sexta-feira, 25 de maio de 2012

NÉMESIS: ARLEQUINA


     Com uma paixão obsessiva pelo Joker, Arlequina tornou-se sua amante e parceira criminosa. O seu grau de loucura, embora elevado, é, ainda, assim, muito inferior ao do Palhaço do Crime. Personagem secundária numa série animada do Batman, com o tempo tornou-se uma das vilãs mais divertidas dos quadradinhos.

Nome original: Harley Quinn
Primeira aparição: Batman: The Animated Series (episódio "Joker's Favor"), setembro de 1992
Primeira aparição na BD: The Batman Adventures nº12 (setembro de 1993)
Criadores: Paul Dini (texto) e Bruce Timm (arte)
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Harleen Francis Quinzel
Base de operações:Gotham City
Filiação: Esquadrão Suicida, Sexteto Secreto, Sociedade Secreta de Supervilões
Poderes e armas:  Antes de ser gravemente ferida e salva por uma misteriosa poção dada pela sua amiga Hera Venenosa, Arlequina não passava de uma mulher comum. Depois desse episódio, a sua força, velocidade e agilidade foram ampliadas. Adquiriu também imunidade a toxinas e um fator de cura. É uma excelente lutadora corpo a corpo e uma mestre do disfarce. Psiquiatra de formação, possui vastos conhecimentos em relação ao funcionamento da mente humana. Também usa habitualmente armas e apetrechos bizarros como martelos gigantes ou pistolas com grandes rolhas nos canos.
A estreante Arlequina e Hera Venenosa ameaçam Batgirl em The Batman Adventures nº12. 
Biografia: Inspirada na atriz Arleen Sorkin que, num episódio de Days of Our Lives usava um fato de bobo da corte, Arlequina foi originalmente criada por Paul Dini e Bruce Timm, em 1992, para figurar na série de animação Batman: The Animated Series. A reação entusiasta do público em relação ao surgimento da nova personagem levou a que esta fizesse sucessivas aparições na série e que, no ano seguinte, saltasse para as páginas das revistas do Homem-Morcego. Logo na primeira história, une forças com Hera Venenosa para infernizar a vida da Batgirl.
                 Nascida Harleen Quinzel, a sua mãe era uma mulher mentalmente desequilibrada que amiúde a maltratava psicologicamente. O seu irmão mais novo era um fracassado com filhos de pelo menos duas mulheres diferentes e que ainda vivia em casa da mãe. O seu pai era um sedutor burlão especializado em extorquir dinheiro a mulheres incautas . Em resultado disso, fora condenado a uma longa pena de prisão. Foi para tentar compreender o que levou o pai a dedicar-se a uma vida de crime que Harleen decidiu estudar Psiquiatria.
                 Quando trabalhava como estagiária no Asilo Arkham (instituição psiquiátrica que alberga criminosos insanos) Harleen conheceu o Joker. Fascinada pela sua loucura, não desperdiçou a oportunidade de analisar a mente retorcida do eterno némesis do Batman. Durante uma das sessões de psicoterapia, o Joker narrou a sua trágica infância marcada por supostos abusos cometidos pelo próprio pai. Comovida com a história do seu desconcertante paciente, Harleen não tarda a enamorar-se dele. Fazendo um trocadilho com o seu nome, o Palhaço do Crime batiza-a de Arlequina (Harley Quinn no original) e convence-a a ajudá-lo a escapar do Arkham.
Arlequina e Joker: um amor louco.
                   Mais tarde, Arlequina, já com o estatuto de parceira do crime do Joker, descobre que todas as confidências que este lhe fizera não passavam de mentiras. Esta foi, com efeito, a primeira de muitas vezes em que Arlequina foi manipulada pelo Palhaço do Crime. A relação entre ambos assume contornos doentios com a jovem a desenvolver uma paixão obsessiva pelo parceiro que a impede de o abandonar, não obstante as constantes traições dele.
                   Esta versão grotesca de Bonnie & Clyde espalha o caos por Gotham City até serem detidos por Batman. Enviada para o Arkham, Arlequina logra escapar vezes sem conta para se voltar a juntar ao seu amado.Este, por sua vez, continua a manobrá-la a seu bel-prazer, raramente expressando afeto pela sua submissa concubina.
                  Além de Batman: The Animated Series, onde debutou, Arlequina participou em várias outras séries de animação do Homem Morcego. Entre elas, destaca-se a quarta temporada de Batman onde Arlequina surge como uma pretensa psiquiatra que aconselha os ouvintes do seu programa radiofónico. A verdade, porém, é que causava mais problemas do que ajudava a resolver.
Arlequina em Batman: The Animated Series (1992).
                Arlequina surge também como personagem jogável em vários videojogos baseados no universo DC. Em Arkham Asylum, por exemplo, é retratada com um visual mais sinistro do que aquele com que se popularizou na televisão e na banda desenhada.
                  Embora não tenha ainda participado em qualquer filme do Homem-Morcego, Arlequina foi cogitada para, em conjunto com o Espantalho e o Morcego-Humano, fazer parte do lote de vilões que Batman enfrentaria em Batman Triumphant. Projeto que seria cancelado em virtude do fracasso de crítica e de bilheteira que foi Batman & Robin (1997). No guião original, Arlequina seria a filha do Joker em busca de vingança pela morte do pai no primeiro filme da série. Madonna, segundo consta, teria sido sondada para assumir o papel.

