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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

DO FUNDO DO BAÚ



      O que torna especial esta edição é a feroz batalha travada entre o Golias Esmeralda e o Deus do Trovão em destaque na capa (primorosamente desenhada por Rick Buckler). Não porque o confronto entre ambos seja raro mas porque é sempre interessante testemunhar este choque de titãs que, invariavelmente, termina com um empate técnico.   
     Outro motivo de interesse é  a origem de um novo grupo de supervilões intitulado Alienígenas (uma espécie de versão maligna do Quarteto Fantástico).

Título: O Incrível Hulk nº11
Data: maio de de 1984
Licenciador: Marvel Comics
Editora: Abril Jovem
Nº de páginas: 84
Formato: 13,5cm x 19cm, colorido e com  lombada colada.

Primeira história: "Rumo às estrelas"
Argumento: Bill Mantlo
Desenhos: Sal Buscema
Publicada originalmente em: Incredible Hulk nº254 (1968)
Sinopse: Tentando reeditar a viagem orbital que deu origem ao Quarteto Fantástico, quatro amigos, liderados pelo milionário Simon Atrecht, sofrem um terrível acidente ao qual só sobrevivem graças à intervenção de Bruce Banner. Expostos a doses maciças de radiação cósmica, os quatro adquirem superpoderes e autodenominam-se Alienígenas (Vetor, Encouraçado, Raio X e Vapor). Desconhecendo a verdadeira identidade de Banner, tentam matá-lo e é então que as coisas ficam feias. Segue-se um breve combate com o Hulk, findo o qual são sumariamente derrotados.

Segunda história: "Um deus contra um monstro"
Argumento: Bill Mantlo
Desenhos: Sal Buscema
Publicada originalmente em: Incredible Hulk nº255 (1968)
Sinopse: Numa jornada sem rumo, o gigante verde tenta atravessar Nova Iorque. Embora não tenha qualquer intenção de causar problemas, acaba por se envolver num mal-entendido com Thor. Daí resulta uma encarniçada batalha entre os dois titãs que provoca um enorme rasto de destruição. O recontro termina sem um vencedor claro.

Terceira história: "A missão de Tyndall"
Argumento: Doug Moench
Desenhos:Mike Ploog
Publicada originalmente em: Marvel Premiere nº38 (1972) e Marvel Super Action nº1 (1976)
Sinopse: Uma história sem pés nem cabeça que mete duendes, monstros e bruxaria, ideal, quiçá, para fãs da trilogia O Senhor dos Anéis (categoria a que não pertenço). A boa notícia é que não teve continuidade. 


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

NÉMESIS: RAINHA BRANCA

    
       Uma das mais voluptuosas vilãs dos quadradinhos, a Rainha Branca é também uma mutante dotada de grandes poderes telepáticos, rivalizando com o próprio Professor Xavier. Fiquem agora a conhecer um pouco melhor esta antagonista dos X-Men...

Nome original: White Queen
Primeira aparição: X-Men nº129 (1979)
Criadores: Chris Claremont e John Byrne
Licenciador: Marvel Comics
Identidade civil: Emma Grace Frost
Naturalidade: Boston (EUA)
Parentes conhecidos:Winston e Hazel Frost (pais); Cordelia, Christian e Adrienne Frost (irmãos).
Filiação: Clube do Inferno, Satânicos, Geração X, X-Men.
Poderes e habilidades:Telepatia, sendo capaz de ler mentes, projetar pensamentos, implantar ilusões em mentes alheias e projetar uma forma astral. Recentemente, desenvolveu uma segunda mutação, sendo capaz de transformar-se num estado de diamante orgânico, tornando a sua pele aparentemente indestrutível. Nesta forma, ela é privada de sentimentos e do uso das suas habilidades telepáticas.

