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quinta-feira, 13 de junho de 2019

GALERIA DE VILÕES: SINESTRO


  Antes de cair em desgraça foi o Lanterna Verde supremo e teve o igualmente lendário Hal Jordan como discípulo. À frente da sua Tropa Amarela, desfraldou a bandeira do medo sobre o Universo que sonha moldar à sua imagem.

Denominação original: Sinestro
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Criadores: John Broome (história) e Gil Kane (arte conceptual)
Estreia: Green Lantern Vol.2 nº7 (agosto de 1961)
Identidade civil: Thaal Sinestro
Espécie: Korugariano 
Local de nascimento: Korugar City (capital do planeta Korugar, no Setor Espacial 1417)
Parentes conhecidos: Arin Sur (esposa, falecida), Soranik Natu (filha), Abin Sur (cunhado, falecido) e Amon Sur (sobrinho)
Ocupação: Ex-arqueólogo, ex-Lanterna Verde e ex-ditador, é como líder da Tropa Sinestro (vulgo Lanternas Amarelos) que dá agora prossecução às suas atividades de terrorista intergaláctico. 
Base operacional: Durante o seu tempo ao serviço da Tropa dos Lanternas Verdes, Sinestro encontrava-se aquartelado no planeta Oa, lar dos Guardiões do Universo, e tinha a seu cargo o policiamento do Setor Espacial 1417. Desde o fim do seu exílio em Qward, no Universo de Antimatéria, tem privilegiado a itinerância. Num passado recente, a gigantesca estação de combate conhecida como Mundo Bélico (anteriormente controlada por Mongul) serviu-lhe de base móvel.
Afiliações: Ex-membro da Tropa dos Lanternas Verdes, da Sociedade Secreta de Supervilões e da Liga da Injustiça, é líder e fundador da Tropa Sinestro.
Némesis: Lanterna Verde Hal Jordan (e, por extensão, toda a Tropa Esmeralda) 
Poderes e parafernália: Extremamente inteligente e astuto, mesmo desprovido do seu anel Sinestro é um adversário de respeito. Não só porque é um líder nato e um estrategista brilhante, mas porque aparenta possuir o dom natural de intuir o medo alheio, o qual usa para vergar os seus oponentes. É também esse dom que parece explicar a sua capacidade para estabelecer uma espécie de vínculo psíquico com os seus correlegionários da Tropa Sinestro.
Mais impressionante ainda é a sua vontade inquebrantável, sem paralelo em qualquer outra criatura senciente no Universo. Diagnóstico feito pelo próprio Ion, o avatar da Força de Vontade no Espectro Emocional (ver Miscelânea) e fonte de poder dos Lanternas Verdes.
É, porém, no seu anel energético - duplicata perfeita daqueles que são usados pelos Lanternas Verdes - que Sinestro tem a sua mais formidável arma. Graças a ele consegue, entre muitas outras coisas, gerar campos de força, projetar e absorver energia ou criar construtos de luz sólida cuja forma e funcionalidades dependem apenas da sua imaginação.
O anel permite-lhe, ademais, sobreviver em qualquer atmosfera, voar à velocidade da luz, curar-se e até viajar no tempo. Acresce ainda o facto de a sua luz amarela anular o poder dos anéis dos Lanternas Verdes.
Todas essas habilidades são potenciadas quando Sinestro serve de hospedeiro a Parallax, a entidade que incorpora o Medo. Quando isso acontece, Sinestro raia a transcendência, adicionando a manipulação da realidade ao seu índice de poderes.

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Graças à sua desmesurada força de vontade,
Sinestro consegue criar os anéis energéticos que apetrecham a tropa com o seu nome.
Fraquezas: Estribado na sua superioridade moral, Sinestro está convicto da benevolência das suas ações e despreza quem as contesta. A húbris é, de resto, a sua principal fraqueza e foi à conta dela que averbou múltiplas derrotas no passado. 
No entanto, também o seu anel energético possui limitações. Desde logo a necessidade de recarregamento a cada 24 horas ou sempre que a sua energia se esgota. Ao que se soma a sua ineficácia contra os portadores da luz azul que, no Espectro Emocional, representa a Esperança. Os Lanternas Azuis (atualmente resta apenas um, o Santo Andarilho) conseguem expurgar as emoções negativas, como o medo ou a ira, desabilitando dessa forma os anéis que por elas são energizados.

