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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

EM CARTAZ: « QUARTETO FANTÁSTICO» (2005)





  Reunindo no elenco astros de primeira grandeza, como Jessica Alba e Chris Evans, esta produção milionária da Fox teria à partida tudo para encher as medidas aos fãs. No entanto, a maioria deles saiu do cinema com um amargo de boca e o filme foi sentenciado ao Purgatório. Volvida uma década, o recém-estreado reboot  da franquia teve o condão de o resgatar de lá.

Título original: Fantastic Four
Ano: 2005
Género: Ação/Aventura/Ficção Científica
Duração: 106 minutos (123 minutos na versão em DVD)
País: EUA/Alemanha
Realização: Tim Story
Distribuição: 20th Century Fox
Argumento: Michael France e Mark Frost
Elenco: Ioan Gruffudd (Reed Richards/Sr. Fantástico), Jessica Alba (Sue Storm/Mulher Invisível), Chris Evans (Johnny Storm/Tocha Humana), Michael Chiklis (Ben Grimm/Coisa), Julian MacMahon (Victor Von Doom/Dr. Destino) e Kerry Washington (Alicia Masters)
Orçamento: 110 milhões de dólares
Receitas: 330,6 milhões de dólares

Os 4 Fantásticos (da esq. para a dir.): Ioan Gruffudd, Michael Chiklis, Jessica Alba e Chis Evans.

Produção e desenvolvimento: Corria o ano de 1983 quando o produtor germânico Bernd Eichinger se reuniu com Stan Lee na residência deste, em Los Angeles. O encontro tinha como objetivo avaliar as possibilidades de vir a ser produzido um filme baseado no Quarteto Fantástico. À época atravessando grandes dificuldades de tesouraria, a Marvel Comics necessitava urgentemente de um encaixe financeiro, pelo que a proposta de Eichinger foi acolhida com particular interesse.
  Seriam, no entanto, precisos mais três anos para Eichinger obter luz verde para o seu projeto. O que só aconteceria depois de a sua Constantin Film ter adquirido à Marvel os direitos de adaptação das personagens criadas em 1961 por Stan Lee e Jack Kirby. Em contrapartida, a produtora de Eichinger ficou contratualmente obrigada a desenvolver um filme do Quarteto Fantástico num prazo de seis anos. Se tal não se verificasse, os direitos das personagens reverteriam novamente para a Casa das Ideias.
 Apesar de os valores da transação nunca terem sido oficialmente confirmados, estima-se que terá rondado os 250 mil dólares. Preço que Eichinger terá decerto considerado uma pechincha. Para mais considerando o interesse logo demonstrado pela Warner Bros. e pela Columbia Pictures em  associarem-se ao projeto. Interesse entretanto esfumado face ao orçamento de 40 a 45 milhões de dólares apresentado pelo produtor alemão.
 Devido à falta de financiamento, o cronograma da produção foi sofrendo sucessivos adiamentos. Aproximando-se a passos largos do prazo para a expiração dos direitos adquiridos (31 de dezembro de 1992), numa manobra desesperada, Eichinger requereu uma moratória à Marvel. Indeferido o pedido, ele decidiu avançar, em último recurso, com a produção de uma película de baixo orçamento por forma a evitar um cenário de perda do investimento efetuado.

Bernd Eichinger, o produtor germânico que teve a ideia de levar o Quarteto Fantástico ao grande ecrã.

  Na esteira dessa decisão, em finais de 1992 Eichinger encetou contactos exploratórios com Roger Corman, cineasta veterano especialista em filmes de série B. Corman concordou em dirigir a fita baseada no Quarteto Fantástico, cujo orçamento inicial de 5 milhões de dólares seria entretanto encolhido para um quinto desse valor. Embora essa circunstância nada augurasse de bom para o resultado final, a produção acabaria mesmo por avançar.
  Em 1994, o trailer de Fantastic Four começou a circular nos cinemas estadunidenses ao mesmo tempo que o seu realizador e elenco iniciavam uma digressão promocional. Ignorando todos eles que nunca fora suposto o filme ter honras de estreia. Tratando-se, ao invés, de um mero expediente para Eichinger conservar os direitos de adaptação das personagens. Em consequência disso, a película tornar-se-ia uma enorme fonte de embaraço para a Marvel, que se viu forçada a comprar os respetivos negativos. Com o tempo, porém, Fantastic Four foi sendo descoberto pelos fãs, tornando-se mesmo objeto de culto para alguns deles.

