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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

GALERIA DE VILÕES: BIZARRO



   Conhecido também como Super-Homem Bizarro ou Bizarro nº1, trata-se, a todos os níveis, de uma duplicata imperfeita do Homem de Aço. Descrito originalmente como um monstro ingénuo e desajeitado que se regia por uma lógica invertida, com o tempo tornou-se mais sinistro e ameaçador.

Nome original da personagem: Bizarro 
Primeira aparição (versão clássica): Superboy #68 (outubro de 1958)
Criadores (versão clássica)*: Alvin Schwartz / Otto Binder (história) e George Papp (arte)
Primeira aparição (versão moderna)**: Superman vol.2 #160 (setembro de 2000)
Criadores (versão moderna): Jeph Loeb (história) e Ed McGuinness (arte)
Licenciadora: DC Comics
Identidade civil: Bizarro
Local de nascimento: Terra
Base de operações: Mundo Bizarro
Parentes conhecidos: Lois Lane Bizarra (esposa), Bizarro Jr. (filho, na realidade pré-Crise)
Afiliação: Liga da Injustiça, Sociedade Secreta de Supervilões, Liga da Anarquia do Joker
Armas, poderes e habilidades: Originalmente, Bizarro dispunha de poderes e habilidades similares às do Super-Homem. Em algumas versões, todavia, esses poderes e habilidades foram, em harmonia com a lógica pela qual a criatura se pauta, invertidos. Assim, em vez de visão de calor e de supersopro congelante, Bizarro passou a ser dotado, respetivamente, de visão congelante e supersopro incandescente. Acresce a isto o insólito facto de a sua visão de raios X apenas lhe permitir ver através do chumbo. Por outro lado, também a sua visão microscópica tem a particularidade de tornar qualquer objeto mais pequeno aos olhos de todas as pessoas, ao invés de permitir ampliá-lo apenas aos olhos do seu usuário. À parte estas diferenças relativamente à sua matriz, Bizarro possui superforça equivalente (ou, em algumas versões, superior) à do Homem de Aço, invulnerabilidade, poder de voo e supervelocidade.
Fraquezas: À imagem e semelhança do Super-Homem, Bizarro tem na kryptonita a sua maior fraqueza. Na sua variante azul (por oposição à verde), o mineral drena-lhe os poderes e, em caso de exposição prolongada, poderá ser-lhe fatal. Outra das suas vulnerabilidades advém do seu intelecto limitado. Apesar do seu elevado nível de poder, a criatura possui um QI equivalente ao de uma criança de cinco anos.

*/**: baseado no conceito original desenvolvido por Jerry Siegel e Joe Shuster

Bizarro não é mais do que um reflexo invertido do Homem de Aço.

Histórico de publicação: Bizarro debutou em Superboy #68 (com data de outubro de 1958, mas colocado à venda nos EUA em agosto desse ano). Através da introdução da nova personagem, o escritor Otto Binder rendeu um tributo ao monstro de Frankenstein, atribuindo-lhe poderes idênticos aos do Rapaz de Aço. Rejeitada pela sua aparência grotesca, a versão juvenil de Bizarro não mais voltaria a aparecer nas aventuras de Superboy. Reaparecendo, contudo, pouco tempo depois, já adulto, numa tira diária estrelada pelo Super-Homem e escrita por Alvin Schwartz. Este sempre reclamou a paternidade da personagem, afirmando ter desenvolvido o conceito antes da primeira aparição de Bizarro nas páginas de Superboy. Diga-se, em bom rigor, que o discurso invertido e na terceira pessoa do singular adotado por Bizarro na referida tira serviria daí em diante de padrão à forma de expressão da criatura. Com efeito, para decifrar os comentários de Bizarro, é necessário ter em conta os antónimos de tudo o que ele diz: "mau" significa "bom", "salvar" é sinónimo de "matar", e por aí fora. É, aliás, essa sua imperfeição que faz dele um vilão, visto que, em grande parte das vezes, a criatura apenas tenta imitar o Super-Homem, acabando por causar problemas ao agir de maneira diametralmente oposta à do herói. De referir ainda que, como marca distintiva, na tira ele usava um "B" e não o célebre "S" invertido.

A estreia de Bizarro em Superboy #68 (1958).

