quarta-feira, 6 de junho de 2012

NÉMESIS: THANOS



       O seu nome deriva de Thanatos, o deus grego da morte. A mesma pela qual é obcecado. Thanos é um dos mais poderosos, insanos e infames vilões dos quadradinhos. É ele o verdadeiro arquiteto do plano de conquista da Terra no recente filme dos Vingadores.

Nome original: Thanos
Primeira aparição: Iron Man nº55 (fevereiro de 1973)
Criador: Jim Starlin
Licenciadora: Marvel Comics
Origem: Titã (uma das luas de Saturno)
Parentes conhecidos: Mentor e Sui-San (pais), Eros/Starfox (irmão).
Base de operações: Todo o Cosmos
Filiação: Eternos
Poderes e habilidades: Mesmo quando não utiliza artefactos místicos ou cósmicos, Thanos é tremendamente poderoso dada a sua natureza semidivina. Entre as suas muitas habilidades, destacam-se a telecinésia, a capacidade de manipular e absorver energia cósmica, a transmutação de matéria, telepatia e superforça. É também portador de avançada tecnologia alienígena que lhe permite, entre outras coisas, gerar campos de força, teletransportar-se, abrir portais interdimensionais e viajar no tempo. Acresce a tudo isto o seu vasto intelecto que lhe permite planificar eficazmente de modo a obter o que deseja.
Thanos debutou no nº55 de Iron Man (1973).



Biografia: Thanos nasceu em Titã, uma das luas de Saturno. Embora tratado de igual forma pelos seu pais e restantes Eternos, Thanos cedo percebeu que era diferente. Ele possuía, com efeito, um gene mutante que o aproximava mais dos Deviantes, uma raça aparentada , porém, sua inimiga. Em resultado disso, cresceu em solidão, desenvolvendo em simultâneo uma obsessão pelo niilismo e pela morte. Em especial pela Senhora Morte, a entidade cósmica que corporiza a mortalidade. Enamorado dela, Thanos não olhou a esforços para lhe agradar.
                  Autoproclamando-se o campeão da morte, Thanos, no seu primeiro ato genocida, conduziu um bombardeamento nuclear contra o seu próprio mundo. Daí resultaram milhões de mortes que lhe valeram o epíteto de Titã Louco.
                  Anos depois, Thanos apoderou-se do Cubo Cósmico, um artefacto de poder incomensurável capaz de realizar qualquer desejo do seu portador. Satisfazendo as suas ambições divinas, Thanos usou o Cubo Cósmico para se tornar omnipotente. Pelo meio, derrotou facilmente vários heróis terrestres (entre eles os Vingadores) que o tentaram deter. Thanos cometeu, porém, um erro crasso: julgando já não necessitar do Cubo Cósmico, desembaraçou-se dele. O que permitiu ao Capitão Marvel destruir o dispositivo e neutralizar o Titã Louco. O golpe de misericórdia, porém, foi desferido pela sua amada Senhora Morte que abandonou o vilão devido ao seu fracasso.
                Ainda apaixonado pela Morte, Thanos regressou algum tempo depois com novo plano de aniquilação cósmica para se redimir junto dela. Desta feita, apoderou-se das Gemas do Infinito. Com elas, o Titã Louco dispunha de poder suficiente para obliterar metade do universo. O que muito impressionou a Morte, apostada em restaurar o equilíbrio do universo dada a existência de mais vivos do que mortos.
Thanos com as Gemas do Infinito.

                 A despeito da sua omnipotência, Thanos acabou por ser derrotado às mãos do seu arqui-inimigo Adam Warlock, depois deste lhe ter retirado as Gemas do Infinito e ter desfeito todo o mal causado pelo vilão. Para escapar, Thanos encenou a própria morte.
                Estas são, no entanto, apenas algumas das igonomínias perpetradas por Thanos. O vilão é responsável por inúmeras maquinações ora para obter poder para si mesmo, ora para impressionar a sua eterna amada. No seu vastíssimo currículo, destaca-se ainda o assassínio de Adam Warlock.
     
Adam Warlock e Thanos são arqui-inimigos.

