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quinta-feira, 9 de julho de 2015

ETERNOS: LEN WEIN (1948 - ...)




  Monstro do Pântano, Wolverine e Noturno são apenas parte da memorabilia criativa deste veterano escritor e editor, que desde muito cedo percebeu ser um predestinado da 9ª arte. A sua influência exorbitou, contudo, o universo dos quadradinhos, estendendo-se a outros meios de comunicação, designadamente à televisão.

Biografia: Leonard Norman Wein nasceu a 12 de junho de 1948, na cidade de Nova Iorque. Numa entrevista concedida em 2003, recordava: "Em criança tive diversos problemas de saúde. Passei, por isso, largas temporadas no hospital. Durante uma dessas ocasiões, quando tinha sete anos, o meu pai comprou-me uma pilha de bandas desenhadas para eu matar o tempo. Foi assim que fiquei viciado nesse tipo de material. Anos depois, quando andava no liceu, um dos meus professores de Arte disse-me que eu tinha um talento artístico inato que deveria explorar. A partir daí, resolvi não me poupar a esforços para realizar o meu sonho de vir, um dia, a trabalhar na indústria dos comics".
  Ainda na puberdade, Len e o seu inseparável amigo Marv Wolfman (vide biografia já publicada neste blogue) participavam, pelo menos uma vez por mês, nas visitas guiadas aos escritórios da DC Comics. Wolfman era um já um elemento ativo na subcultura dos fanzines. Len, que por esses dias estava mais interessado em tornar-se desenhador do que escritor, ajudou o amigo a produzir algumas histórias com super-heróis. Com ambos a submetê-las, de seguida, à apreciação dos editores da DC.
   A perseverança de Len e Marv acabaria por dar frutos: os dois foram convidados por Joe Orlando (à época editor-chefe da DC) para se tornarem escritores freelancers. Len estreou-se nessa qualidade com Eye of the Beholder, história dada à estampa em dezembro de 1968 no 18º número de Teen Titans. Mantendo a parceria criativa com Wolfman, os dois criaram em conjunto, especificamente para essa aventura dos Titãs, o Estrela Vermelha. Sendo este o primeiro super-herói soviético a ser incorporado na mitologia da Editora das Lendas.

A estreia de Len Wein como escritor profissional verificou-se em Teen Titans nº18 (1968).

  Pouco tempo depois, Neal Adams (outro Eterno já dado a conhecer neste blogue) foi encarregue de reescrever e de redesenhar uma outra história dos Titãs escrita por Len Wein e Marv Wolfman. Intitulada Titans Fit the Battle of Jericho!, caso não tivesse sido vetada, a história em questão introduziria no Universo DC o seu primeiro super-herói africano. Carmine Infantino ( então editor de Teen Titans, e cujo perfil já foi igualmente traçado neste blogue) foi o responsável por essa decisão.
  Em meados de 1969, Len Wein trabalhava simultaneamente para a Marvel e para a DC. Escrevendo contos de mistério e suspense para, respetivamente, Tower of Shadows e The House of Secrets. Ainda antes do final desse ano, Len tornou-se argumentista de Secret Hearts, título da DC com um forte cunho romântico, muito popular entre o público feminino. 
  Escriba incansável e versátil, Len passou por várias outras séries regulares da Editora das Lendas abarcando géneros tão diversos como terror sobrenatural, westerns e ficção científica. Dentro desta última categoria, há a destacar o trabalho por ele desenvolvido nos títulos Star Trek e The Twilight Zone,  baseados nas cultuadas séries televisivas homónimas .
  Mesmo sem nunca ter conseguido realizar a sua ambição de ganhar a vida a desenhar, numa outra entrevista, datada de 2008, Len declarou: "O meu estudo no sentido de me tornar um artista dotou-me da capacidade de descrever detalhadamente aos ilustradores com quem trabalhei as ideias e as imagens que trazia na cabeça. Especialmente durante a minha primeira passagem pela DC, era comum alguns artistas pedirem ao editor-chefe (Julius Schwartz) para desenharem as minhas histórias. Segundo eles, os meus guiões eram muito gráficos, o que lhes facilitava imenso o trabalho".
  Corria o ano de 1971 quando, em colaboração com o artista Bernie Wrightson, Len Wein concebeu o Monstro do Pântano (Swamp Thing). Personagem que debutaria em julho desse ano, nas páginas de The House of Secrets nº91. E que, no decurso das décadas seguintes, protagonizaria um amplo cardápio de títulos e minisséries com a chancela da DC, além de dois filmes e uma série televisiva. Curiosamente, mais ou menos por esta altura, Wein escreveu também a segunda história do Homem-Coisa (Man-Thing), personagem da Marvel que emulava diversos aspetos do Monstro do Pântano (ou vice-versa, dependendo do ponto de vista).
   Já na qualidade de editor de Saga of the Swamp Thing, em meados dos anos 80 Wein supervisionou o trabalho nela desenvolvido pelo escritor britânico Alan Moore (vide biografia já publicada neste blogue).

