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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

GALERIA DE VILÕES: PISTOLEIRO



   Quando uma bala perdida lhe mudou as agulhas do destino, Floyd Lawton jurou não mais falhar um alvo. Depois de anos por conta própria a puxar o gatilho pelo preço certo, juntou-se ao Esquadrão Suicida. Se para desafiar a morte ou expiar os seus pecados, só ele o saberá.

Denominação original: Deadshot
Licenciador: Detective Comics (DC)
Criadores: David Vern Reed (história) e Lee Sayre Schwarz (arte conceitual)
Primeira aparição: Batman nº59 (julho de 1950)
Identidade civil: Floyd Lawton
Parentes conhecidos: George Lawton (pai), Genevieve Pitt (mãe), Edward Robert Lawton (irmão falecido), Susan Lawton (ex-esposa), Zoe Lawton (filha) e Edward Lawton (filho falecido)
Afiliação: Sexteto Secreto (Secret Six), Esquadrão Suicida (Suicide Squad) e Killer Elite
Base de operações: Gotham City
Armas, poderes e habilidades: Embora desprovido de dons sobre-humanos, o Pistoleiro possui recursos suficientes para fazerem dele um adversário temível, mesmo quando tem pela frente pesos-pesados do Universo DC. Além da pontaria virtualmente infalível que lhe valeu o título de Melhor Assassino do Mundo, é proficiente no combate corpo a corpo, tendo já lutado de igual para igual com o Batman e o Arqueiro Verde.
Exímio no manuseamento tanto de armas brancas como de fogo, o Pistoleiro tem acesso a um impressionante arsenal. Além das suas icónicas metralhadoras de pulso, tem uma predileção especial por uma espingarda de precisão com mira telescópica. Arma que, nas suas mãos, se torna uma certidão de óbito para qualquer alvo que respire.
Fluente em russo - idioma que terá aprendido durante a juventude por supostas motivações políticas -, Floyd Lawton tem no bilinguismo outra importante ferramenta de trabalho.

Estático ou em movimento,
alvo algum escapa à pontaria do Pistoleiro.
Personalidade: Múltiplas avaliações psicológicas efetuadas ao longo dos anos coincidem na conclusão de que Floyd Lawton despreza o valor da vida humana (incluindo da sua), entregando-se frequentemente a exercícios autodestrutivos. Alguns especialistas que o examinaram (avultando entre eles Marnie Herrs, psicanalista residente da penitenciária de Belle Reeve) sustentam mesmo a tese de que ele terá aceitado fazer parte do Esquadrão Suicida apenas porque o encara como um instrumento para acelerar o próprio fim.
Este seu desejo de morrer torna o Pistoleiro um adversário extremamente imprevisível, ao ponto de se automutilar para atingir determinado objetivo. Foi o que aconteceu, por exemplo, durante a refrega que o pôs frente a frente com o Lanterna Verde Kyle Rainer na saga Crise de Identidade (Identity Crisis). Pressentindo a derrota iminente, o Melhor Assassino do Mundo não hesitou em disparar sobre si mesmo, antecipando o impulso do herói em salvar-lhe a vida. Conseguindo dessa forma que o seu oponente baixasse momentaneamente a guarda, o que quase custou a vida ao incauto Lanterna. Mesmo a esvair-se em sangue, o Pistoleiro conseguiu mirar nele, ferindo-o com gravidade. Nessa como em outras missões suicidárias, Lawton não escondeu o seu desapontamento por ter sobrevivido.
A concordância de Lawton em colaborar com a força-tarefa de criminosos descartáveis usados pelo Governo americano em missões sigilosas de alto risco é, porém, passível de outra leitura. Alguns psicanalistas que elaboraram o seu perfil psicológico creem ter sido essa a forma por ele encontrada para se redimir dos inúmeros pecados cometidos no passado.

