço no ápice da batalha contra Apocalypse, Metrópolis testemunha o surgimento de quatro pretendentes ao legado do seu malogrado defensor. Mas o reinado desses falsos Super-Homens logo é interrompido pelo surpreendente regresso do verdadeiro. Que segredos e mistérios estarão por trás dessa ressurreição? E quais as reais motivações do quarteto de impostores?

Título original da saga: Reign of the Supermen! (oficialmente renomeada The Return of Superman aquando do lançamento da respetiva compilação)
Licenciadora: DC Comics
Data original de publicação: Junho a outubro de 1993
Equipa criativa: Jerry Ordway, Gerard Jones, Dan Jurgens, Karl Kesel, Louise Simonson, Roger Stern, Tom Grummet e Jon Bogdanov
Títulos abrangidos: Action Comics nº687 a 691; Superman: Man of Steel nº22 a 26; Superman (Volume 2) nº78 a 82;  The Adventures of Superman nº501 a 505; Green Lantern (Volume.3) nº46

Capa do trade paperback da saga.


EDIÇÃO BRASILEIRA

Título: O Retorno do Super-Homem
Data: Setembro a novembro de 1994
Editora: Abril Jovem
Categoria: Minissérie mensal em três volumes
Número de páginas por edição: 164
Formato: Formatinho económico (13 x 19,5 cm), colorido e com lombada quadrada
Na minha coleção desde: 1995

Os tês volumes da minissérie editada pela Abril.


Alvorada do Reinado dos Super-Homens

   Ao fim de um trimestre suspensos, na sequência da morte do herói às mãos da monstruosidade chamada Apocalypse, os quatro títulos do Super-Homem foram relançados em junho de 1993. Cada um deles albergando agora um novo herói que reivindicava para si o legado do malogrado defensor de Metrópolis.
  Meses antes, devastado pela perda do seu filho adotivo, Jonathan Kent sofrera um ataque cardíaco que o deixara às portas da morte. Uma história publicada em The Adventures of Superman nº500 mostrara-o a vaguear num limbo que ele julgava ser o Além. Numa possível alucinação, Jonathan encontrou a alma de Clark e persuadiu-o a regressar consigo ao mundo dos vivos.


Capas variantes de The Adventures of Superman nº500.

  Coincidentemente, pouco tempo depois de Jonathan despertar do seu coma, surgiu em Metrópolis um quarteto de indivíduos clamando, cada um à sua maneira, ser o Super-Homem. Era o dealbar do Reinado dos Super-Homens. Mas quem eram essas misteriosas personagens? Quais as suas motivações? Poderia o povo da Cidade do Amanhã confiar neles? Ou deveria temê-los?
  Concebidos com base nos arquétipos através dos quais o herói kryptoniano se celebrizou ao longo da sua septuagenária carreira, os quatro Super-Homens, finda a saga, afirmar-se-iam na mitologia da Editora das Lendas. Eram eles:

* Homem de Aço (Man of Steel): Metalúrgico e ex-designer bélico ao serviço dos militares, John Henry Irons tivera em tempos a sua vida salva pelo Super-Homem. Apresentou-se em público envergando uma armadura e um martelo feitos de puro aço. Apesar de ostentar no peito a insígnia do Super-Homem, Irons, um afrodescendente, não clamou ser o herói. Pretendia, ao invés, preservar o seu espírito e legado. Debutou nas páginas de Superman: The Man of Steel nº22. Mais tarde, abreviaria o seu codinome para Aço. Mantém-se no ativo até hoje;
*O Último Filho de Krypton (The Last Son of Krypton): Aplicando métodos ultraviolentos no combate ao crime, tratava-se da encarnação do poderosíssimo e antiquíssimo artefacto kryptoniano conhecido como Erradicador. Aparentava possuir as memórias de Kal-El, mas o seu distanciamento emocional não convenceu Lois Lane. Seria posteriormente revelado que o Erradicador usara a sua própria energia para criar um corpo idêntico ao do Super-Homem. Apareceu pela primeira vez em Action Comics nº687(título onde, 55 anos antes, se estreara a criação de Jerry Siegel e Joe Shuster) e foi a chave para a restauração dos poderes do verdadeiro Homem de Aço. Atualmente em parte incerta;
*A Maravilha de Metrópolis (The Metropolis Kid): Suposto clone do Super-Homem que fora libertado dos seus criadores antes de atingir a maturidade, este adolescente temperamental odiava ser chamado de Superboy. Tratava-se, na verdade, do produto da engenharia genética desenvolvida em segredo pelo Projeto Cadmus, tendo como matriz o ADN do seu diretor, Paul Westfield. Estreou-se em The Adventures of Superman nº501. Após os eventos narrados na saga, encetou no Havaí uma carreira heroica autónoma justamente como Superboy. Embora com origem e figurino reformulados, o jovem herói continua a ter papel de destaque no atual Universo DC;
* O Homem do Amanhã (Man of Tomorrow): Prontamente crismado de Supercyborg pela imprensa, entrou em cena apetrechado de avançadíssima tecnologia alienígena. Submetido a testes genéticos, ficou comprovado que o seu genoma correspondia ao do Super-Homem. Alegava, contudo, amnésia causada pelo trauma sofrido durante o embate com Apocalypse para justificar as próteses mecânicas que substituíam as partes mutiladas do seu corpo. Dadas as circunstâncias, obteve reconhecimento oficial por parte da Casa Branca e foi aclamado como herói pela opinião pública. Introduzido originalmente em Superman nº78, logo daria a conhecer a sua pérfida natureza. Opera ainda hoje como um dos principais adversários do Super-Homem.