Monstro do Pântano, a desconcertante personagem que notabilizou Len Wein.


  Em 1972, após uma memorável passagem por Justice League of America, Wein foi, com Carmine Infantino, o cocriador da segunda encarnação do Alvo Humano (Human Target). Um audaz detetive privado e guarda-costas que assumia a identidade dos seus clientes marcados para morrer às mãos de assassinos contratados. O enorme êxito da personagem abriu caminho para a sua transposição ao pequeno ecrã por via de duas séries televisivas datadas de 1992 e 2010.

Alvo Humano, outra das cocriações bem-sucedidas de Len Wein.

  Nos anos seguintes, Wein escreveu vários títulos icónicos da Marvel. A saber, The Amazing Spider-Man, Thor, Fantastic Four, Marvel Team-Up e The Incredible Hulk. Foi, aliás, aquando da sua passagem por este último que participou ativamente na conceção daquela que se viria a tornar numa das personagens de charneira da Casa das Ideias: Wolverine.
  O carismático mutante canadiano seria, de resto, uma das coqueluches da nova encarnação dos X-Men, introduzida em maio de 1975 por Len Wein e Dave Cockrum. Entre as personagens criadas pela dupla nesse contexto sobressaíram Tempestade (Storm), Noturno (Nightcrawler), Colossus e Pássaro Trovejante (Thunderbird). Exceção feita a este último, os restantes tornar-se-iam peças-chave nas sagas vindouras dos Filhos do Átomo.
  A este propósito, em 2009 Chris Claremont (com John Byrne, um dos artífices daquela que é quase unanimamente considerada a melhor fase da história dos X-Men), teceu as seguintes considerações: "A história moderna dos quadradinhos seria muito diferente sem o contributo de Len Wein. É, portanto, lastimável que ele nem sempre seja reconhecido como devia ser. Particularmente os fãs dos X-Men têm um enorme débito de gratidão para com Len Wein e Dave Cockrum, cujo trabalho desenvolvido com a equipa foi, visto sob qualquer prisma, extraordinário".


O visual  primitivo de Wolverine desenhado por Dave Cockrum.


 Algures a meio da década de 70, Len Wein assumiu, durante aproximadamente um ano, o cargo de editor-chefe da Marvel, sucedendo assim ao lendário Roy Thomas e sendo depois sucedido pelo seu velho amigo Marv Wolfman.
  Quando nada o fazia prever, o casamento de Len Wein com a Marvel chegou ao fim. Ainda por cima, de forma litigiosa e envolvido em polémica. Facto que ditou o seu regresso à DC, na dupla qualidade escritor e editor. Além de assumir as histórias do Cavaleiro das Trevas em Batman, Wein colaborou igualmente em Green Lantern. Já depois de ter cocriado a terceira versão do vilão Cara-de-Barro (Clayface), escreveu, em 1980, a primeira minissérie do Homem-Morcego, The Untold Legend of the Batman.
  Como editor, Len Wein trabalhou numa mão cheia de séries bem-sucedidas: Camelot 3000, New Teen Titans, Batman and the Outsiders, além da aclamada saga Watchmen.
  No período pós-Crise, Len Wein foi incumbido de revitalizar o Besouro Azul (Blue Beetle) e trabalhou em estreita articulação com George Pérez em Wonder Woman.
  No início dos anos 90, Len Wein mudou-se para a Costa Oeste dos EUA. Assumindo então o cargo de editor-chefe da Disney Comics. Terminada essa experiência, dedicou-se a produzir e a editar guiões para séries de animação, como Batman, X-Men, Godzilla ou War Planets: Shadow Riders.
  Seria preciso esperar até 2012 para Len Wein fazer o seu regresso à 9ª arte. E fê-lo pela porta grande. No âmbito do projeto Before Watchmen, escreveu a minissérie Ozymandias, cuja coletânea figurou durante várias semanas na lista de best-sellers do New York Times.