Floyd Lawton: nascido para matar, marcado para morrer.
Já a afinidade do Pistoleiro com Rick Flag (comandante operacional do Esquadrão Suicida) é explicada pelos trágicos antecedentes familiares do vilão, especificamente pela morte do irmão que ele idolatrava (ver Origem). Havendo, de resto, fortes indícios de que Edward Lawton terá sido, se não a única, pelo menos uma das pouquíssimas pessoas com quem Floyd alguma vez se importou verdadeiramente.
Outra das exceções terá sido, porventura, o seu filho Edward. Após a morte do rapaz, Lawton não descansou enquanto não tirou a vida ao seu assassino. Justificando, no entanto, essa conduta como uma ação necessária à salvaguarda da sua reputação profissional. Segundo as suas próprias palavras, o Mal é real e a única forma de curar certas pessoas é metendo-lhes uma bala na cabeça. Importa ressaltar, a este propósito, que o filho de Lawton foi raptado e violado por um pedófilo antes de por ele ser barbaramente assassinado.
Novamente os pareceres dos especialistas em relação a mais este dramático episódio na vida de Floyd Lawton não foram unânimes. Com alguns deles a sugerirem que tudo não passaria de uma estratégia para camuflar as emoções, mercê da sua inabilidade em lidar com a própria dor e de fazer o luto pelo filho.
Dono de uma personalidades profundamente antissocial - temperada por um certo enviesamento moral -, o Pistoleiro tem na misoginia outro dos seus traços de caráter mais vincados. Questionado sobre as suas relações com o sexo oposto, assume sem pudor a sua preferência por prostitutas e acompanhantes. Justificando essa opção pela sua incapacidade inata em entender o que pretendem as mulheres num relacionamento convencional. Sentindo-se, por isso, muito mais confortável em perspetivar o sexo como uma simples transação comercial destituída de vínculos afetivos.
Regendo-se por um código ético draconiano, o Pistoleiro corresponde ao epítome do profissionalismo. Uma vez remunerado, ele nunca deixa inacabado o serviço para o qual foi contratado. Qualquer alvo seu está, portanto, marcado para morrer.

O Melhor Assassino do Mundo.
Origem e evolução da personagem: Conceito primordialmente desenvolvido por David Vern Reed e Lew Sayre Schwartz, o Pistoleiro fez a sua estreia oficial ainda na Idade do Ouro, nas páginas de Batman nº59 (edição datada de junho de 1950). Poucos pormenores foram, contudo, revelados sobre a respetiva origem e motivações nas suas escassas aparições durante esse período.
De facto, apenas em meados dos ano 80 do século passado - coincidindo com a fase seminal do Esquadrão Suicida - é que os antecedentes e a personalidade do vilão seriam devidamente aprofundados. Cortesia da dupla criativa composta pelo escritor John Ostrander e pelo artista Luke McDonnell. A esta r(e)evolução da personagem, seguir-se-ia uma outra, já este século, à luz de Os Novos 52. Mas vamos por partes. Comecemos, então, pela sua origem clássica.
Floyd Lawton nasceu literalmente em berço de ouro, no seio de uma família particularmente abastada. George Lawton, o patriarca, acumulara fortuna graças à especulação imobiliária, ao passo que a sua esposa, Genevieve Pitt, descendia de uma poderosa linhagem de banqueiros. Descrito como a antítese de Floyd, Edward, o seu irmão mais velho, era tratado como um pequeno príncipe pelos pais. Por conta dessa circunstância, Floyd cresceu à sombra do irmão, o que não o impediu de idolatrá-lo.
Fazendo eco do velho adágio que diz que o dinheiro não compra a felicidade, o clã Lawton vivia em constante desarmonia. Adúltero e abusivo, George maltratava a esposa, o que a levou a pedir aos filhos que pusessem fim ao seu ordálio, matando o pai. No entanto, apenas Edward acedeu de pronto à súplica materna. Floyd, por sua vez, tentou avisar o pai da conspiração em curso, acabando trancafiado pelo irmão numa pequena arrecadação instalada na propriedade da família.
Quando Floyd conseguiu finalmente evadir-se, levou consigo uma espingarda de caça, resoluto em impedir que o irmão manchasse as mãos com o sangue paterno.
Entretanto, no interior da mansão, já o pai jazia agonizante no chão da biblioteca, atingido por um disparo do filho mais velho. Que agora se preparava para lhe dar um tiro de misericórdia.
Perante este macabro cenário, Floyd trepou rapidamente a uma árvore e mirou de forma a apenas desarmar Edward. Contudo, no exato momento em que premia o gatilho, o ramo em que se encontrava empoleirado cedeu ao seu peso e ele acabou por atingir mortalmente o irmão. Já o pai, esse, sobreviveu ao atentado, mas ficaria paralisado até ao último dia da sua vida.
Foi assim que, numa cruel ironia do destino que lhe definiria para sempre o caráter, uma bala perdida disparada por Floyd matou a pessoa que ele mais amava salvando a vida àquela que ele mais odiava.