Quarteto Fantástico (1994), o filme-fantasma.

 Correndo atrás do prejuízo, no ano seguinte a Marvel apressou-se a encetar negociações com a 20th Century Fox com vista à produção de uma película "oficial" e de grande orçamento do Quarteto. No pacote negocial foi também incluído um  possível spin-off do Surfista Prateado com estreia prevista para o verão de 1998. Projeto que, no entanto, nunca sairia da gaveta de uma qualquer secretária instalada num obscuro gabinete dos estúdios Fox.
  Quando finalmente arrancou, a produção do reboot do Quarteto Fantástico fê-lo ao solavancos. Depois de, em meados de 1995, ter sido contratado pela Fox para escrever e dirigir a película, Chris Columbus abandonou essas funções, optando por produzi-la através da 1492 Pictures, empresa de que era proprietário. Peter Segal foi o senhor que seguiu em abril de 1997. Mas mal teve tempo de aquecer o lugar, dado que foi substituído por Sam Weisman ainda antes do final desse ano.
 Quanto ao enredo, este passaria para as competentes mãos de Sam Hamm (coargumentista de Batman) em abril de 1998. Com esta opção a Fox pretendia diminuir uma produção orçada em 165 milhões de dólares. Valor exorbitante que fizera entretanto soar as campainhas de alarme na cúpula da empresa.
  Com o desenvolvimento do projeto a demorar mais do que o previsto, em fevereiro de 1999 Eichinger e a Fox chegaram a acordo com a Marvel para prorrogarem por mais dois anos a validade dos direitos sobre aquela que é a mais antiga família de super-heróis na história da 9ª arte. A estreia do filme ficou assim agendada para o verão de 2001, já depois de ter havido nova troca na cadeira de realizador: Sam Weisman deu lugar a Raja Gosnell. Este, no entanto, preferiu dirigir a primeira aventura de Scooby-Doo no grande ecrã, desertando do projeto em outubro de 2000. Seguiu-se Peyton Reed em abril do ano seguinte, que trouxe com ele o argumentista Mark Frost, a quem foi incumbida a missão de reescrever, uma vez mais, o guião.
 Dando seguimento ao vaivém de realizadores, Peyton Reed arrepiaria caminho em julho de 2003. Já este ano, em vésperas da estreia mundial do segundo reboot da franquia, o cineasta revelou que na origem desta sua decisão teriam estado insanáveis divergências criativas com a Fox. Segundo Reed, o estúdio teria em mente um filme completamente diferente daquele que ele tencionava rodar. À guisa de exemplo, o realizador relembrou que, durante os cerca de dois anos em que esteve à frente do projeto, o enredo terá sido reescrito em três ocasiões por igual número de equipas de argumentistas.
 Desesperadamente tentado afugentar o espectro do fracasso que assombrava o projeto, a escolha final para a realização recairia sobre Tim Story, cooptado em abril de 2004. Impressionados com o seu trabalho em Taxi (remake americano de um filme de ação francês de 1998), os mandachuvas do estúdio resolveram avançar para a sua contratação. Após nova revisão do enredo efetuada por Simon Kinberg (cujo trabalho não seria, porém, creditado), Fantastic Four chegaria finalmente a bom porto, estreando-se nas salas de cinema de todo o mundo a 8 de junho de 2005.

Tim Story, o homem por trás das câmaras.

Prémios e nomeações: Malgrado a pouco calorosa receção por parte da generalidade da crítica e do público, Fantastic Four foi nomeado em diferentes categorias de importantes prémios ligados à 7ª arte. Nos Saturn Awards, por exemplo, foi um dos finalistas vencidos na eleição de Melhor Filme de Ficção Científica. Já na edição de 2006 dos MTV Movie Awards foi indicado nos segmentos de Melhor Heroína (Jessica Alba) e de Melhor Grupo (Ioan Gruffudd, Chris Evans, Jessica Alba e Michael Chiklis). Menos prestigiante foi a nomeação de Jessica Alba para o Razzie Award de Pior Atriz, tanto pela sua prestação em Fantastic Four como em Deep Blue.