Uma versão mais sinistra da vilã no jogo Arkham Asylum.

terça-feira, 15 de maio de 2012

FÁBRICAS DE MITOS: DETECTIVE COMICS



        Rival histórica da Marvel Comics, a DC resulta da amálgama de várias companhias, sendo atualmente uma subsidiária da Time Warner. Foi a primeira editora a publicar histórias com super-heróis. Com o tempo, adotou a sigla de um dos seus títulos mais antigos: Detective Comics.

Ilustração clássica do Universo DC.

         Corria o ano de 1934 quando Major Malcolm Wheeler-Nicholson fundou em Nova Iorque a National Allied Publications(NAP). No ano seguinte, a nova editora lançou More Fun Comics (mais tarde conhecida como New Fun e More Fun). Tratava-se da  primeira revista aos quadradinhos em formato tabloide que apresentava mais material inédito do que reedições de tiras originalmente publicadas em jornais. Foi no seu sexto número que se estreou uma dupla que ficaria mundialmente famosa: Jerry Siegel e Joe Shuster. À época, os futuros "pais" do Homem de Aço produziam, sob pseudónimos, as aventuras do mosqueteiro Henri Duval e do combatente sobrenatural do crime, Doutor Oculto.
            Face ao sucesso de More Fun Comics, Wheeler-Nicholson resolveu lançar um segundo título: em dezembro de 1935, chegou às bancas New Comics, que ficaria célebre por ter inaugurado a chamada Idade do Ouro dos Quadradinhos.
             O terceiro e último título lançado sob a égide da NAP foi Detective Comics (março de 1937). Tratava-se de uma série de antologias que se tornou uma sensação quando introduziu Batman dois anos depois. Nessa altura, porém, Wheeler-Nicholson já cessara a sua participação na empresa. De modo a honrar compromissos financeiros, o fundador da NAP aceitou Harry Donenfeld como sócio. Em conjunto com Jack Liebowitz, formaram a Detective Comics, Inc. Como as dívidas de Wheeler-Nicholson persistiam, foi obrigado a abandonar o projeto.

Batman estreou-se no nº26 de Detective Comics (1939).
             A NAP e a DC eram, com efeito, propriedade dos mesmos acionistas. Coube, no entanto, à primeira a ideia de iniciar uma quarta série regular. Estrelada pelo debutante Superman, Action Comics nº1 chegou às bancas em junho de 1938, obtendo um sucesso estratosférico. Na esteira do qual, a editora introduziu um lote novas personagens que se tornariam icónicas: Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Sociedade da Justiça da América, entre muitas outras.
             Em 1944, a NAP e a DC fundiram-se, daí resultando a National Comics. A qual absorveu também a All-American Comics, propriedade de Jack Liebowitz e Maxwell Gaines.
             Apesar de o nome oficial ser National Comics e National Periodical Publications, a empresa era coloquialmente conhecida como DC Comics e o logótipo "DC-Superman" foi desde muito cedo usado na linha.

