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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

GALERIA DE VILÕES: BARÃO ZEMO


  Último representante de uma infame linhagem de aristocratas germânicos, do pai herdou o título nobiliárquico e o ódio visceral pelo Capitão América. O seu altruísmo distorcido levou-o, porém, a fundar os Thuderbolts, coletivo heroico com um segredo tão sórdido como o passado do seu líder. 

Denominação original: Baron Zemo
Licenciadora: Marvel Comics
Criadores: Tony Isabella/Roy Thomas (história) e Sal Buscema (arte conceptual)
Estreia (como Fénix): Captain America Vol.1 nº168 (Dezembro de 1973)
Estreia (como Barão Zemo): Captain America Vol.1 nº275 (Novembro de 1982)
Identidade civil: Helmut J. Zemo
Local de nascimento: Leipzig, Alemanha
Nacionalidade: Alemã
Parentes conhecidos: Heirinch e Hilda Zemo (pais, falecidos); Heike Zemo/Baronesa (esposa presumivelmente falecida) e demais antepassados da linhagem Zemo (ver Dinastia Maldita)
Ocupação: Engenheiro, aventureiro e terrorista internacional
Base operacional: Seguindo uma tradição fundada pelo avô paterno, Helmut Zemo operava, inicialmente, a partir do seu centenário castelo familiar, no leste da Alemanha. Seguiram-se, contudo, anos de itinerância que o levaram a diferentes latitudes do hemisfério setentrional, designadamente México e Nova Iorque. Até se fixar por fim na capital da Bagália (nação insular fictícia cuja população é, quase exclusivamente, composta por malfeitores), usando desde então a imponente Torre Zemo como centro nevrálgico das suas atividades subversivas.
Afiliações: Atual membro do Conselho Superior da HIDRA e financiador do Império Secreto, Zemo liderou outrora os Mestres do Terror e os Thunderbolts (vide respetivos prontuários infra)
Armas, poderes e habilidades: Zemo compensa a ausência de capacidades sobre-humanas com uma apreciável gama de recursos que, embora mais comezinhos, são quanto basta para fazer dele um dos supervilões mais cotados do Universo Marvel.
Menos genial e inventivo do que o seu defunto progenitor - que, ao longo da vida, colecionou patentes científicas - o atual Barão Zemo é ainda assim dono de um intelecto superior. Especialista em engenharia reversa, é também um exímio estratega e um manipulador nato. Se o primeiro atributo lhe permite tirar proveito de tecnologia alheia, este último é uma das suas imagens de marca.
Sob a influência de Zemo numerosos indivíduos bem intencionados foram já induzidos por ele a cometer toda a espécie de atrocidades. Carismático, é sempre fortíssimo o ascendente que o vilão exerce sobre aqueles que o rodeiam. Algo que ficou, aliás, bem patente no filme Capitão América: Guerra Civil (ver Noutros Media).
No ápice da forma física, Helmut Zemo possui uma compleição equivalente à de um atleta olímpico. É, no entanto, muito mais velho do que aparenta. Sobrevindo da toma regular do chamado Composto X - soro milagroso desenvolvido pelo seu pai - a extraordinária vitalidade por si exibida.
Esgrimista de classe mundial, Zemo tem na sua espada de adamantium uma extensão natural do seu corpo em cenários de combate mano a mano, conquanto seja igualmente destro no manuseamento de armas de fogo. Além do famigerado Adesivo X - outra das criações paternas - , de vários raios desintegradores e dispositivos de controlo mental, na sofisticada parafernália tecnológica de Zemo avulta ainda uma tiara psíquica que o vilão costuma acoplar no seu capuz a fim de se proteger de ataques telepáticos.
Nas gemas alienígenas de que espoliou Rocha Lunar- sua ex-subordinada e concubina - o Barão Zemo tem, incontestavelmente, as armas mais poderosas do seu arsenal. Graças a elas, o vilão consegue levitar, ampliar a sua força, desmaterializar-se e até viajar através do hiperespaço. Justificando-se assim plenamente o honroso 40º lugar que o Barão Zemo ocupa na lista dos 100 Maiores Vilões dos Quadradinhos organizada pela plataforma digital de entretenimento IGN.

Zemo preparado para a guerra com a sua espada de adamantium
 e as gemas surripiadas a Rocha Lunar.