O primeiro volume de Ozymandias, prequela de Watchmen que trouxe Len Wein de volta à ribalta.

 De ascendência judaica, Len Wein é atualmente casado em segundas núpcias com Christine Valada, advogada e fotógrafa. A residir na Califórnia há cerca de duas décadas, o casal viu a sua casa ser consumida pelas chamas em abril de 2009. Episódio de consequências trágicas, já que no incêndio morreu o cão da família e foram destruídos os Shazam Awards de Wein.
  Meses depois, porém, Christine amealhou 60 mil dólares na sua participação num concurso televisivo. Pecúlio que ela se comprometeu a investir na recuperação e/ou substituição dos livros e outros bens culturais que o casal perdeu no referido sinistro.
 Já este ano, Len Wein foi submetido a uma cirurgia cardíaca para a colocação de um bypass triplo, depois de sentir fortes dores no peito. Completou 68 anos no mês passado e tem ainda muito para dar à 9ª arte. E nós, leitores agradecidos, cá estaremos para fazer uma respeitosa vénia ao seu admirável legado que perdurará nos anais da história da BD.
 
Um grande senhor da 9ª arte.

Prémios e distinções: Sem surpresa, ao longo da sua longeva e prolífica carreira, Len Wein foi contemplado com diversos galardões. A abrilhantar o seu currículo, os dois Shazam Awards conquistados em 1972, nas categorias de Melhor Escritor Dramático (Swamp Thing) e de Melhor História Individual (Dark Genesis em Swamp Thing nº1). No ano seguinte, dividiria com Bernie Wrightson um terceiro Shazam Award, desta feita para Melhor Série Regular (novamente com Swamp Thing).
  Ainda na década de 70, mais precisamente em 1977, Wein foi distinguido com um Inkpot Award para Melhor Escritor. Cinco anos depois, em 1982, foi a vez de o Comics Buyer's Guide lhe atribuir o seu prémio para Melhor Editor.
  Pela sua história The Dreaming: Trial and Error, publicada na linha Vertigo da DC Comics, em 1998 Len Wein foi nomeado para o Bram Stoker Award, atribuído pela Associação Americana de Escritores de Terror. Já este século, em 2008, foi nomeado para o prestigiadíssimo Will Eisner Comics Book Hall of Fame.
   Um palmarés impressionante, condizente com toda uma vida dedicada à sua paixão pelos quadradinhos.

     

sábado, 27 de junho de 2015

GALERIA DE VILÕES: MONGUL



  Pela sua natureza brutal e implacável, o Senhor do Mundo Bélico representa uma enorme ameaça à paz intergaláctica. Inimigo jurado do Homem de Aço, em incontáveis ocasiões teve os seus planos de conquista por ele travados.

Nome original da personagem: Mongul, The Elder
Licenciadora: DC Comics
Criadores: Len Wein (história) e Jim Starlin (arte)
Primeira aparição: DC Comics Presents nº27 (novembro de 1980)
Local de nascimento:  Desconhecido
Parentes conhecidos: Mongul II (filho) e Mongal (filha falecida)
Afiliação: Mongul II foi em tempos membro da Tropa Sinestro
Base de operações: Mundo Bélico

A primeira aparição de Mongul em DC Comics Presents nº27, numa história datada de 1980 que contava ainda com a participação especial do Caçador de Marte. 

Armas, poderes e habilidades: Na sua versão primordial, introduzida ainda na Idade do Bronze dos Quadradinhos, Mongul era descrito como virtualmente invulnerável e fisicamente mais forte do que o próprio Super-Homem. Consequentemente, as derrotas do vilão às mãos do Homem de Aço eram ocasionadas pela astúcia deste último que, invariavelmente, encontrava maneira de abortar os esquemas do Senhor do Mundo Bélico. Na única vez em que o Super-Homem logrou superiorizar-se a Mongul num combate corpo a corpo, o herói kryptoniano tombou inconsciente, logo depois de o mesmo ter acontecido com o seu oponente.
  Ao seu formidável poderio físico, Mongul somava habilidades de teletransporte, vestígios de telepatia e a capacidade de disparar rajadas energéticas de elevada potência através das mãos e dos olhos. O vilão dispunha ainda de tecnologia que lhe permitia encolher os seus adversários, colocando-os de seguida em cubos de inversão dimensional. Estes sofisticados dispositivos de contenção eram concebidos para serem à prova de fugas. Para isso, os cubos distorciam a realidade percecionada pelos que neles eram aprisionados, além de absorverem quaisquer poderes usados no seu interior.
  Na sua versão moderna, retocada no pós-Crise, Mongul começou por aparentar ser ligeiramente menos poderoso do que o seu predecessor. Ideia desfeita quando o vilão derrotou alguns pesos-pesados do Universo DC (com a Mulher-Maravilha à cabeça) e chacinou diversos elementos da Tropa Sinestro com o intuito de os expropriar dos seus anéis energéticos.
  Exímio estratega e proficiente em múltiplas artes marciais, Mongul tem, contudo, no Mundo Bélico a sua mais temível arma. Trata-se de um gigantesco satélite artificial móvel criado muito tempo atrás por uma raça de conquistadores espaciais chamados Warzoons. Apetrechado com um vasto arsenal que incluí canhões laser e mísseis termonucleares, o Mundo Bélico dispõe de poder de fogo suficiente para pulverizar um planetoide.