A estreia do Pistoleiro
não mereceu destaque na capa de Batman nº59 (1950) .
Apesar do incidente ter sido abafado para evitar um escândalo que desonraria a família Lawton, nada voltaria a ser como antes. Mais amargo do que nunca, George negou conceder o divórcio a Genevieve, obrigando-a a viver sozinha com uma pequena mesada. Quanto a Floyd, sairia de casa pouco tempo depois, para empreender o seu treino com um reputado assassino profissional chamado David Cain.
Alguns anos depois, Floyd mudou-se para Gotham City, onde se instalou com o seu mordomo numa faustosa mansão a partir da qual levava uma vida de playboy. Aproveitando a ausência temporária da Dupla Dinâmica, criou a persona do Pistoleiro e, com o beneplácito do Comissário Gordon, começou a agir como o novo guardião da cidade. Usando, para esse efeito, uma fatiota que, à parte a mascarilha que lhe assegurava o anonimato, em tudo o mais fazia lembrar a que é até hoje trajada por Mandrake. Sendo o figurino completado por um par de revólveres que, quando disparados, nunca erravam o alvo.
Cada vez mais popular junto da Polícia e dos habitantes de Gotham City, o Pistoleiro chegou mesmo a dispor de um sinal luminoso próprio (em forma de alvo), destronando dessa forma o lendário Bat-sinal.
Retornados a Gotham, Batman e Robin investigaram o misterioso rival e logo o expuseram como a fraude que ele realmente era. O Pistoleiro estava afinal mancomunado com várias organizações criminosas, servindo as suas ações vigilantistas como cortinas de fumo para distrair as autoridades. Após ter deduzido a verdadeira identidade do vilão, o Cruzado Encapuzado mandou-o para trás das grades.
Na sua versão da Idade do Ouro,
o figurino do Pistoleiro fazia lembrar Mandrake.
A par da morte do irmão, essa primeira passagem de Floyd Lawton pelo cárcere, seria outro dos momentos definidores da sua trajetória de vida. Que só continuaria a ser traçada no período subsequente a Crise nas Infinitas Terras (saga em que o Pistoleiro teve uma participação residual).
Ainda com uma longa pena por cumprir, Floyd conseguiu escapar da prisão graças a um monóculo laser que roubara ao Pinguim. Embrutecido pelas agruras do confinamento, deixou de ter qualquer vestígio de preocupação com civis apanhados no fogo cruzado. Culpava igualmente o Batman pela sua desgraça e, envergando agora o uniforme vermelho que se tornaria sua imagem de marca a partir de meados da década de 1980, tentou matar o herói. Fracassou e foi novamente por ele recambiado para a prisão.
Depois de anos a passar pelas portas giratórias do sistema penal americano, o Pistoleiro foi recrutado para a Força-Tarefa X (mais tarde renomeada de Esquadrão Suicida*). Ao lado de outros supercriminosos condenados dispostos a jogarem as próprias vidas em troca de uma redução das respetivas penas, Floyd Lawton passou a usar os seus talentos para, ainda que de uma forma enviesada, tornar o mundo mais seguro. Aos poucos, o supervilão foi assim dando lugar ao anti-herói. Estatuto consolidado na nova continuidade da DC saída de Os Novos 52.
Entre os vários retoques dados à história do Pistoleiro em 2011, releva o facto de o seu filho ter sido inapelavelmente apagado da existência. No processo Floyd Lawton perdeu também o aristocrático bigode que, até então, fora outra das suas imagens de marca. Apresentado nesta sua versão contemporânea como um velho némesis do Batman, é igualmente descrito como um caçador de recompensas.
Condenado a prisão perpétua na sequência de uma tentativa de assassinato de um senador americano, o Pistoleiro foi recrutado para as fileiras do Esquadrão Suicida, recebendo uma redução de pena como contrapartida. Sempre de mira certeira e moral questionável, assumiu-se, pela primeira vez, como líder do grupo.