Origem da personagem: A propósito da sua criação, Jim Starlin recorda: "Fui para a universidade entre o serviço militar e o  meu primeiro emprego nos quadradinhos.  Numa aula de Psicologia surgiu-me a ideia de criar Thanos. Apresentei o esboço a Roy Thomas (editor-chefe da Marvel à época) e ele perguntou-me se eu queria fazer uma edição de Iron Man.  Senti que essa seria a minha única oportunidade de lançar uma personagem própria, embora duvidasse na altura que a minha carreira pudesse durar mais do que algumas semanas. No início, Thanos era um vilão bem mais franzino. Roy, no entanto, sugeriu torná-lo maior. E desde então creio que não parou de crescer...".
                                         Starlin não esconde a sua admiração pela obra do mestre Jack Kirby mas nega ter-se inspirado em Darkseid para criar Thanos: "Kirby criara Os Novos Deuses, os quais eu achava sensacionais. Ele trabalhava para a DC na altura. Muitos pensam que Thanos surge como uma imitação de Darkseid, o que não é de todo verdade. Nos meus primeiros esboços, se ele se parecia com alguma personagem de Kirby era com Metron. Tinha na minha cabeça uma história que envolvia deuses e todas as coisas que eu queria fazer com eles.  Assim surgiram Thanos e os Titãs. Roy olhou para os meus esboços e ironizou: "Torna-o maior. Se vais plagiar um dos Novos Deuses, ao menos escolhe o melhor, Darkeseid."

Na sua estreia, Thanos era muito menos corpulento.
Noutros media: Ocupando o 47º lugar no ranking dos 100 Melhores Vilões dos Quadradinhos de Todos os Tempo, promovido pelo IGN, Thanos é presença assídua em séries de animação, videojogos, brinquedos e todo o tipo de merchandise produzido pela Marvel.
                           Recentemente, fez uma breve aparição no final do filme dos Vingadores, revelando ser o verdadeiro mentor do plano de conquista da Terra levado a cabo pelo seu peão Loki.
               
Nos quadradinhos e fora deles, Thanos e os Vingadores são velhos inimigos.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

NÉMESIS: ARLEQUINA


     Com uma paixão obsessiva pelo Joker, Arlequina tornou-se sua amante e parceira criminosa. O seu grau de loucura, embora elevado, é, ainda, assim, muito inferior ao do Palhaço do Crime. Personagem secundária numa série animada do Batman, com o tempo tornou-se uma das vilãs mais divertidas dos quadradinhos.