Jessica Alba esteve em destaque pelos melhores e pelos piores motivos.

Enredo: Reed Richards, uma das mais fulgurantes mentes científicas da Terra, está convicto de que a evolução das espécies terá sido desencadeada milhões de anos atrás pela ação de nuvens de energia cósmica localizadas no espaço. De acordo com os seus cálculos, uma dessas nuvens passaria em breve perto do nosso planeta.
 Em conjunto com o seu velho amigo, o astronauta Ben Grimm, Reed persuade o Dr. Victor Von Doom, seu ex-colega no MIT e atual diretor-executivo das Indústrias Von Doom, a permitir-lhe o acesso à sua estação espacial privada de modo a poder testar em amostras biológicas os efeitos da nuvem cósmica. Von Doom concorda mediante duas condições: controlo total sobre a experiência e a maior percentagem dos lucros que dela possam advir.
 Determinado em levar por diante o seu projeto, Reed convida a sua ex-namorada e atual chefe de pesquisas genéticas das Indústrias Von Doom, Sue Storm, e  o seu irmão mais novo, Johnny (também ele um antigo astronauta) a juntarem-se às operações.
  A bordo de um sofisticado vaivém, o quinteto voa até à estação espacial de Von Doom com o objetivo de observar de perto a nuvem cósmica. Deitando por terra os cálculos de Reed, esta materializa-se antes do previsto, apanhando todos de surpresa.
 Com Ben no exterior da estação para plantar as amostras biológicas, Reed e Sue preparam-se para o resgatar quando a nuvem passa por eles. Totalmente exposto, Ben recebe uma dose de radiação cósmica superior à que atinge os seus amigos, protegidos pela fuselagem da estação espacial. Apesar desse incidente, todos sobrevivem, aparentemente, incólumes.
 Pouco tempo depois de voltarem à Terra, os quatro sofrem transformações físicas que lhes conferem incríveis habilidades. Reed torna-se uma espécie de elástico humano, Sue possui agora a capacidade de ficar invisível e de gerar campos de força, Johnny consegue voar quando o seu corpo fica envolto em labaredas e Ben assume a forma de uma criatura rochosa dotada de força e resistência sobre-humanas.
 Enquanto isso, Victor Von Doom, cujo rosto ficara desfigurado em consequência da explosão de uma consola a bordo da estação espacial, sofre um colossal revés financeiro, quando as ações da sua empresa caem a pique na bolsa devido à publicidade negativa em torno do fiasco da missão orbital.
  Já Ben Grimm tem o seu coração despedaçado quando a sua noiva, incapaz de lidar com a sua aparência disforme, põe fim ao relacionamento entre ambos. Perturbado, Ben perambula até à ponte sobre o rio Hudson onde provoca um gigantesco engarrafamento de trânsito enquanto evita o suicídio de um pedestre.
  A sua intervenção acaba, contudo, por dar origem a um choque em cadeia que lança o caos e a destruição no tabuleiro da ponte. Chegados ao local em busca do amigo, Reed e os manos Storm empregam as suas recém-adquiridas habilidades para conter os danos e salvar vidas. Televisionadas em direto, as façanhas do grupo deixam os nova-iorquinos boquiabertos e levam a imprensa a batizá-los de Quarteto Fantástico.
  Ainda mal refeitos da vertigem mediática, os quatro amigos regressam rapidamente ao Edifício Baxter para que Reed estude os seus respetivos superpoderes e procure uma forma de reverter Ben à sua forma humana.
  Ele próprio vítima de uma mutação genética, Victor Von Doom oferece auxílio a Reed, apesar de o culpar pelo fracasso da experiência no espaço que lhe custou a sua empresa e uma parte substancial da sua fortuna.

Victor Von Doom, o Doutor Destino.

