Mostrar mensagens com a etiqueta the flash. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta the flash. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de abril de 2017

GALERIA DE VILÕES: VANDAL SAVAGE



  Através de incontáveis eras este tirano imortal, quase tão antigo como a própria Humanidade, usou vários nomes e fez colapsar civilizações inteiras. Arqui-inimigo da Sociedade da Justiça da América, continua a ter nela o principal obstáculo aos seus planos de dominação mundial. Entretanto, vai conquistando protagonismo mediático por via das suas participações nas séries televisivas da DC.

Licenciadora: Detective Comics (DC)
Criadores: Alfred Bester (história) e Martin Nodell (arte conceptual) 
Primeira aparição: Green Lantern Vol.1 nº10 (dezembro de 1943)
Identidade civil: Vandar Adg II
Alter egos: Na sua existência multissecular, foram inúmeras as figuras históricas alegadamente encarnadas por Vandal Savage. Com destaque para Caim (filho de Adão e Eva, irmão de Abel e o primeiro dos homicidas); Khafra (Faraó egípcio); Genghis Khan (conquistador mongol); Alexandre, o Grande (Imperador macedónio); Vlad, o Empalador (príncipe romeno que inspirou a criação do Conde Drácula); Barba Negra (pirata inglês do século XVIII) e Jack, o Estripador (assassino em série que aterrorizou a Londres vitoriana).
Local de nascimento: Terra-2, ano 50.000 A.C.
Parentes conhecidos: Vandar Adg (pai, falecido), Imperador Júlio César (pai adotivo, falecido), Scandal Savage (filha), Grendel (filho), Kassandra Sage (filha), Roy e Lian Harper (descendentes)
Base de operações: Móvel
Afiliações: Ex-líder da Tribo do Sangue (Blood Tribe); membro fundador dos Illuminati e da Sociedade da Injustiça (Injustice Society); ex-líder do Tartarus; atual membro dos Cavaleiros do Demónio (Demon Knights)
Armas, poderes e habilidades: Exposto, 50 mil anos atrás, à radiação de um misterioso meteorito que havia despencado na Terra, Vandal Savage não só adquiriu imortalidade como teve toda a sua fisiologia incrementada.
À sua força, velocidade e resistência sobre-humanas, acresce um fator de cura acelerada. Cuja ação se caracteriza no entanto pela intermitência. Ora lhe permite recuperar quase instantaneamente de quaisquer ferimentos assestados ora lhe garante apenas proteção contra aqueles que lhe poderão ser fatais. A imunidade aos efeitos do envelhecimento contrasta, por exemplo, com a não inibição dos efeitos do álcool no seu organismo. Circunstância que permite a Vandal Savage embriagar-se a seu bel-prazer como qualquer reles mortal.
Embora conserve a sensibilidade à dor, ao longo do tempo Vandal Savage desenvolveu-lhe uma extraordinária resistência. A qual lhe permite suportar aquelas que esporadicamente o fustigam e que têm origem nas células cancerígenas presentes no seu corpo.
Histórias recentes revelaram que, aquando da sua exposição ao meteorito irradiado, Vandal padecia de cancro. À semelhança dos tecidos saudáveis, as células deterioradas constituem, portanto, parte integrante do seu corpo. Logo, não podem ser removidas sem que o seu fator de cura as restaure.
Em complemento ao aprimoramento físico de que foi alvo, Vandal Savage teve também as suas funções cognitivas amplificadas. Daí resultando um assombroso salto evolutivo do seu cérebro primitivo de Cro-Magnon para o de Homo sapiens. Dito de outro modo, passou de homem das cavernas a homem moderno num abrir e fechar de olhos.