Nome original: Harley Quinn
Primeira aparição: Batman: The Animated Series (episódio "Joker's Favor"), setembro de 1992
Primeira aparição na BD: The Batman Adventures nº12 (setembro de 1993)
Criadores: Paul Dini (texto) e Bruce Timm (arte)
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Harleen Francis Quinzel
Base de operações:Gotham City
Filiação: Esquadrão Suicida, Sexteto Secreto, Sociedade Secreta de Supervilões
Poderes e armas:  Antes de ser gravemente ferida e salva por uma misteriosa poção dada pela sua amiga Hera Venenosa, Arlequina não passava de uma mulher comum. Depois desse episódio, a sua força, velocidade e agilidade foram ampliadas. Adquiriu também imunidade a toxinas e um fator de cura. É uma excelente lutadora corpo a corpo e uma mestre do disfarce. Psiquiatra de formação, possui vastos conhecimentos em relação ao funcionamento da mente humana. Também usa habitualmente armas e apetrechos bizarros como martelos gigantes ou pistolas com grandes rolhas nos canos.
A estreante Arlequina e Hera Venenosa ameaçam Batgirl em The Batman Adventures nº12. 
Biografia: Inspirada na atriz Arleen Sorkin que, num episódio de Days of Our Lives usava um fato de bobo da corte, Arlequina foi originalmente criada por Paul Dini e Bruce Timm, em 1992, para figurar na série de animação Batman: The Animated Series. A reação entusiasta do público em relação ao surgimento da nova personagem levou a que esta fizesse sucessivas aparições na série e que, no ano seguinte, saltasse para as páginas das revistas do Homem-Morcego. Logo na primeira história, une forças com Hera Venenosa para infernizar a vida da Batgirl.
                 Nascida Harleen Quinzel, a sua mãe era uma mulher mentalmente desequilibrada que amiúde a maltratava psicologicamente. O seu irmão mais novo era um fracassado com filhos de pelo menos duas mulheres diferentes e que ainda vivia em casa da mãe. O seu pai era um sedutor burlão especializado em extorquir dinheiro a mulheres incautas . Em resultado disso, fora condenado a uma longa pena de prisão. Foi para tentar compreender o que levou o pai a dedicar-se a uma vida de crime que Harleen decidiu estudar Psiquiatria.
                 Quando trabalhava como estagiária no Asilo Arkham (instituição psiquiátrica que alberga criminosos insanos) Harleen conheceu o Joker. Fascinada pela sua loucura, não desperdiçou a oportunidade de analisar a mente retorcida do eterno némesis do Batman. Durante uma das sessões de psicoterapia, o Joker narrou a sua trágica infância marcada por supostos abusos cometidos pelo próprio pai. Comovida com a história do seu desconcertante paciente, Harleen não tarda a enamorar-se dele. Fazendo um trocadilho com o seu nome, o Palhaço do Crime batiza-a de Arlequina (Harley Quinn no original) e convence-a a ajudá-lo a escapar do Arkham.
Arlequina e Joker: um amor louco.
                   Mais tarde, Arlequina, já com o estatuto de parceira do crime do Joker, descobre que todas as confidências que este lhe fizera não passavam de mentiras. Esta foi, com efeito, a primeira de muitas vezes em que Arlequina foi manipulada pelo Palhaço do Crime. A relação entre ambos assume contornos doentios com a jovem a desenvolver uma paixão obsessiva pelo parceiro que a impede de o abandonar, não obstante as constantes traições dele.
                   Esta versão grotesca de Bonnie & Clyde espalha o caos por Gotham City até serem detidos por Batman. Enviada para o Arkham, Arlequina logra escapar vezes sem conta para se voltar a juntar ao seu amado.Este, por sua vez, continua a manobrá-la a seu bel-prazer, raramente expressando afeto pela sua submissa concubina.
                  Além de Batman: The Animated Series, onde debutou, Arlequina participou em várias outras séries de animação do Homem Morcego. Entre elas, destaca-se a quarta temporada de Batman onde Arlequina surge como uma pretensa psiquiatra que aconselha os ouvintes do seu programa radiofónico. A verdade, porém, é que causava mais problemas do que ajudava a resolver.
Arlequina em Batman: The Animated Series (1992).
                Arlequina surge também como personagem jogável em vários videojogos baseados no universo DC. Em Arkham Asylum, por exemplo, é retratada com um visual mais sinistro do que aquele com que se popularizou na televisão e na banda desenhada.
                  Embora não tenha ainda participado em qualquer filme do Homem-Morcego, Arlequina foi cogitada para, em conjunto com o Espantalho e o Morcego-Humano, fazer parte do lote de vilões que Batman enfrentaria em Batman Triumphant. Projeto que seria cancelado em virtude do fracasso de crítica e de bilheteira que foi Batman & Robin (1997). No guião original, Arlequina seria a filha do Joker em busca de vingança pela morte do pai no primeiro filme da série. Madonna, segundo consta, teria sido sondada para assumir o papel.

Uma versão mais sinistra da vilã no jogo Arkham Asylum.

terça-feira, 15 de maio de 2012

FÁBRICAS DE MITOS: DETECTIVE COMICS



        Rival histórica da Marvel Comics, a DC resulta da amálgama de várias companhias, sendo atualmente uma subsidiária da Time Warner. Foi a primeira editora a publicar histórias com super-heróis. Com o tempo, adotou a sigla de um dos seus títulos mais antigos: Detective Comics.

Ilustração clássica do Universo DC.

         Corria o ano de 1934 quando Major Malcolm Wheeler-Nicholson fundou em Nova Iorque a National Allied Publications(NAP). No ano seguinte, a nova editora lançou More Fun Comics (mais tarde conhecida como New Fun e More Fun). Tratava-se da  primeira revista aos quadradinhos em formato tabloide que apresentava mais material inédito do que reedições de tiras originalmente publicadas em jornais. Foi no seu sexto número que se estreou uma dupla que ficaria mundialmente famosa: Jerry Siegel e Joe Shuster. À época, os futuros "pais" do Homem de Aço produziam, sob pseudónimos, as aventuras do mosqueteiro Henri Duval e do combatente sobrenatural do crime, Doutor Oculto.
            Face ao sucesso de More Fun Comics, Wheeler-Nicholson resolveu lançar um segundo título: em dezembro de 1935, chegou às bancas New Comics, que ficaria célebre por ter inaugurado a chamada Idade do Ouro dos Quadradinhos.
             O terceiro e último título lançado sob a égide da NAP foi Detective Comics (março de 1937). Tratava-se de uma série de antologias que se tornou uma sensação quando introduziu Batman dois anos depois. Nessa altura, porém, Wheeler-Nicholson já cessara a sua participação na empresa. De modo a honrar compromissos financeiros, o fundador da NAP aceitou Harry Donenfeld como sócio. Em conjunto com Jack Liebowitz, formaram a Detective Comics, Inc. Como as dívidas de Wheeler-Nicholson persistiam, foi obrigado a abandonar o projeto.

