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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

HERÓIS EM AÇÃO: VISÃO




  Encarnação moderna de uma personagem homónima da Idade do Ouro, serviu inicialmente de instrumento de vingança de Ultron contra Hank Pym e os Vingadores. Equipa que depois o acolheria de braços abertos, ajudando-o a desvendar parte dos segredos do seu passado. Com a Feiticeira Escarlate formou um dos mais poderosos e inusitados casais dos quadradinhos, com muito melodrama à mistura.

Denominação original: Vision
Licenciador: Marvel Comics
Criadores: Roy Thomas (história) e John Buscema (arte conceitual)
Primeira aparição: The Avengers nº57 (outubro de 1968)
Identidade civil: nenhuma
Local de nascimento: Brooklyn, Nova Iorque
Parentes conhecidos: Ultron ("pai"/criador), Jocasta ("irmã"/ "madrasta"), Simon Williams/Magnum ("irmão"), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (ex-mulher), Thomas e William Maximoff ("filhos" falecidos), Virginia ("esposa"), Viv ("filha") e Vin ("filho" falecido). Possui ainda numerosa prole com Eve, sua contraparte feminina criada pelo Alto Evolucionário.
Afiliação: Vingadores (além de já ter assumido a liderança da equipa, integrou várias das suas divisões especiais, como os Vingadores da Costa Oeste ou, mais recentemente, o Esquadrão Unidade dos Vingadores).
Base de operações: Atualmente a residir num pacato subúrbio de Arlington, ao longo dos anos foi inquilino dos vários quartéis-generais dos Heróis Mais Poderosos da Terra, o mais emblemático dos quais foi a Mansão dos Vingadores.
Armas, poderes e habilidades: Exceto pelo facto de que todos os seus órgãos, tecidos e fluidos são sintéticos, o corpo robótico do Visão é uma réplica exata do organismo humano. Num processo em tudo similar ao da fotossíntese levada a cabo pelas plantas, a Joia Solar incrustada na testa do androide absorve constantemente (até mesmo durante a noite, embora com menor eficácia), a energia ambiente do astro-rei que lhe serve de combustível. Permitindo-lhe igualmente converter esse acúmulo de energia em rajadas óticas de radiação infravermelha ou de micro-ondas. Processo que, em casos extremos, pode ser efetuado diretamente através da Joia Solar, amplificando desse modo a potência das descargas, ainda que comprometendo outras funções do sistema, inclusive as vitais.
Graças às suas células especiais ativadas ciberneticamente e que lhe permitem interagir com uma dimensão desconhecida, o Visão pode regular a seu bel-prazer a própria densidade corporal: da intangibilidade de um fantasma à  rigidez de um diamante num piscar de olhos. Quando opta pelo primeiro estado, consegue atravessar superfícies sólidas - como paredes, corpos ou objetos - e voar. Já o segundo dota-o de invulnerabilidade e de superforça proporcional ao aumento da sua massa. Quando esta atinge o seu pico máximo, a força do Visão ronda as 90 toneladas.
Equipado com uma mente computorizada, o Visão é um tecnopata por excelência. Por outras palavras, consegue conectar-se e interagir com sistemas informáticos, deles extraindo informação que processa velozmente antes de armazená-la na sua base de dados. Sendo uma inteligência artificial, possui um raciocínio analítico que faz dele um exímio estrategista dotado de uma apuradíssima cultura tática. Atributos que lhe valeram, em tempos, a liderança dos Vingadores.
Após a Era de Ultron, os protocolos latentes do Visão foram ativados, sendo o seu corpo agora formado por milhões de nanitas. Cada um deles carrega uma cópia da sua inteligência artificial, bastando portanto apenas uma dessas unidades microscópicas para recriar o corpo do androide caso este seja danificado ou mesmo destruído.
Treinado pelo Capitão América, o Visão é também proficiente no combate corpo a corpo, possuindo resistência, velocidade e reflexos sobre-humanos intrínsecos à sua natureza robótica.
Toda esta vasta gama de poderes e recursos fazem do Visão um dos mais formidáveis seres do Universo Marvel capaz de ombrear com outros titãs como Thor, Hulk ou o Príncipe Submarino. Facto que faz dele um aliado de peso ou um adversário de respeito.

Na sua forma espectral, o Visão consegue voar.


Fraquezas: No passado, a obsessão do Visão em tornar-se humano deixou-o profundamente transtornado ao ponto de lhe provocar uma crise existencial com funestas consequências tanto para ele como para aqueles que o rodeavam. Fase durante a qual usou a sua tecnopatia para assumir o controlo da rede mundial de computadores e dos sistemas de defesa com o objetivo de assegurar a paz na Terra.
Paradoxalmente, o androide tem na sua rigidez diamantina outra das suas fraquezas. A partir de determinado limiar, torna-se mais e mais difícil ao Fantasma de Pedra mover a sua densa massa corporal. Quando esta atinge o seu pico de densidade, ele torna-se literalmente inamovível como se de uma montanha se tratasse.