Em cima (da esq. para a dir.): Erradicador e Supercyborg; em baixo (pela mesma ordem): Superboy e Homem de Aço.

Enredo: Na primeira metade da saga o azimute narrativo é fixado nas motivações invocadas por cada um dos quatro Super-Homens para obterem a aceitação do público. Com os leitores a depressa deduzirem que nem o Superboy nem o Homem de Aço poderiam ser o herói redivivo. Já o Supercyborg e o Erradicador foram perspetivados como candidatos credíveis a serem o verdadeiro Super-Homem. Tanto mais que, ao serem sujeitos ao rigoroso escrutínio de Lois Lane, ambos provaram possuir memórias pertencentes a Clark Kent. O primeiro chegou mesmo a ser examinado pelo Professor Hamilton (velho amigo do Super-Homem), que atestou a sua autenticidade genética.
  Perante tão sólida testificação parecia, assim, desvendado o mistério. Mas, como é sabido, muitas vezes as aparências iludem. E o que se seguiu veio demonstrá-lo de forma pungente.
  Com efeito, aproveitando a comoção em redor do surgimento dos Super-Homens, o Erradicador remove o corpo de Kal-El do mausoléu que lhe servia de última morada. Depositando-o de seguida numa câmara de regeneração kryptoniana na Fortaleza da Solidão. Anteriormente, o Erradicador usara o aparato para se energizar a si mesmo. Sofrendo, contudo, um efeito colateral inesperado: a sua visão ficou seriamente afetada pela intensa luminosidade libertada durante o processo. Ficando assim patente que o visor por ele usado era mais do que um simples adereço.
 Enquanto isso, num dos momentos da trama com maior carga dramática, o Supercyborg invade as instalações do Projeto Cadmus. Local onde é mantido o corpo inerte de Apocalypse desde a batalha que culminou com a morte do Homem de Aço. Após um tenso frente a frente com o seu presumível verdugo, o Supercyborg transporta a criatura para o espaço. Amarrando-a de seguida a um asteroide cuja trajetória será monitorizada por um dispositivo eletrónico por forma a garantir que nunca intercete outro planeta. Porém, mal o Supercyborg se afasta, Apocalypse solta uma ferina gargalhada abafada pelo vácuo espacial.

A consagração de um impostor em Superman (vol.2) nº79 (1993).

  À medida que as suas ações denunciam a sua má índole, a verdadeira origem do Supercyborg é finalmente desvelada. Ele era, na realidade, o recetáculo tecno-orgânico para a consciência de Hank Henshaw, um antigo astronauta da LexCorp que culpava o Super-Homem pelo acidente que, anos antes, o vitimara a ele e à esposa. Hank precisava odiar alguém pelo sucedido e escolheu o herói kryptoniano como alvo do seu rancor.
 Movido por um demencial desejo de vingança, Hank usara a câmara matriz (versão sofisticada das incubadoras terrestres) guardada na Fortaleza da Solidão para obter uma duplicata quase perfeita do corpo do Super-Homem.
 Tendo Mongul (ver perfil já publicado neste blogue) como aliado de circunstância, o Supercyborg põe entretanto em marcha um diabólico plano. Que consistia na construção de dois gigantescos motores capazes de propulsionar a Terra para fora da sua órbita, causando assim a destruição do planeta. Coast City e Metrópolis teriam, por isso, de ser arrasadas. Sobre os seus escombros fumegantes seriam depois erigidas as máquinas infernais que serviriam os insanos desígnios do vilão cibernético.
 Usando como engodo uma pretensa missão de salvamento, o Supercyborg convence o Superboy a acompanhá-lo a Coast City. Suspeitando das verdadeiras intenções do vilão, o Erradicador resolve segui-los em segredo.
  A milhares de quilómetros de distância, na vastidão gelada do Ártico, o silêncio fúnebre da Fortaleza da Solidão é subitamente quebrado por um estranho zumbido. Som que anuncia a abertura da câmara de regeneração kryptoniana onde fora colocado o corpo sem vida do Super-Homem. E de onde agora emerge o herói. Combalido e com o cabelo comprido, mas aparentemente regressado do além-túmulo.
 Coast City e os seus 7 milhões de habitantes são entretanto vaporizados pela detonação de um míssil termonuclear disparado do bojo da colossal espaçonave de Mongul estrategicamente posicionada sobre a cidade. Colhido pela terrível explosão, o Erradicador é dado como morto pelo Supercyborg. De seguida, o vilão aprisiona o Superboy no interior do enorme motor construído graças à nanotecnologia de Mongul. No entanto, o jovem consegue escapar e voa a grande velocidade rumo a Metrópolis em busca do auxílio do Homem de Aço.
  Quando o Superboy e o Homem de Aço estão reunidos no porto da Cidade do Amanhã, uma enorme armadura de combate kryptoniana emerge das águas do rio. Julgando tratar-se de uma arma operada remotamente pelo Supercyborg, os dois heróis atacam-na com violência. Fortemente danificada, a couraça abre-se, revelando um muito debilitado Super-Homem aos seus comandos. Perante a estupefação dos seus interlocutores, o herói explica que, devido à perda dos seus superpoderes, usara o aparato para viajar do Ártico até Metrópolis.

