segunda-feira, 25 de março de 2013

GALERIA DE VILÕES: EXTERMINADOR





      Geneticamente aprimorado e regido por uma ética muito própria, o Exterminador é uma máquina assassina com tanto de eficiente como de imprevisível.
 
 
Nome original: Deathstroke, the Terminator
Primeira aparição: The New Teen Titans (vol.1) nº2 (dezembro de 1980)
Criadores: Marv Wolfman e George Pérez
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Slade Joseph Wilson
Parentes conhecidos: Nathaniel Wilson (pai), Adeline Kane (ex-esposa falecida), Grant Wilson/Ravager I (filho falecido), Joseph Wilson/Jericó (filho) e Rose Wilson/ Ravager V (filha)
Filiação: Exército dos EUA, Sociedade Secreta de Supervilões, Liga da Injustiça, Team 7, Xeque-mate e Titãs.
Base de operações: móvel
Habilidades e armas:
 
*Intelecto sobredotado: em resultado do experimento científico a que foi submetido, o Exterminador tornou-se capaz de usar 90% da capacidade do seu cérebro (em contraste com os 10% de um ser humano médio);
* Fator de cura acelerado: permite-lhe regenerar tecidos danificados e cicatrizar feridas potencialmente fatais;
* Imunidade: associada às suas capacidades regenerativas, o Exterminador desenvolveu igualmente ao longo dos anos imunidade a um largo espectro de doenças e venenos;
* Envelhecimento retardado: embora exiba sinais de envelhecimento, Slade Wilson é, na verdade, muito mais velho do que aparenta;
* Força, resistência, reflexos e velocidade amplificados;
* Sentidos hiperaguçados;
* Análise tática: estratego exímio e profundamente calculista, o Exterminador antecipa, quase sempre com precisão, os movimentos dos seus adversários;
* Técnicas avançadas de combate corpo a corpo: domina várias artes marciais, entre as quais ninjitsu, boxe e karaté. Acresce ainda a sua extraordinária destreza no manejo de espadas;
* Entre a sua vasta parafernália de combate, destaca-se a sua armadura (atualmente feita de metal Enésimo, cuja resistência é superior à do titânio), uma lança energética, uma espada de metal Promethium e uma superbomba atordoante (capaz, entre outras coisas, de incapacitar temporariamente toda a Liga da Justiça).
Fraquezas: Sendo zarolho, o Exterminador nem por isso se sente menos confiante ao enfrentar qualquer oponente. A prová-lo, o facto de usar uma máscara que expõe a sua deficiência, em vez de dissimulá-la.
 
Camuflado nas sombras, o Exterminador fez a sua primeira aparição em The New Teen Titans nº2 (1980).
 
