terça-feira, 13 de março de 2012

NÉMESIS: BANE

     
     Foi ele quem, literalmente, quebrou o Batman. Brutal e impiedoso, Bane entrou nos anais da história dos comics como o vilão que atirou o Cavaleiro das Trevas para uma cadeira de rodas. Desengane-se, porém, quem pensa que não passa de um brutamontes anabolizado...

Nome original: Bane
Primeira aparição: Batman: Vengeance of Bane nº1 (janeiro de 1993)
Criadores: Chuck Dixon, Doug Moench e Graham Nolan
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Desconhecida
Origem: República de Santa Prisca
Parentes conhecidos: Edmund  Dorrance (suposto pai)
Filiação: Esquadrão Suicida, Sexteto Secreto, Sociedade Secreta dos Supervilões
Poderes e habilidades: Bane é poliglota (fala fluentemente oito línguas, entre as quais Latim); possui memória fotográfica e raciocínio apurado (em menos de um ano deduziu a identidade secreta de Batman); é um exímio estratega; na prisão desenvolveu um estilo de luta único; o uso da substância Veneno dota-o de força e resistência sobre-humanas, assim como de um fator de cura acelerado; é ainda um mestre do disfarce.

Biografia: Bane nasceu numa prisão chamada Peña Dura na república caribenha de Santa Prisca (país fictício). O  seu putativo pai, Edmund Dorrance, era um ex-revolucionário que logrou escapar ao sistema penal corrupto.  O mesmo que sentenciou o seu filho a cumprir, no seu lugar, a pena de prisão perpétua a que fora condenado. Foi assim que Bane passou a sua infância e início da idade adulta entre a amoralidade vigente dentro dos muros de Peña Dura.
                 Mesmo encarcerado, Bane desenvolveu ao máximo o seu potencial: leu o maior número de livros possível, enrijeceu o corpo no ginásio da prisão e aprendeu a combater sem regras. Aos oito anos comete o seu primeiro homicídio: esfaqueia até à morte um criminoso que o queria usar para obter informações sobre o funcionamento de Peña Dura. Também costumava fazer-se acompanhar de um ursinho de peluche a quem chamava Osito (palavra espanhola para "ursinho") e que ele afirmava ser o seu único amigo. A verdade, porém, é que, dentro do boneco escondia uma faca que usava para se defender de qualquer atacante.
                Com o passar do tempo, Bane acaba por se tornar no "rei" de Peña Dura. Estatuto que não passa despercebido aos responsáveis da prisão que o forçam a ser cobaia numa experiência com uma misteriosa substância chamada Veneno. A mesma que se revelara letal para todas as anteriores cobaias. Bane, porém, não só sobrevive como vê a sua força física ampliada para níveis sobre-humanos devido à ação da droga. Necessita contudo de tomá-la a cada doze horas(através de um sistema de tubos que injeta Veneno diretamente no cérebro),  sob pena de sofrer terríveis efeitos colaterais.
             Pouco tempo depois, Bane escapa de Peña Dura juntamente com alguns cúmplices. Está obcecado com a ideia de destruir o Batman sobre quem ouvira estórias no cativeiro. Gotham City fascina-o porque, tal como Penã Dura, é um lugar onde o medo impera. Bane acredita que o demoníaco morcego que lhe assombrara os sonhos de infância é, com efeito, uma representação simbólica do Cavaleiro das Trevas. E por isso está convencido que é seu destino confrontá-lo.
              Sabendo que um ataque direto ao Batman seria altamente arriscado, Bane opta por derrubar as paredes do Asilo Arkham, assim libertando uma horda de criminosos insanos: Joker, Hera Venenosa, Victor Zsasz, entre outros. Batman demora três meses a recapturar todos os foragidos, o que o deixa exausto. Ao regressar à Batcaverna, é emboscado por Bane (que, após minucioso estudo, deduzira a sua verdadeira identidade de Bruce Wayne). Após derrotar o Cavaleiro das Trevas em combate, Bane parte-lhe a coluna, deixando-o paraplégico.
Bane foi o primeiro a conseguir quebrar Batman.