Action Comics nº1 (1938) estrelada por Superman.
               No período subsequente à II Guerra Mundial, o género de super-heróis perdeu fulgor. Em resposta a esta nova conjuntura, a DC não hesitou em apostar noutros géneros. Ficção científica, western, terror e romance foram alguns dos sucedâneos encontrados. Contudo, a despeito da redução das respetivas tiragens, títulos como Action Comics e Detective Comics sobreviveram ao declínio.
               Foi preciso esperar até meados da década de 1950 para se assistir a uma revitalização dos super-heróis. Esse período, comummente designado Idade da Prata dos Quadradinhos, foi inaugurado com a reformulação, sob a batuta do então editor-chefe Julius Shwartz, de duas personagens clássicas do universo DC: Flash e Lanterna Verde. Com a modernização das suas origens, poderes e visuais, procurava-se atrair uma nova safra de leitores. O objetivo foi atingido e, em consequência, surgiu uma miríade de novas personagens e títulos. Uma política expansionista que foi travada no início da década seguinte em virtude do surgimento da arquirrival Marvel Comics.
              Com o primeiro lugar no mercado norte-americano de comics ameaçado, em 1967 Carmine Infantino (artista do Batman), assumiu as funções de diretor editorial e recrutou pesos-pesados da indústria como Steve Ditko (cocriador do Homem-Aranha) e novatos promissores como Neal Adams (que dera nas vistas com o trabalho desenvolvido em X-Men).
              Com vários reveses de permeio, a DC procurou reconquistar a sua posição hegemónica no mercado ao longo das décadas de 1970 e 1980. Agora capitaneada pelo vice-presidente Paul Levitz e pelo editor Dick Giordano, a empresa imitou algumas editoras independentes na prática de oferecem parcerias e royalties. O objetivo era atrair artistas renomados e novos talentos visando revitalizar todo o universo DC.  Este projeto culminou com Crisis on Infinite Earths (Crise nas Infinitas Terras), dando uma rara oportunidade de descartar meio século de histórias e assim relançar as personagens de charneira da DC. Também em resultado dessa nova liberdade criativa, as minisséries Batman: The Dark Knight Returns (de Frank Miller) e Watchmen (de Alan Moore e Dave Gibbons) atraíram a atenção sobre a revolução em curso na DC. E permitiram-lhe, em articulação com uma agressiva estratégia de marketing, desafiar a liderança da Marvel Comics.
Wheeler-Nicholson, o "pai" da DC Comics.
               Em setembro de 2009, a Warner Bros. anunciou que a DC Comics se tornaria uma subsidiára da DC Entertainment Inc. com Diane  Nelson, até então presidente da Warner Premiere, a assumir a chefia da nova empresa e da DC Comics. Paul Levitz, por sua vez, foi relegado para o cargo de consultor  geral. Em 2011, a editora abandonou o Comics Code Autorithy, criando o seu próprio sistema de classificação etária. Ainda nesse ano, todos os títulos do universo DC voltaram ao número zero e os principais super-heróis tiveram as suas origens e visuais reformulados.
Em 2011, Superman e companhia ganharam visuais mais modernos.
             À semelhança da empresa que representa, também o logótipo da DC evoluiu ao longo dos anos, tendo o atual sido apresentado no início do presente ano. Com efeito, o primeiro logótipo com a sigla DC (abreviatura do título Detective Comics, ainda hoje publicado) surgiu pela primeira vez em março de 1940. Foi sucessivamente modificado até que, em 2008, a editora processou o fabricante de calçado DC Shoes por plágio. O feitiço virou-se, porém, contra o feiticeiro quando a DC Shoes descobriu que a DC Comics não registara o logótipo e avançou, por sua vez, com um processo judicial. Embora esse não seja reconhecido como o motivo oficial, já este ano a DC deu a conhecer um novo logótipo, apelidado de DC Spin e desenvolvido por Josh Beatman dos Brainchild Studios.
                  
Dos primórdios à atualidade: a evolução do logótipo da DC.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

NÉMESIS: GALACTUS



      Imaginem um ser mais antigo do que a própria Criação, que testemunhou o Big Bang,  senhor de um poder inimaginável e que trilha o Cosmos numa busca eterna por mundos que possam saciar a sua fome infinita. Assim é Galactus...

