quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

FÁBRICAS DE MITOS: IMAGE COMICS

    
       No ano em que se assinala o 20º aniversário da sua fundação, a Image Comics continua a dar cartas no mercado editorial dos quadradinhos e  a intrometer-se entre as gigantes Marvel e DC.
      Tudo começou quando, em 1992, sete desenhadores dissidentes da Marvel Comics se reuniram para fundar uma nova editora onde pudessem salvaguardar os direitos autorais das suas criações. O grupo incluía pesos-pesados que haviam atingido a ribalta à frente de títulos como X-Men, The Amazing Spider-Man e Wolverine, entre outros. Todd McFarlane, Jim Lee, Erik Larsen, Marc Silvestri, Whilce Portacio, Rob Liefeld e Jim Valentino foram os "pais fundadores" da Image, que doravante revolucionaria a indústria dos comics.
      Na origem deste êxodo de artistas talentosos esteve o pouco destaque dado pela Marvel aos criadores de personagens com tanto de populares como de vendáveis. A isto acrescia o pagamento de royalties irrisórios. Assim, em dezembro de 1991, um grupo de ilustradores descontentes, liderado por Todd McFarlane e Rob Liefeld, exigiram junto do então presidente da Marvel, Terry Stewart, que a empresa lhes concedesse a propriedade e o controlo criativo sobre todas as personagens por eles criadas. Face à recusa da Marvel, oito criadores (aos sete nomes supracitados, juntou-se o prestigiado argumentista Chris Claremont), abandonaram a Marvel e fundaram a Image Comics. A nova editora, sediada  em Berkeley (Califórnia), comprometia-se a conceder todos os direitos das personagens aos respetivos criadores. Além disso, nenhum dos seus membros estaria autorizado a interferir artística ou financeiramente no trabalho de outrem.
Os 7 magníficos. Em 1º plano da esq. para dir., Marc Silvestri, Jim Valentino, Todd McFarlane e Rob Liefeld. Em 2º plano, da esq. para a dir., Whilce Portacio, Jim Lee e Erik Larsen.