Quem disse que os androides não choram?

Histórico de publicação: Na senda das versões contemporâneas de outros ícones da 9ª Arte (casos do Lanterna Verde Hal Jordan ou do Tocha Humana Johnny Storm), o Visão que conhecemos é na verdade uma declinação de um conceito elaborado na chamada Idade do Ouro dos Quadradinhos (1938-1955). No entanto, além do nome, o primeiro Visão pouco mais tinha em comum com o atual (ver texto seguinte).
Em meados de 1968, Stan Lee (à data, editor-chefe da Marvel Comics) e o escritor Roy Thomas decidiram avançar com uma nova adição ao elenco dos Vingadores. Enquanto o segundo pretendia trazer de volta o Visão original, a preferência do primeiro recaía sobre um androide. A solução de compromisso encontrada consistiu na conceção de um novo Visão, personagem robótica apenas vagamente inspirada no seu antepassado da década de 1940.
O processo criativo não foi, todavia, isento de peripécias. De modo a realçar a natureza fantasmagórica da personagem, Thomas advogava que o Visão deveria ser totalmente branco. Pretensão que esbarrou nas limitações técnicas que, à época, caracterizavam a impressão gráfica, sobretudo no que às publicações coloridas dizia respeito. Se a ideia de Thomas tivesse sido implementada, a personagem surgiria com os contornos indefinidos nas páginas das revistas, assemelhando-se efetivamente a uma assombração ou a uma miragem. Opção estética que, conforme veremos mais adiante neste texto, seria duas décadas depois, recuperada por John Byrne.

Roy Thomas, um dos "pais" do Visão moderno.

Perante a impossibilidade de apresentar um Visão totalmente branco, Thomas optou pelo vermelho para dar cor à pele sintética do androide (embora, numa fase inicial, esta assumisse um tom alaranjado por conta dos citados problemas de impressão), já que não queria que ele fosse verde como o Hulk ou azul como os Atlantes.
Apesar de a sua criação ter sido muitas vezes comparada com o Mister Spock de Star Trek, Roy Thomas nega perentoriamente até hoje ter ido buscar inspiração a uma série televisiva com a qual estaria na altura pouco familiarizado. Admitiu, no entanto, ter sido influenciado pelas estórias de Adam Link. Personagem idealizada em 1939 por Otto Binder, foi um dos primeiros robôs benignos introduzidos na literatura baseada na ficção científica. Género onde, tradicionalmente, androides, robôs e outras inteligências artificiais surgiam retratados como escravos mecânicos ou como armas de destruição massiva. Outra comparação inevitável é com o Tornado Vermelho, androide da rival DC cuja estreia oficial precedeu num par de meses (em agosto de 1968) a do Visão. A despeito das evidentes parecenças entre ambos, continua por provar a existência de algum tipo de plágio.
Dados os retoques finais no visual e na personalidade, o novo Visão debutou em outubro de 1968 nas páginas de The Avengers nº57, sendo acolhido com grande entusiasmo pelos leitores. Mesmo tendo o androide sido apresentado nessa sua primeira aparição como um veículo para a vingança do terrorista cibernético chamado Ultron*.

A estreia do Visão  em The Avengers nº57 (1968).

Volvidos quase dois anos, em abril de 1970, o número 75 da série regular dos Vingadores assinalou o regresso da Feiticeira Escarlate** às fileiras da equipa. Num ápice, a filha de Magneto perdeu-se de amores pelo circunspeto Visão, assim nascendo um dos mais improváveis - e melodramáticos - romances da história dos quadradinhos, entrelaçando os destinos de um androide e de uma mutante.
Entrevistado em 2015 por Marcus Errico, autor do livro The Secret Origins of Vision and Ultron: An Oral History (As Origens Secretas do Visão e de Ultron: Uma História Oral), Roy Thomas explicava assim o que esteve na base dessa sua arrojada ideia: "Intuí que algum tipo de ligação sentimental ajudaria a desenvolver o potencial da Feiticeira Escarlate, aumentando dessa forma a sua preponderância no seio de uma equipa onde ela era muitas vezes incompreendida e até secretamente temida pelos seus companheiros. Em meu entender, o Visão seria o candidato ideal porque a sua racionalidade exacerbada serviria de contraponto à volatilidade emocional de Wanda. Um romance entre ambos teria igualmente o condão de colocar em evidência a faceta mais humana do Visão, que eu vinha já explorando com uma minúcia cada vez maior. Havia ainda a circunstância de ambos participarem apenas em The Avengers. Portanto, foi essencialmente por razões práticas que eu decidi juntá-los.".