A selvajaria da Tribo do Sangue chefiada por Vandal Savage.
Na continuidade emanada de Os Novos 52 ficou estabelecido que o meteorito irradiado que transformou Vandal Savage era, afinal, de origem kryptoniana. A fim de prevenir o impacto catastrófico de um cometa com Krypton, Im-El, um remoto antepassado de Kal-El, desviara a sua trajetória para a Terra (então um mundo recém-formado e, supõe-se, desabitado). Sendo portanto o referido meteorito um fragmento desse corpo celeste que quase causou a destruição do planeta natal do Super-Homem milhares de anos antes do seu nascimento.
A longevidade de Vandal Savage através dos séculos possibilitou-lhe, por outro lado, acumular vasto conhecimento nas mais diversas áreas. Desde a política à literatura, passando pela medicina ou por qualquer outra que ele considere útil ao seu projeto pessoal de poder. Aprendeu igualmente incontáveis línguas (algumas das quais, como o latim, há muito extintas), inscrevendo o poliglotismo no seu catálogo de valências.
Da sua convivência com grandes lideres mundiais, como Júlio César ou Napoleão Bonaparte, resultou também uma profunda aprendizagem nos campos da tática militar e da geoestratégia. Ensinamentos que ele vem usando habilmente nos seus desígnios de conquista mundial.
Aquilo que, no entanto, torna Vandal Savage uma séria ameaça para a Humanidade são as suas conexões com organizações e personalidades detentoras de enorme poder e influência. Com a assistência delas, o vilão pode facilmente ascender a qualquer posição política ou financeira que lhe permita condicionar a ação de governos ou de coletivos heroicos por eles patrocinados (caso, por exemplo, do Esquadrão Suicida).
Conjetura-se ainda que Vandal Savage será capaz de viajar através de dimensões paralelas, ou seja, entre as várias Terras que compõem o atual Multiverso DC. A possuir de facto tal talento, ignora-se se este advirá dos seus próprios recursos ou de algum artefacto místico ou aparato tecnológico por ele utilizado. E este poderá até nem ser o seu único poder oculto no capítulo das viagens temporais e interdimensionais. Permanecendo, contudo, inexplorado devido ao receio do vilão de que daí resulte algum tipo de paradoxo que faça perigar a sua existência.
Lutador exímio e implacável, Vandal Savage é proficiente em diversas artes marciais e no manejo de todo o tipo de armas. Sentindo-se portanto à vontade no campo de batalha onde sobressai sempre a sua brutalidade cavernícola. Evita, contudo, sempre que possível, o confronto direto com o seu oponentes. Preferindo, ao invés, o recurso a manobras táticas mais elaboradas para os sobrepujar.
Em qualquer época ou lugar, Vandal Savage é sempre um inimigo formidável que já mediu forças com vários pesos-pesados do Universo DC, como o Super-Homem ou a Sociedade da Justiça da América.

De homem das cavernas a conquistador imortal.
Fraquezas: Vandal Savage necessita consumir o seu próprio ADN para se recuperar de uma grande quantidade de danos externos. Para esse efeito, tem de canibalizar os seus clones e os seus descendentes, sob pena de sucumbir aos ferimentos.
Por vezes, a renovação dos seus poderes requer igualmente que ele beba o sangue ou devore os órgãos vitais dos seus inimigos. Evidências arqueológicas sugerem, aliás, que Vandal Savage terá sido o primeiro canibal da História.
Desde que, num passado recente, foi aprisionado num asteroide, a sua imortalidade também aparenta ter ficado debilitada.

Savage devora o coração de Solomon Grundy
para repor os seus poderes.
Origem e histórico de publicação: Conceito desenvolvido por Alfred Bester e Martin Nodell, Vandal Savage entrou pela primeira vez em cena em dezembro de 1943, nas páginas de Green Lantern nº10. E não foi por acaso. Três anos antes, Nodell apresentara ao mundo Alan Scott*, o primeiro dos Lanternas Verdes. Numa época em que o Gladiador Esmeralda ainda lidava apenas com delinquentes comuns, Savage foi o primeiro supervilão com que o herói se deparou.