Nome original: Galactus
Primeira aparição: Fantastic Four nº48 ( abril de 1966)
Criadores: Stan Lee (texto) e Jack Kirby (arte)
Licencidadora: Marvel Comics
Identidade civil: Galan
Origem: Planeta Taa (Galan) e Ovo Cósmico (Galactus)
Parentes conhecidos: Morte e Eternidade (irmão e pai, respetivamente)
Base de operações: Todo o Universo
Poderes e habilidades: O poder cósmico de Galactus é imensurável. As suas capacidades são virtualmente infinitas: levitação; projeção de rajadas energéticas com elevado potencial destrutivo; transmutação de matéria em energia e vice-versa; reestruturação molecular; teletransporte espacial, temporal e dimensional; construção de campos de força inexpugnáveis; telepatia; etc. Embora a criatura geralmente evite o confronto físico, possui  força muito para lá da compreensão humana e pode ampliar o seu tamanho (que normalmente ronda os oito metros). Mesmo apenas imbuídos com uma insignificante fração do poder de Galactus, os seus arautos conseguem manipular matéria e energia a seu bel-prazer, o que os torna oponentes formidáveis.
                                 Para sustentar o seu imenso poder, Galactus necessita alimentar-se da energia vital dos planetas. Daí derivando o seu cognome "O Devorador de Mundos". Muitas vezes usa o seu Conversor Elemental no processo, não obstante poder extrair e absorver ele próprio a energia necessária. Inicialmente, um planeta com dimensões equivalentes às da Terra providenciar-lhe-ia energia suficiente para mais de um século. Agora ele necessita alimentar-se pelo menos uma vez por mês. E essa periodicidade pode reduzir-se consideravelmente caso necessite de armazenar energia para um grande dispêndio de poder cósmico.
                               Tratando-se de uma criatura física, Galactus pode, ainda assim, adotar uma forma abstrata na Dimensão das Manifestações para assim confraternizar com as entidades Morte e Eternidade.
Galactus estreou-se em Fantastic Four nº48 (1966).

Biografia: Único sobrevivente do universo que existia antes do Big Bang, Galactus é talvez o ser mais temido do Cosmos. Incontáveis biliões de anos atrás, ele nasceu como Galan no planeta Taa, um paraíso científico e de harmonia social. Estava, todavia, iminente o ocaso do velho universo. Toda a matéria convergia para um ponto central por via do processo cósmico que originou o Big Bang. Daí resultou a criação do Ovo Cósmico, uma esfera composta por matéria primordial compacta e desorganizada. Galan, um explorador espacial, descobriu uma praga radioativa que ameaçava toda a vida no seu mundo natal. Embora de início tenha sido alvo de chacota por parte dos seus patrícios, logo a verdade se tornou evidente à medida que pereciam as populações dos planetas vizinhos de Taa. A despeito de todos os esforços por parte dos mais brilhantes cientistas de Taa, nenhuma cura foi encontrada e os habitantes do planeta foram dizimados. Galan convenceu os poucos sobreviventes a acompanharem-no numa derradeira viagem espacial rumo ao caldeirão cósmico que se fervilhava no centro do universo. Os restantes acabariam por sucumbir à radiação mas Galan foi salvo pela Força Fénix do universo moribundo que o depositou no interior do Ovo Cósmico.
                  Com o Big Bang, a matéria contida no Ovo Cósmico explodiu, transformando-se em estrelas e planetas. Galactus e a sua gigantesca nave foram recriados, em simultâneo com as entidades Morte e Eternidade. Pese embora estas hajam permanecido adormecidas durante eras enquanto a vida se espalhava pelo universo recém-nascido.
                 A nave de Galactus despenhou-se num planeta desconhecido, onde um Vigia observou o seu ocupante emergir sob a forma de energia em bruto. Reconhecendo o perigo que a criatura representava para o Cosmos, o Vigia poderia tê-la matado. Mas não o fez em obediência ao seu voto de não-interferência.
                Galactus conseguiu reparar a sua nave e lançá-la novamente no espaço, ao mesmo tempo que a transformava numa gigantesca incubadora. Foi nela que passou incontáveis séculos, evoluindo até à sua forma atual. Anos mais tarde, porém, a sua hibernação seria subitamente interrompida quando a sua nave foi atingida por engano por uma raça alienígena que travava uma violenta guerra naquele setor espacial. Emergindo incólume do ataque, Galactus obliterou as armadas alienígenas que se digladiavam para, de seguida, devorar o primeiro de  muitos mundos: Archeopia.  Em redor do planeta devastado, construiu uma imensa nave que batizou de Taa II e que se tornou o novo lar do gigante. Uma tarefa que se prolongou por milénios.
                Inicialmente, transcorriam séculos entre os repastos cósmicos de Galactus, que procurava sempre mundos desabitados para satisfazer a sua fome. Porém, à medida que a sua fome aumentava, planetas dotados de vida deixaram de ser poupados. Entre eles esteve Zenn-La, mas foi persuadido por um nativo chamado Norrin Radd a poupá-lo em troca dos seus serviços como arauto encarregado de buscar planetas desprovidos de vida para servirem  de alimento a Galactus. A criatura aquiesceu e concedeu-lhe uma ínfima parcela do seu poder cósmico, transformando Norrin Radd no Surfista Prateado. Também lhe suprimiu a consciência moral para que o seu novo arauto, se necessário, lhe encontrasse planetas habitados. Isso levou a que, anos volvidos, o Surfista Prateado conduzisse o seu mestre à Terra, debalde os esforços do Vigia para ocultar o nosso planeta.
Criador e criatura: Galactus e o seu arauto, Surfista Prateado.