   Em discurso direto, Alvin Schwartz explicou assim o processo criativo de que resultou tão burlesca personagem: "Pode dizer-se que eu me andava a debater com a ideia de reflexos invertidos. As imagens que o espelho nos mostra são sempre reversas, uma espécie de negativos das originais.  Esse conceito entusiasmou-me, numa época em que as principais personagens dos comics, de tão unidimensionais, eram demasiado simplistas, logo fastidiosas. Procurei, por isso, adicionar uma nova dimensão ao Super-Homem, por via de uma sua réplica defeituosa. Bizarro correspondeu, em certa medida, ao arquétipo de "sombra" introduzido por Carl Jung, e no qual me inspirei quando me propus a criar a personagem."


Bizarro e Super-Homem: a cópia imperfeita e o original.

   Otto Binder, por seu turno, apresentou a versão adulta de Bizarro (ostentando já o característico "S" reverso como insígnia) em Action Comics #254 (julho de 1959). Contrariamente ao que se verificara com a sua variante juvenil, desta feita Bizarro teve uma receção positiva por parte dos leitores das histórias do Homem de Aço. Mercê da sua inesperada popularidade, Bizarro protagonizou de seguida um arco de histórias publicado ao longo de 15 números de Adventure Comics, no período compreendido entre junho de 1961 e agosto de 1962. Estrelou ainda uma edição especial com 80 páginas de Superman #202 (dezembro de 1967/janeiro de 1968). Acrescente-se que grande parte das suas aventuras passaram a ser ambientadas no Mundo Bizarro, cópia imperfeita da Terra (começando pela sua forma cúbica) onde vigoravam uma lógica e uma moral assimétricas às aplicadas no nosso planeta.
    Desde a sua primeira aparição, em 1958, até à reestruturação da cronologia da DC no âmbito de Crise nas Infinitas Terras (1985), Bizarro marcou presença em 40 ocasiões nos títulos que compunham o cardápio de publicações do Super-Homem: Action Comics, Superman, Superman's Pal Jimmy Olsen, Superman's Girlfriend Lois Lane, Adventure Comics, Secret Society of Super Villains e DC Comics Presents.


Otto Binder.
Alvin Schwartz.

   Com uma aparência semelhante à original, Bizarro foi reintroduzido no Universo DC pós-Crise numa história publicada em Man of Steel #5 (dezembro de 1986), no final da qual terá aparentemente morrido. Seria, porém, revivido no âmbito da saga Bizarro's World narrada no universo de títulos do Último Filho de Krypton, entre março e abril de 1994, e em Action Comics Annual #8 (1996). Sem qualquer relação com esse arco de histórias, foi também lançada, em 1999, uma minissérie mensal em quatro volumes sob o título A. Bizarro.
    Outra versão da personagem foi apresentada na saga Emperor Joker (que entre, setembro e outubro de 2000, preencheu o leque de títulos do Super-Homem nos EUA). De então para cá, Bizarro conservou, essencialmente por via de participações especiais em aventuras alheias, o seu lugar na continuidade da DC e na mitologia do Homem de Aço. Como se perceberá mais adiante neste artigo, a criatura voltou recentemente à ribalta através da sua participação na minissérie Forever Evil (Vilania Eterna, a ser atualmente publicada no Brasil sob a égide da Panini Comics). Nesta sua versão de Os Novos 52!, a criatura é um clone disforme do Super-Homem, produzido por Lex Luthor a partir de uma única célula extraída do herói kryptoniano.
    Comum a todas as versões de Bizarro, o óbvio paralelo que é possível traçar com a fábula do monstro de Frankenstein. Uma criatura grotesca e desprovida de alma, cuja natureza dramática a torna merecedora de compaixão visto que, em última análise, apenas procura ser humano.