Biografia e histórico de publicação: Embora a estreia do Exterminador nos quadradinhos preceda em quatro anos a do filme Exterminador Implacável de James Cameron, nos EUA o vilão passou a ser designado simplesmente por Deathstroke.   
      Na sua primeira aparição nas páginas de The New Teen Titans nº2, o Exterminador foi apresentado como um mercenário empenhado em concluir um contrato deixado a meio pelo seu filho, o primeiro Ravager . Não tardou, porém, a converter-se num dos principais antagonistas dos Titãs com os quais, ao longo dos anos, também firmou algumas alianças pontuais.
       Em resultado da sua tremenda popularidade entre os fãs, em 1991 o Exterminador passou a estrelar uma série própria: inicialmente intitulada Deathstroke, the Terminator, seria rebatizada de Deathstroke, the Hunted a partir do número 46, e simplesmente de Deathstroke, já na reta final da série, que seria cancelada ao cabo de 60 números. A estes somam-se ainda quatro edições anuais protagonizadas pelo mercenário de ética dúbia.
       Com apenas 16 anos, e depois de mentir acerca da sua idade, Slade Wilson alistou-se no exército norte-americano. Teve a sua primeira experiência de combate na Guerra da Coreia, sendo posteriormente transferido para Camp Washington e promovido a major.
        Nos primeiros anos da década de 1960 conheceu a capitã Adeline Kane (sua futura esposa), a qual fora incumbida de treinar recrutas em novas formas de combate, antecipando a guerra que se desenhava no Vietname. A jovem oficial ficou impressionada com as habilidades guerreiras de Wilson, bem como com a sua fácil adaptação às neófitas convenções de combate. Completamente enamorada pelo seu pupilo, Adeline ofereceu-se para um treino privado em técnicas de guerrilha. Rapidamente se tornando notório para ela que estava em presença de um soldado dotado de um extraordinário potencial. Em menos de um ano, Wilson dominava com mestria todas as técnicas de combate em que fora iniciado, não tardando a ser promovido a tenente-coronel. Seis meses depois, ele e a sua antiga instrutora casaram, daí resultando a primeira gravidez do casal. Com a escalada do conflito no Vietname, Wilson foi destacado para o teatro de operações. Durante a sua presença nele, a unidade a que pertencia chacinou uma aldeia habitada por camponeses, atrocidade que repugnou Wilson. Nos EUA, a sua esposa dava entretanto à luz o primeiro filho de ambos, Grant Wilson.
        Regressado aos EUA, Wilson foi selecionado para participar num experimento militar ultrassecreto que tinha como objetivo criar supersoldados para o exército estadounidense. Com as suas capacidades físicas e mentais aprimoradas pela bioengenharia, Wilson tornou-se um mercenário pouco tempo depois ao desobedecer a ordens superiores indo resgatar um antigo camarada de armas, enviado numa missão suicida. Contudo, Wilson manteve em segredo junto da família essa sua nova atividade.
           Quando um vilão de nome Chacal raptou o filho mais novo de Wilson para assim o obrigar a revelar o nome de um cliente que contratara os seus serviços de sicário, ele recusou fazê-lo em nome do seu código de conduta profissional. Decisão que custou as cordas vocais do seu filho, cortadas pelo Chacal em retaliação.
           Ao tomar conhecimento do dramático episódio e da vida dupla do marido, Adeline tentou matá-lo. O disparo, porém, apenas conseguiu deixá-lo cego do olho direito.
           O Exterminador tem um extenso historial de contendas com os Novos Titãs (vide texto seguinte), equipa a que pertenceu, até revelar ser um traidor, o seu filho mais novo, Joseph Wilson, que atuava sob o codinome Jericó. Nada que  impedisse o Exterminador de  em várias ocasiões  lutar ao lado dos seus jovens némesis.
           No renovado Universo DC, o Exterminador é um mercenário de topo, famoso internacionalmente. Recentemente tentou, por iniciativa própria, matar o Batman, tarefa em que não foi bem-sucedido.
      
Visual clássico do Exterminador que, em tempos, teve uma série própria.

         
Noutros media: Na quarta e última temporada da série televisiva Lois & Clark: The New Adventures of Superman,  um assassino internacional que respondia pelo nome Deathstroke surgiu num episódio, quase nada tendo, porém, em comum esta versão com o original.
             O ator Ron Perlman (o Hellboy cinematográfico) emprestou a voz ao Extermiandor nas duas primeiras temporadas da série de animação Teen Titans. Nela o vilão era somente identificado pelo nome próprio, Slade.
            Na décima temporada de Smallville, coube a Michael Hogan vestir a pele do Exterminador, agora apresentado como sendo o tenente-general Slade Wilson que, manipulado secretamente por Darkseid, propugnava a aprovação de legislação anti-super-heróis.
            O Exterminador também já figurou em vários videojogos com a chancela da DC, com especial destaque para o Mortal Kombat versus DC Universe.
 
 
Enfrentando Robin na série animada Teen Titans.


quinta-feira, 7 de março de 2013

ETERNOS: CHRIS CLAREMONT (1950 - ...)





          Mais do que um decano, aos 62 anos Chris Claremont é um monstro sagrado da 9ª arte. Sob a sua batuta, os X-Men conheceram o seu período áureo. Nos quadradinhos ou fora deles, o seu trabalho foi quase sempre sinónimo de excelência.
 