Na sua estreia em Green Lantern nº10 (1943),
Vandal Savage era apresentado como "O homem que queria o mundo".
Depois do Lanterna Verde, e ao longo de toda a Idade do Ouro, Savage tornar-se-ia um dos mais proeminentes antagonistas da Sociedade da Justiça da América (SJA). Cuja existência futura lhe fora revelada, vários séculos antes, por um poderoso mago. E que ele sabia estar predestinado a batalhar.
A história de Vandal Savage confunde-se com a da própria Humanidade. 50 mil anos atrás, quando era ainda Vandar Adg, líder da cruel Tribo do Sangue, foi banhado pela radiação de um misterioso meteorito que lhe aumentou a inteligência e o tornou imortal. Caminha desde então sobre a Terra, usando diferentes nomes, mas sempre com o mesmo obejtivo: conquistar o mundo.
No Multiverso da DC pré-Crise nas Infinitas Terras, Vandal Savage era originário da Terra-2. Contudo, a existência dos mundos paralelos - e, em particular, da Terra-1 - foi-lhe revelada nos primórdios da sua jornada milenar pelo mesmo mago que antecipara o surgimento da SJA.
A primeira marca deixada na História por Vandal Savage foi a destruição da Atlântida. Acolitado por um grupo de pessoas que ficaria conhecido por Illuminati (organização que lidera até hoje), Vandal minou as fundações da sociedade atlante, provocando o seu colapso.
A Atlântida não terá sido, porém, a única vítima de Vandal Savage. Que se vangloria de ter governado centenas de outras civilizações e impérios no decurso dos séculos. Genghis Khan ou Alexandre, o Grande foram algumas das personas por ele usadas para estender o seu domínio a vastas áreas do globo.
A SJA curvada a um Vandal Savage triunfante.
Com o tempo percebeu, no entanto, que tal proeminência lhe poderia ser fatal, preferindo daí em em diante trabalhar nos bastidores da História. Ora como confidente ora como conselheiro, mas respondendo sempre por diferentes nomes, Savage influenciaria as decisões de grandes líderes mundiais, como Napoleão Bonaparte ou Otto von Bismarck (a quem terá auxiliado a planear a invasão da França). Ainda por terras gaulesas, aproveitou as suas funções de médico da Corte, no reinado de Francisco I, para usar a família real como cobaias para as suas experiências secretas com sífilis.
Escusado será dizer que ao longo de tão extenso percurso Vandal Savage foi colecionando inimigos, muitos dos quais poderosos. Nenhum no entanto o arreliou tanto como o Homem Imortal (ver O némesis). E nem mesmo depois de ele ter apagado a própria existência para salvar o mundo dos efeitos da Crise das Infinitas Terras, Vandal pôde respirar de alívio. No seu lugar surgiu Ressurreição (Resurrection Man), personagem com poderes similares aos do Homem Imortal e que, tal como o seu antecessor, não mais deu descanso ao vilão.
Na realidade de Os Novos 52, Vandal Savage é um dos Cavaleiros do Demónio que, na Idade Média, mantêm o mundo a salvo de ameaças místicas e sobrenaturais.  Nesta sua encarnação medieval, o vilão é retratado como um boémio que viaja pelo mundo interessado apenas em desfrutar dos prazeres que este tem para oferecer.
Resta, pois, saber que papel lhe estará reservado em Renascimento, a mais recente revitalização do Universo DC. Recuperará Vandal o estatuto de vilão de referência? Agirá sozinho ou em grupo? Respostas que só o tempo trará.

Vandal Savage lutando ao lado de Etrigan,
outro dos Cavaleiros do Demónio.
* Prontuário disponível em http://bdmarveldc.blogspot.pt/2017/01/herois-em-acao-lanterna-verde.html