  Consumido pelos remorsos, Reed anuncia aos seus companheiros que irá construir uma máquina que lhe permitirá recriar a nuvem cósmica para assim tentar reverter os efeitos por ela causados nas suas fisiologias. Alertando-nos, no entanto, para a possibilidade de, ao invés, o processo potenciar ainda mais esses efeitos.
 Longe dali, Von Doom, cujos braços se transformaram em metal orgânico permitindo-lhe dessa forma emitir rajadas bioelétricas, começa a engendrar um plano de vingança. Conhecendo os sentimentos que, no passado, ambos nutriram por Sue, Victor usa a atual condição de Ben para reacender o seu despeito relativamente a Reed, por este ter levado a melhor nessa antiga disputa amorosa.
 Seduzido pelas promessas de cura feitas por Von Doom, Ben aceita servir de cobaia na experiência de Reed. Que num primeiro momento parece ser bem-sucedida, na medida em que Ben tem a sua aparência humana restaurada. Surge, no entanto, um efeito colateral inesperado: Victor Von Doom tem a maior parte da sua superfície corporal recoberta por metal.
 Inebriado pelo poder que sente fluir-lhe nas veias, Von Doom captura Reed e deixa Ben inconsciente. Agora autodenominando-se Doutor Destino, oculta o rosto desfigurado com uma máscara metálica, tortura Reed e lança um míssil teleguiado com a mira fixada no Edifício Baxter, onde se encontram os restantes membros do Quarteto. Johnny usa o seu poder incandescente para despistar o míssil e Sue confronta sozinha o Dr. Destino. Apesar da sua valentia, acaba, porém, sobrepujada pelo vilão. Quando este se prepara para lhe desferir um golpe fatal, Ben ressurge em cena - novamente transformado em Coisa após ter voltado a usar a máquina de Reed, - e salva a amiga tombada.
  Transferida para as ruas de Nova Iorque, a batalha prossegue com os manos Storm a combinarem os seus poderes para gerarem um inferno pirocinético que sobreaquece a pele metálica do Dr. Destino. De seguida, Reed e Ben encharcam-no com água gelada, causando assim um violento choque térmico que transforma o vilão numa estátua de metal fundido.
  No epílogo, Ben informa Reed de que conseguiu por fim aceitar a sua nova condição graças à afeição de Alicia Masters, uma artista que, embora cega, consegue ver o homem por trás do monstro. Reunidos, os quatro membros do grupo concordam em usar os seus poderes ao serviço da comunidade, passando a operar como Quarteto Fantástico. Logo após, Reed pede Sue em casamento. Pedido que ela prontamente aceita, para alegria de todos.
  Entretanto, no porto de Nova Iorque, o corpo inerte do Dr. Destino é embarcado num cargueiro com destino à Latvéria, seu país natal. Uma pequena interferência eletromagnética manifesta-se no equipamento eletrónico usado no transporte do contentor onde repousa o vilão, sugerindo dessa forma que ele ainda viveria.

Trailer: 



Curiosidades:

Jessica Alba padecia de uma infeção renal durante as filmagens e quase desfaleceu enquanto gravava a sua cena na estação espacial com Julian MacMahon;
* Único dos quatro protagonistas familiarizado com a mitologia do Quarteto Fantástico, Michael Chiklis fora um devoto fã do Coisa na sua infância. Motivo que o levou a bater-se pela inclusão no filme de uma versão real da personagem em vez de um avatar digital. O preço a pagar pelo ator pela satisfação desta sua reivindicação foi ter de usar um traje feito com 28 kg de látex e que demorava 3 horas a vestir;
* De origem galesa, Ioan Gruffudd teve de disfarçar o seu sotaque característico que não se coadunava com o papel de Reed Richards. Tarefa dificultada pelas sucessivas revisões do argumento. Empolgado pela sua participação numa megaprodução hollywoodesca, o ator convidou os pais a visitarem o set. Desafortunadamente, no dia em que isso se propiciou, Ioan rodava apenas uma sequência dentro de um elevador;
* Durante a conversa de Reed e Sue no cais, não só os atores não estavam a contracenar um com o outro (circunstância comum no cinema) como não estavam sequer no mesmo país. Jessica Alba foi filmada em Nova Iorque, ao passo que Ioan Gruffudd o foi na cidade canadiana de Vancouver;
* Foram precisos 4 meses para conceber a cena em que o Tocha Humana se converte numa bola de fogo e alça voo no céu nova iorquino. Ainda assim, um mês a menos do que aqueles que foram necessários para filmar a cena na ponte sobre o rio Hudson;
* Vários elementos  do filme foram inspirados na arte de Jack Kirby (cocriador do Quarteto Fantástico em 1961) na BD original. Exemplos: os raios cósmicos que atingem o vaivém que transporta ao espaço Reed e companhia têm a forma de balas e a face do Coisa é granulosa como era nas suas primeiras aparições, antes de adquirir o aspeto pedregoso que se tornaria a sua imagem de marca;
* Em sentido inverso, a origem do Doutor Destino tem cambiantes muito distintas daquela que foi mostrada nos quadradinhos. No filme, Victor Von Doom integra a expedição orbital de Reed Richards, ganhando, portanto, as suas habilidades em consequência da exposição à radiação cósmica. Na BD, isso aconteceu na sequência de um acidente de laboratório, que também o desfigurou para sempre;
* Na derradeira cena do filme, o corpo congelado do Dr. Destino é embarcado num cargueiro com a palavra "Latvéria" inscrita no casco. Trata-se da nação fictícia que, nos quadradinhos, tem como soberano absoluto, precisamente,Victor Von Doom;