O regresso do verdadeiro Super-Homem foi recebido com ceticismo.

  Uma vez mais, Lois Lane é chamada a confirmar a autenticidade deste quinto aspirante a Super-Homem. Ao questioná-lo sobre o que o tornava diferente dos restantes, a repórter obtém como resposta o título do filme preferido de Clark Kent. Informação que ele partilharia somente com os que lhe eram íntimos. Embora hesitante, Lois intui no seu âmago não estar em presença de mais um impostor. O seu coração diz-lhe que aquele será mesmo o homem que ela ama. Só não encontrando explicação para a sua ressurreição.
  Sem tempo a perder, Super-Homem, Superboy e Homem de Aço rumam a Coast City  na esperança de conseguirem deter os planos do Supercyborg. No decurso da épica batalha que se segue, o vilão ordena o lançamento de um míssil balístico em direção a Metrópolis. Cavalgando-o durante a sua alucinante trajetória, o Superboy consegue, no último momento, desviar o projétil do seu alvo. Graças a este ato heroico, a cidade e os seus habitantes são poupados a um destino idêntico ao de Coast City.
  Recém-regressado do espaço sideral,  o Lanterna Verde Hal Jordan depara-se com a destruição da sua cidade natal. Cego pela raiva, o Gladiador Esmeralda agride selvaticamente Mongul. Privando assim o Supercyborg do seu principal aliado e da sofisticada tecnologia bélica que este lhe fornecia.
  Depois de se ter recomposto na Fortaleza da Solidão, o Erradicador junta-se à batalha em Coast City. Mesmo a tempo de evitar que o Super-Homem seja atingido por uma dose letal de gás de kryptonita lançada sobre ele pelo Supercyborg. De alguma forma o gás interage com a assinatura energética do Erradicador, causando uma reação bioquímica que permite a transferência das suas habilidades para Kal-El.
  Apanhado desprevenido pela restauração dos poderes do Super-Homem, o Supercyborg é rapidamente neutralizado pelo herói. Apesar de ter tido o seu corpo físico destruído, a mente do vilão sobreviveu. A ameaça que ele representava é, porém, debelada. O mundo pode respirar de alívio.
  Regressado a Metrópolis, o Super-Homem é vitoriado pelo povo da cidade, exultante com o retorno do seu adorado campeão. Contudo, as circunstâncias em torno da sua morte e subsequente ressurreição permaneceriam por mais algum tempo envoltas num denso mistério.

O renascer de uma lenda em The Adventures of Superman  nº505

    
Vale a pena ler?