Personalidade: Fruto das muitas vidas que viveu em diferentes épocas, Vandal Savage tem dado provas de enorme inteligência e resiliência ao conseguir adaptar-se ao caleidoscópio de contextos históricos em que se movimenta. Fê-lo ora assumindo-se como figura dominante no seio de determinada sociedade ora influenciando certos acontecimentos-chave.
Nem sempre os seus métodos primam, contudo, pela subtileza. Não raro, recorre à violência mais primária para atingir os seus objetivos. Esse é, aliás, um dos aspetos mais interessantes da sua singular psicologia. A despeito da sua sofisticação intelectual, o comportamento do vilão emula frequentemente o de um qualquer macho alfa.
À imagem e semelhança do que tantas vezes acontecia no período pré-histórico, quando uma tribo de primatas atacava outra para se apossar do seus recursos, das investidas de Vandal Savage resultam invariavelmente banhos de sangue que não poupam ninguém. Nem mesmo mulheres e crianças.
Ficando assim demonstrado que, por detrás da sua fachada polida de homem culto e cosmopolita, se esconde um selvagem de perturbadora ferocidade. Nesse estado de irracionalidade, que contrasta com o seu perfil habitualmente frio e calculista, o vilão torna-se presa fácil para alguns dos seus adversários mais astutos, que não hesitam em tirar proveito da sua ausência de discernimento para sobre ele levarem a melhor.
Vandal Savage recusa, no entanto, o rótulo de selvagem, definido-se, ao invés, como um visionário que faz uso do seu conhecimento e influência para moldar o curso da História de acordo com a sua conveniência.
Egoísta e avaro, o vilão aparenta ser destituído de qualquer vestígio de empatia ou compaixão pelos seus semelhantes. Sendo a sua filha dileta e herdeira designada (ver texto seguinte) a única exceção ao profundo desprezo que ele nutre pela Humanidade, aos seus olhos enfraquecida pela pusilanimidade dos seus líderes.

Um janota troglodita ou um troglodita janota?

A herdeira: A imortalidade de Vandal Savage não o impediu de procriar. Embora a sua prole conhecida seja composta por Scandal Savage (uma assassina de gabarito mundial que se presume ter herdado a imortalidade do seu progenitor), Grendel (o demónio de Beowulf*) e Kassandra Sage (uma agente do FBI introduzida na continuidade de Os Novos 52), ele apenas reconhece a primeira como sua legítima herdeira. De mãe brasileira não identificada, Scandal vem, por isso, sendo preparada desde a infância pelo pai para lhe suceder. Algo que, considerando o forte apego de Vandal ao poder, não deverá acontecer tão cedo.

A herdeira de Vandal Savage é
E(Scandal)osamente parecida com X-23.
* Poema épico inglês de autor desconhecido que os especialistas estimam ter sido escrito algures entre os séculos VIII e XI.

O némesis: O mesmo meteorito irradiado que concedeu a imortalidade a Vandal Savage foi também a fonte de poder do seu maior inimigo. Além de talentos psiónicos, o Homem Imortal (Immortal Man) detinha a capacidade de reencarnar numa pessoa diferente de cada vez que morria.
Antes da transformação, era Klan Arg, um bravo guerreiro da Tribo do Urso, arquirrival da Tribo do Sangue liderada por Vandar Adg. A quem perseguiu ao longo dos séculos, sem que contudo tenha alguma vez saído um vencedor claro dos incontáveis confrontos travados pelos dois.

Os muitos rostos do Homem Imortal.

Apontamentos:

*Savage reclama para si os créditos pela invenção da faca de trinchar, 34 mil anos atrás. Ainda segundo ele, terá ajudado Moisés a comandar a fuga dos judeus do Egito e sobrevivido à destruição da biblioteca de Alexandria ocorrida há 1600 anos;
*Na Terra-2 que lhe serviu de berço no período pré-Crise nas Infinitas Terras, Savage foi o Barba Negra, e Edward Thatch (o homem que, no mundo real, foi o lendário pirata), aparentemente, nunca teria existido. No entanto, em algumas dimensões paralelas do Multiverso original (Terra-1, Terra-S, etc.), Thatch não só existia como se notabilizou como Barba Negra;
*Especula-se que Vandal Savage poderá vir a conhecer o seu fim no ano 85271 D.C., quando ele for enviado para a Montevideu do século XX segundos antes de a capital uruguaia ser dizimada por uma detonação termonuclear. Ação, ironicamente, ordenada pelo próprio vilão. Ressalve-se, todavia, que este cenário corresponde tão-só a um possível futuro;
*Conquanto Vandal Savage tenha sido introduzido na cronologia prévia a Crise nas Infinitas Terras, a sua existência após esses eventos manteve-se intacta. Alguns dos elementos dessa fase pregressa poderão, porém, ter sido removidos e/ou alterados na nova continuidade da DC, pelo que deverão ser desconsiderados para efeitos canónicos;