Histórico de publicação

A despeito dos seus pergaminhos familiares, o debute de Helmut Zemo foi pouco promissor. Ou não tivesse ele encetado a sua carreira criminal como um vilão genérico e potencialmente descartável chamado Fénix (Phoenix, no original).
Facto pouco conhecido, foi, com efeito, sob esta persona que, em dezembro de 1973, Helmut Zemo se deu a conhecer aos leitores de Captain America nº168. Saído meses antes da imaginação de Tony Isabella, Roy Thomas e Sal Buscema, o seu processo de afirmação dentro do Universo Marvel foi particularmente moroso. Tendo o momento de viragem ocorrido quase uma década depois quando, em Capitain America nº275 (novembro de 1982), Helmut assumiu por fim o título de Barão Zemo, dando dessa forma continuidade ao sinistro legado paterno.

Fénix foi a primeira persona criminosa
 de Helmut Zemo.
Foi nesta edição de Captain America
que o Barão Zemo moderno (em baixo)
 fez a sua estreia oficial.


Consolidado o seu estatuto de vilão de referência ao longo da década de 1980, no início da seguinte o Barão Zemo demonstrou a sua multidimensionalidade ao fundar o coletivo heroico Thunderbolts. À semelhança do que sucedera com Magneto poucos anos antes, Zemo, mercê da sua ambivalência moral e de um certo altruísmo distorcido, passou de vilão a herói apenas para voltar a fazer o percurso inverso.
Vale a pena lembrar que, durante a sua fase heroica (que se prolongou mesmo após o desmantelamento dos Thunderbolts), Zemo procurou genuinamente retratar-se de alguns dos atos ignóbeis que havia cometido no passado. Contudo, a descoberta de que Bucky Barnes - o antigo sidekick do Capitão América presumivelmente morto pelo seu pai nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial - se encontrava, afinal, vivo e de boa saúde, fez com que a faceta maligna de Zemo prevalecesse uma vez mais. Realidade aparentemente irreversível, conforme atestam as suas participações em algumas das sagas mais recentes da Casa das Ideias, designadamente no polémico Secret Empire (lançado este ano nos EUA e ainda inédito no universo lusófono).

Dinastia maldita

Com raízes na época medieval, a árvore genealógica de Helmut Zemo conta uma história de poder e ganância, mas também de coragem e patriotismo.
Tudo começou no longínquo ano de 1480 em Zeulniz, uma pequena vila alemã. Assediado por uma horda de saqueadores eslavos, o povoado foi salvo pela valentia de Harbin Zemo. Munido apenas de uma espada, este modesto funcionário público responsável pela proteção do celeiro comunitário desbaratou sozinho os invasores
Os ecos da façanha chegaram à sala do trono e o Imperador nomeou Harbin Zemo Barão de Zeulniz. Título nobiliárquico que seria daí em diante transmitido de pai para filho, fazendo perdurar até aos nossos dias a infame dinastia Zemo. Cuja linha sucessória, assente na primogenitura masculina, é a seguinte:

*Harbin Zemo: o 1º Barão Zemo e fundador da dinastia. Apesar do ato de bravura que lhe valeu a condição aristocrática, depressa se tornaria um déspota sanguinário. Morreu de velhice em 1503;
*Hademar Zemo: o 2º Barão Zemo, filho de Harbin, e o mais pusilânime  de toda a linhagem. A sua fraqueza ditaria que fosse morto às mãos da sua guarda pessoal, numa conjura encabeçada por Heller Zemo, o seu filho de apenas 12 anos de idade;
*Heller Zemo: o 3º Barão Zemo, filho de Hademar, e o mais progressista dos Zemos;
*Herbert Zemo: o 4º Barão Zemo, filho de Heller, e um orgulhoso guerreiro colecionador de glórias e inimigos. Assassinado pelos próprios generais;
*Helmuth Zemo: o 5º Barão Zemo, filho de Heller. Assassinado pelo Barão Zemo moderno durante uma das suas viagens no tempo;
*Hackett Zemo: o 6º Barão Zemo, filho de Helmuth. Quase matou o atual Barão Zemo quando este monitorizava a sua atividade por volta de 1710;
*Hartwig Zemo: o 7º Barão Zemo, filho de Hackett. Morto em combate quando participava na Guerra dos Sete Anos (1756-1763);
*Hilliard Zemo: o 8º Barão Zemo, filho de Hartwig;
*Hoffman Zemo: o 9º Barão Zemo, filho de Hilliard;
*Hobart Zemo: o 10º Barão Zemo, filho de Hoffman. Morto às mãos de camponeses amotinados durante as revoltas que se seguiram à proibição do socialismo em terras germânicas decretada pelo Imperador Guilherme I;
*Herman Zemo: o 11º Barão Zemo, filho de Hobart e avô do atual Barão Zemo. Combateu os Aliados durante a I Guerra Mundial, causando-lhes numerosas baixas com a sua própria fórmula do terrível gás mostarda;
*Heinrich Zemo: o 12º Barão Zemo, filho de Herman e pai do atual detentor do título. Um dos maiores cientistas ao serviço de Hitler durante a II Guerra Mundial, tornou-se arqui-inimigo do Capitão América, tendo sido responsável, na ponta final do conflito, pela presumível morte do herói e de Bucky Barnes, seu adjunto juvenil;
*Helmut J. Zemo: o 13º e atual Barão Zemo, filho de Heinrich. A sua dramática história é resumida no texto seguinte.