*Prontuário do Esquadrão Suicida em http://bdmarveldc.blogspot.pt/2014/08/galeria-de-viloes-esquadrao-suicida.html

O homem que nunca falha um tiro
surge mais letal do que nunca em Os Novos 52.
Apontamentos:

* Malgrado a sua incorporação nos cânones da DC reporte ao período que precedeu Crise Nas Infinitas Terras, o Pistoleiro conservou praticamente intocada a sua origem na nova continuidade emanada da saga. Alguns elementos da sua história poderão, contudo, ter sido objeto de revisionismo, devendo, portanto, ser considerados apócrifos;
* Conhecido pelos seus hábitos pouco salutares, Floyd Lawton é fumador, intolerante à lactose e amigo de infância de William Heller (vulgo Dragão Branco, vilão engajado com ideais de extrema-direita). Lawton alega igualmente ser militante comunista, apesar das suas raízes burguesas;
* As armas que o Pistoleiro usa acopladas nos pulsos foram inspiradas em protótipos idênticos desenvolvidos durante a II Guerra Mundial pelos laboratórios militares do Exército britânico;

Poucos saberão que as icónicas armas de pulso
 do Pistoleiro tiveram um modelo real.
Noutros media: Sem escapar ao cada vez mais frequente revisionismo étnico que vem pautando sucessivas adaptações ao panorama audiovisual de personagens de banda desenhada originalmente caucasianas, o Pistoleiro viu recentemente ser alavancada a sua popularidade graças a Suicide Squad. Filme em que é interpretado pelo ator afro-americano Will Smith, e cuja versão retratada coincide largamente com a de Os Novos 52.

Will Smith dá vida ao Pistoleiro em  Suicide Squad (2016).
Esta não foi, porém, a primeira vez que Floyd Lawton participou numa produção de ação real com a chancela da DC. Tomando emprestado o corpo de Bradley Stryker, o Pistoleiro marcou presença em dois episódios da temporada final de Smallville. Seguindo-se participação mais relevante na segunda temporada de Arrow, agora interpretado por Michael Rowe. Ator que repetiu o papel num episódio da segunda temporada de The Flash ambientado na Terra 2.

 Michael Rowe vestiu a pele de Floyd Lawton em Arrow e The Flash.

No campo da animação, desde o início deste século que o  Pistoleiro vem sendo presença regular tanto em filmes como em séries baseadas no Universo DC. Com a sua estreia televisiva a acontecer na série Justice League (2001-04), onde contou com a voz de Michael Rosenbaum (o Lex Luthor de Smallville). Já a sua última aparição num filme animado remonta a 2014, ano de estreia de Batman: Assault on Arkham, no qual assume o comando do Esquadrão Suicida, arranjando ainda tempo para namoriscar com a Arlequina.

O Pistoleiro
 estreou-se na TV em  Justice League.


terça-feira, 12 de agosto de 2014

GALERIA DE VILÕES: ESQUADRÃO SUICIDA



   Sempre que o Governo norte-americano precisa de agentes descartáveis para realizar missões clandestinas que mais ninguém pode cumprir, ele recorre ao Esquadrão Suicida. Vilões irrecuperáveis dispostos a tudo para obterem uma redução das suas penas. Mesmo que isso ponha em risco as suas próprias vidas.

Nome original do grupo: Suicide Squad (em tempos também designado Suicide Squadron)
Primeira aparição (Idade da Prata): The Brave and the Bold nº25 (setembro de 1959)
Criadores: Robert Kanigher (história) e Ross Andru (arte)
Primeira aparição (versão moderna): Legends nº3 (janeiro de 1987)
Criador: John Ostrander
Licenciadora: DC Comics
Base de operações: Penitenciária Belle Reeve (Louisiana, EUA)

A estreia do primeiro Esquadrão Suicida em The Brave and the Bold nº25 (1959).

Histórico de publicação: Quando, em setembro de 1959, debutou nas páginas de The Brave and the Bold nº25, o primeiro Esquadrão Suicida era composto por Rick Flag Jr., pela sua namorada Karin Grace, Jess Bright e pelo Dr. Hugh Evans. Conquanto nenhum dos seus integrantes possuísse habilidades meta-humanas, foi posteriormente convencionado que o grupo substituiria a Sociedade da Justiça da América  (cuja maioria dos seus membros se retirara devido a perseguições políticas em pleno McCarthismo ), no combate a ameaças monstruosas.
    Transcorridas quase três décadas, surgiu em Legends nº3 (1987) um redivivo Esquadrão Suicida. No renovado conceito introduzido pelo argumentista John Ostrander, supervilões a cumprir pena eram recrutados em segredo pelo Governo norte-americano para executarem operações confidenciais e envolvendo um elevado grau de risco. Muitas vezes a equipa - sempre sob a tutela férrea de Amanda Waller - operava em conjunto com outra agência governamental secreta: o Xeque-Mate.