      A própria Image não deteria quaisquer direitos autorais sobre as personagens e títulos entretanto lançados, exceção feita ao logótipo e nome da empresa. Cada membro fundou o seu próprio estúdio, funcionando portanto a editora como uma espécie de federação de chancelas autónomas.
      Chris Claremont acabou por não aderir ao projeto e Whilce Portacio foi obrigado a abandoná-lo devido aos problemas de saúde que afetavam então a sua irmã. Nasceram assim seis estúdios:
- Extreme Studios (propriedade de Rob Liefeld);
- Highbrow Entertainment (Erik Larsen);
- ShadowLine (Jim Valentino);
- Todd McFarlane Productions (Todd McFarlane);
- Top Cow Productions (Marc Silvestri);
- Wildstorm Productions (Jim Lee)
      Inicialmente, os títulos da Image eram produzidos pela Malibu Comics, uma pequena mas bem implantada editora que simpatizava com a luta pelos direitos de autor levada a cabo por Todd McFarlane e companhia.
      Os primeiros títulos com a chancela da Image a chegarem às bancas foram Spawn (da autoria de McFarlane), Youngblood (Rob Liefeld), The Savage Dragon (Erik Larsen) e Wild C.A.T.S. (Jim Lee). Impulsionadas pelo prestígio dos criadores e pela curiosidade dos leitores, as novas séries obtiveram recordes de vendas jamais alcançados desde o início do declínio do mercado dos comics na década de 1970. Cyberforce (Marc Silvestri), Shadowhawk (Jim Valentino) e Wetwoks (Whilce Portacio) tiveram contudo menos sucesso. Não obstante, em apenas alguns meses, a Image Comics conquistou uma quota de 10% do mercado editorial norte-americano chegando a ultrapassar a gigante DC, ainda que fugazmente. Em 1993, a situação financeira da Image era suficientemente estável para pôr fim à sua parceria com a Malibu Comics e começar a publicar os seus próprios títulos.
Spawn e Savage Dragon são as personagens de charneira da Image.
      Os fundadores da Image eram famosos pela sua arte dinâmica e extravagante, contrastando com a simplicidade das histórias. Apesar das características muito díspares dos trabalhos produzidos pelos vários estúdios, rapidamente surgiu o chamado "estilo Image" que, todavia, nunca foi consensual entre os fãs do género super-heroico.
       Com o sucesso vieram, porém, as primeiras tensões e críticas. Para fazer face ao crescente número de títulos que compunham o universo Image, foram contratados vários escritores e ilustradores freelancers, replicando assim a política contra a qual se haviam rebelado quando trabalhavam para a Marvel. Alguns dos seus membros permitiram igualmente que os seus respetivos estúdios publicassem material produzido por criadores externos (The Maxx, da autoria de Sam Kieth foi um dos exemplos).
       Outra das pechas do projeto era a inexperiência administrativa e executiva dos fundadores da Image. Na maior parte das vezes, os revendedores encomendavam títulos e séries em função das vendas obtidas. Em virtude dos recorrente atrasos do material encomendado, muitos deles acumulavam stock após consecutivas desistências de leitores que não estavam obviamente dispostos a esperar tanto tempo para ler uma história de banda desenhada. Em resposta, os revendedores reduziram drasticamente o número de edições encomendadas, o que abalou financeiramente a Image. Para retificar a situação, a Image contratou, em finais de 1993, Larry Marder para a função de diretor executivo da empresa. Marder foi relativamente bem sucedido e conseguiu disciplinar os responsáveis dos diversos estúdios, obrigando-os a fazerem uma rigorosa planificação editorial.
Wild C.A.T.S. em ação.
        Em meados dos anos 1990, Spawn e The Savage Dragon afirmaram-se como séries regulares de sucesso, ao mesmo tempo que novos títulos como Gen 13, The Darkness e Witchblade também conquistavam o seu lugar ao sol. Não tardou a que a Image se tornasse a terceira maior editora norte-americana, apenas suplantada pela Marvel e pela DC.
         Nem tudo foram rosas, porém. Disputas entre os fundadores começaram a abalar a empresa. Rob Liefeld foi acusado pelos seus pares de estar a usar o seu cargo de CEO para desviar recursos financeiros para promover a sua própria editora, a Maximum Press. Isto levou ao abandono da Image  de Marc Silvestri e da sua Top Cow em 1996. Silvestri acusava Liefeld de estar a recrutar alguns dos seus melhores desenhadores, designadamente Michael Turner (responsável artístico de Witchblade). Perante a pressão exercida pelos demais membros da empresa, Liefeld acabou por deixar a Image pouco tempo depois, o que abriu caminho ao regresso de Marc Silvestri. Em 1999, para surpresa geral, Jim Lee vendeu a Wildstorm à rival DC movido pelo desejo de trocar as suas responsabilidades editoriais pelo trabalho criativo, do qual estava praticamente arredado.
Capa do 1º número de Witchblade.
         Em 2008, a Image estabeleceu uma parceria, que se revelaria frutuosa, com Robert Kirkman cuja série a preto e branco The Walking Dead (posteriormente adaptada ao pequeno ecrã) se tornara um fenómeno de popularidade. Nos últimos anos, a Image tem enfrentado a feroz concorrência da Dark Horse Comics e da IDW Publishing pelo estatuto de terceira maior licenciadora. Grande parte das vendas da empresa derivam do merchandising das suas personagens mais famosas, como Spawn. Já The Savage Dragon continua a ser o título recordista de longevidade dentro da empresa.
          Ao longo dos anos, a Image tem diversificado os seus títulos e produtos, augurando-se-lhe um futuro radioso.

Gen 13, um grupo de adolescentes superpoderosos.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

BDCINE APRESENTA: HOMEM-ARANHA

 
     Depois de muitos boatos e projetos abortados, em 2002 os fãs do Homem-Aranha viram finalmente realizado o velho sonho de verem o seu herói favorito a escalar paredes e balançar-se nas teias numa megaprodução hollywoodesca com grandes efeitos especiais.
     Sendo o aranhiço uma das minhas personagens de eleição, foi com enorme satisfação que assisti à sua estreia no cinema. As expetativas eram grandes mas, no final, não me senti defraudado.