Helmut Zemo descende de uma longa linhagem varonil.

Origem

Único descendente conhecido de um aristocrata germânico que era também uma das mais prodigiosas mentes científicas ao serviço do 3º Reich, Helmut Zemo soube-se desde muito cedo predestinado à grandeza e à perversidade.
Nascido em meados da década de 1930 em Leipzig, no leste da Alemanha. Helmut passou parte da sua juventude em Berlim. Enquanto o pai, Heinrich Zemo, inventava armas de destruição em massa para os nazis, Helmut desenvolveu, durante esse período, uma paixão secreta por comics, filmes e outros produtos culturais norte-americanos.
Embora venerado pela família e pelos seus correligionários, Heinrich Zemo era profundamente odiado pelas potências aliadas. Sentimento que se estenderia ao seus próprios compatriotas após a vexatória derrota que lhe foi imposta pelo Capitão América e pelo Comando Selvagem*.
Temendo pela sua segurança e dos seus entes queridos, Heinrich, entretanto celebrizado como Barão Zemo, começou a usar um capuz que lhe cobria integralmente o rosto.
Pouco tempo depois de ter criado o famigerado Adesivo X (uma supercola impossível de remover por qualquer processo conhecido na época), o Barão Zemo enfrentou pela primeira vez o Capitão América, empenhado em impedir que a substância fosse usada contra as tropas aliadas.
Atingido pelo escudo do herói no calor da refrega, Zemo caiu dentro de uma vasilha contendo Adesivo X. Apesar de ter sobrevivido ao incidente, o vilão não mais conseguiria remover o capuz e a roupa que usava naquele dia. Consequentemente, passaria a ser alimentado por via intravenosa até ao fim da vida.

O Barão Zemo clássico
 foi uma criação de Stan Lee e Jack Kirby,
 cuja estreia ocorreu em The Avengers nº6 (1964).
Cada vez mais demencial, Heinrich fez da mulher e do filho os seus bodes expiatórios, molestando-os constantemente. Por contraste com a mãe - que ajudaria o Capitão América a travar um dos sórdidos planos do marido - Helmut manteve-se sempre leal ao pai. Lealdade que não seria de todo recompensada.
Procurado por crimes de guerra, em 1945 (pouco depois de ter, aparentemente, causado a morte do Capitão América e Bucky), o Barão Zemo fugiu da Alemanha e buscou refúgio nas profundezas da floresta amazónica. Deixando para trás o filho e a pátria reduzida a escombros fumegantes.
Na prolongada ausência paterna, Helmut, determinado em levar uma vida normal, viajou pelo mundo e formou-se em engenharia. Incapaz de escapar à sua herança familiar, o jovem Zemo seria, no entanto, convocado pelo pai ao seu reino amazónico. Onde testemunharia a forma brutal como o seu progenitor chacinou os indígenas sublevados e o ouviu gabar-se pela morte do Cidadão V, um agente especial britânico durante a 2ª Guerra Mundial.
Entretanto, o ressurgimento do Capitão América motivaria uma série de confrontos entre o Barão Zemo (agora coadjuvado pelos seus Mestres do Terror) e os Vingadores (liderados pelo Sentinela da Liberdade).
Após a morte acidental do pai durante um desses recontros, Helmut culpou o Capitão América pela destruição da sua família. Replicando alguns dos aparatos mais mortíferos do arsenal paterno, Helmut adotou a identidade de Fénix para se vingar do herói.
Horrivelmente desfigurado após mergulhar, tal como o pai, numa tina de Adesivo X, Helmut reapareceria pouco tempo depois como o novo Barão Zemo.
Sem que o seu ódio figadal pelo Capitão América desse sinais de apaziguamento, o vilão reuniu aquela que foi, até à data, a maior e mais poderosa formação dos Mestres do Terror.