Biografia: Nascida numa família rica e aristocrática de Boston, Emma Grace Frost é a segunda filha entre três irmãs. Também possui um irmão, Christian, que era ignorado pelo seu pai devido à sua homossexualidade. Isto levou-o a consumir drogas a e ter problemas psiquiátricos.As três meninas eram muito introspetivas e  na adolescência desenvolveram poderes mutantes. Chegado o momento de escolher um sucessor para ser treinado, o patriarca Frost surpreendeu todos ao escolher a pequena e rebelde Emma. A surpresa maior foi Emma recusar o convite, decidindo trilhar o seu próprio caminho com apenas 400 dólares.
             Quando o Clube do Inferno, uma organização que reúne a nata dos empresários, estava a selecionar dançarinas, Emma  candidatou-se, provavelmente graças à sua ligação a Harry Leland. Vestindo o que se tornaria o seu traje de Rainha Branca, Emma usou a sua telepatia para manipular os juízes e assim conseguir o emprego. Quando se encontrou com Sebastian Shaw (que mais tarde se tornaria o seu mentor) Emma iniciou uma escalada até ao topo da hierarquia do clube que culminaria com a sua escolha para Rainha Branca.
            Paralelamente ao Clube do Inferno, Emma herdou, além de uma pequena fortuna, a administração da Frost Enterprises onde teve uma ascensão meteórica no mundo dos negócios com a ajuda da sua telepatia. Tornou-se ainda a diretora da Academia Massachussets, originalmente uma escola preparatória comum.
           No Clube do Inferno, Emma envolveu-se com Sebastian Shaw e juntos planearam o golpe que os colocaria na liderança do Círculo Interno da organização que possuía objetivos obscuros de dominação mundial por meios económicos e políticos. Após o golpe, Emma foi promovida a Rainha Branca e Shaw a Rei Negro e os mutantes dominaram o Circulo Interno, em detrimento dos associados humanos. Para reforçar a sua influência entre os mutantes, Emma Frost recrutou na sua escola os Satânicos, jovens geneticamente dotados.
          A Rainha Branca encontrou os X-Men pela primeira vez quando, em vão, tentou recrutar Kitty Pryde para a sua equipa de alunos mutantes. Após isso, reencontrou, muitas vezes como adversários, os X-Men e a sua equipa de alunos: os Novos Mutantes.
Uma das muitas histórias em que enfrentou os X-Men.

         Após a dissolução do Clube do Inferno e, à semelhança de Charles Xavier, Frost passou a dirigir uma academia para mutantes em parceria com Banshee (antigo X-Man) onde treinava jovens no uso das suas capacidades super-humanas. Nascia assim a Geração X.
         Mais tarde, Emma mudou-se para a nação mutante de Genosha e passou a lecionar lá. Após um ataque dos Sentinelas que devastou a ilha, Emma foi uma das poucas sobreviventes graças à sua mutação secundária que lhe permite recobrir o corpo de diamante orgânico. Resgatada dos escombros pelos X-Men, Emma Frost acabou por se aliar aos seus antigos inimigos. Devido ao seu caráter dúbio, desconhece-se, todavia, se o fez a fim de se redimir dos seus pecados passados ou se movida por um qualquer desígnio maligno.
          Exemplo perfeito de frieza e calculismo, Emma Frost é muitas vezes sarcástica e aprecia o humor negro.
         A Rainha Branca já marcou presença no grande ecrã em três ocasiões: a primeira, no filme Generation X (1996), interpretada pela atriz Finola Hughes; em 2009 surgiu em X-Men Origins: Wolverine cabendo o papel à atriz Tahyna Tozzi; mais recentemente, abrilhantou X-Men: First Class (2011), desta feita corporizada pela deslumbrante January Jones. Participou também em várias séries de animação estreladas pelos X-Men como, por exemplo, Wolverine and The X-Men. Já no universo dos videojogos, a Rainha Branca foi personagem jogável em X-Men Legends (PS2).
January Jones como Emma Frost em X-Men: First Class.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

BDCINE APRESENTA: SUPER-HOMEM, O FILME

    
        A par dos super-heróis, o cinema é outra das minhas paixões. Por conseguinte, exulto sempre que esses dois mundos se encontram (embora, convenhamos, isso nem sempre resulte em casamentos felizes). Se a última década foi pródiga em megaproduções baseadas nas mais variadas personagens da banda desenhada, a verdade é que nem sempre foi assim. Durante muito tempo, os comics e a 7ª arte andaram de costas voltadas. A falta de meios, de imaginação e de interesse por parte de Hollywood assim o ditou.
       Foi, com efeito, preciso esperar até 1978 para assistir à estreia do primeiro filme de super-heróis decente. Nesse ano, nas salas de cinema de todo o mundo, estreou Superman, the movie que como slogan promocional perguntava: "Acredita que um homem pode voar?" .
       Ofuscando um elenco de estrelas consagradas, Christopher Reeve (1952-2004), até então um ilustre desconhecido, deu corpo ao Homem de Aço. Aclamado pela crítica, Superman, the movie foi também um retumbante sucesso de bilheteira.  O que ditou o lançamento de quatro sequelas (incluindo Superman Returns de 2006). Iniciava-se assim uma lucrativa franquia. Para gáudio dos fãs, Hollywood descobriu finalmente o filão dos super-heróis
       Ainda hoje, o primeiro filme do Super-homem é uma das minhas adaptações favoritas de super-heróis ao grande ecrã. Revi vezes sem conta (e sempre com a mesma emoção) algumas das cenas mais impressionantes do filme, como a primeira aparição pública do Homem de Aço, salvando Lois Lane em pleno ar e sustendo a queda de um helicóptero apenas com uma mão.
       Foi portanto com naturalidade que escolhi Super-homem, o filme (como por cá foi batizado) para inaugurar esta nova rubrica inteiramente dedicada às produções com super-heróis no grande e também no pequeno ecrã. Nela darei a conhecer filmes, telefilmes, séries televisivas e de animação protagonizadas por algumas das personagens mais populares dos comics. Certo de que a  minha avaliação pecará  por subjetiva, apenas classificarei contudo material que conheço.
       Senhoras e senhores, ocupem os vossos lugares porque a sessão vai começar...

