segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

BDCINE APRESENTA: SUPER-HOMEM, O FILME

    
        A par dos super-heróis, o cinema é outra das minhas paixões. Por conseguinte, exulto sempre que esses dois mundos se encontram (embora, convenhamos, isso nem sempre resulte em casamentos felizes). Se a última década foi pródiga em megaproduções baseadas nas mais variadas personagens da banda desenhada, a verdade é que nem sempre foi assim. Durante muito tempo, os comics e a 7ª arte andaram de costas voltadas. A falta de meios, de imaginação e de interesse por parte de Hollywood assim o ditou.
       Foi, com efeito, preciso esperar até 1978 para assistir à estreia do primeiro filme de super-heróis decente. Nesse ano, nas salas de cinema de todo o mundo, estreou Superman, the movie que como slogan promocional perguntava: "Acredita que um homem pode voar?" .
       Ofuscando um elenco de estrelas consagradas, Christopher Reeve (1952-2004), até então um ilustre desconhecido, deu corpo ao Homem de Aço. Aclamado pela crítica, Superman, the movie foi também um retumbante sucesso de bilheteira.  O que ditou o lançamento de quatro sequelas (incluindo Superman Returns de 2006). Iniciava-se assim uma lucrativa franquia. Para gáudio dos fãs, Hollywood descobriu finalmente o filão dos super-heróis
       Ainda hoje, o primeiro filme do Super-homem é uma das minhas adaptações favoritas de super-heróis ao grande ecrã. Revi vezes sem conta (e sempre com a mesma emoção) algumas das cenas mais impressionantes do filme, como a primeira aparição pública do Homem de Aço, salvando Lois Lane em pleno ar e sustendo a queda de um helicóptero apenas com uma mão.
       Foi portanto com naturalidade que escolhi Super-homem, o filme (como por cá foi batizado) para inaugurar esta nova rubrica inteiramente dedicada às produções com super-heróis no grande e também no pequeno ecrã. Nela darei a conhecer filmes, telefilmes, séries televisivas e de animação protagonizadas por algumas das personagens mais populares dos comics. Certo de que a  minha avaliação pecará  por subjetiva, apenas classificarei contudo material que conheço.
       Senhoras e senhores, ocupem os vossos lugares porque a sessão vai começar...

Título original: Superman, The Movie
Ano: 1978
País: Estados Unidos da América
Duração: 143 minutos
Realizador: Richard Donner
Argumento: Mario Puzo
Elenco: Christopher Reeve (Clark Kent/Superman), Gene Hackman (Lex Luthor), Margot Kidder (Lois Lane), Marlon Brando (Jor-El)
Orçamento: 55 milhões de dólares
Receita: 300 milhões de dólares
Sinopse: O filme começa com a condenação do general Zod e dos seus cúmplices ao degredo eterno na Zona Fantasma e com estes a jurarem vingança a Jor-El, o seu carcereiro (premissa para Superman II sobre o qual também aqui falarei). Proibido de abandonar o moribundo planeta Krypton, Jor-El decide enviar Kal-El, o seu único filho, para a Terra, a bordo de uma nave experimental. Chegado ao nosso mundo, o pequeno Kal é adotado pelo casal Johnatan e Martha Kent que o criam como um filho sem contudo lhe revelarem a sua verdadeira origem. Ao atingir a maioridade, e depois de descobertos os seus superpoderes, o jovem Clark perde o pai adotivo, vítima de enfarte. Seguindo o chamado de um misterioso cristal encontrado a bordo da nave que o trouxe à Terra, Clark parte rumo ao Ártico onde assiste estupefacto à construção da Fortaleza da Solidão e onde finalmente descobre a sua origem.
Marlon Brando como Jor-El.
Lex Luthor (Gene Hackman).