Vandal Savage espalhando o terror como Barba Negra.
Noutros segmentos culturais: Na lista dos cem melhores vilões dos quadradinhos de todos os tempos, organizada em 2009 pela IGN (plataforma digital dedicada às diversas áreas do entretenimento), Vandal Savage ocupa um honroso 36º lugar. À frente, por exemplo de outros grandes expoentes do Mal como Thanos (Marvel) ou Anti-Monitor (DC).
Ainda sem espaço no Universo Cinemático DC, desde o início do século que Vandal Savage vem sendo um habitué nas produções televisivas baseadas na mitologia da Editora das Lendas. Com efeito, a sua estreia no pequeno ecrã ocorreu em Justice League, série animada de grande sucesso, no ar entre 2001 e 2004, e na qual ele participou em vários episódios. Com uma origem praticamente idêntica à da sua contraparte da banda desenhada, o vilão imortal teve, porém, revista a sua data de nascimento. Em vez de ter vindo ao mundo 50 mil anos atrás, nesta versão ele atormentava a Humanidade há "apenas" metade do tempo.

Vandal Savage ao serviço do 3ª Reich
em Justice League.
Ainda pelo campo da animação com o selo da DC, Vandal Savage foi o antagonista principal na série Young Justice (2010-2013) e no filme Justice League: Doom (2012). Neste último, ele funda a infame Legião do Mal para tentar neutralizar a Liga da Justiça, o maior obstáculo aos seus desígnios megalómanos e genocidas.
Atendendo pelo nome de Curtis Knox e interpretado por Dean Cain (o Homem de Aço de Lois & Clark: The New Adventures of Superman), Vandal Savage fez o seu debute em séries de ação real em 2007, num episódio da sétima temporada de Smallville, intitulado Cure. Embora no guião original a personagem surgisse identificada pelo seu verdadeiro nome, os produtores foram informados pelo estúdio de que não dispunham de autorização para o utilizar. Ficando, contudo, implícito que o Dr. Curtis Knox era um alter ego de Vandal Savage. Noção, de resto, reforçada quando, anos depois, o vilão reciclou essa persona num episódio de Legends of Tomorrow (em exibição desde 2016).

Dean Cain foi o primeiro ator
a dar vida a Vandal Savage em Smallville.
Antes, porém, Vandal Savage foi o vilão escolhido para apadrinhar o crossover entre as séries do Flash e do Arqueiro Verde. Agora interpretado por Casper Crump, esta segunda encarnação televisiva da personagem correspondia, de facto, a uma mescla com Hath-Set, um malévolo sacerdote nascido há 4 mil anos no Antigo Egito.
Com Casper Crump a repetir um papel que lhe assenta como uma luva, Vandal Savage esteve em grande plano na primeira temporada de Legends of Tomorrow. Responsável por um futuro opressivo e pela morte da família de Rip Hunter, é ele que motiva a formação do heterodoxo coletivo composto por heróis, mercenários e criminosos em processo de regeneração destinados a tornarem-se lendas do Amanhã.

Casper Crum como Vandal Savage
 no crossover Arrow/Flash.






sexta-feira, 22 de abril de 2016

GALERIA DE VILÕES: FLASH REVERSO



  Num Universo composto por forças de sinal contrário, a cada ação corresponde uma reação simétrica. É por isso que em qualquer tempo ou lugar onde exista - ou venha a existir - um Flash, existirá sempre um Flash Reverso a correr em rota de colisão. E quando os dois chocam de frente, o resultado só pode ser catastrófico.