Título original: Spider-man
Ano: 2002
País: Estados Unidos da América
Duração: 121 minutos
Realizador: Sam Raimi
Argumento: David Koepp
Elenco: Tobey Maguire (Peter Parker/Homem-Aranha), William Dafoe (Norman Osborn/Duende Verde), James Franco (Harry Osborn) e Kirsten Dunst (Mary Jane Watson)
Orçamento: 140 milhões de dólares
Receita: 821.709 milhões de dólares


O Homem-Aranha e o Duende Verde digladiam-se nos céus de Nova Iorque.
Sinopse: Peter Parker (Tobey Maguire) é um adolescente comum que mora com os seus tios, Ben e May, desde que os seus pais faleceram. Inteligente e com um grande interesse pela ciência, Peter tem contudo dificuldade em relacionar-se com os colegas, por ser tímido e considerado um nerd. Até que, numa visita de estudo a uma demonstração científica sobre aranhas geneticamente modificadas, um acidente faz com que um desses insetos pique Peter. A partir de então, o seu corpo é quimicamente alterado, fazendo com que Peter possa escalar paredes e tetos, lançar um fluido ultra-resistente semelhante a uma teia de aranha e seja dotado de um "sentido de aranha", que o avisa sempre que há perigo por perto. Adquire ainda super-força e visão ampliada. Inicialmente, Peter usa os seus novos poderes para ações egoístas  e  ganha dinheiro participando em combates de luta-livre transmitidos na TV, sob o disfarce de "Aranha-humana". Ao anunciá-lo, o apresentador confunde-se e  chama-o de "Homem-Aranha". Porém, ao permitir que um ladrão fuja por não considerar sua função capturá-lo, o patife acaba por assassinar o seu tio Ben. A partir de então, Peter aprende que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades (frase que ouvira do seu falecido Tio Ben) e decide  combater o crime. Nasce assim o espetacular Homem-Aranha. Ao estrear-se como super-herói, ele  logo encontra  o seu primeiro grande desafio: um supervilão psicótico que se autodenomina  Duende Verde (William Dafoe). Esse inimigo na verdade é o empresário Norman Osborn que, após ter sido exposto a um gás experimental, desenvolveu uma segunda personalidade maligna associada a um intelecto e força sobre-humanos.
Peter aprende que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.

Trailer: http://www.imdb.com/title/tt0145487/
Prémios e indicações: Indicado em 2003 para o Óscar de Melhores Efeitos Especiais e Melhor Som; indicado nas categorias de Melhor Filme de Ficção Científica, Melhor Realizador, Melhor Ator e Melhor Atriz no Prémio Saturno; vencedor na categoria Melhor Beijo dos MTV Movie Awards.
Curiosidades:
- Uma feroz batalha judicial em torno dos direitos de adaptação cinematográfica adiou durante anos a realização do projeto.
- O realizador James Cameron (Titanic) chegou a interessar-se pelo projeto e apresentou um resumo do argumento em que Electro seria o vilão eleito para enfrentar o Homem-Aranha.
- Na cena em que o Homem-Aranha se torna famoso, é possível ver, por lapso de edição, as torres  do World Trade Center, destruídas pelos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
- No clímax do filme, o Homem-Aranha e o Duende Verde digladiam-se na ponte sobre o Rio Hudson depois de este último ter raptado Mary Jane. Uma variante de um dos episódios mais trágicos da vida do aracnídeo: a morte de Gwen Stacy (personagem omitida no filme).
Minha classificação: 70%

Um beijo que entrou para os anais da história do cinema.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