Lois Lane (Margot Kidder).
              Após uma intensa preparação, Clark estabelece-se em Metrópolis onde começa a trabalhar como repórter no jornal Daily Planet. É lá que conhece Lois Lane que o batizará de Super-homem. Lex Luthor, génio do crime que tinha em marcha um plano megalómano, atrai o Homem de Aço ao seu covil. Revela-lhe então ter na sua posse dois mísseis nucleares que pretende usar para separar a Califórnia do resto dos EUA. Salvo de uma armadilha mortal com kryptonita pela curvilínea assistente de Luthor, o Super-homem parte no encalço dos dois mísseis mas, mesmo com a sua supervelocidade, apenas consegue neutralizar um deles. O outro detona causando efeitos devastadores e a morte de Lois Lane.
             Inconformado, o Último Filho de Krypton ignora o aviso de Jor-El para jamais interferir na história da humanidade e voa ao redor da Terra em supervelocidade, forçando o planeta a girar em sentido inverso e faz o tempo voltar atrás. Depois de deixar Lois sã e salva, o Super-homem entrega Luthor e o seu comparsa Otis às autoridades.
              O filme encerra com a bela imagem do Homem de Aço a voar em órbita da Terra ao som da magnífica banda sonora de John Williams (que também produzira a de Star Wars um ano antes) e com o anúncio de Superman II.

Prémios e indicações: Óscar dos Melhores Efeitos Visuais (1979); foi nomeado para o Óscar de melhor banda sonora, melhor edição e melhor som; Christopher Reeve venceu o BAFTA na categoria de ator protagonista mais promissor; em 1980 conquistou um Grammy para Melhor Banda Sonora.
Curiosidades:
- Por uma aparição de apenas 10 minutos no filme, Marlon Brando recebeu 4 milhões de dólares;
- Steven Spielberg chegou a receber um convite para dirigir o filme. Entretanto, o alto salário pedido por ele assustou os produtores, que resolveram esperar como se sairia nas bilheteiras o seu mais novo filme, Tubarão, e depois propor uma redução do valor. Com o sucesso do filme, eles desistiram da ideia;
- Para conseguir uma musculatura convincente (depois de ter recusado usar um fato com enchumaços), Christopher Reeve fez um trabalho especial supervisionado por David Prowse, o ator que interpretou Darth Vader em Star Wars;
- Enquanto gravava Superman, The Movie, Richard Donner gravava em simultâneo o segundo filme da série;
- Depois de vários castings falhados, os produtores resolveram apostar num ator desconhecido para encarnar o Homem de Aço no grande ecrã.

Minha classificação: 79%
Para muitos, Christopher Reeve foi "o" Super-homem.

     

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

HERÓIS EM AÇÃO: FLASH

    Personagem icónica, o Flash foi o primeiro velocista na história dos comics. Ao longo dos anos, foram vários os homens que vestiram o uniforme escarlate e viveram assombrosas aventuras a solo ou ao lado de outros super-heróis, mas sempre a supervelocidade.

Flash I (Idade do Ouro)

Primeira aparição: Flash Comics nº1 (1940)
Criadores: Gardner Fox e Harry Lampert
Licenciador: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Jay Garrick
Filiação: Sociedade da Justiça da América (membro fundador)
Biografia:  Jay Garrick era um estudante que ganhou supervelocidade devido à inalação de vapores de água pesada. Usando um elmo de metal com asas, inspirado no deus Hermes (ou Mercúrio na mitologia romana), o Flash original é considerado o primeiro velocista na história dos comics e também um dos primeiros a possuir apenas um poder, em contraste com a parafernália de superpoderes do Super-homem.
                  Foi uma personagem muito popular durante a década de 1940: era o cabeça de cartaz de dos títulos Flash Comics e All-flash Quarterly, e coprotagonista da revista Comic Cavalcade. No Brasil, foi crismado de Joel Ciclone(!). Com o declínio dos super-heróis após a II Guerra Mundial, viu a sua série ser cancelada em 1949 e caiu no oblívio.
Flash I (Jay Garrick)

Flash II (Idade da Prata)