Título original: Superman, The Movie
Ano: 1978
País: Estados Unidos da América
Duração: 143 minutos
Realizador: Richard Donner
Argumento: Mario Puzo
Elenco: Christopher Reeve (Clark Kent/Superman), Gene Hackman (Lex Luthor), Margot Kidder (Lois Lane), Marlon Brando (Jor-El)
Orçamento: 55 milhões de dólares
Receita: 300 milhões de dólares
Sinopse: O filme começa com a condenação do general Zod e dos seus cúmplices ao degredo eterno na Zona Fantasma e com estes a jurarem vingança a Jor-El, o seu carcereiro (premissa para Superman II sobre o qual também aqui falarei). Proibido de abandonar o moribundo planeta Krypton, Jor-El decide enviar Kal-El, o seu único filho, para a Terra, a bordo de uma nave experimental. Chegado ao nosso mundo, o pequeno Kal é adotado pelo casal Johnatan e Martha Kent que o criam como um filho sem contudo lhe revelarem a sua verdadeira origem. Ao atingir a maioridade, e depois de descobertos os seus superpoderes, o jovem Clark perde o pai adotivo, vítima de enfarte. Seguindo o chamado de um misterioso cristal encontrado a bordo da nave que o trouxe à Terra, Clark parte rumo ao Ártico onde assiste estupefacto à construção da Fortaleza da Solidão e onde finalmente descobre a sua origem.
Marlon Brando como Jor-El.
Lex Luthor (Gene Hackman).

Lois Lane (Margot Kidder).
              Após uma intensa preparação, Clark estabelece-se em Metrópolis onde começa a trabalhar como repórter no jornal Daily Planet. É lá que conhece Lois Lane que o batizará de Super-homem. Lex Luthor, génio do crime que tinha em marcha um plano megalómano, atrai o Homem de Aço ao seu covil. Revela-lhe então ter na sua posse dois mísseis nucleares que pretende usar para separar a Califórnia do resto dos EUA. Salvo de uma armadilha mortal com kryptonita pela curvilínea assistente de Luthor, o Super-homem parte no encalço dos dois mísseis mas, mesmo com a sua supervelocidade, apenas consegue neutralizar um deles. O outro detona causando efeitos devastadores e a morte de Lois Lane.
             Inconformado, o Último Filho de Krypton ignora o aviso de Jor-El para jamais interferir na história da humanidade e voa ao redor da Terra em supervelocidade, forçando o planeta a girar em sentido inverso e faz o tempo voltar atrás. Depois de deixar Lois sã e salva, o Super-homem entrega Luthor e o seu comparsa Otis às autoridades.
              O filme encerra com a bela imagem do Homem de Aço a voar em órbita da Terra ao som da magnífica banda sonora de John Williams (que também produzira a de Star Wars um ano antes) e com o anúncio de Superman II.

Prémios e indicações: Óscar dos Melhores Efeitos Visuais (1979); foi nomeado para o Óscar de melhor banda sonora, melhor edição e melhor som; Christopher Reeve venceu o BAFTA na categoria de ator protagonista mais promissor; em 1980 conquistou um Grammy para Melhor Banda Sonora.
Curiosidades:
- Por uma aparição de apenas 10 minutos no filme, Marlon Brando recebeu 4 milhões de dólares;
- Steven Spielberg chegou a receber um convite para dirigir o filme. Entretanto, o alto salário pedido por ele assustou os produtores, que resolveram esperar como se sairia nas bilheteiras o seu mais novo filme, Tubarão, e depois propor uma redução do valor. Com o sucesso do filme, eles desistiram da ideia;
- Para conseguir uma musculatura convincente (depois de ter recusado usar um fato com enchumaços), Christopher Reeve fez um trabalho especial supervisionado por David Prowse, o ator que interpretou Darth Vader em Star Wars;
- Enquanto gravava Superman, The Movie, Richard Donner gravava em simultâneo o segundo filme da série;
- Depois de vários castings falhados, os produtores resolveram apostar num ator desconhecido para encarnar o Homem de Aço no grande ecrã.

Minha classificação: 79%
Para muitos, Christopher Reeve foi "o" Super-homem.