 
Biografia: Chris Claremont nasceu em Londres a 25 de novembro de 1950. Aos três anos de idade a sua família emigrou para os EUA, radicando-se em Long Island, no estado de Nova York.
          Sem qualquer interesse pelos desportos coletivos praticados pelos outros jovens dos subúrbios, Chris preferia ler as aventuras de Dan Dare, publicadas na mítica revista britânica de quadradinhos Eagle, da qual a sua avó lhe oferecera uma assinatura. Chris considerava essas histórias mais excitantes do que as de Batman e Superman, os dois super-heróis mais populares nos anos 1950 e início da década seguinte. Era também um leitor devoto de ficção científica, bem como de outros géneros literários, sendo notórias as influências de autores como Robert Heinlein, Rudyard Kipling, entre outros na sua escrita.
           Enquanto estudava Teoria Política e Representção no Bard College (um instituto superior privado), Chris estava longe de se imaginar a fazer carreira como argumentista na indústria dos quadradinhos, a qual considerava em franco declínio, e cujo material produzido lhe parecia desinteressante. Empenhou-se, por isso, em escrever romances e novelas, na esperança de, um dia,  vir a ser escritor. A sua primeira obra publicada foi, de resto, uma história em prosa. Tentou ainda, sem grande sucesso, ser ator. Chris obteve o seu diploma no Bard College em 1972.
          Em meados dessa mesma década, Chris casou com Bonnie Wilford, a sua primeira esposa. Atualmente é casado com Beth Fleisher, prima de Dan Raspler, editor de Justice League of America durante o arco de histórias Tenth Circle, produzido em 2004 por Chris em parceria com John Byrne (reeditando assim a dupla criativa que tantas boas leituras proporcionou aos fãs dos X-Men). Chris e Beth são pais de dois gémeos.
         




Chris Claremont, 1982.“Rarely will you find among fans, comic or SF, a magnificent physical specimen of humanity,” observed Chris Claremont. “Because if you’re that good mentally or physically, you don’t need the fantasy—the reality’s good enough. It’s people who need the fantasy who indulge in it, and people who need the fantasy are usually lacking something. They’re usually a bit too smart, or they’re not Raquel Welch or Dolly Parton—any of the clone varieties of cuties you see on TV.”
Chris Claremont em 1982, no auge do seu trabalho em X-Men
 
Carreira: Oficialmente, a colaboração de Chris Claremont com a Marvel Comics principiou em agosto de 1973 quando foi destacado pelo então editor-chefe Roy Thomas para escrever Daredevil nº102. Quatro anos antes, porém, quando ainda era um estudante universitário, Chris fora contratado para as funções de assistente editorial na Casa das Ideias, tendo recebido o crédito de coargumentista de X-Men nº59, escrito pelo próprio Roy Thomas.
                 Em 1974, assumiu, em parceria com John Byrne, o título Iron Fist. Foi a segunda vez que ambos trabalharam juntos, depois de uma breve colaboração em Marvel Premiere, série onde Byrne desenhou as duas primeiras aparições do Punho de Ferro. No ano seguinte, Len Wein (sucessor de Roy Thomas no cargo de editor-chefe da Marvel), incumbiu Chris de escrever as histórias dos renovados X-Men. Esta opção decorreu do entusiasmo que Chris vinha evidenciando em relação à segunda geração dos heróis mutantes, criada por Wein e Dave Cockrum
                Chris abordou metodicamente as personagens, estudando as suas motivações, os seus desejos e as suas personalidades. Esta abordagem inovadora obteve reações muito positivas por parte dos leitores dos X-Men.
                Ao longo dos 16 anos consecutivos (1975-1991) em que esteve à frente de Uncanny X-Men, Chris Claremont escreveu ou coescreveu algumas das mais emblemáticas histórias da equipa mutante, tais como A Saga Da Fénix Negra (que serviu de inspiração a X-Men 3: O Confronto Final, no qual Chris faz um cameo) ou Dias De Um Futuro Esquecido ( a ser brevemente adaptada ao cinema). Detentor do recorde absoluto de longevidade à frente de uma série produzida pela Casa das Ideias, Chris criou várias personagens importantes que ainda hoje fazem parte do universo X: Vampira, Dentes-de-sabre, Fénix, Rainha Branca e Mística, só para citar algumas.
               O primeiro número de X-Men (1991), escrito a meias com Jim Lee, figura no Livro de Recordes do Guiness como a banda desenhada mais vendida de todos os tempos: nada mais nada menos, do que uns assombrosos 8,1 milhões de exemplares (perfazendo o não menos impressionante valor de 7 milhões de dólares).
               Paralelamente ao trabalho desenvolvido nos X-Men, Chris ajudou a promover vários produtos derivados como Os Novos Mutantes, Excalibur e Wolverine.