Primeira aparição: Showcase nº4 (outubro de 1956)
Criadores: Gardner Fox (cocriador do Flash original) e Carmine Infantino
Licenciador: DC
Identidade civil: Bartholomew "Barry" Allen
Base de operações: Central City
Filiação: Liga da Justiça da América (membro fundador)
Biografia: O novo Flash era um funcionário da polícia científica, de seu nome Barry Allen, que depois de sofrer um acidente em que foi banhado por produtos químicos ao mesmo tempo que o seu laboratório era atingido por um relâmpago, ganhou supervelocidade. Adotou o nome Flash depois de ler uma história do seu antecessor da Idade do Ouro dos quadradinhos.
                 Graças à sua popularidade, teve direito a um título próprio (The Flash) que retomava contudo a numeração da extinta Flash Comics, estrelada pelo Flash original. Durante algum tempo, teve como parceiro juvenil Kid Flash, que era, na realidade, Wally West, um sobrinho da esposa de Barry e que viria tornar-se o próximo Flash.

Flash II (Barry Allen).

Flash III (Idade Moderna)

Primeira aparição: The Flash nº110 (1959) como Kid Flash; Crisis on Infinite Earths nº12 (1986) já como o terceiro Flash.
Criadores: Carmine Infantino (cocriador do Flash II) e John Broome
Licenciador: DC
Identidade civil: Wallace "Wally" West
Base de operações: Keystone City
Filiação: Novos Titãs (membro fundador), Liga da Justiça da América
Biografia: Sobrinho de Barry Allen, Wally West sofreu um acidente idêntico ao do tio que também lhe concedeu supervelocidade. Inspirado nos atos heroicos do Flash, assumiu a identidade de Kid Flash para combater o crime ao lado do tio e, mais tarde, dos Novos Titãs (grupo que reunia os parceiros juvenis de outros heróis seniores).
                Durante a saga "Crise nas Infinitas Terras" que revolucionou o universo DC, o segundo Flash morreu e Wally assumiu o legado do tio. À época, Wally padecia de uma estranha doença degenerativa associada à sua supervelocidade. Uma rajada do Antimotinor (vilão responsável pela morte do Flash II) curou-o, reduzindo-lhe, porém, a velocidade. Ao contrário do seu antecessor, o terceiro Flash não conseguia atingir a velocidade da luz, apenas a do som.
Antes de ser o 3º Flash, Wally West foi Kid Flash.


Flash IV (2006-07)

Primeira aparição: The Flash Vol.2 nº91 (junho de 1994) como Impulso; New Teen Titans Vol.3 nº4 (dezembro de 2003) como Kid Flash II; Infinite Crisis nº7 (2006) como Flash IV.
Criadores: Mark Waid e Mike Wieringo
Licencidador: DC
Identidade civil:  Bart Allen
Filiação: Novos Titãs e Justiça Jovem
Biografia: Também conhecido como Impulso (Impulse no original), a história de Bart Allen está relacionada com os últimos dias de Barry Allen (Flash II). Após vingar a morte da sua esposa, matando o Professor Zoom, Barry foi julgado e condenado por homicídio. Porém, Iris Allen reapareceu viva pois, na verdade, fora transportada para o século XXI, época onde nascera. Partindo para o futuro com a sua amada, Barry passou lá um mês antes de perecer às mãos do Antimonitor durante a Crise nas Infinitas Terras. Sem saber, teve dois filhos, um dos quais teria, por sua vez, um filho (Bart Allen) que foi criado pela avó Iris. Nascido com supervelocidade, o metabolismo acelerado de Bart colocava em perigo a sua vida. Assim, a avó trouxe-o ao passado para procurar ajuda junto de Wally West (Flash III) que padecera da mesma doença. Wally salvou Bart e este adotou a identidade de Impulso, sendo treinado por Max Mercury e Jay Garrick (o primeiro Flash, lembram-se?).
                 Na sequência do evento "Um Ano Depois", todos os Flashes desapareceram, cabendo ao jovem Bart dar continuidade ao legado, ainda que por pouco tempo pois Wally West reassumiu a identidade do velocista escarlate.