O novo Barão Zemo
 exibe o símbolo do seu némesis.
Naquele que foi um dos pontos mais altos da sua carreira criminosa, o Barão Zemo e os seus apaniguados invadiram a Mansão dos Vingadores, de onde só a muito custo seriam desalojados pelos heróis.
A uma tentativa gorada de ressuscitar o seu pai com recurso às Pedras de Sangue, seguiu-se o enlace do Barão Zemo com a terrorista internacional conhecida como Baronesa. O casal acabaria, contudo, capturado pelo Capitão América depois de ter raptado várias crianças negligenciadas para formar uma família instantânea.
Quando, no final da épica batalha que os opôs à entidade conhecida como Devastador (Massacre, no Brasil), os Vingadores e o Quarteto Fantástico foram dados como mortos, Zemo, assim privado dos seus arqui-inimigos, interiorizou finalmente que o pai se tinha autodestruído.
Mudando o foco da vingança para a busca do poder, Zemo converteu o núcleo duro dos Mestres do Terror num coletivo heroico apresentado ao mundo como Thunderbolts. Num ato de mórbida ironia, Zemo escolheu para si o título de Cidadão V, o herói britânico assassinado pelo seu pai durante a 2ª Guerra Mundial.
Desmascarado o embuste dos Thunderbolts, o Barão Zemo retomou a sua carreira a solo. Atualmente, governa com mão de ferro Bagália, um pequeno Estado-pária de localização desconhecida que serve de santuário a delinquentes de todo o mundo.

*Howling Commandos, brigada especial de soldados aliados que, durante a 2ª Guerra Mundial, atuava atrás das linhas inimigas.

Zemo (disfarçado de Cidadão V) à frente dos Thunderbolts originais.

Quem são os Mestres do Terror?

Inimigos clássicos dos Vingadores, os Mestres do Terror (Masters of Evil, no original) são uma das mais antigas organizações criminosas do Universo Marvel. Criada por Stan Lee e Jack Kirby, a equipa fez a sua primeira aparição em The Avengers Vol.1 nº6, edição histórica datada de julho de 1964.
Sob o comando do penúltimo Barão Zemo, os Mestres do Terror agrupavam inicialmente Cavaleiro Negro, Derretedor e Homem-Radioativo. Cada um destes elementos fora criteriosamente selecionado por Zemo para antagonizar um Vingador específico. Assim, ao Cavaleiro Negro competiria neutralizar o casal Vespa e Gigante, o Derretedor teria como alvo o Homem de Ferro, e o Homem-Radioativo deveria medir forças com Thor. Zemo, por seu turno, tentaria ajustar velhas contas com o Capitão América. A este elenco primordial juntar-se-iam posteriormente alguns pesos-pesados. A saber: Encantor, Executor, Magnum e Destruidor.
Das diversas encarnações da equipa ao longo dos anos, a mais eficiente foi, sem sombra de dúvida, aquela que contava nas suas fileiras com Mr. Hyde, Blackout, Rocha Lunar, Armador, Jaqueta Amarela II, Tubarão-Tigre, Titânia, Homem Absorvente, Gangue da Demolição (Aríete, Destruidor, Massa e Bate-Estacas) e Golias. Agora liderados pelo filho do Barão Zemo, os Mestres do Terror fizeram jus ao título ao tomarem de assalto a Mansão dos Vingadores, fazendo reféns alguns dos seus membros. Cuja libertação só foi possível na sequência de uma feroz batalha que culminaria com a morte de Hércules.
Seria precisamente esta formação dos Mestres do Terror que, anos mais tarde, serviria de base aos Thunderbolts (vide texto seguinte).

O primeiro confronto entre os Vingadores e os Mestres do Terror
 em The Avengers nº6 (1964).


A formação dos Mestres do Terror que quase vergaram os Vingadores.

Thunderbolts: heróis ou vilões?