A Saga da Fénix Negra é considerada uma das melhores histórias dos X-Men alguma vez escrita.
 
               O dealbar da década de 1990 assinalou um ponto de viragem na carreira de Chris Claremont, que apostou na  diversificação do seu trabalho como argumentista de BD. Nesse sentido, colaborou com outras editoras que não a Marvel. Logo em 1992, escreveu a aclamada graphic novel Star Trek: Debt of Honor, ilustrada por Adam Hughes. No ano seguinte, começou a escrever a minissérie em doze volumes Aliens/Predator: Deadliest Of The Species para a Dark Horse (embora a mesma só haja sido completada em 1995). Nesse ínterim,  mudou-se de armas e bagagens, corria o ano de 1994, para a recém-criada Image Comics, a fim de escrever três números de WildC.A.T.s, o grupo de super-heróis criado por Jim Lee e Brandon Choi. Seria também o escolhido para, anos depois, relançar outra criação de Lee e Choi: Gen 13 (ver artigo anterior).  Entre 1995 e 1998, Chris narrou as histórias de Sovereign Seven (S7), uma criação sua publicada sob a égide da DC.

S7: uma criação de Chris Claremont publicada pela DC.
 
                Em 1998, sete anos após a sua saída, Chris regressou à Marvel, agora na dupla qualidade de diretor editorial e de argumentista de Fantastic Four. Dois anos depois reassumiu Uncanny X-Men, título que acumulou com X-Men, antes de ser transferido para X-Treme X-Men. Após passagens por várias outras séries mutantes como Exiles e New Excalibur, o veterano escriba escreveu em 2008 a minissérie GeNext, seguida da sequela GeNext: United (2009). Foi ainda argumentista de X-Men Forever, uma história que tem lugar numa realidade alternativa, assente na premissa de Magneto nunca ter regressado à Terra após a destruição do asteroide M, ocorrida em X-Men nº3 (dezembro de 1991).
               Fora dos quadradinhos, Chris Claremont foi coautor, entre 1995 e 1999, da trilogia Chronicles of the Shadow War, em parceria com George Lucas, a qual dava continuidade à história narrada no filme Willow (1988). Já antes, na década de 1980, Chris publicara outra trilogia literária que tinha como protagonista uma astronauta estadounidense de sua graça Nicole Shea.
 
Claremont & Byrne: uma dupla de sucesso.
Prémios e distinções: Entre os vários prémios arrecadados ao longo da sua extensa e profícua carreira, contam-se cinco Comics Buyer's Guide Fan Award para melhor escritor. Conquistou igualmente, em 1990, o CBG Fan Awards na categoria de melhor argumento, feito que repetiu dois anos depois com a novela gráfica Star Trek: Debt Of Honor.
 
Star Trek: Debt Of Honor valeu mais um prémio a Chris Claremont.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

HERÓIS EM AÇÃO: GEN 13





        Ação, irreverência, sensualidade e alguma controvérsia à mistura são os principais ingredientes para a receita de sucesso de Gen 13, um grupo de jovens  superpoderosos e voláteis que em tempos abrilhantaram o universo Image.
 
 
Nome original: Gen 13
Primeira aparição: Deathmate Black (1993)
Criadores: Jim Lee e Brandon Choi (argumento) e J. Scott Campbell (arte)
Licenciadora: Image Comics (1993-2009) e DC Comics (2010-atualidade)
Base de operações: La Jolla, Califórnia
Membros (entre parêntesis os nomes originais em Inglês, sempre que os mesmos hajam sido traduzidos):
 
* Caitlin Fairchild: Em tempos uma rapariga franzina, Caitlin viu a sua massa muscular aumentar espontaneamente, proporcionando-lhe força, velocidade, resistência e agilidade sobre-humanas. A manifestação do seu gene ativo transformou-a numa escultural Amazona. De longe a integrante mais inteligente da equipa (e porventura a mais ingénua), Caitlin sente-se pouco confortável com a sua nova figura curvilínea. É meia-irmã de Queda-Livre;
Caitlin Fairchild.
 