              Assumindo-se como o novo rei do submundo do crime de Gotham, Bane é, no entanto, derrotado por um novo e violento Batman. Trata-se de Jean-Paul Valley, escolhido por Bruce Wayne para envergar o manto do morcego no final da saga "A Queda do Morcego" (Knightfall). Usando uma sofisticada armadura, Valley espanca Bane quase até à morte.
              De acordo com o seus criadores, Bane foi inicialmente pensado para ser uma espécie de reflexo distorcido de Doc Savage, uma personagem muito popular na pulp fiction dos anos 30 e 40 do século passado. Quer a droga Veneno quer  Santa Prisca já haviam contudo sido criadas anos antes por Denny O´Neil (argumentista veterano das estórias do Homem-Morcego e, à época, editor dos seus vários títulos) para uma aventura do Questão. Foi também O´Neil que, nas páginas de Azrael, descreveu um Bane consciente da sua dependência do Veneno.
              Bane, encarnado por Robert Swenson (um ex-lutador de luta livre já falecido), estreou-se no cinema em 1997 como um dos vilões de serviço no inefável Batman & Robin. Contrariamente ao original, o Bane cinematográfico é apresentado como uma criatura deformada e quase irracional que serve de guarda-costas à Hera Venenosa (Uma Thurman).
Robert Swenson foi Bane em Batman & Robin (1997).

              Diferentes versões do vilão figuraram também ao longo dos anos em várias séries e filmes de animação produzidos pela DC: desde Batman: The Animated Series até Justice League: Doom, passando por Batman Beyond.
               Em Batman: The Dark Knight Rises, o terceiro filme da trilogia do Cavaleiro das Trevas realizado por Christopher Nolan, Bane, representado por Tom Hardy, surgirá como o principal antagonista do herói, ao que tudo indica numa versão mais próxima da banda desenhada.
Em Dark Knight Rises, Tom Hardy

segunda-feira, 12 de março de 2012

FÁBRICA DE MITOS: DARK HORSE COMICS

       

         Proprietário da cadeia de lojas de banda desenhada Things From Another World sediada no estado norte-americano do Oregon, Mike Richardson apostou na criação, em 1986, de um espaço criativo ideal que atraísse os melhores profissionais do ramo. O projeto resultou na fundação da Dark Horse Comics que, atualmente, disputa com a Image Comics o estatuto de terceira "grande" no mercado editorial dos EUA.
         Tudo começou, porém, em 1980. Nesse ano, Mike Richardson usou o seu cartão de crédito com um plafond de dois mil dólares para abrir uma loja de venda de comics na pequena cidade de Bend (Oregon). Batizou-a de Pegasus Books e a sua intenção era produzir um livro infantil ao mesmo tempo que geria o negócio. Este cresceu e não tardou a que Mike inaugurasse duas outras lojas (uma das quais no estado vizinho de Washington).
          A falta de qualidade do material que comercializava deixava Mike frustrado. Usando verbas resultantes do seu negócio de venda a retalho, Mike resolveu fundar a sua própria editora. Desde o início que a Dark Horse Comics primou pela diferença em relação às demais licenciadoras. Seis anos antes da revolução levada a cabo pela Image Comics, os escritores e artistas que trabalhavam para a Dark Horse eram tratados como parceiros, e não como assalariados. Não tardou por isso que alguns dos mais prestigiados criadores de banda desenhada migrassem para a nova editora. Nela podiam desenvolver e comercializar os seus próprios projetos e ideias.