BDCINE APRESENTA: SUPER-HOMEM, O FILME

    
        A par dos super-heróis, o cinema é outra das minhas paixões. Por conseguinte, exulto sempre que esses dois mundos se encontram (embora, convenhamos, isso nem sempre resulte em casamentos felizes). Se a última década foi pródiga em megaproduções baseadas nas mais variadas personagens da banda desenhada, a verdade é que nem sempre foi assim. Durante muito tempo, os comics e a 7ª arte andaram de costas voltadas. A falta de meios, de imaginação e de interesse por parte de Hollywood assim o ditou.
       Foi, com efeito, preciso esperar até 1978 para assistir à estreia do primeiro filme de super-heróis decente. Nesse ano, nas salas de cinema de todo o mundo, estreou Superman, the movie que como slogan promocional perguntava: "Acredita que um homem pode voar?" .
       Ofuscando um elenco de estrelas consagradas, Christopher Reeve (1952-2004), até então um ilustre desconhecido, deu corpo ao Homem de Aço. Aclamado pela crítica, Superman, the movie foi também um retumbante sucesso de bilheteira.  O que ditou o lançamento de quatro sequelas (incluindo Superman Returns de 2006). Iniciava-se assim uma lucrativa franquia. Para gáudio dos fãs, Hollywood descobriu finalmente o filão dos super-heróis
       Ainda hoje, o primeiro filme do Super-homem é uma das minhas adaptações favoritas de super-heróis ao grande ecrã. Revi vezes sem conta (e sempre com a mesma emoção) algumas das cenas mais impressionantes do filme, como a primeira aparição pública do Homem de Aço, salvando Lois Lane em pleno ar e sustendo a queda de um helicóptero apenas com uma mão.
       Foi portanto com naturalidade que escolhi Super-homem, o filme (como por cá foi batizado) para inaugurar esta nova rubrica inteiramente dedicada às produções com super-heróis no grande e também no pequeno ecrã. Nela darei a conhecer filmes, telefilmes, séries televisivas e de animação protagonizadas por algumas das personagens mais populares dos comics. Certo de que a  minha avaliação pecará  por subjetiva, apenas classificarei contudo material que conheço.
       Senhoras e senhores, ocupem os vossos lugares porque a sessão vai começar...

Título original: Superman, The Movie
Ano: 1978
País: Estados Unidos da América
Duração: 143 minutos
Realizador: Richard Donner
Argumento: Mario Puzo
Elenco: Christopher Reeve (Clark Kent/Superman), Gene Hackman (Lex Luthor), Margot Kidder (Lois Lane), Marlon Brando (Jor-El)
Orçamento: 55 milhões de dólares
Receita: 300 milhões de dólares
Sinopse: O filme começa com a condenação do general Zod e dos seus cúmplices ao degredo eterno na Zona Fantasma e com estes a jurarem vingança a Jor-El, o seu carcereiro (premissa para Superman II sobre o qual também aqui falarei). Proibido de abandonar o moribundo planeta Krypton, Jor-El decide enviar Kal-El, o seu único filho, para a Terra, a bordo de uma nave experimental. Chegado ao nosso mundo, o pequeno Kal é adotado pelo casal Johnatan e Martha Kent que o criam como um filho sem contudo lhe revelarem a sua verdadeira origem. Ao atingir a maioridade, e depois de descobertos os seus superpoderes, o jovem Clark perde o pai adotivo, vítima de enfarte. Seguindo o chamado de um misterioso cristal encontrado a bordo da nave que o trouxe à Terra, Clark parte rumo ao Ártico onde assiste estupefacto à construção da Fortaleza da Solidão e onde finalmente descobre a sua origem.
Marlon Brando como Jor-El.
Lex Luthor (Gene Hackman).

Lois Lane (Margot Kidder).
              Após uma intensa preparação, Clark estabelece-se em Metrópolis onde começa a trabalhar como repórter no jornal Daily Planet. É lá que conhece Lois Lane que o batizará de Super-homem. Lex Luthor, génio do crime que tinha em marcha um plano megalómano, atrai o Homem de Aço ao seu covil. Revela-lhe então ter na sua posse dois mísseis nucleares que pretende usar para separar a Califórnia do resto dos EUA. Salvo de uma armadilha mortal com kryptonita pela curvilínea assistente de Luthor, o Super-homem parte no encalço dos dois mísseis mas, mesmo com a sua supervelocidade, apenas consegue neutralizar um deles. O outro detona causando efeitos devastadores e a morte de Lois Lane.
             Inconformado, o Último Filho de Krypton ignora o aviso de Jor-El para jamais interferir na história da humanidade e voa ao redor da Terra em supervelocidade, forçando o planeta a girar em sentido inverso e faz o tempo voltar atrás. Depois de deixar Lois sã e salva, o Super-homem entrega Luthor e o seu comparsa Otis às autoridades.
              O filme encerra com a bela imagem do Homem de Aço a voar em órbita da Terra ao som da magnífica banda sonora de John Williams (que também produzira a de Star Wars um ano antes) e com o anúncio de Superman II.