Segredos sinistros

Com os leitores rendidos à gesta intergaláctica do novíssimo Lanterna Verde, demorou precisamente um ano para o herói ser apresentado àquele que seria doravante o seu némesis. Com a assinatura de John Broome e Gil Kane - criadores do Gladiador Esmeralda - Sinestro fez a sua estreia em agosto de 1961, nas páginas de Green Lantern Vol.2 nº7. E logo tratou de mostrar ao que vinha.
Com efeito, Sinestro era ele próprio um Lanterna Verde renegado com desejos de vingança em relação aos seus antigos mestres, os Guardiões do Universo.
Cinéfilo assumido, John Broome sugeriu a Gil Kane que usasse o ator britânico David Niven (celebrizado, entre outros, pelo seu papel no primeiro filme da Pantera Cor de Rosa) como modelo para a aparência do vilão.
Originalmente, Sinestro era já um Lanterna Verde caído em desgraça e portador de um anel de luz amarela quando pela primeira vez cruzou o caminho de Hal Jordan. Esse e outros elementos (como a existência de uma irmã) tornar-se-iam apócrifos após Crise nas Infinitas Terras. Foi, pois, com recurso à continuidade retroativa que Sinestro se tornou mentor de Hal Jordan na Tropa dos Lanternas Verdes. À parte essas nuances, a origem do Mestre do Medo permaneceu praticamente inalterada até aos nossos dias.

Sinestro teve como modelo David Niven (em baixo) e debutou em
Green Lantern Vol.2 nº7 (1961).

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Nascido no longínquo planeta Korugar, no Setor Espacial 1417, à medida que crescia Sinestro desenvolveu uma obsessão pelo passado. A mesma que, na juventude, o levou a estudar ardorosamente Arqueologia.
Certo dia, quando se encontrava a reconstruir umas antigas ruínas, Sinestro testemunhou a queda de uma espaçonave. Chegado ao local do despenhamento, deparou-se com um alienígena gravemente ferido entre os destroços do veículo acidentado.
A criatura, de nome Prohl Gosgotha, explicou que fazia parte da força policial intergaláctica conhecida como Tropa dos Lanternas Verdes antes de repassar o seu anel a Sinestro, para que este pudesse enfrentar o seu atacante.
Antes que Sinestro conseguisse processar toda aquela informação, uma segunda personagem entrou em cena: um Armeiro de Qward. Originários do Universo de Antimatéria (negativo da nossa realidade), a cultura dos Armeiros, povo de cientistas e soldados, é totalmente baseada na guerra. O que faz deles inimigos jurados da Tropa dos Lanternas Verdes.
Ao enfiar instintivamente o anel no seu dedo, Sinestro teve a sua indumentária transformada num elegante uniforme verde. Sinestro intuiu rapidamente o modo de funcionamento da bijutaria e, dando mostras de uma extraordinária força de vontade, usou-a para neutralizar o Armeiro.
Quando, porém, o agonizante Prohl Gosgotha lhe pediu o anel de volta para cicatrizar os seus ferimentos, Sinestro recusou fazê-lo. Fascinado pelas potencialidades daquela que percebeu ser uma das mais poderosas armas do Universo, assistiu impávido à morte do seu antigo usuário, para assim poder tomar o seu lugar.
Sinestro seria pouco tempo depois contactado por Abin Sur, que o escoltou ao planeta Oa, lar dos Guardiões do Universo e quartel-general da Tropa dos Lanternas Verdes. Abin Sur tinha por missão policiar o Setor Espacial 2814 (ao qual pertence a Terra) e os dois rapidamente ficaram amigos. Uma amizade que se transformaria em laços familiares quando Sinestro desposou a irmã de Abin Sur. Escusado será dizer que tanto o cunhado como os Guardiões do Universo ignoravam as circunstâncias em que Sinestro se apropriara do anel.
Após jurar fidelidade aos preceitos da Tropa Esmeralda, Sinestro foi oficialmente designado Lanterna Verde do Setor Espacial 1417, substituindo o malogrado Prohl Gosgotha na proteção de Korugar. A sua coragem e eficiência depressa fizeram dele o melhor dos Lanternas Verdes, idolatrado pelos seus camaradas na exata medida em que era temido pelos seus inimigos.

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Criadores da Tropa dos Lanternas Verdes,
 os Guardiões do Universo ignoravam os pecados de Sinestro.
Sinestro usou então o quase ilimitado poder do seu anel para transformar o seu mundo natal num paraíso. Um paraíso livre de crime e desordem, mas de onde a própria liberdade foi aos poucos sendo expulsa. Embora se visse a si mesmo como um messias, aos olhos do seu povo Sinestro era um odioso tirano.
Cada vez mais crítico dos métodos obsoletos da Tropa dos Lanternas Verdes, Sinestro começou a incutir a sua filosofia totalitária aos novos recrutas. Quando, em consequência da morte de Abin Sur, Hal Jordan se tornou no primeiro terráqueo a ingressar nas fileiras da Tropa Esmeralda, os Guardiões do Universo incumbiram Sinestro de treiná-lo.
À semelhança do que acontecera com Abin Sur, Sinestro depressa travou amizade com Hal Jordan, em quem descortinava grande potencial. Tanto assim que o convidou a visitar Korugar, onde, segundo dizia, era reverenciado pelo seu povo. A verdade viria, contudo, a revelar-se muito diferente.
Em Korugar, Hal Jordan ficou aterrado com o nível de medo e opressão impostos por Sinestro aos seus compatriotas. Destapava-se enfim o poço de morte e corrupção onde jaziam os cadáveres e os pecados da sangrenta demanda de Sinestro.
Incapaz de persuadir Sinestro da iniquidade das suas ações, a Hal Jordan não restou outra alternativa senão denunciá-lo aos Guardiões do Universo.
Julgado em Oa pelos seus crimes, Sinestro foi expropriado do seu anel energético e banido para o Universo de Antimatéria. Para a sua condenação foi crucial o depoimento de Hal Jordan, uma "traição" que o Mestre do Medo nunca perdoaria.