O século XXI trouxe um Bizarro mais caricatural, mas também mais sinistro.
Biografia: Na sua versão primitiva, a origem de Bizarro remetia para um passado distante de Krypton: com o fito de se tornar regente absoluto do planeta, o General Zod recorreu em tempos à engenharia genética para produzir centenas de sósias seus. Ainda que desprovidos de superpoderes (devido à ausência de um sol amarelo idêntico ao da Terra), os clones (que mercê do seu aspeto defeituoso foram alcunhados de Bizarros) revelaram-se contudo soldados obedientes, dispostos a matar ou morrer sem hesitação. Foi, de resto, este episódio que motivou o banimento de Zod para a Zona Fantasma.
   Desconhecendo estes eventos, anos depois um cientista terrestre convidou o Superboy para assistir a uma demonstração do seu chamado raio de duplicação. Quando o jovem herói foi acidentalmente atingido pelo raio, logo surgiu uma réplica sua. Devido à sua pele cor de giz, ao seu semblante desfigurado e ao seu comportamento errático, a criatura foi batizada de Bizarro.
  Repudiado pelo povo de Smallville, Bizarro encontrou numa jovem invisual um pouco de afeto e empatia. Perdeu, porém, toda a esperança de ser aceite como um ser humano ao tomar consciência que apenas pela sua cegueira a rapariga não se assustara com a sua grotesca aparência.
  Face ao crescente descontrolo de Bizarro, Superboy viu-se forçado a tomar medidas drásticas, usando fragmentos de kryptonita azul extraídos dos destroços da máquina que emitira o raio de duplicação. Hesitando em tirar a vida ao seu sósia, o Rapaz de Aço foi surpreendido pelo impulso suicidário de Bizarro, que deliberadamente se empalou na lasca afiada de kryptonita azul. Da explosão que se seguiu resultou a cura milagrosa da cegueira da jovem por quem a criatura se enamorara.
    Vários anos volvidos sobre este episódio, Lex Luthor, o arqui-inimigo do Super-Homem, reproduziu o raio de duplicação que estivera na origem do primeiro Bizarro e resolveu usá-lo no Homem de Aço, confiante de que conseguiria controlar o seu clone. Este, contudo, revelou-se ainda mais volátil do que seu antecessor, não demorando a virar-se contra o seu criador. Entretanto, tentando emular o comportamento do Super-Homem, a criatura perambulou por Metrópolis, deixando um rasto de caos e destruição à sua passagem, e quase expondo a identidade secreta do herói kryptoniano como Clark Kent.
    Quando Bizarro se apaixonou por Lois Lane, a jornalista usou em si mesma o raio de duplicação, dando vida a uma cópia sua dotada de idênticas características mentais e fisionómicas às do monstro. Imediatamente atraídas uma pela outra, as criaturas resolvem deixar a Terra para partir em busca de um lar onde pudessem viver juntas e em paz.
   Algum tempo depois, o Super-Homem reencontrou o casal , descobrindo que o seu sósia usara uma versão defeituosa do raio de duplicação para criar o Mundo Bizarro, um planeta em forma de cubo habitado por caricaturas de amigos e adversários do Homem de Aço. Para se diferenciar dos restantes clones, Bizarro ostentava agora ao peito um tosco medalhão de pedra com a inscrição "Bizarro nº1".

Mundo Bizarro.