Batman estreou-se no nº26 de Detective Comics (1939).
             A NAP e a DC eram, com efeito, propriedade dos mesmos acionistas. Coube, no entanto, à primeira a ideia de iniciar uma quarta série regular. Estrelada pelo debutante Superman, Action Comics nº1 chegou às bancas em junho de 1938, obtendo um sucesso estratosférico. Na esteira do qual, a editora introduziu um lote novas personagens que se tornariam icónicas: Batman, Mulher-Maravilha, Flash, Lanterna Verde, Sociedade da Justiça da América, entre muitas outras.
             Em 1944, a NAP e a DC fundiram-se, daí resultando a National Comics. A qual absorveu também a All-American Comics, propriedade de Jack Liebowitz e Maxwell Gaines.
             Apesar de o nome oficial ser National Comics e National Periodical Publications, a empresa era coloquialmente conhecida como DC Comics e o logótipo "DC-Superman" foi desde muito cedo usado na linha.

Action Comics nº1 (1938) estrelada por Superman.
               No período subsequente à II Guerra Mundial, o género de super-heróis perdeu fulgor. Em resposta a esta nova conjuntura, a DC não hesitou em apostar noutros géneros. Ficção científica, western, terror e romance foram alguns dos sucedâneos encontrados. Contudo, a despeito da redução das respetivas tiragens, títulos como Action Comics e Detective Comics sobreviveram ao declínio.
               Foi preciso esperar até meados da década de 1950 para se assistir a uma revitalização dos super-heróis. Esse período, comummente designado Idade da Prata dos Quadradinhos, foi inaugurado com a reformulação, sob a batuta do então editor-chefe Julius Shwartz, de duas personagens clássicas do universo DC: Flash e Lanterna Verde. Com a modernização das suas origens, poderes e visuais, procurava-se atrair uma nova safra de leitores. O objetivo foi atingido e, em consequência, surgiu uma miríade de novas personagens e títulos. Uma política expansionista que foi travada no início da década seguinte em virtude do surgimento da arquirrival Marvel Comics.
              Com o primeiro lugar no mercado norte-americano de comics ameaçado, em 1967 Carmine Infantino (artista do Batman), assumiu as funções de diretor editorial e recrutou pesos-pesados da indústria como Steve Ditko (cocriador do Homem-Aranha) e novatos promissores como Neal Adams (que dera nas vistas com o trabalho desenvolvido em X-Men).
              Com vários reveses de permeio, a DC procurou reconquistar a sua posição hegemónica no mercado ao longo das décadas de 1970 e 1980. Agora capitaneada pelo vice-presidente Paul Levitz e pelo editor Dick Giordano, a empresa imitou algumas editoras independentes na prática de oferecem parcerias e royalties. O objetivo era atrair artistas renomados e novos talentos visando revitalizar todo o universo DC.  Este projeto culminou com Crisis on Infinite Earths (Crise nas Infinitas Terras), dando uma rara oportunidade de descartar meio século de histórias e assim relançar as personagens de charneira da DC. Também em resultado dessa nova liberdade criativa, as minisséries Batman: The Dark Knight Returns (de Frank Miller) e Watchmen (de Alan Moore e Dave Gibbons) atraíram a atenção sobre a revolução em curso na DC. E permitiram-lhe, em articulação com uma agressiva estratégia de marketing, desafiar a liderança da Marvel Comics.
Wheeler-Nicholson, o "pai" da DC Comics.
               Em setembro de 2009, a Warner Bros. anunciou que a DC Comics se tornaria uma subsidiára da DC Entertainment Inc. com Diane  Nelson, até então presidente da Warner Premiere, a assumir a chefia da nova empresa e da DC Comics. Paul Levitz, por sua vez, foi relegado para o cargo de consultor  geral. Em 2011, a editora abandonou o Comics Code Autorithy, criando o seu próprio sistema de classificação etária. Ainda nesse ano, todos os títulos do universo DC voltaram ao número zero e os principais super-heróis tiveram as suas origens e visuais reformulados.
Em 2011, Superman e companhia ganharam visuais mais modernos.
             À semelhança da empresa que representa, também o logótipo da DC evoluiu ao longo dos anos, tendo o atual sido apresentado no início do presente ano. Com efeito, o primeiro logótipo com a sigla DC (abreviatura do título Detective Comics, ainda hoje publicado) surgiu pela primeira vez em março de 1940. Foi sucessivamente modificado até que, em 2008, a editora processou o fabricante de calçado DC Shoes por plágio. O feitiço virou-se, porém, contra o feiticeiro quando a DC Shoes descobriu que a DC Comics não registara o logótipo e avançou, por sua vez, com um processo judicial. Embora esse não seja reconhecido como o motivo oficial, já este ano a DC deu a conhecer um novo logótipo, apelidado de DC Spin e desenvolvido por Josh Beatman dos Brainchild Studios.
                  