Visão e Feiticeira Escarlate: o poder do amor.

Escassos meses antes de abandonar o título mensal dos Heróis Mais Poderosos da Terra, Roy Thomas deixou na ar a ideia de o Visão ter sido afinal construído a partir do corpo do Tocha Humana original (também ele um androide). Pista plantada em The Avengers nº93, mas que só seria seguida, vários anos depois, por Steve Englehart, nos números 134 e 135 da série. Com a bênção do antecessor, Englehart glosou com mestria o mote por ele lançado, vertendo desse modo alguma luz sobre o denso mistério que envolvia até então a origem do Fantasma de Pedra.
Atada esta ponta solta no passado de uma personagem que se tornara entretanto uma das arquitraves dos Vingadores, o casamento do Visão com a Feiticeira Escarlate ficou marcado para junho de 1975, com a cerimónia a ter lugar em Giant-Size Avengers nº4. Em consequência da sua crescente popularidade entre os leitores, entre 1982 e 1986, o casal teve direito a duas efémeras séries próprias. Na segunda das quais Wanda deu à luz dois gémeos - Thomas e William Maximoff - concebidos através de meios arcanos.
Agora ao serviço dos Vingadores da Costa Oeste (título escrito e ilustrado por John Byrne***), em 1989 o Visão sofreu uma profunda metamorfose cujas repercussões se fazem sentir até aos dias de hoje. Objetivando colocar em evidência a natureza robótica do herói, Byrne apagou-lhe a memória e eliminou-lhe os padrões cerebrais humanos, despojando-o assim de qualquer vestígio de emoção. Publicado em West Coast Avengers nº42 a 45, o arco de histórias Vision Quest mostrava como esta desumanização do androide prejudicava severamente o seu relacionamento com a Feiticeira Escarlate, revelando de uma penada que os filhos de ambos não passavam afinal de construtos imaginários gerados pelo poder mutante de Wanda.
O maior choque para o leitores ficaria no entanto reservado para uma sequência de duas páginas em que era mostrado o desmantelamento peça a peça do Visão. Imagens que alteraram radicalmente a perceção de uma personagem que, até aí, sempre fora mais perspetivada como um ser humano sintético do que como uma simples máquina.

Sem cor. Sem emoções.
Assim era o Visão de Byrne,

Desde o primeiro momento presença assídua nas histórias dos Vingadores e nas principais sagas da Casa das Ideias, em novembro do ano passado o Visão ganhou nova série a solo. Com histórias do estreante Tom King ilustradas pelo espanhol Gabriel Hernandez Walta, The Vision dá a conhecer a nova vida do herói, agora convertido num típico pai de família suburbano. Com a particularidade de a sua esposa e filhos serem na verdade androides por ele projetados.

Visão e a sua família imaginária.

*Prontuário de Ultron disponível em http://bdmarveldc.blogspot.de/2014/12/galeria-de-viloes-ultron.html;
**Prontuário da Feiticeira Escarlate disponível em http://bdmarveldc.blogspot.com/2014/05/heroinas-em-acao-feiticeira-escarlate.html
*** Perfil de John Byrne disponível em http://bdmarveldc.blogspot.com/2015/01/eternos-john-byrne-1950.html


Aarkus, o antepassado extradimensional




Criação de Joe Simon e Jack Kirby (a mesma dupla genial que, no ano seguinte, apresentaria ao mundo o Capitão América), o primeiro Visão estreou-se em novembro de 1940, numa história de apenas quatro páginas publicada em Marvel Mistery Comics nº13. Ao longos dos tês anos imediatos, ele seria, de resto, um habitué nesse título de charneira da Timely Comics. Tendo feito igualmente participações episódicas noutras séries regulares incorporadas no cardápio editorial daquela que foi a precursora da Marvel - especificamente, em Kid Comics.
Também conhecido como Aarkus, o Visão da Idade do Ouro era um agente policial oriundo de uma dimensão paralela chamada Mundo de Fumo (Smoke World, no original). Enquanto procurava um local apropriado para exilar um perigoso malfeitor sob sua custódia, Aarkus foi acidentalmente contactado por Markham Erickson, um cientista norte-americano obcecado em encontrar vida inteligente extraterrestre. A convite dele, Aarkus mudou-se de armas e bagagens para o nosso planeta, onde assumiu as funções de combatente do crime.