Poderes e habilidades: comum a todos os Flashes, a supervelocidadeprotetora que evita que os seus corpos sejam despedaçados pelo atrito do ar. Todos eles conseguem também vibrar através de objetos sólidos pois os atómos dos seus corpos deslizam suavemente entre os espaços das moléculas que compõem a matéria. Atingida a vibração certa, qualquer Flash pode igualmente fazer viagens interdimensionais.

         A despeito da sua popularidade, aparte uma série televisiva de 1990 com John Wesley Shipp no papel principal, o Flash nunca teve direito a qualquer adaptação ao grande ecrã. Circulam todavia rumores sobre um filme baseado na personagem a ser produzido já este ano.

John Wesley Shipp como Flash.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

FÁBRICAS DE MITOS: MARVEL COMICS

       
        Quem não conhece o Super-homem, o Homem-aranha, o Batman ou os X-Men? Mas e quanto às editoras que os publicam? Será que sabes o suficiente?
       Nesta nova rubrica, darei a conhecer a história, a evolução e as personagens de charneira das principais licenciadoras de comics norte-americanas. As mesmas que deram a conhecer ao mundo uma míriade de heróis, vilões e anti-heróis que fizeram as delícias de sucessivas gerações de leitores. E descobrirás que essas verdadeiras fábricas de mitos não se resumem às gigantes Marvel Comics e Detective Comics.
       Apelidada de "Casa das Ideias", cabem à Marvel Comics as honras de estreia da presente rubrica. Sabe agora como tudo começou e prepara-te para muitas surpresas.
        Fundada em 1939 por Martin Goodman, a Timely Comics é uma antepassada da atual Marvel Comics e sediada em plena 5ª Avenida (Nova Iorque). Publicava revistas de banda desenhada de vários géneros: terror, policial, ficção científica, etc. A verdadeira expansão no mercado emergente dos comics deu-se, porém, com o lançamento do título Marvel Comics que, logo no primeiro número (outubro de 1939), apresentou Namor, o Príncipe Submarino (The Sub-Mariner) e o primeiro Tocha Humana (The Human Torch). A nova revista foi um sucesso imediato, o que obrigou a Timely a lançar uma segunda edição da mesma. Em conjunto, ambas as edições venderam 900 mil exemplares. Estava assim descoberto o filão dos super-heróis que a arquirrival DC (e não só) já começara a explorar. 
O logótipo da Timely Comics, antecessora da Marvel.

       O primeiro editor da empresa foi o recentemente falecido Joe Simon que, em parceria com Jack Kirby, criou várias novas personagens que foram sucessos de vendas. Entre elas, destacou-se o Capitão América (Captain America) que se estreou em março de 1941.
       Paralelamente, a Timely publicava também títulos infantis e humorísticos como Powerhouse Pepper e Ziggy Pig and Silly Seal.
       Entretanto, Martin Goodman contratou um primo da sua esposa que adotou o pseudónimo Stan Lee e que revolucionaria para sempre o universo super-heroico.
        Após a II Guerra Mundial, os super-heróis entraram em declínio. Isso levou a uma reorientação da estratégia editorial da Timely que consistiu em alargar o leque de géneros publicados. Apostando forte na espionagem, nas estórias de guerra, no romance, etc, surgiu a Atlas News Company em 1951. Em vez de inovar, a Atlas preferiu investir em temas popularizados no cinema e na TV mas fracassou em ressuscitar o género super-heroico.
       No início da década de 1960, porém, tudo mudaria. Seguindo o exemplo da concorrente DC que relançara os super-heróis, logo em 1961 foi apresentado o Quarteto Fantástico (The Fantastic Four). Começava assim uma nova era, comandada, entre outros, pelo espírito criativo de Stan Lee, entretanto promovido a editor-chefe da recém-fundada Marvel Comics. Face ao êxito obtido pelo Quarteto, seguiram-se o Homem-aranha, os X-Men, o Hulk, os Vingadores e muitos outros.

Fantastic Four nº1 (1961).