Dos primórdios à atualidade: a evolução do logótipo da DC.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

NÉMESIS: GALACTUS



      Imaginem um ser mais antigo do que a própria Criação, que testemunhou o Big Bang,  senhor de um poder inimaginável e que trilha o Cosmos numa busca eterna por mundos que possam saciar a sua fome infinita. Assim é Galactus...

Nome original: Galactus
Primeira aparição: Fantastic Four nº48 ( abril de 1966)
Criadores: Stan Lee (texto) e Jack Kirby (arte)
Licencidadora: Marvel Comics
Identidade civil: Galan
Origem: Planeta Taa (Galan) e Ovo Cósmico (Galactus)
Parentes conhecidos: Morte e Eternidade (irmão e pai, respetivamente)
Base de operações: Todo o Universo
Poderes e habilidades: O poder cósmico de Galactus é imensurável. As suas capacidades são virtualmente infinitas: levitação; projeção de rajadas energéticas com elevado potencial destrutivo; transmutação de matéria em energia e vice-versa; reestruturação molecular; teletransporte espacial, temporal e dimensional; construção de campos de força inexpugnáveis; telepatia; etc. Embora a criatura geralmente evite o confronto físico, possui  força muito para lá da compreensão humana e pode ampliar o seu tamanho (que normalmente ronda os oito metros). Mesmo apenas imbuídos com uma insignificante fração do poder de Galactus, os seus arautos conseguem manipular matéria e energia a seu bel-prazer, o que os torna oponentes formidáveis.
                                 Para sustentar o seu imenso poder, Galactus necessita alimentar-se da energia vital dos planetas. Daí derivando o seu cognome "O Devorador de Mundos". Muitas vezes usa o seu Conversor Elemental no processo, não obstante poder extrair e absorver ele próprio a energia necessária. Inicialmente, um planeta com dimensões equivalentes às da Terra providenciar-lhe-ia energia suficiente para mais de um século. Agora ele necessita alimentar-se pelo menos uma vez por mês. E essa periodicidade pode reduzir-se consideravelmente caso necessite de armazenar energia para um grande dispêndio de poder cósmico.
                               Tratando-se de uma criatura física, Galactus pode, ainda assim, adotar uma forma abstrata na Dimensão das Manifestações para assim confraternizar com as entidades Morte e Eternidade.
Galactus estreou-se em Fantastic Four nº48 (1966).