O Visão original teve as suas histórias
 publicadas pela Timely Comics.
O leque de poderes do Visão original era bastante distinto do da sua versão moderna: à capacidade de voar e de projetar ilusões de si mesmo, somava a habilidade de produzir gelo e de se teleportar para onde quer que houvesse fumaça.
Durante a II Guerra Mundial, Aarkus foi temporariamente induzido pelas Força do Eixo a afrontar os Aliados. Erro que no entanto remediaria com a ajuda dos Invasores. Após esses eventos, o bisonho alienígena pareceu ter-se esfumado da superfície da Terra. E, de facto, foi isso que aconteceu. Já este século, foi revelado que ele habitava os esgotos subterrâneos de Nova Iorque, servindo de guardião a um Cubo Cósmico extraviado.
Coadjuvante na saga X-Men: Legacy (2012), onde começou por opor-se ao mutante Legião antes de a ele se aliar, Aarkus acabou confinado no departamento médico da Escola Jean Grey para Estudos Superiores após ter mergulhado num desconcertante coma. Ao despertar dele, transcorridos largos meses, acedeu ao pedido do Soldado Invernal para que o ajudasse a transportar os restantes Invasores para o planeta Kree, onde se encontrava sequestrado o Príncipe Submarino.
Ficando então os leitores a saber que, durante a II Guerra Mundial  - e com o consentimento dos heróis -, Aarkus havia apagado as memórias que os Invasores dele conservavam, por forma a ocultar a localização de uma antiga e poderosíssima arma Kree.

Figurino do Visão nos anos 1990.

Origem:
Ultron, a monstruosidade cibernética projetada pelo Vingador fundador Henry Pym, rebelou-se contra o seu criador depois de, inadvertidamente, ter adquirido senciência. Em busca de um veículo para a sua vingança, o maléfico robô raptou o Professor Phineas T. Horton, inventor do androide que, nos anos 1940, ficara conhecido como Tocha Humana. O plano de Ultron consistia em usar o corpo do Tocha Humana como matriz para a construção de uma nova inteligência artificial.
Coagido pelo seu captor, o cientista reconfigurou as células Horton, responsáveis pelos poderes incandescentes da sua criação. Graças a essa modificação, o novo androide poderia regular a densidade da sua massa corporal.

Ultron rejubila com a sua criação.
Ao descobrir que Horton não eliminara por completo as memórias do Tocha Humana, Ultron puniu a traição do cientista com a morte. Encarregando-se ele próprio de reprogramar a mente computorizada do androide. No processo, as memórias originais da criatura foram substituídas pelos padrões cerebrais de Magnum (Wonder Man, no original), um recém-falecido supervilão que fizera parte dos Mestres do Terror.
Em seguida, Ultron ordenou ao seu novo servo que atraísse os Vingadores para uma armadilha mortal. A primeira a avistar a criatura, quando esta invadiu o seu apartamento, foi a Vespa. Que, horrorizada, a descreveu como uma "visão da própria morte" aos seus colegas de equipa. Foi pois desta forma que o androide obteve o nome com que se notabilizou na História da Nona Arte.
A Vespa foi a primeira a ser assombrada pelo Visão.
Tirando proveito do desnorte do Visão, os Vingadores conseguiram subjugá-lo, transportando-o de seguida para o laboratório científico de Hank Pym, para que este o examinasse. Desses exames resultou a descoberta de que estavam em presença de um construto de Ultron, investido da missão de destruí-los.
Persuadido pelos Vingadores a trair o seu amo, o Visão ajudou-os a derrotar Ultron. Altruísmo recompensado com sua admissão nas fileiras da equipa. Que, dessa forma, reforçou o seu contingente de vilões regenerados.
Algum tempo depois, o misterioso viajante temporal conhecido como Immortus revelaria aos Vingadores que usara o poder do seu Cristal da Eternidade para dividir o Tocha Humana original em duas entidades distintas. Significando isto que, contrariamente ao que se imaginava, Ultron não usara o verdadeiro corpo do Tocha Humana como matéria-prima para a construção do Visão. Fazendo tudo parte de um intrincado plano para induzir um relacionamento entre o androide e a Feiticeira Escarlate de molde a evitar que esta gerasse descendência biológica. Se tal se verificasse, o nível de poder dos filhos de Wanda faria perigar o próprio equilíbrio cósmico.
Anos mais tarde, o mesmo Immortus manipularia um punhado de agentes federais corruptos para que capturassem e desmantelassem o Visão. Depois de os Vingadores terem recuperado os destroços do seu companheiro, Hank Pym reconstruiu-o o melhor que pôde. Contudo, Magnum (agora um Vingador), não autorizou que os seus padrões cerebrais fossem novamente usados para dotar o androide de emoções. A par dos severos danos infligidos à sua pele sintética durante o processo de desmantelamento, deste facto sobreveio uma versão esbranquiçada e desumanizada do Visão. Personagem cujo passado continua a encerrar muitos enigmas por decifrar e que, a julgar pelo seu presente, reservará muitas surpresas no futuro.