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Sinestro foi instrutor de Hal Jordan,
 o primeiro humano admitido na Tropa dos Lanternas Verdes.
O exílio de Sinestro no Universo de Antimatéria não surtiu, todavia, o efeito desejado. Contra todas as expectativas, o antigo Lanterna Verde firmou uma aliança com os Armeiros de Qward, tirando proveito do ressentimento mútuo em relação aos Guardiões do Universo.
Apostados em fazer de Sinestro o seu instrumento de vingança, os Armeiros de Qward forjaram-lhe um novo anel energético energizado pelo Medo. Nascia assim o primeiro Lanterna Amarelo do Universo.
De regresso ao nosso Universo, Sinestro depressa se tornou o maior adversário da Tropa dos Lanternas Verdes. Sucedendo-se os duelos com o seu antigo pupilo, Hal Jordan, dos quais o Mestre do Medo saiu invariavelmente derrotado.

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Nos Armeiros de Qward (cima),
Sinestro encontrou aliados improváveis, e em Hal Jordan o seu eterno rival.
Dado como morto incontáveis vezes, numa dessas ocasiões Sinestro logrou transferir a sua essência para o interior da Bateria Central de onde provém a energia dos anéis dos Lanternas Verdes. E que servia também de prisão a Parallax, a entidade cósmica que incorpora o Medo. Voluntariando-se para servir-lhe de hospedeiro, Sinestro usou o formidável poder da criatura para dizimar boa parte da Tropa Esmeralda antes de ser novamente detido por Hal Jordan.
Percebendo que nem mesmo ele conseguiria derrotar a Tropa dos Lanternas Verdes sozinho, cuidou então de formar o seu próprio exército composto por alguns dos mais implacáveis guerreiros do Universo.
Sob o estandarte do Medo, os Lanternas Amarelos propõem-se impor a ordem por todos os meios necessários - incluindo a força letal. Tão temida quanto admirada, a Tropa Sinestro não mais cessou de disputar à sua congénere esmeralda a hegemonia no policiamento do Cosmos.
Em lados opostos da barricada, Sinestro e Hal Jordan continuam a defender aquilo em que acreditam, sem nunca esquecer a amizade que, em tempos, os uniu.

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A Tropa Sinestro usa o medo na sua cruzada pela ordem universal.

Miscelânea

*Apesar de ter sido introduzido na Idade de Prata e de ser um dos mais célebres supervilões dos quadradinhos, só em 2010 foi revelado o nome completo de Sinestro. Durante a saga A Noite Mais Densa (Blackest Night), Sinestro fundiu-se com a Entidade (personificação senciente da Vida), para combater Nekron, avatar da Morte e fonte do poder dos Lanternas Negros. Em resultado desse processo, Sinestro tornou-se o primeiro Lanterna Branco, cujo anel energético o identificou da seguinte forma: "Thaal Sinestro de Korugar, o Destino espera-te.";

thaal sinestro

sinestro white lantern
A revelação do nome completo de Sinestro
 e a sua transformação no primeiro Lanterna Branco.
*Dada a proximidade fonética do seu nome com "sinister" (palavra latina para "esquerdino"), Sinestro é habitualmente retratado como  canhoto - característica conotada, na época medieval, com profanidade;
*Entre junho de 2014 e julho de 2016, Sinestro estrelou o seu próprio título mensal em terras do Tio Sam. Nesse ínterim protagonizou igualmente dois volumes especiais: Sinestro: Futures End (2014) e Sinestro Annual nº1 (2015). Lançadas no âmbito de Os Novos 52, essas iniciativas editoriais objetivaram apresentá-lo como um anti-herói;
*Em algumas histórias, o antecessor de Sinestro na Tropa dos Lanternas Verdes surge identificado, não como Prohl Gosgotha, mas como Jewelius Blak. Curiosamente, a criação deste último precedeu em onze anos (1988 e 1999, respetivamente) a do primeiro;
*Malgrado as suas apregoadas boas intenções, Sinestro é reputado de tirano e assassino mesmo nos setores espaciais mais recônditos do Universo conhecido, o que lhe valeu ser cognominado de Maligno (Wicked no original);
*Antes da sua expulsão da Tropa dos Lanternas Verdes, Sinestro autoproclamara-se ditador vitalício de Korugar;
*O símbolo da Tropa Sinestro representa a bocarra escancarada de Parallax pronta a devorar todos aqueles que sucumbem ao medo que corporiza;
*O Espectro Emocional que rege o Universo DC é composto pelas sete cores do arco-íris, representando outras tantas emoções. Assim, ao azul corresponde a Esperança, ao verde a Força de Vontade, ao amarelo o Medo, ao laranja a Cobiça, ao violeta o Amor, ao vermelho a Ira e ao índigo a Compaixão. A elas somam-se ainda o branco (Vida) e o preto (Morte), sendo cada cor regida por uma entidade que incorpora a respetiva emoção e a representa fisicamente. Entidades essas que são tão antigas como o próprio Universo;