Biografia: Único sobrevivente do universo que existia antes do Big Bang, Galactus é talvez o ser mais temido do Cosmos. Incontáveis biliões de anos atrás, ele nasceu como Galan no planeta Taa, um paraíso científico e de harmonia social. Estava, todavia, iminente o ocaso do velho universo. Toda a matéria convergia para um ponto central por via do processo cósmico que originou o Big Bang. Daí resultou a criação do Ovo Cósmico, uma esfera composta por matéria primordial compacta e desorganizada. Galan, um explorador espacial, descobriu uma praga radioativa que ameaçava toda a vida no seu mundo natal. Embora de início tenha sido alvo de chacota por parte dos seus patrícios, logo a verdade se tornou evidente à medida que pereciam as populações dos planetas vizinhos de Taa. A despeito de todos os esforços por parte dos mais brilhantes cientistas de Taa, nenhuma cura foi encontrada e os habitantes do planeta foram dizimados. Galan convenceu os poucos sobreviventes a acompanharem-no numa derradeira viagem espacial rumo ao caldeirão cósmico que se fervilhava no centro do universo. Os restantes acabariam por sucumbir à radiação mas Galan foi salvo pela Força Fénix do universo moribundo que o depositou no interior do Ovo Cósmico.
                  Com o Big Bang, a matéria contida no Ovo Cósmico explodiu, transformando-se em estrelas e planetas. Galactus e a sua gigantesca nave foram recriados, em simultâneo com as entidades Morte e Eternidade. Pese embora estas hajam permanecido adormecidas durante eras enquanto a vida se espalhava pelo universo recém-nascido.
                 A nave de Galactus despenhou-se num planeta desconhecido, onde um Vigia observou o seu ocupante emergir sob a forma de energia em bruto. Reconhecendo o perigo que a criatura representava para o Cosmos, o Vigia poderia tê-la matado. Mas não o fez em obediência ao seu voto de não-interferência.
                Galactus conseguiu reparar a sua nave e lançá-la novamente no espaço, ao mesmo tempo que a transformava numa gigantesca incubadora. Foi nela que passou incontáveis séculos, evoluindo até à sua forma atual. Anos mais tarde, porém, a sua hibernação seria subitamente interrompida quando a sua nave foi atingida por engano por uma raça alienígena que travava uma violenta guerra naquele setor espacial. Emergindo incólume do ataque, Galactus obliterou as armadas alienígenas que se digladiavam para, de seguida, devorar o primeiro de  muitos mundos: Archeopia.  Em redor do planeta devastado, construiu uma imensa nave que batizou de Taa II e que se tornou o novo lar do gigante. Uma tarefa que se prolongou por milénios.
                Inicialmente, transcorriam séculos entre os repastos cósmicos de Galactus, que procurava sempre mundos desabitados para satisfazer a sua fome. Porém, à medida que a sua fome aumentava, planetas dotados de vida deixaram de ser poupados. Entre eles esteve Zenn-La, mas foi persuadido por um nativo chamado Norrin Radd a poupá-lo em troca dos seus serviços como arauto encarregado de buscar planetas desprovidos de vida para servirem  de alimento a Galactus. A criatura aquiesceu e concedeu-lhe uma ínfima parcela do seu poder cósmico, transformando Norrin Radd no Surfista Prateado. Também lhe suprimiu a consciência moral para que o seu novo arauto, se necessário, lhe encontrasse planetas habitados. Isso levou a que, anos volvidos, o Surfista Prateado conduzisse o seu mestre à Terra, debalde os esforços do Vigia para ocultar o nosso planeta.
Criador e criatura: Galactus e o seu arauto, Surfista Prateado.

                  Após um breve recontro com o Quarteto Fantástico, e enquanto Galactus procedia aos preparativos para devorar a Terra, o Surfista foi convencido por Alicia Masters, a escultora cega namorada do Coisa, a voltar-se contra o seu mestre.  Embora incapaz de derrotar o gigante, o Surfista conseguiu retardá-lo enquanto o Vigia enviava o Tocha Humana a bordo da nave de Galactus a fim de surripiar o Nulificador Definitivo, uma das poucas armas capazes de matar a criatura. O Senhor Fantástico usou o Nulificador para forçar Galactus a poupar a Terra. Pela sua traição, o Surfista foi aprisionado na Terra devido a uma barreira invisível gerada pelo seu antigo mestre.
                 Ao Surfista Prateado seguiram-se vários novos arautos de diversas origens, sendo porventura o mais temível Terrax, o Destruidor que enfrentou o Quarteto Fantástico em diferentes ocasiões.
                Tendo em 2009 conquistado um honroso quinto lugar no Top 100 de Supervilões Dos Quadradinhos elaborado pelo site IGN, Galactus tem marcado presença em diversas séries animadas, videojogos e linhas de brinquedos produzidos pela Marvel. Também figurou (embora numa forma diferente da tradicional) no filme Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer (2007).
Galactus ameaça a Terra no 2º filme do Quarteto Fantástico.