O Mundo Bélico (qualquer semelhança com a Estrela da Morte da saga Guerra das Estrelas será decerto mera coincidência).
   

Biografia: Apesar dos créditos pela criação da personagem serem frequentemente imputados apenas a Jim Starlin, Mongul foi, na verdade, uma conceção do escritor Len Wein. Questionado sobre este facto no decurso de uma entrevista à The Krypton Companion, Lein  foi perentório: "Bem, Starlin foi o autor dos esboços, mas o conceito foi desenvolvido por mim". Acrescentando ainda: "A ideia era criar um vilão que pudesse igualar ou até suplantar o poderio físico do Super-Homem".
 Com efeito, foi nesses termos que o vilão alienígena foi descrito na sua estreia em DC Comics Presents nº27. Mongul era o regente tirânico do Mundo Bélico, um colossal satélite artificial que percorria a galáxia em busca de escravos que pudessem ser usados como gladiadores em arenas mortíferas. 

Len Wein reclama a paternidade de Mongul.

  Depois de uma das suas naves esclavagistas capturar o Homem de Aço, Mongul promoveu um combate entre o herói e Draaga, um seu rival que cobiçava o trono do Mundo Bélico. Quando o Super-Homem se recusou a tirar a vida ao seu adversário, Mongul resolveu travar ele próprio um combate com o kryptoniano. Que foi salvo in extremis de uma morte brutal pela intervenção do Clérigo. 
  À medida que os súbditos de Mongul se começaram a revoltar contra a sua tirania, o vilão foi sobrepujado por Draaga e viu o trono do Mundo Bélico ser usurpado por ele. Por entre um arrazoado de juras de vingança, o tirano apeado fugiu do planeta.

Figurino clássico de Mongul.

  Na posse de uma reduzida parcela da tecnologia do Mundo Bélico e acolitado somente por algumas dezenas de esbirros, Mongul conseguiu conquistar um pequeno planeta onde se exilara. Foi nele que seria casualmente encontrado pelo Supercyborg (um dos quatro falsos Super-Homens que reclamaram o  legado do herói após a sua a morte às mãos de Apocalypse). Reconhecendo o seu ódio mútuo pelo Último Filho de Krypton, o impostor cibernético propôs uma aliança a Mongul.
  Em troca da sua lealdade, o Supercyborg ofereceu a Mongul um novo Mundo Bélico para governar. Perante a recusa do orgulhoso alienígena em ser seu subalterno, o Supercyborg obrigou-o à força a participar no seu esquema..
  A bordo de uma gigantesca nave espacial, Mongul rumou então à Terra, tendo como alvo Coast City. Com a cidade na mira, o vilão lançou um ataque massivo que a obliterou, assim como a quase totalidade dos seus habitantes. 
  De seguida, a nave expeliu centenas de milhares de nanitas que, em poucos minutos, construíram um colossal motor para servir aos intentos do Supercyborg. Mongul, entretanto, esperava pelo momento certo para trair o seu amo. O qual se proporcionaria após um ataque fracassado a Metrópolis com mísseis e a subsequente retaliação levada a cabo pelo verdadeiro Super-Homem (regressado entretanto dos mortos),  secundado por Superboy e Aço (dois outros émulos do herói kryptoniano).

O Supercyborg obrigou Mongul a participar no seu infame esquema.