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No Espectro Emocional, o amarelo representa o Medo, incorporado por Parallax (cima).
*"No dia mais sombrio, na noite mais brilhante / Sente os teus medos tornarem-se luz cortante. / Todo aquele que a ordem tentar perturbar / Arderá em chamas quando o poder de Sinestro enfrentar". É este o juramento solene que os Lanternas Amarelos têm de recitar quando recebem os seus anéis, ou de cada vez que têm de recarregá-los;
*Surpreendentemente, apesar da eterna rivalidade que acalentam e das incontáveis vezes que se defrontaram em batalhas potencialmente fatais, Sinestro continua a considerar Hal Jordan um amigo. Desconhece-se, porém, se a recíproca é verdadeira, ainda que alguns indícios apontem nesse sentido. Uma relação muito semelhante àquela que é mantida pelo Professor X e Magneto, na Marvel;
*É possível traçar vários paralelismo entre a origem de Sinestro e a de Lúcifer, o Anjo Caído. Ambos foram outrora os favoritos dos seus criadores, caíram em desgraça devido à sua rebeldia, preferem governar a servir, comandam os seus próprios exércitos e sonham moldar o Universo à sua imagem;
*Entalado entre Adão Negro (DC) e Caveira Vermelha (Marvel), Sinestro ocupa desde 2009 o 15º lugar na lista dos cem melhores vilões de banda desenhada organizada pelo site IGN.

Será Sinestro uma alegoria luciferina? 

Noutros media

Desde 1978 que Sinestro, ao abrigo do seu duplo estatuto de arqui-inimigo de Hal Jordan e da Tropa dos Lanternas Verdes, vem sendo presença assídua no segmento audiovisual. Nesse ano o vilão exorbitou pela primeira vez os quadradinhos, estreando-se em Challenge of the Super Friends, série de animação baseada na Liga da Justiça e produzida pelos estúdios Hanna-Barbera. Tal como na banda desenhada, Sinestro detinha a capacidade viajar a seu bel-prazer para o Universo de Antimatéria.
Em 1979, Sinestro participou pela primeira vez numa produção em ação real. Em Legends of the Superheroes, minissérie televisiva em dois episódios, o vilão foi interpretado pelo ator cómico Charlie Callas.
Antagonista recorrente num sortido de animações baseadas no Universo DC, foi naquelas que tiveram o Lanterna Verde como protagonista - Green Lanterna: First Flight (2009) e Green Lantern: Emerald Knights (2011) - que Sinestro teve,  naturalmente, maior destaque.
Ao cinema Sinestro chegaria em 2011, ano em que foi lançada a primeira - e, até à data, única - longa-metragem do Lanterna Verde. Interpretado pelo britânico Mark Strong numa trama decalcada da origem clássica do herói, Sinestro surge ainda como um arrogante, porém eficiente, oficial da Tropa Esmeralda descrente nas capacidades de Hal Jordan e no discernimento dos Guardiões do Universo para fazer face às ameaças rondam o Cosmos.

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Sinestro em Challenge of the Super Friends (cima)
e interpretado por Mark Strong no filme do

Lanterna Verde de 2011.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

HERÓIS EM AÇÃO: TROPA DOS LANTERNAS VERDES


File:Green Lantern Corps Logo.jpg


       Milhões de anos atrás, os Guardiões do Universo criaram uma força policial para proteger e servir cada um dos 3600 setores mapeados do Cosmos. Recrutados devido à sua imbatível força de vontade, esses agentes da lei e da ordem galácticas formam a Tropa dos Lanternas Verdes.


Nome original: Green Lantern Corps
Primeira aparição: Showcase nº22 (outubro de 1959)
Criadores: John Broome (história) e Gil Kane (arte)
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Quartel-general: Planeta Oa
Base de operações: Todo o Universo
Estrutura: Contando atualmente com 7200 efetivos ao seu serviço (o dobro do contigente original), a Tropa dos Lanternas Verdes concede um elevado grau de autonomia aos seus operacionais, que assim podem escolher os métodos mais adequados para exercer a sua autoridade no seio da sua jurisdição.  Esta autoridade pode, contudo, ser revogada pelos Guardiões do Universo caso se verifiquem abusos.
     Em setores mais populosos como o 2814 (a que pertence a Terra), poderá haver mais do que um agente responsável pela sua proteção. Assim se explicando a coexistência de quatro lanternas verdes humanos (Hal Jordan, Guy Gardner, John Stewart e Kyle Rayner).
     Entre outros deveres, cada lanterna é incumbido de, em caso de reforma ou de morte iminente, encontrar um substituto condigno. Se o operacional morrer antes de poder cumprir esta obrigação, o seu anel encarregar-se-á de, após reportar o óbito a Oa, encontrar um sucessor. Em circunstâncias muito excecionais, a escolha poderá ser feita pessoalmente pelos Guardiões.
     Uma vez recrutado, o novo lanterna verde é sujeito a um treino intensivo em Oa. Findo este, é-lhe fornecido um anel energético, uma bateria em forma de lanterna para o recarregar e um uniforme padrão (que poderá, no entanto, ser personalizado). Após prestar o juramento solene da organização, é-lhe atribuída a proteção de um setor espacial.