       Nas suas fileiras, a Marvel Comics contava com lendas vivas como Jack Kirby, Steve Ditko ou John Romita. Estava encontrada a fórmula do sucesso e, em 1968, a empresa vendia 50 milhões de revistas por ano.
       Uma década depois, coube a Jim Shooter assumir o cargo de editor-chefe da Marvel. A despeito da sua personalidade controversa, Shooter pôs ordem na casa e curou alguns males de que a editora padecia, designadamente, o não cumprimento de prazos de entrega de material. Foi também durante o seu consulado (que durou 9 anos) que algumas das personagens emblemáticas da Marvel foram relançadas: os X-Men conheceram a sua época áurea com a dupla Chris Claremont/John Byrne e o Demolidor ganhou nova vida com Frank Miller.
       Em 1986, a Marvel Entertainment Group foi vendida à New World Entertainment que, três anos volvidos, a venderia à MacAndrews and Forbes, detida por um executivo da Revlon. A empresa prosperou ao longo da década de 1990, em resultado de um novo boom das estórias com super-heróis. Ainda assim, em 1996, a Marvel encontrava-se à beira da bancarrota. Seria salva no ano seguinte graças à intervenção da Toy Biz e da MEG. Surgia assim a Marvel Enterprises.
       Com o novo milénio, a Marvel voltou a diversificar a sua oferta e, logo em 2001, retirou-se da Comics Code Autohority (entidade que classifica o conteúdo das publicações e que, não raras vezes, as censura) e criou o seu próprio sistema de classificação.  Algumas das suas personagens tiveram direito a  lucrativas adaptações cinematográficas como a franquia X-Men iniciada em 2000.
       31 de agosto de 2009 é uma data marcante na história da Marvel pois foi nesse dia que a empresa foi adquirida pela The Walt Disney Company por uns módicos 4 biliões de dólares.
       Além das histórias aos quadradinhos, a chancela da Marvel pode ser encontrada numa panóplia de produtos que vão de videojogos a brinquedos e até mesmo parques temáticos como o Universal Orlando Resort´s Islands of Adventure na Florida.
       No Brasil, o universo Marvel foi publicado por diferentes editoras a partir de 1940: RGE, Abril Jovem, Bloch,etc. Atualmente, é a Panini Comics que detém os direitos de publicação no mercado lusófono que inclui o nosso país, onde, ao longo dos anos, se assistiram a várias tentativas falhadas de publicação por parte de editoras como a Agência Portuguesa de Revistas, a Palirex e a Abril/Controljornal. Contudo, exceção feita à Devir (a última a aventurar-se), todas se caracterizaram por um confrangedor amadorismo e por um gritante desrespeito pelos leitores e colecionadores. Entre outras ignomínias, alteraram as respetivas numerações e cancelaram vários títulos sem apelo nem agravo, desfigurando algumas das minhas coleções.
       
A estreia do Homem-aranha em Amazing Fantasy nº15 (1962).
   

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

NÉMESIS: BRAINIAC

    


    Quem pensa que o Super-homem não tem inimigos à altura, é porque não conhece Brainiac. Dotado de um dos mais desenvolvidos intelectos do Universo, o coluano tem um passatempo bizarro: roubar e engarrafar cidades alienígenas antes de pulverizar os respetivos planetas.

Nome original: Brainiac (combinação das palavras inglesas "brain" (cérebro) e "maniac" (maníaco) e vagamente inspirado em ENIAC, nome de um antigo computador)
Criadores: Otto Binder (escritor) e Al Plastino (arte)
Primeira aparição:Action Comics nº 242 (julho de 1958)
Licenciador: Detective Comics (DC)
Alter ego: Vril Dox/Milton Fine
Origem: Colu
Parentes conhecidos: Brainiac 5 (trineto)
Base de operações: Todo o Cosmos
Poderes e armas:Brainic possui uma inteligência de nível 12 à qual estão associadas uma memória computorizada e uma extraordinária habilidade nos campos da engenharia mecânica e da bioengenharia. Ao longo da sua existência, o vilão apropriou-se de muita tecnologia alienígena que lhe permitiu construir todo o tipo de armas e máquinas. A criação e manipulação de sistemas informáticos é outra das suas habilidades. Na sua versão mais recente, Brainiac consegue replicar os poderes do Super-homem embora seja vulnerável a infeções bacteriológicas quando fora de ambientes controlados como o da sua nave.