  O referido ataque a Metróplis tinha como objetivo sentenciar a cidade a idêntico destino ao sofrido por Coast City, para lá instalar um segundo motor  que transformaria a Terra e seus habitantes numa nova versão do Mundo Bélico. Caso fosse acionado o único motor construído, o planeta sairia da sua órbita e despedaçar-se-ia. E foi justamente isso que Mongul ordenou aos seus asseclas que fizessem.
  Ao consciencializarem-se das funestas intenções do vilão, o Super-Homem (praticamente sem poderes) e a Supergirl tentaram travá-lo. Os seus esforços resultaram, porém, infrutíferos, tendo ambos sido prontamente subjugados por Mongul.
 Simultaneamente, Aço confrontou o Supercyborg numa desesperada - e bem-sucedida - tentativa de impedir o acionamento do motor. Ciente da traição de Mongul e do iminente fracasso dos seus planos, o Supercyborg permitiu o acesso do Lanterna Verde Hal Jordan ao motor, vendo nele um veículo de fuga. 
  As coisas, porém, não correram como previsto: enraivecido pela destruição da sua cidade e pelo extermínio dos seus cidadãos, o Lanterna Verde investiu violentamente contra Mongul. Apesar de a pele amarela do alienígena anular os poderes do anel energético de Hal Jordan, este conseguiu ainda assim derrotá-lo e encarcerá-lo. Logo depois, foi a vez de o Supercyborg ser neutralizado pelo Super-Homem.

Além do Super-Homem, Mongul tem também um longo historial de confrontos com Lanternas Verdes.

 Transportado para uma prisão de máxima segurança especificamente concebida para albergar meta-humanos, Mongul revelou-se, porém, um recluso difícil de conter. Durante um motim, o vilão conseguiu evadir-se e, sedento de vingança, rumou à Costa Oeste dos EUA.
  Indiferente ao facto de Hal Jordan - o humano que o humilhou - já não ser o Lanterna Verde responsável pela proteção do nosso mundo,  envolveu-se numa feroz batalha com Kyle Rainer (o sucessor de Jordan). Foi, no entanto, apanhado de surpresa pelo facto de o anel energético do novo Lanterna Verde o conseguir ferir. Com a ajuda do Super-Homem, Kyle Rainer conseguiu conter o vilão e levá-lo de volta ao cárcere de onde escapara.
  Algum tempo depois, quando voltou a conseguir evadir-se, Mongul resolveu abandonar de vez a Terra, tendo sido, todavia, impedido pelo Flash de o fazer.
  Confinado no nosso planeta, Mongul marinou o seu ódio aos seus carcereiros até ser aliciado pelo demónio Neron que, a troco da sua alma, se prontificava a amplificar-lhe os seus poderes (eventos ocorridos na saga A Vingança do Submundo, publicada em 1995 pela Abril brasileira). Vendo nisso uma assunção do seu fracasso, o ex-soberano do Mundo Bélico declinou a oferta de Neron e ameaçou matá-lo. Foi, no entanto, Mongul quem acabou morto às mãos do demónio, que aproveitou o ensejo para lhe subtrair a alma.
  Facto que, contudo, não ditou o fim do legado maligno de Mongul. O seu filho, Mongul II, deu-lhe continuidade, tornando o Universo um lugar menos seguro.

Nota final: Não obstante Mongul ter sido introduzido na cronologia da DC anterior a Crise Nas Infinitas Terras, a sua existência não foi apagada da nova realidade resultante dos eventos nela retratados. Alguns elementos referentes à história da personagem no período pré-Crise foram, porém, alterados ou suprimidos, pelo que deverão ser considerados apócrifos. 

São sempre renhidos os combates entre o Homem de Aço e o Senhor do Mundo Bélico.
   
Noutros media: Na lista dos cem melhores vilões dos quadradinhos de todos os tempos, divulgada em 2009 no site IGN, Mongul quedou-se no 41º lugar. A sua estreia fora da banda desenhada ocorreu em 2001, na série de animação Justice League. Marcaria igualmente presença na sua sucessora, Justice League Unlimited (2004-2006). Em ambas as produções o ator Eric Roberts emprestou a voz ao déspota do Mundo Bélico.
  Em 2008, Mongul II participou no episódio inaugural de Batman: The Brave and the Bold. Dois anos depois, a versão original da personagem voltaria a dar um ar da sua graça em Young Justice.
   Pelo meio, em 2009, Mongul foi o principal antagonista do Homem de Aço e do Cavaleiro das Trevas no filme de animação Superman/Batman: Public Enemies (lançado apenas em DVD).

Tirania personificada.