Showcase nº22 (1959) assinalou a estreia da Tropa dos Lanternas Verdes.
 
Outros departamentos:

* Tropa dos Lanternas Alfa: força especial criada para gerir assuntos internos da organização;
* Guarda de Honra dos Lanternas Verdes: tropa de elite sediada em Oa, cuja esfera de atuação não está restringida a um único setor;
* A Milícia: divisão secreta da Tropa dos Lanternas Verdes responsável pelas missões mais arriscadas e cujos operacionais não obedecem ao código de conduta padrão da organização.
 
 
Origem: Na cúpula dirigente da Tropa dos Lanternas Verdes encontram-se os seus fundadores e líderes, os Guardiões do Universo. Trata-se de uma das várias espécies originárias do planeta Maltus. Sendo também uma das mais antigas formas de vida inteligente do Cosmos, com o tempo estes seres tornaram-se cientistas e pensadores, usando outros mundos como cobaias para as suas experiências.
      Incontáveis eras atrás, um deles, Krona, viajou no tempo a fim de observar o exato momento da criação do Universo. Esta experiência seria, porém, catastrófica para toda a Existência, dela resultando a criação do multiverso e do universo de antimatéria.
      Perante o caos, os maltusianos dividiram-se quanto à melhor solução a dar ao problema: uma das partes decidiu devotar a sua existência imortal a conter o Mal. Este grupo, por sua vez, dividiu-se em duas fações, Os Guardiões do Universo e os Controladores. Estes últimos eram adeptos de métodos mais violentos e fundaram uma outra força policial intergaláctica, os Darkstars.
     Já as fêmeas maltusianas não viram necessidade de tomar partido nesta contenda e, considerando que a imortalidade da sua espécie dispensava qualquer necessidade reprodutiva, abandonaram Oa e os seus congéneres masculinos.

Os Guardiões do Universo.
      Reposicionando o seu mundo natal  no centro do Universo, os Guardiões passaram daí em diante a combater o Mal e a assegurar a ordem cósmica. Tendo em vista esses dois propósitos, criaram uma legião robótica a que deram o nome de Caçadores Cósmicos.
     Contudo, os Caçadores  Cósmicos não tardaram a revelar-se defeituosos devido à sua incapacidade de sentir medo. Acabariam mesmo por se rebelar contra os seus criadores, desencadeando uma guerra milenar, a qual culminaria num ataque dos robôs a Oa.
    Quando, por fim, os Guardiões lograram derrotar os seus antigos servos, retiraram-lhes os poderes e baniram-nos para diferentes quadrantes do Cosmos. O que não impediu os Caçadores Cósmicos de fundarem a sua própria sociedade robótica e de continuarem a interferir nos desígnios dos seus criadores.
   
Antes da Tropa dos Lanternas Verdes, os Guardiões criaram os Caçadores Cósmicos.
 
     Frustrados pelo fracasso da criação dos Caçadores Cósmicos, os Guardiões deliberaram que a sua nova força de manutenção da lei e da ordem galácticas seria composta por seres vivos, providos de livre arbítrio e de uma inabalável estrutura ética e moral.
     Para armar esta sua nova legião de cavaleiros celestiais, os Guardiões desenvolveram anéis energéticos. Estes dispositivos de avançadíssima tecnologia permitiam aos seus usuários criar toda a sorte de construtos, bem como disparar rajadas energéticas de intensidade variável. A imaginação e a força de vontade dos seus portadores seriam as grandes limitações destas armas incríveis.
      Embora a relação entre os Guardiões do Universo e a génese do símbolo da Tropa dos Lanternas Verdes nunca tenho sido cabalmente esclarecida, em tempos foi revelado que a lanterna tem as suas raízes na forma de vida primordial a habitar o Universo. Supostamente, a dita terá emergido de um mundo nebuloso e sem nome. Quando esses seres fundaram a primeira força policial intergaláctica, os seus agentes transportavam uma espécie de lanterna iluminada por uma chama química de cor verde.
      Acredita-se que este ideal foi adotado e espalhado pelos confins do Cosmos como um símbolo da ordem e da justiça. daí resultando a fundação da Tropa dos Lanternas Verdes.
      Contando apenas com algumas dezenas de efetivos nos seus primórdios, a organização aumentou drasticamente de número cerca de mil anos atrás. O que se deveu à necessidade de impor a ordem em Apokolips, planeta natal do tirânico Darkseid.
Juramento solene: Todos os novos lanternas verdes têm de prestar o juramento solene da organização antes de iniciarem a sua atividade como protetores do seu respetivo setor espacial: "No dia mais claro, na noite mais densa, o Mal sucumbirá ante a minha presença! Que os adoradores do poder do Mal temam a luz do Lanterna Verde!"