Mike Richardson, fundador da Dark Horse.
           Em 1986, a Dark Horse lançou-se no competitivo mercado editorial dos comics com apenas dois títulos: Dark Horse Presents e Boris the Bear. Foi, todavia, com a aclamada série Concrete ( da autoria de Paul Chadwick e que contava a história de um congressista transformado numa criatura de cimento) que ganhou maior visibilidade. No final do primeiro ano de atividade da editora, já eram publicados nove títulos com a sua chancela.
           Com o lançamento de Aliens, em 1988, e de Predator pouco depois,  a Dark Horse revolucionou os comics baseados em filmes e séries televisivas de grande sucesso. Contrariamente às suas concorrentes, a Dark Horse não hesitou em investir em títulos cujos direitos autorais não lhe pertenciam. Consolidou a sua posição nesse nicho de mercado em 1990 com a adaptação de Star Wars aos quadradinhos. No fundo, a Dark Horse produzia sequelas em banda desenhada de filmes e séries populares. Às já citadas, seguiram-se, entre outros, Conan, Serenity e Buffy, The Vampire Slayer. Com esta abordagem inovadora, as vendas dispararam.
            Ainda em 1990, a Dark Horse surpreendeu a letárgica indústria dos comics com o crossover Aliens versus Predator. O sucesso foi tal que logo a gigante DC ofereceu uma parceria visando o lançamento de vários encontros entre personagens de ambas as editoras. Superman versus Aliens e Batman versus Predator foram algumas das produções resultantes desse projeto conjunto.
O universo Dark Horse com Darth Vader, Concrete e Hellboy em destaque.
            O sucesso da Dark Horse continuou assim a atrair nomes sonantes dos comics como Frank Miller, Dave Gibbons, Mike Mignola, John Byrne, etc.
            Com o sucesso obtido na conversão de filmes em BD, o passo seguinte foi, obviamente, apostar na adaptação ao grande ecrã de algumas das suas personagens originais. Nascia assim a Dark Horse Entertainment, Inc. em 1992. Estabelecida uma parceria com os estúdios Twentieth Century Fox, em menos de três anos foram produzidos quatro filmes no âmbito desse projeto. Dois deles foram êxitos de bilheteira: The Mask e Timecop. Foi, todavia, com o filme "Hellboy II: The Golden Army", realizado em 2008 por Guillermo del Toro e aclamado pelo público e pela crítica, que a Dark Horse conheceu um dos seus momentos de glória neste campo.
             Sempre em busca de novas oportunidades de negócio, a Dark Horse lançou, em 1998, a Dark Horse Deluxe, uma vasta linha de brinquedos, miniaturas e colecionáveis.
             Após o cancelamento da popular série televisiva Buffy, The Vampire Slayer, a Dark Horse deu continuidade à mesma em 2007, através do lançamento da respetiva oitava temporada em banda desenhada. Escrita pelo próprio criador da série, Joss Whedon, e com soberbas capas da autoria de Jo Chen, foram vendidos mais de cem mil exemplares do primeiro número.
             Para assinalar o seu 25º aniversário, a empresa lançou em 2011 uma aplicação que permite descarregar centenas de títulos em formato digital através da loja iTunes e da Dark Horse Digital. Com o regresso de Paul Chadwick e da sua obra-prima Concrete e a entrada de novos talentos, o futuro adivinha-se promissor para a Dark Horse Comics.

Solar e Magnus, dois super-heróis da Dark Horse.

quinta-feira, 1 de março de 2012

BD CINE APRESENTA: GHOST RIDER

     
         No dia em que estreia nas salas de cinema portuguesas o segundo filme do Motoqueiro Fantasma, pareceu-me apropriado recordar a primeira incursão no grande ecrã deste herói pouco ortodoxo.
         Cumprindo o seu velho sonho de encarnar um super-herói no cinema,  em 2007 Nicholas Cage vestiu a pele (metaforicamente falando, claro) do Motoqueiro Fantasma numa produção milionária e com um elenco de luxo. O que não evitou, porém, que o filme fosse arrasado pela crítica e que fosse recebido com relativa indiferença pelos fãs. Ainda assim, obteve uma considerável receita de bilheteira abrindo caminho para o lançamento da atual sequela.