Nos Vingadores, o Visão encontrou
 um lar, uma família e o amor da sua vida.
Apontamentos:

* Tratando-se de um androide, a nacionalidade do Visão permanece indeterminada. Isto apesar de poder ser considerado um nova-iorquino de gema, na medida em que foi construído num laboratório sediado no Brooklyn. Visando tornear complexas questões jurídicas e diplomáticas - e atendendo ao seu estatuto de Vingador - , o Governo dos EUA entendeu, no entanto, atribuir-lhe provisoriamente a cidadania americana;
* Em Avengers Forever (saga em 12 capítulos publicada originalmente entre dezembro de 1998 e novembro de 1999), os Vingadores reunidos por Immortus visitam um futuro possível onde os marcianos estão em guerra com o nosso mundo. Entre os poucos heróis remanescentes que formam a última linha defensiva da Terra, está a robô Jocasta (outra das criações de Ultron) cujo novo visual e poderes são muito semelhantes aos do Visão. Acrescendo o dado curioso de ela estar grávida do Homem-Máquina;
*The Vision é o título de um conto da autoria de Jonathan Lethem - parte integrante da sua coletânea Men and Cartoons -, no qual uma das personagens se veste e age como o Visão na infância, continuando a fazê-lo na idade adulta.

O Fantasma de Pedra.

Noutros mediaPouco conhecido ainda do grande público, por via da sua participação em duas das mais recentes megaproduções dos Estúdios Marvel (Avengers; Age of Ultron e Captain America: Civil War), o Visão começa a ganhar notoriedade fora dos quadradinhos. Interpretado em ambos os filmes pelo ator britânico Paul Bettany, a sua origem cinematográfica apresenta, contudo, algumas nuances.relativamente à história clássica.
Conforme é mostrado na sequela dos Vingadores, o androide foi criado para servir de recetáculo ao próprio Ultron. Outra diferença reside no facto de, em vez da Joia Solar, o Visão ser portador de uma das Joias do Infinito cobiçadas por Thanos. Facto que lhe deixa antever um papel importante em capítulos vindouros da saga.
Antes da sua estreia no grande ecrã, o Visão fizera apenas pequenas aparições em séries animadas da Marvel, quase todas tendo os Vingadores como cabeça de cartaz. E já lá vão três anos desde que isso aconteceu pela última vez, em Avengers: Ultron Revolution.
Não sendo, portanto, de admirar que o herói sintético continue a ser um ilustre desconhecido para quem não está suficientemente familiarizado com a mitologia da Casa das Ideias.Espero, por isso, que este artigo ajude à descoberta desta fascinante personagem.

Paul Bettany como Visão num cartaz promocional de
Avengers: Age of Ultron (2015).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

GALERIA DE VILÕES: ULTRON



  Anos atrás, o Vingador fundador Hank Pym criou a sofisticada inteligência artificial conhecida como Ultron. Espécie de Frankenstein cibernético, logo a criatura se virou contra o seu criador. Ao tornar-se senciente, o robô classificou a humanidade como uma praga e empreendeu um meticuloso programa de extermínio.O qual porá em prática na sequela de Os Vingadores...

Nome original da personagem: Ultron
Primeira aparição: Avengers #55 (agosto de 1968)
Criadores: Roy Thomas (história) e John Buscema (arte)
Licenciadora: Marvel Comics
Local de nascimento: Laboratório de Hank Pym sediado em Cresskill, Nova Jérsia.
Parentes conhecidos: Hank Pym (responsável pela sua criação e programação, aos olhos do robô o cientista é o seu pai); Janet Van Dyne (devido ao seu casamento com Pym à data da conceção de Ultron, a Vespa foi catalogada como mãe); Jocasta (criada por Ultron para ser sua consorte); Visão (outra criação do robô, que o considera seu primogénito). Ultron considera também membros da sua linhagem todos aqueles que, em algum momento, estabeleceram uma relação de parentesco com o Visão. Casos, entre outros, da Feiticeira Escarlate (ex-mulher do androide) ou de Magnum (espécie de meio-irmão do Visão).
Afiliação: Ex-membro da Legião Letal, dos Filhos de Yinsen e dos Mestres do Terror.
Base de operações: Móvel
Armas, poderes e habilidades: Apesar de a aparência e dos poderes de Ultron terem variado ao longo dos anos, algumas das suas habilidades mantiveram-se inalteradas. Dentre elas destacam-se a força, resistência e reflexos sobre-humanos, assim como a sua capacidade de voo a velocidades subsónicas. Entre muitos outros recursos, a sua parafernália ofensiva inclui armamento de plasma e rajadas concussivas de intensidade variável disparadas através das suas manoplas e sensores óticos. Na suas versões mais recentes, o robô criado por Hank Pym é igualmente dotado de uma espécie de raio hipnótico que lhe permite exercer controlo mental sobre as suas vítimas ou implantar nelas comandos subliminares. Para se energizar, Ultron desenvolveu a capacidade de converter radiação eletromagnética em eletricidade.
  O  intelecto cibernético de Ultron confere-lhe uma formidável capacidade analítica e de processamento de informação em larga escala. Talentos que fazem dele um exímio estrategista e um perito tecnológico (permitindo-lhe, assim, produzir servos robóticos ou proceder a autorreparações).
  Alimentado por um pequeno reator nuclear interno, o exoesqueleto de Ultron é composto principalmente por adamantium. A primeira referência a este metal fictício e virtualmente indestrutível surgiu, de resto, a propósito da couraça que recobre o vilão, numa história publicada em julho de 1969 nas páginas de Avengers #66.
  Ultron consegue controlar remotamente outras máquinas, incluindo os mais sofisticados computadores e um exército de robôs criados à sua imagem (exceto pela ausência de adamantium nas respetivas couraças, substituído por aço ou outros metais).