Prémios e indicações: Óscar dos Melhores Efeitos Visuais (1979); foi nomeado para o Óscar de melhor banda sonora, melhor edição e melhor som; Christopher Reeve venceu o BAFTA na categoria de ator protagonista mais promissor; em 1980 conquistou um Grammy para Melhor Banda Sonora.
Curiosidades:
- Por uma aparição de apenas 10 minutos no filme, Marlon Brando recebeu 4 milhões de dólares;
- Steven Spielberg chegou a receber um convite para dirigir o filme. Entretanto, o alto salário pedido por ele assustou os produtores, que resolveram esperar como se sairia nas bilheteiras o seu mais novo filme, Tubarão, e depois propor uma redução do valor. Com o sucesso do filme, eles desistiram da ideia;
- Para conseguir uma musculatura convincente (depois de ter recusado usar um fato com enchumaços), Christopher Reeve fez um trabalho especial supervisionado por David Prowse, o ator que interpretou Darth Vader em Star Wars;
- Enquanto gravava Superman, The Movie, Richard Donner gravava em simultâneo o segundo filme da série;
- Depois de vários castings falhados, os produtores resolveram apostar num ator desconhecido para encarnar o Homem de Aço no grande ecrã.

Minha classificação: 79%
Para muitos, Christopher Reeve foi "o" Super-homem.

     

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

HERÓIS EM AÇÃO: FLASH

    Personagem icónica, o Flash foi o primeiro velocista na história dos comics. Ao longo dos anos, foram vários os homens que vestiram o uniforme escarlate e viveram assombrosas aventuras a solo ou ao lado de outros super-heróis, mas sempre a supervelocidade.

Flash I (Idade do Ouro)

Primeira aparição: Flash Comics nº1 (1940)
Criadores: Gardner Fox e Harry Lampert
Licenciador: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Jay Garrick
Filiação: Sociedade da Justiça da América (membro fundador)
Biografia:  Jay Garrick era um estudante que ganhou supervelocidade devido à inalação de vapores de água pesada. Usando um elmo de metal com asas, inspirado no deus Hermes (ou Mercúrio na mitologia romana), o Flash original é considerado o primeiro velocista na história dos comics e também um dos primeiros a possuir apenas um poder, em contraste com a parafernália de superpoderes do Super-homem.
                  Foi uma personagem muito popular durante a década de 1940: era o cabeça de cartaz de dos títulos Flash Comics e All-flash Quarterly, e coprotagonista da revista Comic Cavalcade. No Brasil, foi crismado de Joel Ciclone(!). Com o declínio dos super-heróis após a II Guerra Mundial, viu a sua série ser cancelada em 1949 e caiu no oblívio.
Flash I (Jay Garrick)

Flash II (Idade da Prata)

Primeira aparição: Showcase nº4 (outubro de 1956)
Criadores: Gardner Fox (cocriador do Flash original) e Carmine Infantino
Licenciador: DC
Identidade civil: Bartholomew "Barry" Allen
Base de operações: Central City
Filiação: Liga da Justiça da América (membro fundador)
Biografia: O novo Flash era um funcionário da polícia científica, de seu nome Barry Allen, que depois de sofrer um acidente em que foi banhado por produtos químicos ao mesmo tempo que o seu laboratório era atingido por um relâmpago, ganhou supervelocidade. Adotou o nome Flash depois de ler uma história do seu antecessor da Idade do Ouro dos quadradinhos.
                 Graças à sua popularidade, teve direito a um título próprio (The Flash) que retomava contudo a numeração da extinta Flash Comics, estrelada pelo Flash original. Durante algum tempo, teve como parceiro juvenil Kid Flash, que era, na realidade, Wally West, um sobrinho da esposa de Barry e que viria tornar-se o próximo Flash.