Aproveitando o vazio deixado pelo desaparecimento dos Vingadores e do Quarteto Fantástico no final da saga Onslaught (Devastação em Portugal; Massacre no Brasil), o Barão Zemo reciclou os seus Mestres do Terror num novo coletivo super-heróico a que deu o nome de Thunderbolts. Além do próprio Zemo (que atendia agora por Cidadão V), o elenco primitivo da equipa por ele convocada reunia Atlas, Meteorita, Soprano, MACH-1 e Tecno. Sob estas identidades falsas escondiam-se, respetivamente, os ex-criminosos Golias (em tempos conhecido também como Contrabandista), Besouro, Rocha Lunar, Colombina e Armador. A estes membros fundadores logo se juntou Choque, uma jovem heroína que ignorava os verdadeiros desígnios dos seus companheiros, e cujo idealismo os contagiou.
Depois de ter conquistado a confiança do público, Zemo empreendeu a sua campanha de dominação mundial. Seria, no entanto, detido pela ação conjunta dos Vingadores e do Quarteto Fantástico (entretanto regressados do degredo extradimensional), bem como pelos próprios Thunderbolts. Em busca de redenção para os seus pecados, os antigos subordinados de Zemo haviam encarnado de forma inesperada o papel de defensores dos fracos e oprimidos.
Zemo logrou escapar graças à ajuda de Tecno - o único membro do grupo que se lhe manteve leal - enquanto os demais Thunderbolts, cujas verdadeiras identidades haviam sido entretanto expostas, passaram a operar na clandestinidade, praticando o heroísmo a que tinham tomado o gosto.
Conceito desenvolvido por Mark Waid e Mark Bagley, os Thunderbolts fizeram a sua estreia em janeiro de 1997, nas páginas de The Incredible Hulk nº449, e mantêm-se no ativo até aos dias de hoje. Após sucessivas reconfigurações e lideranças, a sua formação mais recente, capitaneada pelo Soldado Invernal, é composta por Atlas, Armador, Rocha Lunar, MACH-X e Kobik.

Thunderbolts: Lobos em peles de cordeiros.

Trivialidades:

*Situada na ex-RDA, Leipzig, a cidade natal de Helmut Zemo, possui uma prestigiada Universidade onde, entre outros expoentes da elite dirigente teutónica, se diplomou Angela Merkel, atual chanceler federal da Alemanha;
*No jogo de vídeo Iron Man and X-0 Manowar in Heavy Metal (1996), o Barão Zemo surgia como uma das personagens jogáveis;
*Dois anos depois, em maio de 1998, Zemo e os seus Thunderbolts participaram em Star Trek: The Next Generation / X-Men: Second Contact, um crossover entre a tripulação da nave USS Enterprise e os pupilos do Professor Xavier.


Terão Merkel e Zemo estudado a mesma cartilha?

Noutros media: Antes do seu advento ao grande ecrã por via da sua participação em Captain America: Civil War (2016), o Barão Zemo (pai e filho) era já um habitué nas séries animadas da Marvel. Remontando a 1966 a sua estreia televisiva, no segmento reservado ao Sentinela da Liberdade em The Marvel Super Heroes. Essa foi, de resto, a única ocasião em que o Barão Zemo sénior não interagiu com o júnior. Em produções mais recentes, como Avengers: Ultron Revolution (em exibição desde 2013), os dois têm coabitado e, não raro, unido forças contra os Heróis Mais Poderosos da Terra.

O Barão Zemo tem sido presença assídua
em Avengers: Ultron Revolution.
Embora irreconhecível, o atual Barão Zemo, interpretado pelo ator hispano-germânico Daniel Bruhl, foi o vilão de serviço no terceiro capítulo da saga cinematográfica do Capitão América. À parte o nome e a sanha que nutre pelos Vingadores, pouco tem, de facto, em comum com a sua contraparte da banda desenhada. No filme,  Helmut Zemo é apresentado como um obstinado oficial do Exército de Sokóvia desejoso de vingança depois de ter perdido a sua família na batalha que arrasou a capital do seu país em Avengers: Age of Ultron (2015)

A versão cinematográfica de Zemo (rebaixado a plebeu)
deixou um travo amargo na boca dos Vingadores, mas também de muitos fãs.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

HERÓIS EM AÇÃO: INVASORES



   Ao serviço da causa aliada nos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, os Invasores foram decisivos para a capitulação das forças do Eixo e consequente triunfo da liberdade. Com a sua lenda a reverberar pelos esconsos labirintos da História, já este século o grupo foi revivido com o propósito de enfrentar ameaças menos óbvias, porém tão ou mais mortíferas do que as do passado.