* Queda-Livre (Freefall): Roxanne Spaulding é a benjamim do grupo e possui a habilidade de manipular a gravidade. Tanto pode anulá-la (o que lhe permite flutuar) como aumentá-la exponencialmente (tornando objetos mais pesados, por exemplo). Especula-se que, caso atinja o pleno potencial dos seus poderes, Queda-Livre conseguiria manipular o espaço e o tempo, uma vez que ambos têm uma correlação com a gravidade. Tem uma paixoneta por Grunge e morre de ciúmes da aparência da sua meia-irmã Caitlin;
Queda-Livre.
 
* Grunge: Percival Edmund Chang possui a capacidade de absorver e  mimetizar a estrutura molecular de qualquer material que toque. Praticante de surf, é cinturão castanho em cinco artes marciais. Descontraído e brincalhão, é amiúde intelectualmente subestimado, não obstante já ter comprovado ser extremamente inteligente e dotado de uma impressionante memória fotográfica;
 
Grunge.
* Granizo (Rainmaker): Sarah Rainmaker, uma bela Apache, tem o poder de manipular o clima. As braceletes amplificadoras que usa nos pulsos permitem-lhe disparar relâmpagos com elevada potência e precisão. Inicialmente apresentada como sendo bissexual, em histórias recentes assumiu-se como lésbica;
Granizo.
*Queimada (Burnout): Filho de John Lynch (o mentor do grupo), Bobby Lane possui a habilidade de gerar e manipular plasma concentrado, que se torna incandescente em contacto com o oxigénio. Posteriormente, desenvolveu também a capacidade de voar, bem como algumas habilidades psiónicas;
 
Queimada.
* John Lynch: Mentor do grupo e pai de Queimada, Lynch foi o líder da Team 7 (a equipa antecessora do Gen 13, composta pelos pais dos cinco jovens). A exemplo de todos os sobreviventes do projeto Team 7, Lynch adquiriu poderosas  habilidades telepáticas e telecinéticas. Em resultado da forte instabilidade das mesmas, evita ao máximo empregá-las.
 
John Lynch.
 

 
A exemplo de muitas outras personagens do universo Image, Gen 13 debutou nas páginas de Deathmate.


Biografia: A agência governamental Operações Internacionais (OI) reuniu um lote de jovens sobredotados numa instalação de treino ultrassecreta. Na sequência da manifestação dos poderes de Caitlin Fairchild, alguns internos lograram escapar sob disfarce: Roxy Spaulding,  BobBy Lane, Threshold e Grunge. Aos quais se juntaria ainda Sarah Rainmaker.
                   Os jovens haviam sido convidados a participar numa projeto de pesquisas genéticas patrocinado pelo governo norte-americano, mas quando perceberam que o real objetivo era aprisioná-los, para assim os submeterem a uma bateria de testes, o grupo fugiu. Classificados pelas autoridades como perigosas ameaças, em consequência das habilidades meta-humanas entretanto manifestadas, a sua única esperança era confiarem uns nos outros.
                   Juntos, descobriram que o projeto Gen 13 era a extensão de um outro, denominado Team 7, e que todos eles eram filhos dos integrantes dessa outra equipa.
                   Enganados por Threshold, que os convenceu a regressarem às instalações de onde haviam escapado para resgatar outras cobaias, o grupo (à exceção de Fairchild) seria recapturado e sujeito a novos testes. Com a ajuda do misterioso John Lynch, a pandilha acabou por voltar a fugir, refugiando-se de seguida em La Jolla (Califórnia) onde formaram oficialmente o Gen 13. A partir desse momento, usaram os seus poderes e habilidades para combaterem a OI e a sua violenta contraparte DV8.
                  Paralelamente, os seus membros dedicaram muito tempo a investigar a sua ligação à Team 7, à qual o seu mentor também pertencera. Fairchild e Roxy Spaulding descobriram ser meias-irmãs, ao passo que John Lynch revelou ser o pai de Bobby Lane.
                 Algum tempo depois, a equipa foi apanhada pela explosão de uma bomba de seis megatoneladas e os seus membros acreditaram ter morrido. Única sobrevivente, Fairchild formou um novo Gen 13 e substituiu Lynch no comando. No entanto, como seria ulteriormente revelado, esta formação existia somente numa realidade alternativa, em tudo idêntica ao universo Wildstorm, aparte esta divergência.
                 Após uma pequena viagem no tempo a fim de evitar a detonação da bomba que pretensamente dizimara a maior parte do Gen 13, os membros originais reuniram-se e regressaram à linha cronológica correta onde continuaram a viver emocionantes aventuras.