                  Após um breve recontro com o Quarteto Fantástico, e enquanto Galactus procedia aos preparativos para devorar a Terra, o Surfista foi convencido por Alicia Masters, a escultora cega namorada do Coisa, a voltar-se contra o seu mestre.  Embora incapaz de derrotar o gigante, o Surfista conseguiu retardá-lo enquanto o Vigia enviava o Tocha Humana a bordo da nave de Galactus a fim de surripiar o Nulificador Definitivo, uma das poucas armas capazes de matar a criatura. O Senhor Fantástico usou o Nulificador para forçar Galactus a poupar a Terra. Pela sua traição, o Surfista foi aprisionado na Terra devido a uma barreira invisível gerada pelo seu antigo mestre.
                 Ao Surfista Prateado seguiram-se vários novos arautos de diversas origens, sendo porventura o mais temível Terrax, o Destruidor que enfrentou o Quarteto Fantástico em diferentes ocasiões.
                Tendo em 2009 conquistado um honroso quinto lugar no Top 100 de Supervilões Dos Quadradinhos elaborado pelo site IGN, Galactus tem marcado presença em diversas séries animadas, videojogos e linhas de brinquedos produzidos pela Marvel. Também figurou (embora numa forma diferente da tradicional) no filme Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer (2007).
Galactus ameaça a Terra no 2º filme do Quarteto Fantástico.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

HERÓIS EM AÇÃO: SENHOR DESTINO

   
       Conhecido entre nós como Senhor Destino, de molde a evitar confusões com o famoso vilão da Marvel Doutor Destino, este herói, surgido em plena Idade do Ouro dos comics, é um dos mais poderosos e enigmáticos do universo DC. Mestre do misticismo, foi  membro fundador da Sociedade da Justiça da América, a primeira equipa de super-heróis da história dos quadradinhos.

Nome original: Doctor Fate
Primeira aparição: More Fun Comics nº55 (maio de 1940)
Criadores: Gardner Fox e Howard Sherman
Licenciadora: Detective Comics
Identidade civil: Kent Nelson (o primeiro Senhor Destino), Kent V. Nelson (na atual versão)
Parentes conhecidos: Sven Nelson (pai), Celestine Babcock (mãe), Inza Cramer (esposa), Kent Nelson Jr. (filho),  Kent V. Nelson (sobrinho-neto)
Base de operações: Torre do Destino (Salem, Massachusetts)
Filiação: Sociedade da Justiça da América, Liga da Justiça, Tropa dos Lanternas Negros
Poderes e habilidades: Os vastos poderes místicos do Sr. Destino derivam da possessão de Kent Nelson pela entidade Destino (um dos Senhores da Ordem chamado Nabu). Durante a Idade do Ouro, o Sr. Destino era considerado o segundo herói mais poderoso do universo DC, apenas suplantado pelo Espectro. Graças ao Elmo de Nabu, ao Amuleto de Anúbis e ao Manto do Destino, a telecinese, a levitação, a projeção astral, a telepatia e a manipulação magnética fazem parte do seu infindável repertório de habilidades. Às quais acrescem ainda força ampliada, invulnerabilidade, transmutação e a capacidade de viajar no tempo e entre dimensões. Porém, também possui algumas fraquezas: sem o Elmo de Nabu, Kent Nelson, embora dotado de pequenos poderes mágicos, não passa de um homem comum. O principal ponto fraco do Sr. Destino é, de resto, a sua forma física que pode ser destruída. O facto de não ter sido concebido para ser masculino ou feminino mas sim uma simbiose de ambos impede-o de atingir o seu pleno potencial.
Embora com Espectro na capa, foi neste número de More Fun Comics que o Sr. Destino se estreou.