Nome original do grupo:  The Invaders
Primeira aparição: The Avengers #71 (dezembro de 1969)
Criadores: Roy Thomas (história) e Sal Buscema (arte)
Licenciadora: Marvel Comics
Fundadores: Capitão América (Captain America), Bucky, Namor, o Príncipe Submarino (The Sub-Mariner), Tocha Humana original (The Human Torch) e Centelha (Toro)
Supletivos: Union Jack, Spitfire, Ciclone (Whizzer), Miss América, Escorpião de Prata (Silver Scorpion), Caveira Flamejante (Blazing Skull), além de vários outros heróis da Timely Comics (predecessora da Marvel Comics)
Formação atual: Capitão América, Namor, o Príncipe Submarino, Tocha Humana original e Soldado Invernal (Winter Soldier)
Base de operações: Nas suas primeiras aventuras. os Invasores usavam a Times Tower em Nova Iorque e a torre do relógio no Palácio de Westminster em Londres como bases de operações, sendo desconhecida a localização do seu atual quartel-general.

Retrato de família dos Invasores.

Histórico de publicação: Apesar de ter feito apenas um par de aparições entre 1946 e 1947, o All-Winners Squad (celebrizado como Esquadrão Vitorioso entre o público lusófono), equipa idealizada pelo editor Martin Goodman e pelo argumentista Bill Finger (ninguém menos que o não creditado cocriador de Batman), serviu de inspiração à dupla Roy Thomas/Sal Buscema para, em 1969, criarem os Invasores. Remontando à Idade do Ouro dos Quadradinhos, o Esquadrão Vitorioso era constituído pelos mesmos heróis que fariam parte dos Invasores, com a diferença de as suas aventuras serem ambientadas no pós-Segunda Guerra Mundial, coincidindo assim com sua data de publicação. Prefigurando os conflitos internos que caracterizariam, anos depois, o Quarteto Fantástico, o Esquadrão Vitorioso foi o primeiro coletivo heroico em que existiam notórias discordâncias entre os seus membros.

Esquadrão Vitorioso, o grupo da Idade do Ouro que serviu de inspiração aos Invasores.
   As primeiras aparições dos Invasores ocorreram sob a forma de flashbacks em histórias que faziam referência a antigas personagens da Timely Comics. Originalmente, a equipa era composta pelo Capitão América e seu parceiro juvenil Bucky, Namor, o Príncipe Submarino, e pelo androide Tocha Humana e respetivo adjunto adolescente Centelha. Antes de se reunirem, cada um deles combatia à sua maneira o Nazismo e as forças do Eixo nos campos de batalha da II Guerra Mundial. Passaram a atuar em conjunto por sugestão de Winston Churchill, cuja vida foi salva pelo quinteto. Deve-se também ao carismático antigo primeiro-ministro britânico o nome da equipa, uma vez que ele pretendia que os heróis realizassem operações em território inimigo.
    À medida que o conflito se desenrolava, os Invasores foram enfrentando as forças do Eixo um pouco por todo o mundo. Uma dessas missões levou-os à velha Albion, onde travaram conhecimento com o aristocrata inglês Lorde James Montgomery Falsworth. Tratava-se do primeiro Union Jack, herói patriótico que atuara na I Guerra Mundial, e que logo se uniu à equipa liderada pelo Capitão América. Algum tempo depois foi a vez de Brian e Jacqueline Folsworth (filhos de Lorde Folsworth) se juntarem aos Invasores. O primeiro dando continuidade ao legado de Union Jack, a segunda passando a operar sob o codinome Spitfire, após receber uma transfusão sanguínea do Tocha Humana que lhe concedeu supervelocidade. Outro velocista, Ciclone, seria entretanto recrutado para as fileiras do grupo. No qual posteriormente foram também incorporados a Miss América (espécie de mescla entre o Super-Homem e a Mulher-Maravilha), Caveira Flamejante (provável fonte de inspiração para o Motoqueiro Fantasma) e Escaravelho de Prata (uma temerária justiceira mascarada).