Ultron tem pouco pontos fracos.
Fraquezas: Para fins de reconstrução ou de modificação da sua forma física, Ultron está apetrechado com um modelador molecular, suscetível de tornar mais maleável o adamantium que reveste os seus circuitos internos. No entanto, os efeitos do dispositivo não se estendem ao exoesqueleto do vilão, sendo portanto praticamente impossível desativá-lo a partir do exterior. Até ao momento, a  única forma conhecida de o conseguir é por intermédio da magia do caos conjurada pela Feiticeira Escarlate.
 Outra das vulnerabilidades do robô reside nas suas partes revestidas por outro material que não adamantium. Significando isto que Ultron pode, ironicamente, ser derrotado por insetos. Melhor dizendo, por adversários com poderes de encolhimento, como são os casos da Vespa ou do Homem-Formiga.

Visual clássico de Ultron.

Biografia e histórico de publicação: Ainda sem nome atribuído, Ultron fez uma breve aparição em Avengers #54 (1968), com a sua estreia oficial a ter lugar no número seguinte desse título. Criação de Roy Thomas e John Buscema, tanto o seu visual como os seus poderes foram fortemente influenciados por Mechano, um obscuro vilão que marcou presença numa edição do título Captain Video. Facto, de resto, assumido pelo próprio Roy Thomas.

Mechano, a anónima personagem que serviu de inspiração à criação de Ultron.

Roy Thomas e John Buscema (foto infra) dividiram a paternidade de Ultron.


   Na sua primeira aparição na qualidade de personagem não identificada, Ultron liderou a ofensiva dos Mestres do Terror contra os Vingadores. De caminho, hipnotizou Jarvis, o fiel mordomo do grupo, para que este fosse seu cúmplice.
   Em Avengers #55 (agosto de 1968), o robô foi apresentado como Ultron 5, o Autómato Vivo, pese embora a sua origem e motivações permanecessem ainda um mistério. Numa sequência retrospetiva mostrada nos números 57 e 58 da série, foi revelado que o robô fora o criador do Visão, a quem tencionava usar como cavalo de Troia para neutralizar os Vingadores. Contudo, o androide - que recebera os padrões cerebrais de Wonder Man (conhecido como Magnum entre o público lusófono) - destruiu o seu criador com o auxílio dos seus companheiros de equipa.

Visão, o androide criado por Ultron para destruir os Vingadores, acabou por se tornar um deles.

  Flashbacks posteriores revelariam que Ultron era, na verdade, uma inteligência artificial concebida por Hank Pym (notabilizado, entre outras identidades, como Homem-Formiga, um dos Vingadores fundadores). Apesar de ter recebido os padrões cerebrais do seu criador, logo o robô adquiriu consciência e vontade próprias, rebelando-se contra Pym. Decorrente desse facto, Ultron, numa variante cibernética do incensado complexo de Édipo, desenvolveu um ódio obsessivo pelo seu "pai" ao mesmo tempo que manifestava um vago interesse romântico pela Vespa (à época, esposa de Pym).
  Depois de se ter reconfigurado sucessivas vezes, Ultron logrou hipnotizar Pym, apagando da mente do cientista todas as memórias referentes à sua existência.
 Menos de um ano volvido, em julho de 1969, o perverso robô reapareceu em Avengers #66. Autodenominando-se agora Ultron 6, ostentava já o exoesqueleto recoberto de adamantium, que o tornava virtualmente invulnerável e que seria daí em diante a sua imagem de marca. Obstinado em exterminar a humanidade - por ele catalogada como uma praga -, viu novamente os seus planos gorados pela ação dos Vingadores.

A estreia oficial de Ultron em Avengers #55 (1968) não teve direito a destaque na capa.