Biografia: Em 1920, o arqueólogo Sven Nelson organizou uma expedição ao Vale do Ur na antiga Mesopotâmia. O seu filho Kent acompanhou-o e, acidentalmente, provocou a morte do progenitor. Certo dia descobriram um pirâmide subterrânea que encerrava uma misteriosa tumba. Tratava-se do túmulo de Nabu, um feiticeiro ancestral do planeta Cilia, que se mantivera em animação suspensa durante milhares de anos. Movido pela curiosidade, o jovem Kent abriu a tumba. Foi assim libertado um gás venenoso que matou Sven. Compadecido da tragédia do jovem, Nabu decidiu adotá-lo e iniciá-lo no estudos das artes místicas. Seria, no entanto, revelado mais tarde que Nabu orquestrara a situação a fim de obter um novo hospedeiro.
                 Ao longo de duas décadas, Kent Nelson aprendeu os segredos do universo e foi treinado para se tornar um agente dos Senhores da Ordem no seu interminável conflito com os Senhores do Caos.  Finda a sua preparação, Nabu ofereceu a Kent Nelson três poderosos artefactos: o Elmo de Nabu, o Manto do Destino e o Amuleto de Anúbis.
                Já sob a identidade de Senhor Destino, Kent Nelson regressou aos Estados Unidos onde iniciou uma cruzada contra o crime e qualquer tipo de ameaças sobrenaturais. No entanto, Nabu, através do elmo, guiaria sempre as suas ações e, ao despertar dessa espécie de transe, Kent Nelson apenas se lembraria vagamente das aventuras vividas pelo seu alter ego. Pouco tempo depois conheceria uma bela estudante universitária, de sua graça Inza Cramer, que viria a desposar.
                Durante a II Guerra Mundial, o Sr. Destino encontrou-se pela primeira vez com outro herói. Nada mais nada menos do que o Espectro, a Ira de Deus. Juntos, destruíram um portal dimensional criado pelos militares que dava acesso a uma realidade habitada por demónios. A pedido do Presidente Roosevelt, eles formaram, em conjunto com outros super-heróis da época como as versões originais do Lanterna Verde, do Flash e do Gavião Negro, a Sociedade da Justiça da América.

A Sociedade da Justiça da América.

                Nesse período, o Elmo de Nabu tornou-se cada vez mais possessivo, levando Kent Nelson a tomar a medida drástica de usar apenas metade do seu poder.  Em meados dos anos 1950, acabaria mesmo por desistir da sua carreira heroica, optando por trabalhar na área da Física, já depois de ter casado com Inza Cramer.
               Voltaria, no entanto, a usar o Elmo de Nabu e a fazer parte da Sociedade da Justiça  da América quando esta foi reativada na década de 1960. Ao contrário, porém, dos seus camaradas, Kent Nelson não envelhecera devido à pequena porção de poder místico que conservara durante esse interregno.
              Na sequência da maquinação de Darkseid para voltar a humanidade contra os seus heróis (eventos narrados na minissérie "Lendas"), o Senhor Destino fundou a nova Liga da Justiça.
              Não tardou, porém, a que a tragédia se abatesse novamente sobre a sua vida. Após o suicídio da sua esposa, Kent Nelson, destroçado, quis também ele pôr termo à vida. Foi, contudo, impedido por Nabu que só o permitiria depois de Kent o ajudar a encontrar um novo hospedeiro. O escolhido foi  Eric Strauss que se tornou assim o segundo usuário do Manto do Destino. Kent descobriu entretanto que o Sr. Destino devia ser uma trindade: homem, mulher e Destino. Depois de quebrar o elo que unia Nabu à entidade Destino, Kent possibilitou que Eric Strauss e a sua amante, Linda, se tornassem no novo Sr. Destino. Nabu, por sua vez, concedeu enfim a morte ao seu antigo hospedeiro. As almas dos Kent desfrutaram uma tranquila vida no Além no interior do Amuleto de Anúbis, onde criaram o filho do casal, Kent Nelson Jr.
             Durante uma batalha em Apokolips, Eric Strauss foi morto. Coube assim a Linda assumir sozinha o poder do Sr. Destino. Não tardou, porém, a ser também ela assassinada pelos Senhores do Caos. Ressuscitados em novos corpos, Kent Nelson e Inza Cramer fundiram-se para dar origem ao novo Sr. Destino.
             Houve ainda dois outros hospedeiros, Jared Stevens e Hector Hall. Ambos usaram o Elmo de Nabu por um curto período de tempo. Atualmente, o legado do Sr. Destino pertence a Kent V. Nelson, sobrinho-neto do primeiro Sr. Destino.
             Fora da banda desenhada, o Sr. Destino tem participado ao longo dos anos em várias séries de animação produzidas pela DC, assim como em Smallville onde foi interpretado por Brent Stait.
              
O Sr. Destino também marcou presença em Smallville.