A Tropa dos Lanternas Verdes integra uma plêiade de raças alienígenas nas suas fileiras.
 
Poderes, armas e habilidades: Frequentemente classificados como sendo as mais poderosas armas do Universo, especula-se que os verdadeiros limites dos anéis energéticos que equipam os lanternas verdes não foram ainda atingidos. O seu efeito mais distintivo é a capacidade de gerarem construtos de luz sólida, cujas dimensões, força e complexidade são determinadas pela força de vontade e imaginação do seu usuário.
       Quando ativo e energizado, o anel pode igualmente encasular o seu portador num campo de forças protetor. Isto permite que qualquer lanterna verde viaje através do espaço sideral e sobreviva em planetas com diferentes tipos de atmosfera. Concomitantemente, o anel pode ainda servir de tradutor universal para qualquer língua ou dialeto alienígenas.
 
Hal Jordan apetrechado do anel e respetiva bateria em forma de lanterna, as imagens de marca da Tropa dos Lanternas Verdes.
      
       Numa vertente mais bélica, os anéis dos lanternas verdes podem converter radiação de múltiplas frequências em feixes energéticos, em tudo idênticos aos raios laser.
       Entre as limitações dos anéis há que destacar também a necessidade de recarga (utilizando a respetiva bateria em forma de lanterna) a cada 24 horas. Originalmente, os anéis eram incapazes de afetar objetos ou indivíduos de cor amarela. Embora variando de autor para autor a explicação para este facto, tudo indica que o mesmo deriva de uma imperfeição existente na primeira Bateria Central de Oa, que serviu durante milénios de prisão a Parallax, uma entidade de cor amarela que representava a própria essência do medo.
      De salientar ainda que a primeira aparição do anel energético teve lugar em julho de 1940, nas páginas de All-American Comics nº16 (título de charneira da editora All-American Publications, antecessora da DC), fruto da imaginação da dupla composta por Bill Finger (cocriador do Batman em 1939) e Martin Nodell.
      Como primeiro usuário o anel teve Alan Scott (o Lanterna Verde da Idade do Ouro), sendo contudo o seu poder de origem mística.
 
Embora tenha sido o primeiro usuário do anel, o poder do Lanterna Verde original tinha origem mística, não extraterrestre.
 
Noutros media:  Além da participação na primeiro longa-metragem do Gladiador Esmeralda (ver texto anterior), a Tropa dos Lanternas Verdes foi presença ocasional em diversas séries de animação baseadas no Universo DC, entre as quais Justice League Unlimited e Batman: The Brave and the Bold. No entanto, a sua participação mais proeminente ocorreu no filme de animação que revisitou a origem do Lanterna Verde Hal Jordan, Green Lantern: First Flight (2009), assim como na respetiva sequela, Green Lantern: Emerald Knights (2011).
 
A Tropa dos Lanternas Verdes num episódio de Justice League Unlimited.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

BD CINE APRESENTA: LANTERNA VERDE





     Na banda desenhada, o Lanterna Verde é um dos mais icónicos heróis do Universo DC. No entanto, a sua primeira aventura no grande ecrã, não obstante o orçamento milionário, redundou num fiasco. Saibam tudo sobre um dos mais mal-amados filmes de super-heróis de sempre.
 
 
Título original: Green Lantern
Ano: 2011
País: Estados Unidos da América
Duração: 114 minutos
Estúdio: DC Comics
Distribuidora: Warner Bros.
Realização: Martin Campbell
Argumento: Greg Berlanti e Michael Green
Elenco: Ryan Reynolds (Hal Jordan/Lanterna Verde); Blake Lively (Carol Ferris); Peter Sarsgaard (Dr. Hector Hammond); Mark Strong (Thaal Sinestro); Angela Bassett (Dra. Amanda Waller); Tim Robbins (senador Robert Hammond); Temuera Morrinson (Abin Sur); Geoffrey Rush (voz de Tomar-Re) e Michael Clarke Duncan (voz de Kilowog)
Género: Ficção científica/ação e aventura
Orçamento: 200 milhões de dólares
Receitas: 220 milhões de dólares

Lanterna Verde: no dia mais claro, na noite mais densa, o Mal sucumbirá na sua presença.
 