  Mais de 20 anos depois, esta é uma daquelas sagas que continua a polarizar opiniões. Entre os fãs do Super-Homem há tantos a adorá-la como a odiá-la. Ninguém lhe ficou, porém, indiferente.
  E como poderiam ficar? Não é todos os dias que aparecem do nada quatro Super-Homens e que vemos um herói voltar da morte. Pensando melhor, esqueçam esta parte.
  Na BD, tão certo como a noite suceder ao dia é a morte ser apenas uma condição temporária. Pelo menos no que diz respeito a personagens emblemáticas. Quando uma delas  aparenta expirar, é certo e sabido que, mais cedo ou mais tarde, irá ressuscitar. Sendo o Homem de Aço o maior de todos os heróis, alguém acreditaria que ele seria a exceção à regra? Como poderia a DC matar a sua galinha dos ovos de ouro?
  Visto por esse prisma, O Retorno do Super-Homem nada trouxe de novo. O título da saga não deixa, aliás, grande margem para dúvidas. Era óbvio que o herói regressaria do além-túmulo. Só não se sabia como nem quando.
  Convém, no entanto, lembrar que nos EUA o arco de histórias foi originalmente titulado de Reign of the Supermen!. Sugerindo assim que o reinado dos Super-Homens poderia ser duradouro. Ou que pelo menos um deles prevaleceria no final da saga.
  Imaginem, por isso, o desapontamento de muitos leitores ao constatarem que tudo não passara de um embuste. Pior: o Super-Homem que muitos deles acreditaram poder ser o verdadeiro era, afinal, um facínora com pulsões genocidas.
  Embora muitos o possam negar hoje em dia, não faltou quem acreditasse que o Supercyborg poderia realmente ser o produto genuíno. Não foi o meu caso. Sentia um arrepio na espinha sempre que poisava os olhos naquela sinistra combinação de Super-Homem com Exterminador Implacável. Mesmo quando tudo apontava em sentido contrário, recusei-me a acreditar que a DC embarcara na moda dos heróis cibernéticos que marcava os primeiros anos da década de 90. Tal transformação seria uma heresia!
  Mas para quê introduzir quatro possíveis substitutos se nenhum deles poderia ocupar a vaga do original? Na minha opinião, a resposta resume-se numa palavra: marketing. Já Balzac dizia que "por trás de uma grande fortuna há um crime". Efetivamente, na origem da decisão de "assassinar" o Super-Homem haviam estado as fracas vendas dos seus títulos. Nada melhor, portanto, do que sangue novo para revitalizá-los.
  Para esse efeito, criou-se para cada um deles uma nova versão do Super-Homem. Devido à interligação entre eles, impunha-se aos fãs a compra dos quatro títulos. Sendo assim coroada de êxito a segunda parte de um genial golpe de marketing (que só ficaria completo com Super-Homem versus Apocalypse: A Vingança). Quase consigo imaginar os mandachuvas da DC a dançarem à volta da sua árvore das patacas...
  Voltemos, porém, à história propriamente dita. Dois dos seus pontos negativos residem, a meu ver, nas motivações do Supercyborg, por um lado, e no figurino do Super-Homem quando regressa do Além, por outro. Ambos deixaram muito a desejar.
  No primeiro caso, houve preguiça por parte dos argumentistas em encontrarem algo menos cliché do que um vilão que culpa um herói por uma coisa que ele não fez. Já quanto ao visual do Super-Homem, o problema era este ser demasiado anos 90. E não me refiro apenas à extravagância capilar tão ao gosto dos padrões estéticos da época. Refiro-me, sim, ao subterfúgio da perda temporária de poderes para travestirem o Último Filho de Krypton num vigilante armado até aos dentes e com pose belicosa. Indo desta forma ao encontro do paradigma dos anti-heróis violentos que a Image Comics vinha então impondo na indústria dos quadradinhos.

Os que se queixaram da violência excessiva em Homem de Aço nunca deverão ter visto estas imagens.

    Dignas de registo pela negativa são também algumas inconsistências narrativas. Desde logo o facto de ninguém ter dado pela falta do pobre Clark Kent durante o período em que o Super-Homem esteve desaparecido. Ou o absurdo contrassenso de este, uma vez regressado ao mundo dos vivos, não parar um minuto sequer para refletir sobre o sucedido.
   À parte estes e outros pormenores de somenos importância, a saga cumpre com distinção a sua missão de tornar o Super-Homem apelativo para uma nova safra de leitores enformada por referências menos heroicas. Objetivo conseguido através, também, de pequenas doses de humor mórbido. Como na passagem em que o Superboy joga descontraidamente um jogo de vídeo baseado na morte do Super-Homem. Ou quando Lex Luthor expressa a sua felicidade pela ressurreição do herói, pois assim poderá matá-lo ele mesmo.
  Em última análise, O Retorno do Super-Homem foi uma saga ambiciosa. Pela sua envergadura, pelo seu escopo mas, essencialmente, pelo considerável grau de risco envolvido, quando seria expectável que a DC jogasse pelo seguro. Recorde-se a este propósito que os seus autores chegaram a ensaiar um cenário em que surgiriam quatro Super-Homens de diferentes etnias.Embora fosse óbvia a intenção de incensar o multiculturalismo, mais óbvia se tornou a rejeição do conceito por parte da maioria dos fãs da personagem. Afinal, estamos a falar de um ícone da cultura popular cuja essência é imperativo preservar num mundo onde já nada é sagrado.
   Afortunadamente, a DC percebeu isso e os deuses da 9ª arte conspiraram a seu favor.
 

Quatro valetes que não chegam aos calcanhares do rei.
     

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