 
Curiosidades:

* Os X-Men (Marvel Comics) são a mais notória influência no desenvolvimento de Gen 13. Originalmente, a formação da equipa mutante mais famosa do planeta era composta por cinco jovens detentores de poderes extraordinários, tendo como mentor um homem mais velho que os tentava proteger de um mundo perigoso. Mais a mais, o nome primitivo escolhido para o Gen 13 era Gen X, o qual só foi alterado devido ao lançamento de Geração X por parte da Casa das Ideias;
* Granizo, à semelhança da X-Man Tempestade, controla o clima;
* Queda-Livre parece decalcada de outra X-Man (no caso Jubileu), tantas são as parecenças físicas e psicológicas entre ambas. Em comum, têm ainda o facto de serem as benjamins das respetivas equipas;
* São também evidentes as semelhanças conceptuais entre os poderes pirocinéticos de Queimada e o Tocha Humana do Quarteto Fantástico, bem como de Pyro da Irmandade dos Mutantes;
* Clint Eastwood serviu de inspiração, quer a nível físico quer a nível de personalidade, na conceção de Johh Lynch;
* Quando a Wildstorm desejou relançar a série de Gen 13 contratou, nada mais nada menos, do que Chris Claremont, o lendário argumentista de algumas das mais notáveis sagas produzidas durante a época áurea dos X-Men (vide texto seguinte);
* Na sequência da incorporação do universo Wildstorm na cronologia oficial da DC, vários ex-membros do Gen 13 começaram a participar em títulos da editora. Fairchild, por exemplo, começou por ser uma personagem coadjuvante em algumas histórias do Superboy, para depois estrelar a série The Ravagers.

Gen 13: qualquer semelhança com os X-Men pode ou não ser mera coincidência.

 
Noutros media:

     Em 1999, Kevin Altieri (realizador de Batman: A Máscara do Fantasma), dirigiu um filme de animação de Gen 13, encomendado pela Buena Vista Pictures, uma subsidiária da Disney.  Pouco depois de os direitos de publicação da equipa serem adquiridos pela DC (pertencente à rival Warner Bros.), a Disney proibiu o lançamento do filme em território dos EUA. O que não impediu que algumas cópias fosses distribuídas na Europa e na Austrália.

Poster promocional do filme de animação Gen 13 (1999).





sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

GALERIA DE VILÕES: MORBIUS





     Na sua desesperada busca por uma cura para a rara doença sanguínea de que é portador, Michael Morbius transformou-se num vampiro vivo. Entre ele e as suas vítimas, costuma intrometer-se um certo escalador de paredes.

Nome original: Morbius, The Living Vampire
Primeira aparição: Amazing Spider-Man nº101 (outubro de 1971)
Criadores: Roy Thomas (história) e Gil Kane (arte)
Licenciadora: Marvel Comics
Identidade Civil: Michael Morbius
Nacionalidade: grega
Parentes conhecidos: Makarioa Morbius (pai)
Base de operações: Móvel
Filiação: Filhos da Meia Noite, Legião dos Monstros e A.R.M.O.R.
Poderes e armas: Em resultado de a sua transformação ter uma origem científica ao invés de mística, Morbius é considerado um pseudo vampiro. Ainda assim, ele possui um conjunto de habilidades meta-humanas características da espécie vampírica. A saber:

* força, velocidade, resistência e reflexos sobre-humanos;
* sentidos hiperaguçados;
* fator de cura acelerada;
* presas e garras;
* capacidade de planar;
* hipnotismo;
*criação vampírica (à semelhança dos vampiros genuínos, Morbius consegue converter indivíduos em vampiros através de uma simples mordedura);
* imunidade à maior parte das vulnerabilidades dos vampiros (tratando-se de um pseudo vampiro, Morbius não é afetado por ícones religiosos, nem é incinerado quando exposto à luz solar)

Fraquezas: Enquanto pseudo vampiro, a principal fraqueza de Morbius reside na sua necessidade de se alimentar regularmente com sangue fresco para assim manter a sua vitalidade física e mental. Pode, no entanto, abster-se de o fazer durante largos períodos de tempo, bastando para isso dispor da força de vontade necessária. Essa prolongada privação de alimento conduz a uma fraqueza crescente, inversamente proporcional ao seu autocontrolo. Por outro lado, embora a exposição solar não lhe seja letal, os seus olhos e a sua pele são muitos sensíveis à radiação emanada do astro-rei.