Título original: Ghost Rider
Ano: 2007
País: Estados Unidos da América
Duração: 114 minutos
Argumento e realização: Mark Steven Johnson
Elenco: Nicholas Cage (Johnny Blaze/Motoqueiro Fantasma), Eva Mendes (Roxanne Simpson), Peter Fonda (Mefistófeles) e Wes Bentley (Darkheart)
Orçamento: 110 milhões de dólares
Receita: 228.738 milhões de dólares
Sinopse: Johnny Blaze ( Nicholas Cage) é um famoso acrobata de duas rodas que na adolescência fez um pacto com um demónio de nome Mefistófeles (Peter Fonda) para salvar a vida do seu pai. Em troca, recebe a maldição secular do Ghost Rider, um agente ao serviço do Diabo. A sua missão consiste em caçar almas maldosas na Terra e levá-las para o Inferno.
Johnny Blaze recebe a visita de Mefisto.
              Quando Roxanne Simpson (Eva Mendes), o seu primeiro grande amor, regressa inesperadamente à vida de Johnny, este acredita que poderá ter uma segunda oportunidade de ser feliz. Para isso terá de derrotar Blackheart (Wes Bentley),  o filho rebelde de Mefistófeles, que fugiu  do Inferno com o fito de conquistar a Terra. Conta  para isso com a ajuda dos demónios chamados The Hidden. Muito tempo atrás, cada um eles fora  preso por São Miguel nos elementos da Natureza -Terra, Ar e Água. O demónio Gressil possui a Terra, Abigor o Ar e Wallow a Água, sendo que o Motoqueiro Fantasma é o possuidor do Fogo.
            Enquanto Mefistófeles e o Motoqueiro Fantasma usam e abusam do tradicional fogo infernal, Blackheart parece congelar tudo à sua volta, petrificando as suas vítimas.
            Johnny terá assim que usar a sua maldição para o bem, detendo os planos de Blackheart com a ajuda de Carter Slade, seu antecessor.
Darkheart e os seus comparsas demoníacos.
Curiosidades: A personagem Carter Slade é um tributo ao Ghost Rider original, entretanto rebatizado de Phantom Rider pela Marvel (vide "Heróis em Ação: Motoqueiro Fantasma"). Sucede que na banda desenha homónima, Carter é um homem comum que usa um uniforme branco e monta um cavalo da mesma cor, ambos cobertos com um pó fosforecente para produzir um efeito fantasmagórico.
Minha avaliação: Embora não seja completamente intragável e de, no essencial, se manter fiel à história original, a trama é demasiado previsível e não explora devidamente a interessante premissa de um jovem que, num gesto simultaneamente altruísta e desesperado, vende a alma ao Diabo para salvar alguém que ama. Mesmo para quem não é fã do género super-heroico, o Motoqueiro Fantasma, por estar mais próximo do arquétipo de anti-herói do que do tradicional escuteiro superpoderoso, é uma personagem apelativa a um público mais adulto. Contudo, a abordagem de Cage à mesma é, no mínimo, ridícula (alguém imagina um homem de barba rija como Johnny Blaze a beber cocktails de gomas?). O ambiente sobrenatural em que o Motoqueiro se move decerto atraiu um público composto por pré-adolescentes obcecados com vampiros e afins, o que não deixa de representar uma mais-valia para o filme. No final, salvam-se os efeitos especiais e alguma cenas de ação. Daí a minha nota ser 50% na esperança de que  Ghost Rider 2 não se limite a trazer mais do mesmo... 
     
O Motoqueiro Fantasma em ação.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NÉMESIS: VENOM


 
     Na vasta galeria de vilões do Homem-Aranha (que porventura só terá paralelo na do Batman), figuram várias personagens sinistras e ao mesmo tempo fascinantes. Venom, o simbionte alienígena que durante algum tempo usou Peter Parker como hospedeiro, é, sem dúvida, uma delas. Saibam mais sobre este inimigo mortal do herói aracnídeo.

Nome original: Venom
Primeira aparição (como uniforme negro do Homem-Aranha): Secret Wars nº8 (1984)
Primeira aparição (como Eddie Brock/ Venom): Amazing Spider-man nº 299 (1988)
Criadores: David Michelinie e Todd McFarlane
Licenciador: Marvel Comics
Identidade civil: Edward "Eddie" Charles Brock (atualmente Anti-Venom) e Mac Gargan (anteriormente conhecido como Escorpião).
Parentes conhecidos: Carl e Jamie Brock (pais), Anne Weying (esposa falecida que durante algum atuou como a versão feminina de Venom).
Base de operações: Nova Iorque
Poderes e habilidades: Uma vez instalado no sistema nervoso central do seu hospedeiro, o simbionte alienígena dota-o com todos os poderes do Homem-Aranha, o seu primeiro hospedeiro conhecido. Assim, quem quer que se una à criatura passa a poder escalar paredes e a dispor de um " sentido de aranha" que o alertará para qualquer perigo iminente. Passará também a ter força, velocidade e agilidade sobre-humanas. A isto acresce a capacidade de mudar de forma e de produzir uma substância semelhante a uma teia altamente resistente e flexível, composta por polímeros orgânicos. Por vezes, o simbionte consegue absorver disparos feitos a partir de armas de pequeno porte. É, todavia, vulnerável a ataques sónicos e térmicos.
Na sua atual versão, Venom é canibal.