Enredo: Milhões de anos antes da formação da Terra, um grupo de seres conhecidos como Os Guardiões do Universo, usaram a essência verde da força de vontade para criar uma força policial intergaláctica a que deram o nome de Tropa dos Lanternas Verdes. Eles também mapearam o Cosmos, dividindo-o em 3600 setores, sendo a cada um deles atribuído um protetor oriundo dessa tropa.
      Abin Sur, o mais poderoso dos Lanternas Verdes, foi o único capaz de derrotar a essência do medo, corporizada na entidade cósmica Parallax, tendo-a aprisionado no Setor Perdido.
      Parallax, contudo, consegue escapar da sua prisão e ruma ao setor 2814 - a que pertence a Terra e sob a alçada de Abin Sur - matando de caminho quatro Lanternas e destruindo dois planetas. Quando Abin Sur procura deter a entidade é gravemente ferido, não lhe restando outro remédio senão refugiar-se no nosso mundo.
      Moribundo, Abin Sur ordena ao seu anel energético que busque um sucessor digno para assumir as suas funções de protetor daquele setor espacial.
      Hal Jordan, um destemido piloto de testes ao serviço da Ferris Aeronáutica, é o eleito, sendo prontamente transportado pelo anel para o local onde Abin Sur agoniza. Após uma breve explicação, este nomeia-o como seu sucessor, obrigando o atónito e relutante terráqueo a prestar o juramento solene dos Lanternas Verdes.
      Mais tarde, já em casa, Hal repete o juramento, entrando em transe ao mesmo tempo que é envolto pelo brilho da bateria portátil em forma de lanterna que serve para recarregar o anel energético.
      Aturdido pela estonteante sucessão de eventos, Hal resolve sair para tomar uma bebida, mas acaba sendo atacado à saída de um bar. Antes que consiga recompor-se, é teletransportado para Oa, o planeta natal dos Guardiões do Universo e quartel-general da Tropa dos Lanternas Verdes. Lá, trava conhecimento com o petulante Sinestro, o líder da tropa, que não esconde o seu desagrado com a escolha de um terráqueo (espécie primitiva comparada com outras) para Lanterna Verde.
     Depois de treinado por Tomar-Re, Hal Jordan, perante a desconfiança dos outros membros da tropa, regressa à Terra, conservando contudo o anel e respetiva bateria.

Escolhido por Abin Sur para ser o seu sucessor, Hal Jordan torna-se o Lantena Verde.
 
      Enquanto isso, depois de ter sido convocado pelo seu pai, o senador Robert Hammond, para uma instalação governamental secreta, o cientista Hector Hammond realiza a autópsia de Abin Sur, cujo cadáver fora resgatado pelos militares. Sem que ninguém saiba, uma parcela da essência de Parallax havia-se alojado no corpo sem vida de Abin Sur. Num ápice, Hector torna-se o novo hospedeiro da entidade que, reconfigurando o seu ADN humano, lhe confere poderes telepáticos e telecinéticos.
      Ensandecido, o cientista usa os seus recém-adquiridos poderes para tentar matar o próprio pai. Contudo, este é salvo por Hal Jordan, cuja verdadeira identidade é dissimulada pelo uniforme de Lanterna Verde e pela máscara que usa.
     Pouco tempo depois, porém, Hector acaba por conseguir matar o seu pai, antes que o Lanterna Verde o consiga impedir novamente. É nesse ponto que o Gladiador Esmeralda descobre que Parallax está a caminho da Terra.
     Em Oa, os Guardiões revelam a Sinestro que, outrora, Parallax foi um deles até que, movido pela obsessão de controlar a essência amarela do medo, se tornou, ele próprio, a personificação do medo.   
    Acreditando que o único antídoto para o medo é o próprio medo, Sinestro convence os Guardiões a forjarem um anel do mesmo poder amarelo (cor que neutraliza a energia verde dos Lanternas). Disposto a imolar a Terra para salvar Oa, Sinestro vê os seus planos frustrados pela repentina aparição de Hal Jordan, que pede ajuda à tropa para proteger o nosso planeta da ameaça de Parallax. Eles recusam o seu pedido mas autorizam-no a voltar para que proteja o seu mundo natal.

Sinestro: herói ou vilão?

     De volta à Terra, Hal salva Carol Ferris, que fora sequestrada por Hector Hammond. Usando a parcela da sua essência presente no corpo de Hammond como um farol, Parallax chega ao nosso planeta, causando enorme destruição em Coast City.
    Após drenar toda a energia vital de Hammond, Parallax falha em matar Jordan e acaba atraído por este em direção ao Sol. A gravidade do astro arrasta a entidade para o seu núcleo, desintegrando-a.
    Jordan fica inanimado e à deriva no espaço sideral, mas acaba resgatado por Sinestro e um punhado de Lanternas.  Quando recobra os sentidos, Hal é felicitado pela sua bravura e Sinestro notifica-o de que, doravante, terá a árdua missão de proteger o setor 2814 como um Lanterna Verde de pleno direito.
     O filme termina com Sinestro, ainda na posse do anel de energia amarela, a colocá-lo no dedo ao mesmo tempo que o seu traje passa de verde para amarelo. Estava assim dado o mote para uma sequela que acabaria, em virtude das fracas receitas de bilheteira e do repositório de críticas desfavoráveis, por nunca ser produzida.
 