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A versão moderna do Esquadrão Suicida fez a sua primeira aparição em Legends nº3 (1987).

    São, pois, notórias as influências do filme Doze Indomáveis Patifes (clássico de ação ambientado na II Guerra Mundial realizado, em 1967, por Robert Aldrich), assim como da célebre série televisiva Missão Impossível (1966-73). Por outro lado, o sigilo em torno da equipa induzia tensões entre os seus membros (já de si problemáticos e pouco atreitos à disciplina), além de a colocar no radar de Lois Lane e de Batman. Sendo que este último foi obrigado a desistir das suas investigações às atividades do Esquadrão depois de Amanda Waller ter ameaçado usar todos os recursos ao seu dispor para expor a verdadeira identidade do Homem-Morcego.
   Embora, com o tempo, alguns dos seus elementos (como Tigre de Bronze, Pistoleiro ou Capitão Bumerange) tenham adquirido o estatuto de membros permanentes, o elenco do Esquadrão Suicida caracterizou-se sempre pela rotatividade e por integrar supervilões de segunda linha. Os quais aceitavam executar missões "sujas" em troca de uma comutação das suas penas. Facto que explicava, em parte, a imagem de porta giratória associada ao sistema penal do Universo DC.

O primeiro Esquadrão Suicida (esq.) e a sua versão moderna.

    Bem-sucedido na maior parte das suas missões, ocasiões houve, contudo, em que o Esquadrão fracassou e fez jus ao seu nome, visto alguns dos seus operacionais terem perdido a vida nelas. Geralmente, os sacrificados eram criminosos de meia-tigela, autêntica carne para canhão de quem ninguém sentiria a falta. Não obstante, John Ostrander não se acanhou em liquidar uma das suas figuras de proa. No final do segundo ano de publicação de Suicide Squad (vol.1), Rick Flag foi morto em combate.
     Um dos pontos fortes da série era a análise feita às vidas, motivações e perfis psicológicos dos elementos que compunham o Esquadrão. Numa edição especial anual, os leitores podiam acompanhar a entrevista conduzida pelo psicólogo da equipa a um dos seus membros.
   No quinquénio 1987-1992, Suicide Squad (vol. 1) teve 66 números publicados, além de uma edição especial (Doom Patrol and the Suicide Squad Special #1) e outra anual. Após o cancelamento da série, o Esquadrão teve algumas participações especiais em títulos como Superboy (com a particularidade de vários antagonistas do Adolescente de Aço terem sido engajados para a equipa dirigida por Amanda Waller), Hawk & Dove, Chase e Adventures of Superman.

Formação padrão do Esquadrão Suicida nos anos 80 e 90. Da esq. para a dir.: Orquídea Negra, Sombra da Noite, Capitão Frio, Pistoleiro, Rick Flag, Víxen, Némesis, Tigre de Bronze, Duquesa e Capitão Bumerangue.

   No alvor do século XXI -  mais precisamente em 2001- , a DC deliberou dar nova vida ao Esquadrão Suicida nos quadradinhos. Com os argumentos a cargo de Keith Giffen e arte de Paco Medina, foi lançado Suicide Squad (vol.2). Embora no número inaugural da série a equipa fosse totalmente composta por vilões da Liga da Injustiça (criação do próprio Giffen), no final da história apenas o Major Desastre e Multiplex sobreviviam. Facto que obrigou o novo líder do Esquadrão, o Sargento Rock, a recrutar substitutos. A maioria dos quais, no entanto, seriam igualmente chacinados em missões subsequentes.
    Assinalando o regresso de John Ostrander, em 2007 a minissérie em oito volumes Suicide Squad (vol.3), focava-se em Rick Flag Jr. e na formação de um novo Esquadrão, com o propósito de atacar uma corporação responsável pelo desenvolvimento de uma mortífera arma biológica. De caminho, a equipa tinha de lidar com a traição do General Wade Eilling, bem como com a morte de vários dos seus agentes de campo.