Biografia: O que começou por ser uma arrojada mudança de visual do Homem-Aranha, acabaria por se tornar num dos seus maiores pesadelos. Com efeito, tudo começou quando, durante a lendária saga Secret Wars, o aranhiço rasgou o seu uniforme tradicional no decurso de uma batalha no planeta criado pelo omnipotente Beyonder.  Antes que pudesse substituir o fato danificado, o Homem-Aranha libertou acidentalmente um misterioso simbionte alienígena que assumia a forma de um líquido negro e viscoso. Embora alertado pelo seu "sentido de aranha", o herói aracnídeo permitiu que a criatura lhe cubrisse o corpo e lhe providenciasse um novo uniforme e um novo símbolo, inspirados nos envergados pela nova Mulher-Aranha. Para surpresa do Cabeça de Teia, a nova vestimenta providenciava um suprimento de teias aparentemente inesgotável.
               De volta à Terra, Peter Parker deleitava-se com os recursos do novo uniforme até começar a sentir-se exausto e começar a ter pesadelos. Decidiu então pedir a ajuda do Senhor Fantástico para analisar a vestimenta. Foi assim que descobriu que, na realidade, se tratava de um parasita extraterrestre que desejava fundir-se definitivamente ao seu hospedeiro e que frequentemente controlava o seu corpo durante a noite, daí resultando a sua exaustão. O Sr. Fantástico descobre igualmente as fraquezas da criatura: som e fogo. Com a ajuda do Tocha Humana, conseguiram separar o simbionte de Peter Parker. A criatura, porém,  escapa e só algum tempo depois Peter consegue desenvencilhar-se dela de uma vez por todas. O que só foi possível graças à sua enorme força de vontade e coragem. Peter arriscou a própria vida ao expor o simbionte ao som ensurdecedor dos sinos de uma igreja.  O esforço deixou Peter inanimado e à mercê da criatura. Esta, porém, poupou a vida do seu antigo hospedeiro. Mas guardou grande rancor pela rejeição de Peter, o qual transmitiu a todos os hospedeiros subsequentes.

O começo de uma nova era em Secret Wars nº8.
                Eddie Brock, um ex-repórter caído em desgraça após ter fabricado uma notícia desmentida pela ação do Homem-Aranha, foi o novo hospedeiro escolhido pelo simbionte. A criatura foi atraída pelo ódio que ambos nutriam pelo escalador de paredes. Brock, a quem fora entretanto diagnosticado um cancro, torna-se assim no primeiro Venom e não olha a meios para se vingar do Homem-Aranha, que culpava pela sua desgraça.
               Em diversas ocasiões Venom derrotou o Homem-Aranha em combate, mas optou sempre por lhe poupar a vida apenas pelo prazer de o poder continuar a atormentar.

Venom vs Homem-Aranha: duelo mortal.

               Com o passar do tempo, Brock usou esporadicamente os poderes do simbionte para agir como um vigilante, lutando em várias ocasiões lado a lado com o seu némesis aracnídeo. Depois do Homem-Aranha ter ajudado Brock a salvar a sua ex-mulher, Ann Weying, os dois decidem fazer uma trégua. Apenas temporária, contudo, pois termina com o suicídio de Ann.
               Cansado da sede de sangue do simbionte, Brock começa a rejeitá-lo. Este, por seu lado, está insatisfeito com o facto de o seu hospedeiro estar doente. Brock acaba assim por vender a criatura  num leilão onde participam vários outros supervilões. O feliz contemplado é Mac Donald "Mac" Gargan, o Escorpião. O novo Venom é, porém, facilmente derrotado no seu primeiro confronto com o aranhiço. Suspeita-se que porque Mac Gargan não o odiava com a mesma intensidade do seu antecessor.
               Gargan junta-se aos Thunderbolts, equipa com a missão de capturar os Vingadores Secretos. Pelo meio, descobre que o Governo lhe colocou implantes eléctricos com o objetivo de manter Venom sob controlo. Ao contrário do seu predecessor, que dominava o simbionte, a personalidade de Gargan é quase totalmente sobrepujada pela do parasita que alberga. Deste facto resulta, entre outras coisas, o canibalismo do novo Venom.
               Além dos três hospedeiros acima referidos, o simbionte já usou vários outros, incluindo mulheres: Ann Weying, Patricia Robertson e a Miss Marvel.
               Fora dos comics, Venom já marcou presença em várias séries de animação estreladas pelo Homem-Aranha: Spider-Man Unlimited, The Spetacular Spider-Man, etc. Embora no cinema só se tenha estreado em 2007 como um dos vilões de serviço em Spider-Man 3 (interpretado por Topher Grace), Venom esteve quase a ter direito a um filme próprio anos antes onde seria retratado como um anti-herói e teria como antagonista Carnificina.
Topher Grace foi Venom em Spider-Man 3.