   Depois disso, os leitores tiveram de esperar cinco anos - mais precisamente até setembro de 1974 - para verem Ultron voltar a dar um ar da sua graça nas páginas de Avengers. Num crossover dos Vingadores com o Quarteto Fantástico (publicado em Avengers #127 e Fantastic Four #150), o redivivo vilão - reconstruído por Maximus, o irmão demente de Raio Negro, soberano dos Inumanos  - irrompeu no casamento de Cristalys e Mercúrio. Após uma violenta refrega com as duas equipas de heróis e com alguns Inumanos, o robô -entretanto renomeado Ultron 7- foi novamente destruído.
   A sua aparição seguinte data de julho de 1977, em Avengers #161. Nessa edição e na subsequente, a oitava versão de Ultron foi responsável pela criação de Jocasta, numa história a fazer lembrar o clássico da 7ª arte A Noiva de Frankenstein, uma vez que o robô desejava ardentemente uma companheira para mitigar a sua solidão. Escassos meses após esses eventos, em Abril de 1978, os Vingadores enfrentaram e levaram novamente a melhor sobre Ultron. Publicada em Avengers #170 e 171, a história em questão contou com a participação especial da Miss Marvel.

Ultron e Jocasta: amor cibernético.

    A década seguinte principiou com o regresso triunfal de Ultron. Logo em 1980, nos números 201 e 202 de Avengers, a maligna criação de Hank Pym voltou a atormentar os maiores campeões da Terra. Depois de ter controlado mentalmente alguns dos membros da equipa, o robô acabou, como sempre, derrotado e desmantelado.
    Durante a saga Secret Wars (1984-85), o robô foi reconstruído por Beyonder e enviado por ele para o planeta onde as fações heroica e vilanesca se digladiavam numa guerra sem quartel  orquestrada pelo omnipotente ser. Na senda de uma breve batalha com o Coisa, Ultron acabaria uma vez mais destruído. Contudo, o pedregoso membro do Quarteto Fantástico teve a infeliz ideia de, à laia de troféu, trazer a cabeça do robô para a Terra. A qual acabaria esquecida e abandonada pelo Coisa quando este foi convocado para enfrentar uma invasão alienígena.
   Algum tempo depois, uma nova versão - a 12ª - de Ultron surgiu mancomunada com o Ceifador (Grim Reaper no original) e seus comparsas numa cabala para liquidar Magnum - Vingador e irmão mais novo do Ceifador. Embora o conclave vilanesco tenha capitulado diante dos Vingadores da Costa Oeste, Ultron estabeleceu uma incipiente relação afetiva com o seu "pai", Hank Pym. Num esforço para se humanizar, o robô passou a referir-se a si mesmo como Ultron Mark 12. No entanto, depois de se autorreconstruir, Ultron 11 lançou um feroz ataque contra Pym e o seu gémeo robótico. Graças à ajuda de Magnum, Pym e Ultron 12 conseguiram derrotar o vilão. De seguida, Ultron 12 optou por desativar-se, não sem antes se declarar satisfeito por ter salvo a vida ao seu criador.

Criador e criatura: Hank Pym e Ultron,

   Em meados dos anos 1990, combinando todas as anteriores personalidades do robô, o Doutor Destino reconstruiu Ultron, acreditando que essa miscelânea o tornaria subserviente a si. Em vez disso, a carcaça cibernética do vilão passou a abrigar uma dúzia de personalidades conflituantes. Daí resultando um grau de insanidade que culminou com a automutilação levada a cabo por Ultron 12 numa tentativa desesperada para remover alguns dos seus alter egos. O Demolidor e os Inumanos Karnak e Gorgon lograram destruir o vilão danificando severamente os cabos desprotegidos localizados no seu pescoço.
  Na esteira desses acontecimentos, surgiu uma nova versão de Ultron, prontamente detida pelos Vingadores da Costa Oeste. Após escapar do seu cativeiro, o robô procurou obter uma nova forma de vibranium (outro dos metais fictícios do Universo Marvel) chamada Nuform. Tendo, contudo, sido travado pela forças combinadas do Homem de Ferro, do Homem-Aranha e do Pantera Negra.
  Não levou muito tempo para que Ultron 13 se evadisse e se reconfigurasse sob o epíteto de Ultron Superior (Ultimate Ultron no original). Capturando Harpia (Mockingbird), o robô usou os padrões cerebrais da Vingadora na criação de uma nova consorte a que deu o nome de Alkhema. Ambos acabariam, porém, por ser lançados no espaço pelo Visão.
   O casal robótico retornaria entretanto à Terra com o propósito de desencadear um inverno vulcânico (planeando para esse efeito plantar potentes bombas nos núcleos de diversos vulcões espalhados pelo globo). Detidos pelos Vingadores da Costa Oeste, Alkhema rebelou-se contra Ultron, acabando por abandoná-lo. Quase em simultâneo, uma outra versão do robô era descoberta pelo Visão. Infetado por emoções humanas, Ultron 15 padecia de sintomas análogos aos do alcoolismo, acelerando dessa forma a sua deterioração física. Sob a tutela do Visão, Ultron 15 e uma ressuscitada Jocasta partiram numa jornada à descoberta do mundo.