Os heróis britânicos Spitfire e Union Jack (em primeiro plano na imagem) reforçaram os Invasores.
  Sempre enfrentando uma panóplia de perigosas ameaças (incluindo a ocupação nazi da Atlântida e a ascensão da organização terrorista HIDRA), a maior provação dos Invasores surgiu, contudo, com a aparente morte do Capitão América e de Bucky em consequência da explosão de uma aeronave não tripulada, escassos meses antes do término do conflito (conforme descrito em The Avengers #4, de março de 1964).  Com o advento da paz, vários membros da equipa fundaram uma segunda encarnação do Esquadrão Vitorioso.
  Após uma breve passagem por The Avengers, em 1975 os Invasores estrelaram uma edição especial (Giant-Size Invaders #1) que serviu de prólogo ao lançamento, no final desse mesmo ano,  de The Invaders, a sua própria série regular. No seu auge de popularidade, o grupo teve também direito a um volume anual em 1977, dois anos antes do cancelamento do seu título mensal.

A estreia oficial dos Invasores em The Avengers #71 (1969).

Capa do número inaugural da série regular dos Invasores em 1975.

   Empurrados para o limbo do esquecimento durante um quarto de século, em 2004 os Invasores foram resgatados do fundo das águas turvas da memória. Também denominada Novos Invasores, a equipa fez a sua estreia em The Avengers vol.3 #82, numa história em quatro partes escrita por Chuck Austen. Na esteira da formação clássica, os Novos Invasores em breve trocariam as páginas do título dos Vingadores pelas do seu próprio. Com argumentos a cargo de Allan Jacobsen e arte de C.P. Smith, The New Invaders teve 11 edições publicadas (incluindo o nº0), entre agosto de 2004 e junho de 2005.
   Nesta sua versão moderna, os Invasores foram fundados pelo Secretário da Defesa norte-americano Dell Rusk (na verdade, um disfarce do Caveira Vermelha), sendo inicialmente compostos pelo Caveira Flamejante, Agente Americano (John Walker, o quinto Capitão América), Union Jack III e Tara (uma misteriosa jovem com poderes incandescentes, que viria a revelar-se uma espia ao serviço do Caveira). A este elenco juntar-se-ia entretanto o Tocha Humana original.
  Apesar de terem gorado os planos do seu falso benfeitor, os Novos Invasores testemunharam a aparente morte do Tocha Humana. Que, somada à traição de Tara, ditaria a dissolução precoce da equipa.
  No crossover  de 2007 Avengers/Invaders ( Vingadores & Invasores, minissérie em 6 fascículos publicada no Brasil pela Panini Comics dois anos depois), a equipa original (exceto Spitfire e Union Jack) foi trazida para a atualidade pelo vilão Desespero, então na posse do Cubo Cósmico. Acreditando tratarem-se de supersoldados nazis,  os Invasores confrontaram os Vingadores e os Thunderbolts, antes de embarcarem numa alucinante jornada através do fluxo temporal. No desfecho da saga, Centelha foi revivido pelo poder do Cubo Cósmico temporariamente adquirido por Bucky. Portando agora o escudo do Sentinela da Liberdade, o antigo parceiro do Capitão América liderou a terceira encarnação dos Invasores apresentada na minissérie Invaders Now, datada de setembro de 2010. Namor, o Príncipe Submarino, Tocha Humana, Centelha, Spitfire e Steve Rogers (o primeiro Capitão América) completavam o elenco da rediviva equipa, reunida pelo Visão original e por Union Jack para enfrentar uma terrível ameaça do passado.

Algumas das capas de Avengers/Invaders (2007), a minissérie que devolveu os Invasores à ribalta.
    Finalmente, em 2014, a Marvel Comics decidiu revitalizar os Invasores através do lançamento de uma nova série mensal escrita por James Robinson. Reduzidos agora a um quarteto (Capitão América, Soldado Invernal, Tocha Humana e Namor), os heróis do passado tentam adaptar-se à realidade dos novos tempos, em que os inimigos deixaram de ser movidos por causas ou ideologias,  e com os conflitos a deixarem os campos de batalha para se aninharem nas ruas das cidades.
    