Nome original da personagem: Reverse-Flash (atualmente conhecido como Professor Zoom)
Criadores: John Broome (história) e Carmine Infantino (arte conceitual)
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Primeira aparição: Flash nº139 (setembro de 1963)
Identidade civil: Eobard Thawne (apelido que, ao longo dos anos, também já surgiu grafado como Thawnye, Thayne e Thine)
Parentes conhecidos: Robert Thawne (irmão), Nora Allen (mãe de Barry Allen e antepassada distante de Eobard), Presidente Thawne, Meloni Thawne, Bart Allen e Owen Mercer (descendentes)
Afiliação: Ex-membro da Sociedade Secreta de Supervilões, da Tropa dos Lanternas Negros e da Tropa dos Lanternas Brancos
Base de operações: Central Cityplex (megalópole do século 25)
Armas, poderes e habilidades: Graças ao seu intelecto superior, Eobard Thawne foi bem-sucedido na sua empreitada de replicar o fenómeno eletroquímico que transformou Barry Allen no Flash. Empregando a sua energia cinética, o vilão conseguiu gerar um campo de Força de Aceleração Negativa, do qual extrai a sua supervelocidade. Assim como os demais velocistas estão conectados com a Força de Aceleração, o Flash Reverso está vinculado a esta sua variante simétrica. No entanto, contrariamente à maioria dos seus congéneres, ele consegue viajar no tempo e alterá-lo a seu bel-prazer.
   Além da sua velocidade supersónica (que, entre outras coisas, lhe permite correr sobre superfícies líquidas, gerar ciclones ou vibrar as suas moléculas através de objetos sólidos), o Flash Reverso dispõe de uma formidável parafernália tecnológica proveniente do século 25, que lhe confere uma vantagem estratégica sobre os seus adversários.
Fraqueza: Barry Allen personifica, sem sombra de dúvida, a maior fraqueza do Flash Reverso. Obstinado em eliminar a sua contraparte heroica, o vilão não olha a meios para conseguir esse fim, ao ponto de agir imprudentemente. Como se verificou, de resto, na ocasião em que viajou no tempo com o intuito de impedir que Barry fosse atingido pelo relâmpago que o dotaria de supervelocidade. Apenas para descobrir que isso resultaria no apagamento da sua própria existência no espaço-tempo. Na esteira desse episódio, ambos tomaram definitivamente consciência de que os seus destinos estão entrelaçados.

Némesis numa corrida contra o Destino.

Notas prévias: 

1) Apesar de o Flash Reverso ter sido introduzido na cronologia da DC no período que precedeu Crise nas Infinitas Terras (1985-86), a sua existência permaneceu intocada na realidade unificada surgida no desdobramento da saga. Alguns elementos relacionados com a sua história poderão, contudo, ter sido removidos ou modificados no quadro desse novo universo, devendo, portanto, ser considerados não-canónicos;

2) No decurso dos anos, Flash Reverso converteu-se numa designação genérica para identificar as antíteses dos beneficiários da Força de Aceleração de diferentes épocas e lugares. Categoria de que faziam parte, além de Eobard Thawne, Edward Clariss (vulgo O Rival, antagonista do Flash da Idade do Ouro, Jay Garrick*), Hunter Zolomon (notabilizado como Zoom, sempre em rota de colisão com Wally West*, o terceiro Flash ), Thaddeus Thawne (que, sob o codinome Inércia, retardou Impulso*) e, por fim, Daniel West (irmão de Iris West que, em Os Novos 52!, barrou o  caminho a Barry Allen);



O Rival (imagem de cima) e Inércia personificam
 em diferentes épocas o arquétipo do  Flash Reverso.
*Prontuário das quatro encarnações do Velocista Escarlate em http://bdmarveldc.blogspot.pt/2012/01/herois-em-acao-flash.html



Velocidade furiosa.