Flash II (Barry Allen).

Flash III (Idade Moderna)

Primeira aparição: The Flash nº110 (1959) como Kid Flash; Crisis on Infinite Earths nº12 (1986) já como o terceiro Flash.
Criadores: Carmine Infantino (cocriador do Flash II) e John Broome
Licenciador: DC
Identidade civil: Wallace "Wally" West
Base de operações: Keystone City
Filiação: Novos Titãs (membro fundador), Liga da Justiça da América
Biografia: Sobrinho de Barry Allen, Wally West sofreu um acidente idêntico ao do tio que também lhe concedeu supervelocidade. Inspirado nos atos heroicos do Flash, assumiu a identidade de Kid Flash para combater o crime ao lado do tio e, mais tarde, dos Novos Titãs (grupo que reunia os parceiros juvenis de outros heróis seniores).
                Durante a saga "Crise nas Infinitas Terras" que revolucionou o universo DC, o segundo Flash morreu e Wally assumiu o legado do tio. À época, Wally padecia de uma estranha doença degenerativa associada à sua supervelocidade. Uma rajada do Antimotinor (vilão responsável pela morte do Flash II) curou-o, reduzindo-lhe, porém, a velocidade. Ao contrário do seu antecessor, o terceiro Flash não conseguia atingir a velocidade da luz, apenas a do som.
Antes de ser o 3º Flash, Wally West foi Kid Flash.


Flash IV (2006-07)

Primeira aparição: The Flash Vol.2 nº91 (junho de 1994) como Impulso; New Teen Titans Vol.3 nº4 (dezembro de 2003) como Kid Flash II; Infinite Crisis nº7 (2006) como Flash IV.
Criadores: Mark Waid e Mike Wieringo
Licencidador: DC
Identidade civil:  Bart Allen
Filiação: Novos Titãs e Justiça Jovem
Biografia: Também conhecido como Impulso (Impulse no original), a história de Bart Allen está relacionada com os últimos dias de Barry Allen (Flash II). Após vingar a morte da sua esposa, matando o Professor Zoom, Barry foi julgado e condenado por homicídio. Porém, Iris Allen reapareceu viva pois, na verdade, fora transportada para o século XXI, época onde nascera. Partindo para o futuro com a sua amada, Barry passou lá um mês antes de perecer às mãos do Antimonitor durante a Crise nas Infinitas Terras. Sem saber, teve dois filhos, um dos quais teria, por sua vez, um filho (Bart Allen) que foi criado pela avó Iris. Nascido com supervelocidade, o metabolismo acelerado de Bart colocava em perigo a sua vida. Assim, a avó trouxe-o ao passado para procurar ajuda junto de Wally West (Flash III) que padecera da mesma doença. Wally salvou Bart e este adotou a identidade de Impulso, sendo treinado por Max Mercury e Jay Garrick (o primeiro Flash, lembram-se?).
                 Na sequência do evento "Um Ano Depois", todos os Flashes desapareceram, cabendo ao jovem Bart dar continuidade ao legado, ainda que por pouco tempo pois Wally West reassumiu a identidade do velocista escarlate.

Poderes e habilidades: comum a todos os Flashes, a supervelocidadeprotetora que evita que os seus corpos sejam despedaçados pelo atrito do ar. Todos eles conseguem também vibrar através de objetos sólidos pois os atómos dos seus corpos deslizam suavemente entre os espaços das moléculas que compõem a matéria. Atingida a vibração certa, qualquer Flash pode igualmente fazer viagens interdimensionais.

         A despeito da sua popularidade, aparte uma série televisiva de 1990 com John Wesley Shipp no papel principal, o Flash nunca teve direito a qualquer adaptação ao grande ecrã. Circulam todavia rumores sobre um filme baseado na personagem a ser produzido já este ano.

John Wesley Shipp como Flash.