Heróis atemporais.
Biografia: Com a entrada dos EUA na II Guerra Mundial em finais de 1941, na sequência da agressão nipónica em Pearl Harbor, um quinteto heroico composto pelo Capitão América, Bucky, Namor, Tocha Humana e Centelha uniu forças para contrariar os planos do Grande Mestre (Master Man no original), um meta-humano americano de ascendência germânica simpatizante da causa nazi que atentou contra a vida de Winston Churchill. Este ficou tão impressionado com os seus salvadores que os encorajou a manterem-se juntos como os Invasores. Desse dia em diante, o grupo passou a combater tanto as tropas do Eixo nos campos de batalha como os superagentes nazis que levavam a cabo ações de sabotagem nos países aliados.
   Pouco tempo após terem iniciado a sua carreira conjunta, os Invasores adotaram o Reino Unido como base de operações. Enquanto enfrentavam o vampiro conhecido como Barão Sangue (Baron Blood), o grupo cruzou-se com Lorde Montgomery Falsworth, o Union Jack original que se notabilizara na I Guerra Mundial. O herói britânico juntou-se à equipa, apenas para ser incapacitado pelo Barão Sangue depois de este lhe ter esmagado as pernas. Na esteira desse dramático episódio, Lorde Falsworth autorizou os Invasores a usarem a sua mansão e viu os seus dois filhos - Union Jack e Spitfire - reforçarem as fileiras dos Invasores.
   Regressada a solo norte-americano para combater a ameaça personificada pelo Super-Eixo (Super-Axis, homólogo nazi dos Invasores), a equipa ganhou dois novos membros: Ciclone e Miss América. Ambos tinham feito parte da Legião da Liberdade (Liberty Legion),  grupo de meta-humanos e justiceiros mascarados reunidos em 1942 por Bucky para combaterem os Invasores, então sob o domínio mental do Caveira Vermelha. A eles juntar-se-iam também, pouco tempo depois, o Caveira Flamejante e a Escorpião de Prata. Na reta final do conflito, um diversificado naipe de heróis e heroínas reforçaria as fileiras dos Invasores para uma decisiva ofensiva no coração do Terceiro Reich.
  Dentre as incontáveis ameaças com que os Invasores se depararam durante a II Guerra Mundial, destacaram-se os alienígenas conhecidos como Deuses das Estrelas, o vilão blindado Cavaleiro Teutónico e o Cruz de Ferro (Gods from the Stars, Teutonic Knight e Iron Cross, respetivamente).

Thor foi um aliado do Super-Eixo, o coletivo meta-humano ao serviço do 3ª Reich.
   Com o fim da guerra e a presumível morte dos seus companheiros Capitão América e Bucky, os demais Invasores refundaram o Esquadrão Vitorioso. Esse não seria, contudo, o derradeiro capítulo da história da lenda dos Invasores. Já este século, a equipa seria ressuscitada para, inadvertidamente, servir os sinistros desígnios do Caveira Vermelha. Fazendo-se passar pelo Secretário da Defesa dos EUA, o arqui-inimigo do Capitão América manobrou os novos Invasores com o objetivo de se apoderar da tecnologia bélica do Infiltrador, a sofisticada aeronave que servia de base de operações móvel à equipa. Graças, porém, ao supremo sacrifício do Tocha Humana, os planos do Caveira Vermelha foram por água abaixo.
   Sem Centelha e com Bucky agora a responder pelo nome de Soldado Invernal, a formação clássica dos Invasores regressou entretanto em grande estilo à ribalta. Se para ficar ou não, só o tempo o dirá.

Lendas do passado combatem ameaças do presente.
Noutros media: Resumem-se a duas participações em outras tantas séries animadas produzidas sob a égide da Marvel as aparições dos Invasores fora dos quadradinhos. A primeira verificou-se num arco de histórias intitulado Six Forgotten Warriors desenrolado ao longo de alguns episódios de Spider-Man: The Animated Series (1994-98). Com uma formação ligeiramente diferente da clássica, a equipa incluía o Capitão América, Ciclone, Miss América, Destruidor e Black Marvel.
  Num episódio avulso de The Super Hero Squad Show (2009-11) com o título World War Witch, os primeiros Invasores (exceto Namor) ajudaram a Feiticeira Escarlate (acidentalmente enviada ao passado por Thanos) a frustrar os planos do Caveira Vermelha de lançar um míssil termonuclear sobre as forças aliadas.
   Em 2011, no filme Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger), os Invasores surgem mesclados ao conceito do Comando Selvagem (Howling Commnados) como uma unidade de elite comandada pelo Sentinela da Liberdade. A qual incluía ainda Bucky Barnes (usando um blusão estilizado a fazer lembrar o uniforme clássico da personagem na banda desenhada) e James Montgomery Falsworth, embora despojado do seu traje de Union Jack.

Combatentes da Liberdade.