Biografia e histórico de publicação: Predestinado a assumir-se como o arqui-inimigo do Flash, o Flash Reverso foi um produto da imaginação de John Broome e Carmine Infantino*, cuja estreia ocorreu em setembro de 1963, nas páginas de The Flash nº139.
   Nessa sua primeira aparição oficial, Eobard Thawne era descrito como um criminoso proveniente do século 25 que encontrara uma cápsula do tempo contendo um uniforme do Flash da Idade da Prata. Com recurso a uma máquina produzida na sua época, o vilão conseguira amplificar a energia cinética acumulada no traje, adquirindo dessa forma uma velocidade superior à de Barry Allen. Desse processo resultara, também, a inversão das cores da vestimenta, cuja cor predominante passou de vermelho a amarelo, e vice-versa nas botas e placa peitoral.
  Fazendo uso das suas habilidades e tecnologia futurista para perpetrar uma série de crimes, o Flash Reverso causou muitas dores de cabeça à sua contraparte heroica. Depois de descobrir que a cápsula do tempo descoberta por Thawne continha também um relógio atómico que, em consequência das ações do vilão, se converteria numa bomba nuclear, o Flash embarcou numa jornada temporal até ao século 25.
   Desabilitando a aura que protegia o Flash Reverso da fricção causada pela sua supervelocidade, o Flash conseguiu derrotar o seu rival, desativando, em seguida, a bomba. Antes de regressar ao passado, o Velocista Escarlate teve ainda o cuidado de destruir o traje de que Thawne se apossara. No entanto, o conhecimento privilegiado que este possuía da biografia do herói, designadamente a sua identidade civil, possibilitou novos ataques, os quais culminariam, anos depois, com a morte da esposa de Barry Allen.
   Pelo meio, o Flash Reverso teve uma passagem meteórica pelas fileiras da primeira Sociedade Secreta de Supervilões. Ao serviço da qual defrontou a Liga da Justiça e, com ajuda do seu companheiro de equipa Wizard, trocou de corpo com o Lanterna Verde. Graças ao seu conhecimento futuro, o Flash Reverso depressa aprendeu a usar o anel energético do Gladiador Esmeralda.

Capa da edição onde o Flash Reverso, em 1963, fez
 a sua fulminante estreia.

   À luz da reestruturação da continuidade do Universo DC operada após Crise nas Infinitas Terras, o Flash Reverso fez parte do mosaico de personagens objeto de reformulação. Nesta nova declinação da sua origem, apresentada no arco de histórias The Return of Barry Allen (publicado nos números 74 a 79 da segunda série de The Flash), no ano de 2466, Eobard Thawne era o herdeiro de uma avultada fortuna familiar. Património que planeava usar para financiar o seu velho sonho de vir a ser um Flash, herói do passado que ele idolatrava desde criança.
  Certo dia, ao passar diante da montra de um antiquário, Eobard vislumbrou a Esteira Cósmica. Reconhecendo de imediato o aparato usado no passado pelo Flash para viajar através do fluxo temporal, nem hesitou em comprá-lo. De seguida, tentou duplicar o acidente que, cerca de quinhentos anos antes, havia transformado Barry Allen no homem mais rápido do mundo. O plano, contudo, não correu conforme previsto, resultando na desfiguração física e mental do futuro Flash Reverso/Professor Zoom.
   Desbaratando o que sobrara da sua fortuna numa cirurgia plástica que lhe deu um rosto idêntico ao de Barry Allen, Eobard Thawne usou a Esteira Cósmica para recuar no tempo até à época em que o seu ídolo vivia. Inativa há muito tempo, a máquina ressentiu-se do enorme esforço a que foi sujeita. Em consequência disso, Eobard materializou-se num período cronológico vários anos posterior à morte do Flash durante a Crise nas Infinitas Terras.
  Desorientado e desapontado pelo fracasso da sua missão, Eobard deparou-se com vários cartazes que mostravam o Flash a matar um homem chamado Professor Zoom. Num deles estava escrito que o verdadeiro nome dessa misteriosa personagem era Eobard Thawne.
   Da descoberta que estaria predestinado a transformar-se num vilão morto às mãos do seu herói de infância, sobreveio pois a psicose de Eobard e a sua subsequente corrupção moral.
   Importa, contudo, ressaltar a este propósito que o nome de Zoom fora omitido da História para prevenir que Eoabard Thawne tomasse conhecimento do seu destino. O mesmo a que ele tentou escapar a todo o custo, convencendo-se a si próprio de que era o verdadeiro Flash, sendo o seu sósia um impostor que era imperativo liquidar. Valendo-se para esse efeito do seu minucioso conhecimento das vulnerabilidades do seu oponente. O que ele não imaginava, porém, é que não era Barry Allen, mas sim Wally West (em tempos conhecido como Kid Flash) quem agora envergava as cores do Velocista Escarlate.