      Desde a sua primeira aparição, em julho de 1958, Brainiac já teve várias encarnações. Na maior parte delas, surge como um humanoide careca e de pele verde originário do planeta Colu. Como cartão de visita, além de ser portador de uma das mentes mais evoluídas e maléficas do Universo, é também o responsável pelo furto e posterior engarrafamento de Kandor, a capital de Krypton, o mundo natal do Super-homem.
    Foi justamente com o propósito de roubar e engarrafar Metrópolis que Brainiac visitou pela primeira vez a Terra. Contudo, foi impedido pelo Último Filho de Krypton que descobriu então que fora o coluano que sequestrara Kandor e o seus habitantes. Resgatada a cidade da nave do vilão, o Super-homem guardou-a em segurança na sua Fortaleza da Solidão, na esperança de um dia conseguir reverter os efeitos do raio encolhedor de Brainiac.

Brainiac estreou-se em Action Comics nº242 (1958).

      Em 1983, em plena Idade do Bronze dos comics e sob os auspícios do renomado argumentista Marv Wolfman, a personagem foi reinventada. Nesta sua versão atualizada, Brainiac assumia uma forma robótica e construía uma gigantesca nave cibernética que planeava usar para destruir o Homem de Aço. Foi esta versão que prevaleceu até à Crise nas Infinitas Terras.
       No período pós-Crise a sua origem foi novamente reformulada. Brainiac passou então a ser Vril Dox, um brilhante cientista coluano sentenciado à morte depois de ter tentado derrubar os Computadores Tiranos que governavam Colu. Momentos antes da sua desintegração, a sua consciência abandonou o seu corpo e migrou para o corpo de Milton Fine, um mentalista humano que ganhava a vida sob o pseudónimo Brainiac. Para manter a possessão de Fine, Brainiac necessitava de fluido craniano, pelo que embarcou numa espiral de assassínios. Pelo meio, descobriu que o seu hospedeiro humano possuía genuínas habilidades psíquicas, as quais não hesitou em usar contra o Super-homem.
       Capturado por Lex Luthor (com quem firmou várias alianças ao longo da sua carreira criminosa),  Brainiac usou os seus poderes mentais para dominar a LexCorp, obrigando os seus cientistas a restaurar o seu aspeto coluano.
       Mais recentemente, no arco de histórias "New Krypton" (2008), Brainiac miniaturiza a cidade kryptoniana de Kandor que manterá em seu poder durante muitos anos. Na sua chegada à Terra, após sequestrar o Super-homem e a Supergirl, o coluano encolhe também Metrópolis para assim a adicionar à sua coleção de cidades engarrafadas onde vivem os últimos sobreviventes de civilizações alienígenas extintas pelo vilão.
        Eleito o 17º melhor vilão dos comics pelo site IGN, Brainiac é presença assídua em outros media. No cinema, era suposto ter sido o mau da fita no intragável Superman III (sobre o qual escreverei numa nova rubrica a lançar brevemente). No entanto, o guião original foi rejeitado pela Warner Brothers e o Homem da Aço enfrentou um supercomputador vivo e os apupos dos fãs.
        Na quinta temporada da série Smallvile, Brainiac, interpretado por James Marsters, assume a identidade do professor universitário Milton Fine. Também participou em diversas séries animadas da DC como  The New Adventures of Superman, Challenge of the Super Friends, Justice League, etc. Brainiac foi também o principal vilão no vídeojogo Justice League Heroes, um dos muitos em que participou desde 1988 quando se estreou no jogo do Super-homem produzido pela Taito Corporation.
O Brainiac robótico pré-Crise.