No dia em que estreia nas salas de cinema portuguesas o segundo filme do Motoqueiro Fantasma, pareceu-me apropriado recordar a primeira incursão no grande ecrã deste herói pouco ortodoxo.
Cumprindo o seu velho sonho de encarnar um super-herói no cinema, em 2007 Nicholas Cage vestiu a pele (metaforicamente falando, claro) do Motoqueiro Fantasma numa produção milionária e com um elenco de luxo. O que não evitou, porém, que o filme fosse arrasado pela crítica e que fosse recebido com relativa indiferença pelos fãs. Ainda assim, obteve uma considerável receita de bilheteira abrindo caminho para o lançamento da atual sequela.
Título original: Ghost Rider
Ano: 2007
País: Estados Unidos da América
Duração: 114 minutos
Argumento e realização: Mark Steven Johnson
Elenco: Nicholas Cage (Johnny Blaze/Motoqueiro Fantasma), Eva Mendes (Roxanne Simpson), Peter Fonda (Mefistófeles) e Wes Bentley (Darkheart)
Orçamento: 110 milhões de dólares
Receita: 228.738 milhões de dólares
Sinopse: Johnny Blaze ( Nicholas Cage) é um famoso acrobata de duas rodas que na adolescência fez um pacto com um demónio de nome Mefistófeles (Peter Fonda) para salvar a vida do seu pai. Em troca, recebe a maldição secular do Ghost Rider, um agente ao serviço do Diabo. A sua missão consiste em caçar almas maldosas na Terra e levá-las para o Inferno.
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| Johnny Blaze recebe a visita de Mefisto. |
Quando Roxanne Simpson (Eva Mendes), o seu primeiro grande amor, regressa inesperadamente à vida de Johnny, este acredita que poderá ter uma segunda oportunidade de ser feliz. Para isso terá de derrotar Blackheart (Wes Bentley), o filho rebelde de Mefistófeles, que fugiu do Inferno com o fito de conquistar a Terra. Conta para isso com a ajuda dos demónios chamados The Hidden. Muito tempo atrás, cada um eles fora preso por São Miguel nos elementos da Natureza -Terra, Ar e Água. O demónio Gressil possui a Terra, Abigor o Ar e Wallow a Água, sendo que o Motoqueiro Fantasma é o possuidor do Fogo.
Enquanto Mefistófeles e o Motoqueiro Fantasma usam e abusam do tradicional fogo infernal, Blackheart parece congelar tudo à sua volta, petrificando as suas vítimas.
Johnny terá assim que usar a sua maldição para o bem, detendo os planos de Blackheart com a ajuda de Carter Slade, seu antecessor.
Johnny terá assim que usar a sua maldição para o bem, detendo os planos de Blackheart com a ajuda de Carter Slade, seu antecessor.
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| Darkheart e os seus comparsas demoníacos. |
Curiosidades: A personagem Carter Slade é um tributo ao Ghost Rider original, entretanto rebatizado de Phantom Rider pela Marvel (vide "Heróis em Ação: Motoqueiro Fantasma"). Sucede que na banda desenha homónima, Carter é um homem comum que usa um uniforme branco e monta um cavalo da mesma cor, ambos cobertos com um pó fosforecente para produzir um efeito fantasmagórico.
Minha avaliação: Embora não seja completamente intragável e de, no essencial, se manter fiel à história original, a trama é demasiado previsível e não explora devidamente a interessante premissa de um jovem que, num gesto simultaneamente altruísta e desesperado, vende a alma ao Diabo para salvar alguém que ama. Mesmo para quem não é fã do género super-heroico, o Motoqueiro Fantasma, por estar mais próximo do arquétipo de anti-herói do que do tradicional escuteiro superpoderoso, é uma personagem apelativa a um público mais adulto. Contudo, a abordagem de Cage à mesma é, no mínimo, ridícula (alguém imagina um homem de barba rija como Johnny Blaze a beber cocktails de gomas?). O ambiente sobrenatural em que o Motoqueiro se move decerto atraiu um público composto por pré-adolescentes obcecados com vampiros e afins, o que não deixa de representar uma mais-valia para o filme. No final, salvam-se os efeitos especiais e alguma cenas de ação. Daí a minha nota ser 50% na esperança de que Ghost Rider 2 não se limite a trazer mais do mesmo...
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| O Motoqueiro Fantasma em ação. |