O primeiro confronto entre Morbius e o Homem-Aranha ocorreu nas páginas de The Amazing Spider-Man nº101.

Biografia e história de publicação:  A personagem Morbius foi criada na sequência do levantamento da autocensura imposta na indústria norte-americana de quadradinhos, consubstanciada na Comics Code Authority. A qual, anteriormente, banira das páginas desse tipo de publicações todo o tipo de monstros e criaturas sobrenaturais como vampiros, lobisomens e quejandos.
           Instruída a evitar todo e qualquer elemento gótico nas suas histórias, a dupla criativa composta pelo argumentista Roy Thomas e pelo desenhador Gil Kane, optou por conferir um visual mais sóbrio ao novel vilão do universo Marvel. Nesse sentido, foram escolhidas duas cores primárias (azul e vermelho, em linha com os uniformes do Homem-Aranha e do Capitão América) para o seu traje. Com o propósito de se demarcar dos clichés vampíricos, a origem de Morbius não era mística, mas antes científica.
          Com efeito, o Doutor Michael Morbius antes de sofrer a sua macabra transformação, era um brilhante bioquímico grego, laureado com um prémio Nobel e especialista em doenças sanguíneas. Quando descobriu que ele próprio era portador de uma rara patologia, tornou-se obcecado na busca de uma cura e começou a estudar morcegos vampiros.  Um acidente durante uma experiência envolvendo esses animais e eletrochoques converteu-o numa criatura em tudo semelhante a um vampiro, com uma desmesurada sede de sangue. Para a saciar, Morbius jurou matar apenas criminosos. Não obstante, os seus atos colocaram-no em rota de colisão com vários super-heróis, designadamente o Homem-Aranha.
          Tiveram pouco sucesso as várias tentativas de cura de Morbius ao longo dos anos. Numa das ocasiões em que conseguiu curar-se temporariamente da sua condição depois de ser atingido por um relâmpago, Michael Morbius foi julgado pelos seus crimes, tendo a sua defesa ficado a cargo da advogada Jennifer Walters (também conhecida como Mulher-Hulk).
 
        Aquando da aprovação da polémica lei que determinava o registo obrigatório de todos os meta-humanos, Morbius acedeu a fazê-lo, passando a colaborar com a agência governamental de contraespionagem SHIELD. Numa das primeiras missões para que foi designado, caçou Blade. O qual, em tempos, também lhe havia movido uma perseguição sem tréguas.
        Mais recentemente, Morbius tornou-se um operacional da A.R.M.O.R., uma organização responsável pela monitorização da atividade extra-dimensional ocorrida no nosso planeta. Nessa qualidade, desempenhou um papel preponderante durante uma crise em larga escala, provocada por um epidemia de zombies provenientes de outra dimensão.
        Na sequência desses eventos, Morbius abandonou a A.R.M.O.R. para ingressar nos Laboratórios Horizonte, onde, em colaboração com o Senhor Fantástico,  desenvolveu um antídoto para um vírus mortal, ao mesmo tempo que leva a cabo pesquisas no sentido de encontrar uma cura para a sua própria doença.
                                               
Noutros media: Morbius participou em vários episódios de Spider-Man: The Animated Series (1994-98), a partir da respetiva segunda temporada. Ainda que com algumas nuances em relação à história original, o vampiro evidencia também neste contexto a sua proverbial ambivalência moral: ora combatendo o Homem-Aranha e seus aliados, ora lutando ao lado deles.
 
Morbius em Spider-Man: The Animated Series.
 
          Nos extras do dvd Blade é apresentado um final alternativo para o filme, no qual Morbius é introduzido como o vilão de serviço na sequela. O que acabou por não se verificar, tendo sido, como é sabido, preterido em favor de Reaper. Morbius continua assim à espera de uma oportunidade para debutar no grande ecrã.