Flash versus Flash Reverso: quando os opostos colidem.
   Fazendo-se passar por Flash, Thawne reclamou para si o estatuto de protetor de Central City. A sua instabilidade mental e a sua natureza violenta logo viriam, porém, à superfície, levando-o a atacar a cidade. Movido por um desejo de vingança devido ao esquecimento a que supostamente teria sido votado pelos seus concidadãos, o falso Flash acabaria detido por Wally West. Ludibriado pelo antigo adjunto juvenil de Barry Allen, o vilão seria entretanto restituído à sua época.
  Mesmo não conservando quaisquer memórias dessa sua incursão ao passado, Eobard Thawne sentia-se traído por Barry Allen, a quem passou a odiar visceralmente. Impelido por esse sentimento, o vilão passou a viajar com frequência no tempo objetivando vingar-se do seu némesis.
   Após uma longa ausência, o Flash Reverso regressou à ribalta em Flash: Rebirth. Nesse arco de histórias que, no biénio 2009-2010, assinalou o renascimento de Barry Allen, o vilão vangloriou-se de não só ter viajado no tempo como de ser ele o responsável por esse "milagre".
  Em 2011, seria também ele o responsável pelos catastróficos eventos narrados em Flashpoint (saga que serviu de prelúdio a Os Novos 52!, traduzida no Brasil como Ponto de Ignição e que, num horizonte próximo, será aqui esmiuçada). Transformado num paradoxo vivo após ter assegurado que a sua existência não mais dependeria da de Barry Allen, o Flash Reverso optou, ainda assim, por manter vivo o seu rival, apenas pelo prazer de torturá-lo.
   Em choque, Barry Allen descobriu que, naquela linha de tempo divergente, a sua mãe continuava viva e de boa saúde. No entanto, o que parecia ser uma bênção, logo se transformou num pesadelo quando o Flash Reverso lhe explicou que, ao viajar no tempo para impedir o assassínio da sua progenitora, o herói havia desencadeado uma série de eventos que alteraram dramaticamente o curso da História.
   Com Barry à sua mercê, o Flash Reverso seria contudo trespassado por uma versão alternativa do Batman (Thomas Wayne), circunstância de que resultou a sua aparente morte. Em consequência desses acontecimentos, a linha cronológica original seria restaurada, embora com substantivas diferenças. Formando, assim, a realidade de Os Novos 52.
   Pouco tempo depois, seria revelado que o Flash Reverso sobrevivera ao ataque de que fora alvo por parte do Batman, encontrando-se presentemente ilhado no campo da Força de Aceleração. Marinando o seu ódio por Barry Allen e certamente magicando o seu próximo ato de vingança.

O aparente último suspiro do Flash Reverso
 em "Ponto de Ignição".
*Perfil disponível em http://bdmarveldc.blogspot.pt/2013/06/eternos-carmine-infantino-1925-2013.html
   
Noutros media: Antes de alcançar notoriedade junto do grande público por via do seu estatuto de antagonista principal na primeira temporada de The Flash (em exibição desde outubro de 2014), o Flash Reverso era praticamente um ilustre desconhecido fora dos quadradinhos.
  Com efeito, a sua participação na referida série televisiva (na qual foi interpretado por Tom Cavanagh e Matt Letscher) foi apenas precedida por umas quantas aparições dispersas em produções animadas da DC. De entre estas, aquela em que o vilão desempenhou papel de maior relevo foi em
 Justice League: The Flashpoint Paradox, película de 2013 baseada na saga homónima da autoria de Geoff Johns e Andy Kubert.

Tom Cavanagh como Flash Reverso
num cartaz promocional de The Flash.

Adaptação ao grande ecrã de uma saga
cujo epicentro foi a versão simétrica do Flash.