O cientista Hector Hammond alberga a essência de Parallax.
 
Prémios e nomeações: Malgrado a azeda  receção  de grande parte do público e da crítica, Lanterna Verde arrecadou um Scream Award na categoria de Filme Mais Esperado. Ryan Reynolds, por sua vez, foi  nomeado nas categorias de Super-herói Favorito, Ator Favorito de Filmes de Ação e Ator Favorito nos 38th People's Choice Awards, tendo conquistado o título na primeira.
Curiosidades:
* Greg Berlanti foi inicialmente contratado para dirigir e escrever o argumento de Lanterna Verde, mas acabaria por abandonar o projeto, sucedendo-lhe Martin Campbell. Contudo, Berlanti manteve a sua ligação ao filme na sua qualidade de produtor e coargumentista;
* Porventura antecipando as fracas receitas de bilheteira, depois de ter sido filmado em 2D, o filme foi reconvertido em 3D, chegando apenas nesse formato às salas de cinema portuguesas;
* Antes da escolha de Ryan Reynolds para o papel principal, Bradley Cooper, Jared Leto e Justin Timberlake foram alguns dos nomes equacionados;
* No caso de Carol Ferris, o interesse romântico do herói, Eva Green, Jennifer Garner e Diane Kruger foram cogitadas para o papel, tendo a escolha recaído, todavia, em Blake Lively;


Ryan Reynolds e Blake Lively como Hal Jordan e Carol Ferris em Lanterna Verde.
 
* Em 1997, a Warner Bros. sondou o realizador e argumentista Kevin Smith, mas este declinou o convite para dirigir um filme do Lanterna Verde, por considerar haver cineastas mais competentes para assumir o projeto. Um dos nomes equacionados foi o de Quentin Tarantino;
* O uniforme usado pelo herói no filme foi digitalmente criado por computador. Tratou-se de uma abordagem inovadora dos produtores que, no lugar de um traje convencional, preferiram que Hal Jordan usasse um construto gerado pelo seu anel energético. Posteriormente este elemento foi adicionado às histórias do Gladiador Esmeralda nos quadradinhos;
* Na BD original, Carol Ferris transforma-se em Safira Estrela, originalmente uma vilã com poderes similares aos do Lanterna Verde, entretanto reconvertida em soldado do exército de Safiras Estrelas. Trata-se de uma tropa feminina que opera em paralelo com a Tropa dos Lanternas Verdes na proteção do Universo, portando as suas integrantes um anel com a energia violeta do amor. No filme, o codinome de voo de Carol Ferris é Safira, e o símbolo das Safiras Estrelas adorna o capacete que ela usa quando pilota o seu jato.
 
 
 
Veredito: 37%
     Foram vários os fatores que concorreram para os maus resultados obtidos por Lanterna Verde junto do público e da crítica. Desde logo o facto de a sua data de estreia o ter entalado entre dois outros filmes do género, ambos com a chancela da Marvel: Thor e X-Men: First Class. Na comparação direta, ele perde para ambos. Não fosse por essa concorrência de peso - que porventura terá contribuído em certa medida para alguma saturação por parte dos espectadores não fãs de super-heróis - e, provavelmente, a receção a esta primeira aventura cinematográfica do Gladiador Esmeralda teria sido diferente.
     Não obstante, são notórias as muitas lacunas do filme. A saber: com um enredo insípido e inconsistente, não raras vezes as personagens são ofuscadas pela espetacularidade dos efeitos especiais. O próprio Hal Jordan, personagem psicologicamente densa na BD, surge retratado de forma unidimensional, totalmente destituído de profundidade emocional.
      É, de resto, nesta vertente que radica a principal fraqueza de Lanterna Verde. Contrastando com a crescente humanização dos super-heróis quando transpostos ao grande ecrã, assiste-se aqui, mercê do registo pueril que pauta a narrativa, a um retrocesso na idoneidade de um género que finalmente granjeou respeitabilidade em Hollywood. Descurando a humanidade do protagonista, o filme resume-se praticamente a um repositório de efeitos visuais e de cenas de ação mirabolantes, passíveis de deixar o espectador estonteado. Nada, porém, que colmate o vazio de uma história onde o vilão consegue ser mais interessante do que herói (Sinestro é, com efeito, a única personagem cuja densidade não é igual à de uma folha de papel).
       Por norma, as películas com super-heróis são redutos de personagens sofridas (órfãos, proscritos, rebeldes, etc.). É esse o caminho - ao invés de exibições feéricas de superpoderes - para gerar empatia com o público. Em Lanterna Verde vemos, por assim dizer, os ricos ficarem mais ricos.  A módica dose de diversão proporcionada por este filme poderá satisfazer alguns espectadores menos exigentes, mas seguramente deixará desapontados os conhecedores da mitologia do Gladiador Esmeralda.
 
Hal Jordan e alguns dos mais destacados membros da Tropa dos Lanternas Verdes.