Veredito: 41%

  Alinhavo esta minha singela crítica ao filme de 2005 do Quarteto Fantástico sem nunca me ter dado à maçada de assistir à inenarrável produção série Z de 1994 e de ter poupado tempo e dinheiro a ir ver ao cinema o recém-estreado reboot da franquia. Em bom rigor, nunca vi no grande ecrã qualquer uma das quatro películas que compõem a filmografia do Quarteto. 
  Tanto no caso deste Quarteto Fantástico como da sua atroz sequela de 2007 (sobre a qual já me pronunciei nesta rubrica), o bom senso aconselhou-me a aguardar pelo respetivo lançamento em DVD ou pela sua transmissão televisiva (de preferência, em canal aberto). Opção de que nada me arrependo.
   Apesar de, há dez anos, ter sido arrasada pela crítica e pelos fãs, a fita dirigida por Tim Story, comparada com o que estava para trás e com o que viria a seguir, é muito provavelmente a menos má dentro da filmografia do Quarteto. Mesmo levando na devida conta as suas inumeráveis fragilidades. Dentre elas, destaco desde logo a falta de solidez do argumento. Existem demasiados hiatos fastidiosos entre as escassas sequências de ação, convidando o espectador a fazer uma soneca. 
  Por outro lado, o vilão é uma autêntica nulidade. Quem minimamente conhece o Doutor Destino da BD sabe que se trata de um sujeito genialmente perverso, megalómano e prepotente. Esta sua versão cinemática seria incapaz de assustar uma criancinha. Mas, como é sabido, sobretudo desde a sua aquisição pela Disney, os estúdios Marvel esmeram-se em produzir filmes para toda a família. Opção que, no caso do Quarteto Fantástico, até nem é totalmente descabida. Escusavam era de tornar a película asséptica ao ponto de a tornar desinteressante. Esperava-se mais de uma produção multimilionária como esta. Que não sendo fantástica também não é intragável. 
   
Passeio em família.
    
   

2 comentários:

  1. Este filme teve seus méritos, pois usou vários elementos da mitologia original do Quarteto, como por exemplo, o relacionamento familiar entre eles, as constantes "briguinhas" entre Johhny e Ben, etc. Eu também não gostei do Dr. Destino e achei mal feita as cenas da luta no final do filme. Uma excelente análise e obrigado pelas curiosidades.

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    1. Como eu escrevi no introito a esta resenha, este é um daqueles filmes sentenciados ao Purgatório, mas que com o passar dos anos começa a ter absolvidos alguns dos seus pecadilhos, tanto por mérito próprio como, essencialmente, por deméritos alheios. Apraz-me saber que gostaste das curiosidades que sobre ele aqui partilhei. Espero que o meu trabalho continue a merecer a tua atenção e a de todos os que seguem o meu blogue, pois só assim fará sentido dar-lhe continuidade.

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