Uma equipa renascida das cinzas pelas mãos do criador da sua versão moderna.

   Na renovada cronologia do Universo DC saída de The New 52!, em Suicide Squad (vol.4) - agora escrito por Adam Glass e desenhado por Federico Dallocchio e Ransom Getty- , Amanda Waller volta a assumir o comando da equipa a partir dos bastidores. Pistoleiro, Arlequina e Tubarão-Rei são os ativos mais proeminentes desta nova encarnação do Esquadrão, cujo título foi cancelado, já este ano, ao fim de 30 edições publicadas.

Um novíssimo Esquadrão nasceu com Os Novos 52!.

   Em julho último, estreou nas bancas norte-americanas New Suicide Squad. Com argumentos de Sean Ryan e arte de Jeremy Roberts, a nova série reúne antigos e novos membros da equipa: ao Pistoleiro e a Arlequina, juntam-se agora o Exterminador, Arraia Negra e a Filha do Joker.


A mais recente formação da equipa menos ortodoxa do Universo DC.

Origem e evolução da equipa: O Esquadrão Suicida tem as suas raízes na II Guerra Mundial. Tratava-se então de uma equipa de soldados descartáveis reunida para levar a cabo missões perigosas contra as forças do Eixo. Findo o conflito, o Esquadrão foi absorvido pela Força Tarefa X, passando a realizar operações clandestinas ao serviço do Governo dos EUA.

http://www.writeups.org/img/inset/Suicide_Squad_Mission_X_Perez_h.jpg
A equipa original. Da esq. para a dir.: Karin Grace, Rick Flag Jr, Jess Bright e Dr. Hugh Evans.


   Na sequência de Crise nas Infinitas Terras, surgiu a versão moderna da equipa, agora formada por supervilões que, em troca de uma redução das suas penas, aceitavam participar em missões sigilosas dentro e fora do território estadunidense. Desta forma o Governo dos EUA podia negar oficialmente a existência do Esquadrão, bem como o seu envolvimento nas referidas missões.
  Composto inicialmente por Pistoleiro, Tigre de Bronze, Arrasa-Quarteirão, Capitão Bumerange e Magia, o Esquadrão Suicida sofreu sucessivas reconfigurações no seu elenco durante essa fase. Salvo algumas exceções, a maioria dos seus integrantes eram criminosos. Alguns executaram múltiplas missões, outros apenas uma.

Capa de Suicide Squad nº1 (1987).


   Após os eventos narrados em Ponto de Ignição (Flashpoint, no original), a equipa manteve o seu status operacional. Todavia, a exemplo da sua predecessora, esta nova encarnação do Esquadrão esteve sujeita a constantes reconfigurações. Para este facto contribuiu, por um lado, a elevada taxa de mortalidade associada aos seus membros e, por outro, a preferência de Waller em relação a alguns deles. Nessa equação repleta de variáveis e incógnitas, existiram contudo algumas constantes: até à recente reestruturação do grupo, Pistoleiro, Arlequina, Tubarão-Rei, Aranha Negra, El Diablo e Voltaico foram, por assim dizer, titulares indiscutíveis.

Principais histórias de referência: 

* Lendas (Legends)
   
   Enquanto o esbirro de Darkseid, G. Gordon Godfrey, continua a envenenar a opinião pública contra os super-heróis, Amanda Waller reativa o Esquadrão Suicida. Composto por Tigre de Bronze, Pistoleiro, Magia, Capitão Bumerangue e Arrasa-Quarteirão, a primeira missão do grupo consistiu em neutralizar Enxofre, um monstro incandescente igualmente ao serviço do soberano de Apokolips. Antes de conseguir cumprir o seu objetivo, o Esquadrão sofre a sua primeira baixa: Arrasa-Quarteirão perde a vida durante a batalha com Enxofre. Waller resolve desmantelar a equipa, embora pouco tempo depois  a volte a mobilizar para resgatar o Capitão Bumerange, que havia desertado e fora entretanto feito prisioneiro por Godfrey.