Uma das mais recentes versões de Ultron.
   Já neste século, os Vingadores descobriram que todas as criações de Ultron (Visão, Jocasta e Alkhema) estavam subconscientemente compelidas a reconstruir o seu criador devido a um programa secretamente instalado em cada uma delas. Assim, quando se propunha a gerar uma nova gama de biossintozoides, Alkhema reconstruiu involuntariamente Ultron.  Com a diferença de que nesta versão -a 18ª - o robô era revestido de aço em vez do tradicional adamantium. Razão pela qual acabaria destruído na explosão da base subterrânea da sua antiga companheira. Contudo, a cabeça de Ultron foi recuperada por uma das sintozoides sobreviventes, uma rapariga artificial chamada Antígona.
  Pouco tempo depois, uma bizarra versão do robô - a cabeça decepada de Ultron 18 acoplada num modelo antigo do seu exoesqueleto -  lideraria o culto conhecido como Filhos de Yinsen numa tentativa de conquistar o mundo por via da religião. Os seus planos seriam, no entanto, frustrado pelo Homem de Ferro.
   Em junho de 2007, a Marvel lançou um novo título estrelado pelos Vingadores. Num arco de histórias que se prolongou pelos seis primeiros números de Mighty Avengers, Ultron, sob a forma de um programa de computador, estabeleceu uma interface com a armadura do Homem de Ferro que, por seu turno, integrava a biologia de Tony Stark. Facto que permitiu a Ultron transformar o Vingador Dourado numa nova versão de si próprio, à qual atribuiu a forma humana da Vespa, embora recoberta por uma pele metálica. Nascia assim a primeira encarnação feminina de Ultron.

Janet Van Dyne (a Vespa) serviu de modelo à única encarnação feminina de Ultron.

  Para reverter o processo e libertar Tony Stark, foi necessária a utilização de um complexo vírus informático desenvolvido por um agente secreto Skrull que, à data, se fazia passar por Hank Pym. Este não foi, contudo, o fim de Ultron, cuja consciência foi lançada para os confins do espaço sideral. Por lá permanecendo nos meses seguintes sob a forma de ondas de rádio até ser resgatado por uma espécie cibernética conhecida apenas como a Falange, e que tentava estabelecer contacto com uma raça aparentada. Sob o comando do robô, a Falange invadiria depois o espaço Kree, com Ultron a apoderar-se do corpo de Adam Warlock na esperança de alcançar dessa forma a perfeição tecno-orgânica.
   Mais recentemente, na saga Age of Ultron (Era de Ultron, já publicada no Brasil pela Panini Comics e que servirá de premissa ao segundo filme dos Vingadores), após regressar à Terra, o robô colocou em marcha um programa de extermínio da humanidade ao mesmo tempo que remodelava o planeta à sua imagem. Enquanto o punhado de heróis remanescentes procurava desesperadamente uma forma de derrotá-lo, foi revelado que ele se encontrava no futuro - a salvo, portanto, de qualquer ataque - usando um indefeso Visão como veículo para a punição que pretendia infligir aos humanos. Após duas viagens ao passado a fim de evitar que Hank Pym construísse Ultron, foi por fim encontrada uma forma de detê-lo sem alterar drasticamente a realidade futura.
O crepúsculo dos derradeiros protetores da humanidade em  Era de Ultron.   

Noutros media: Ultron figura no 189º lugar da lista dos 200 Melhores Vilões de Sempre compilada pela revista Wizard, precisamente o mesmo que ocupa no ranking das 200 Melhores Personagens de Todos os Tempos organizado pela mesma publicação especializada em comics e seus derivados. Já no Top 100 dos Melhores Vilões selecionados pelo site IGN, o maléfico robô queda-se numa notável 23ª posição, atestando assim a sua popularidade dentro e fora dos quadradinhos.
  A estreia de Ultron no pequeno ecrã ocorreu por via da sua participação regular na série animada Avengers: United They Stand, exibida nos EUA pelo canal Fox, entre outubro de 1999 e fevereiro de 2000. No seu currículo televisivo incluem-se também  participações noutras duas séries do género: The Super Hero Squad Show e The Avengers: Earth's Mightiest Heroes. 
   Ainda no campo da animação, Ultron marcou presença em Next Avengers: Heroes of Tomorrow, longa-metragem de 2008 com lançamento direto em DVD. No próximo ano, o maléfico robô será o antagonista dos Vingadores no aguardado segundo capítulo das aventuras  cinematográficas dos maiores heróis da Terra. Sabe-se que o ator James Spader lhe emprestará a voz e que, nesta versão, Ultron terá sido obra de Tony Stark, e não de Hank Pym.

Em Avengers 2: Age of Ultron, o vilão robótico gaba-se de não ter cordas a prendê-lo.