* Missão em Moscovo (Mission to Moscow)

   Agora sob as ordens de Derek Tolliver (oficial de ligação da equipa com o Conselho de Segurança Nacional) e contando com o Pinguim nas suas fileiras, o Esquadrão Suicida é enviado a Moscovo com a missão de resgatar Zoya Trigorin, uma escritora dissidente. Apesar de bem-sucedido nessa missão, o grupo é surpreendido pela renitência de Zoya em ser libertada. Fiel à sua causa, a mulher anseia por se tornar uma mártir.
   Sanadas algumas fricções no seio grupo e vencidas as objeções de Zoya, o Esquadrão prepara-se para abandonar o território russo quando é intercetado pelo grupo de meta-humanos autóctones chamado Heróis do Povo. Apanhada no fogo cruzado, Zoya acaba por morrer enquanto Némesis é capturado. Sendo este último posteriormente resgatado pelos seus companheiros e pela Liga da Justiça Internacional.

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Nem sempre é fácil manter a coesão de um coletivo composto por supercriminosos.

* A Diretiva Janus (The Janus Directive)

    Em conflito com várias outras agências secretas governamentais, como consequência da Diretiva Janus - uma misteriosa agenda definida por Amanda Waller - o Esquadrão sofre diversas baixas quando estala uma guerra aberta com o Xeque-Mate  e o Projeto Átomo. A Diretiva Janus era, na realidade, um ardil montado por Waller que visava ludibriar o vilão Kobra, que a tinha tentado assassinar e tomar o seu lugar.
   No final da guerra, a Força Tarefa X é dissolvida, passando o Esquadrão Suicida e o Xeque-Mate a operarem autonomamente sob o comando de Sarge Steel.  Caída em desgraça, Waller é exonerada das suas funções e posteriormente encarcerada, acusada de insubordinação, conspiração e homicídio.

* Massacre (Onslaught)

   Reformado pelo Sargento Rock, o Esquadrão Suicida leva a cabo uma série de missões arriscadas, culminando num confronto com a Jihad (um grupo de superseres patrocinado pelo Governo do Qurac). Num primeiro momento derrotada pelos vilões, a equipa - depois de ter vários dos seus membros capturados ou mortos - consegue virar o jogo, graças à ajuda da Sociedade da Justiça da América. No final, Rock é desmascarado como sendo um impostor.

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O Esquadrão em mais uma missão suicida.


* Pontapé nos Dentes (Kicked in the Teeth)
    
    No âmbito de Os Novos 52!, o Esquadrão Suicida é formado pela primeira vez. Chefiada por Amanda Waller, a equipa é enviada para um estádio de futebol repleto de infetados por um misterioso vírus que transforma pessoas em zombies. O objetivo da missão consistia em resgatar um bebé que os cientistas acreditavam possuir no seu organismo os anticorpos que permitiriam curar a infeção. Apesar de bem-sucedido, o Esquadrão (já depois de ter perdido um dos seus operacionais) não consegue alcançar a tempo o seu ponto de extração. Quando os agentes de Waller finalmente chegam ao local, salvam o bebé mas obrigam a equipa a permanecer no estádio e a confrontar uma célula da organização terrorista Basilisco.
   Regressado à prisão, o Esquadrão vê-se na contingência de travar um motim causado pela fuga da Arlequina. Cumprida essa missão, o grupo é de imediato mandado no encalço da sua antiga companheira. Uma jornada que termina em Gotham City, onde a ex-namorada do Joker é recapturada. Não sem antes o Esquadrão sofrer nova baixa.

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A Filha do Joker (à esq.) e Arlequina são as atuais representantes femininas no Esquadrão.

Noutros media: Após a estreia da versão moderna do Esquadrão Suicida, a DC considerou a hipótese de produzir uma série televisiva baseada nas aventuras da equipa. De acordo com John Ostrander, de tão más que eram as ideias apresentadas, o projeto foi de imediato posto de parte.
     Assim, a primeira missão do Esquadrão fora dos quadradinhos ocorreu num episódio da série animada Justice League Unlimited (2004-06), intitulado "Task Force X". Ainda no pequeno ecrã, após uma subtil referência na 9ª temporada de Smallville, o Esquadrão teve participação direta na temporada seguinte. A qual repetiria num par de episódios da 2ª temporada de Arrow.
   No cinema, o currículo do Esquadrão salda-se por uma  participação no filme de animação Batman: Assault on Arkham, lançado já este ano no mercado de vídeo norte-americano. Segundo alguns rumores, a Warner Bros. estará presentemente a reunir uma equipa criativa com vista à produção de um filme da equipa.
  
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Amanda Waller à frente do Esquadrão Suicida em Arrow.