     Fruto do seu casamento com a Lois Bizarra nasceu uma criança que, apesar de dotada de superpoderes, possuía a aparência de um ser humano normal. À luz, porém, dos padrões daquele mundo insano, Bizarro Jr. (assim foi crismado o bebé) foi considerado uma aberração, servindo de catalisador para um breve conflito com a Terra. Tempo ainda assim suficiente para serem inventadas a kryptonita azul e uma Supergirl Bizarra.
     A influência de Bizarro estendeu-se também ao nosso planeta: Jimmy Olsen, fotógrafo do Planeta Diário e amigo tanto do Super-Homem como do seu alter ego Clark Kent, foi temporariamente transformado num Bizarro. Também uma versão juvenil do próprio Bizarro viajou no tempo até ao século XXX na esperança de poder ser admitido nas fileiras da Legião dos Super-Heróis. Ao ser recusada pela equipa, a criatura criou a sua própria versão da Legião. A qual acabaria por desmantelar, a pedido do Superboy.
     No encontro seguinte de Bizarro com o Homem de Aço, os poderes do primeiro sofreram mutações tão profundas que agora correspondiam à antítese dos do segundo. Por contraponto à visão de calor e ao sopro congelante do herói kryptoniano, o seu émulo passou a dispor de visão congelante e sopro incandescente. Antes de se juntar temporariamente à Sociedade Secreta de Supervilões para combater a Liga da Justiça e o Capitão Cometa, Bizarro foi malsucedido na sua tentativa de raptar a verdadeira Lois Lane.
    Na sua penúltima aparição no período que antecedeu Crise nas Infinitas Terras (ver texto anterior), um Bizarro mais irracional e violento, após obliterar o seu próprio planeta, viaja até Metrópolis onde semeia a destruição antes de abruptamente se suicidar. Eventos narrados na história What Happened to the Man of Tomorrow? (setembro de 1986), da autoria do celebrado escritor Alan Moore.
   Nesse mesmo mês, DC Comics Presents #97 assinala, simultaneamente, a derradeira aparição de Bizarro no Universo DC pré-Crise e o fim da própria série. Com as suas habilidades místicas amplificadas por um sinistro feiticeiro aprisionado na Zona Fantasma, o vilão interdimensional Mzyzlptlk provoca a implosão do Mundo Bizarro exterminando todos os seus habitantes, incluindo o próprio Bizarro nº1, cuja cabeça decapitada aterra na secretária de Clark Kent no Planeta Diário instantes antes de a sua última centelha de vida se exaurir. Derivando deste facto a não participação de Bizarro na saga que revolucionou para sempre a cronologia da Editora das Lendas.
    No entanto, os eventos supramencionados contradizem uma história posterior na qual é revelado que, algures no futuro, o Mundo Bizarro não só continuaria a existir como teria assumido uma forma mais convencional (assemelhando-se agora a um ovo) devido à radiação libertada pela explosão de um misterioso corpo celeste. Ainda em consequência disso, os habitantes do planeta haviam adquirido uma aparência humana, conquanto subsistissem alguns vestígios da lógica invertida que durante muito tempo regeu os destinos do Mundo Bizarro.
    No pós-Crise, Lex Luthor, depois de ver o Super-Homem recusar o seu convite para que trabalhasse para ele, ordena aos seus cientistas que produzam um clone do Homem de Aço. A experiência, porém, fracassa, na medida em que Luthor desconhecia ainda a origem alienígena do herói, julgando equivocadamente tratar-se de um humano geneticamente modificado. Do processo resulta, assim, uma réplica disforme do Super-Homem, prontamente descartada por Luthor.

No pós-Crise Bizarro ressurgiu mais sombrio do que o original.

   O monstro, no entanto, sobrevive. Embora mudo e possuindo apenas uma inteligência rudimentar, o bizarro ser, impulsionado por vagas memórias herdadas da sua matriz, procura mimetizar as ações heroicas do Homem de Aço. Depois de causar grande perturbação em Metrópolis, impede a irmã mais nova de Lois Lane, Lucy, de cometer suicídio. Cega, a jovem julga ter sido o Super-Homem o seu salvador. No entanto, quando Bizarro tenta raptar Lois, o Homem de Aço entra em ação para detê-lo. No clímax do titânico duelo aéreo que se segue, Bizarro é destruído pelo herói. Lucy é coberta pelas partículas resultantes da explosão da criatura, recuperando milagrosamente a visão. Pairando no ar a ideia de que Bizarro terá provocado a própria morte para curar a rapariga.
   Um segundo Bizarro, capaz de falar e de articular pensamentos toscos, resultou, uma vez mais, da tentativa de Luthor de clonar o Homem de Aço. O vilão, a braços com uma doença degenerativa, planeava transferir a sua mente para o corpo do clone. Este, porém, rebelou-se contra os seus criadores, evadiu-se do complexo da LexCorp e, ao mesmo tempo que definhava em ritmo acelerado, construiu um grotesco arremedo de Metrópolis num armazém abandonado. Numa paródia distorcida do heroísmo do Super-Homem, Bizarro, depois de sequestrar Lois Lane, expô-la deliberadamente a situações de enorme perigo com o intuito de a "salvar". Perseguido pelo herói kryptoniano, Bizarro voou até Smallville para raptar Lana Lang (o primeiro amor do jovem Clark), mas acabou derrotado pelo Super-Homem. Devolvido à LexCorp, o monstro usou a sua última réstia de poder para incendiar o laboratório onde estava aprisionado, morrendo no processo.

Um dos muitos confrontos do Homem de Aço com a sua cópia bizarra.
    Houve ainda um terceiro Bizarro criado pelo Joker, depois do arqui-inimigo do Batman ter roubado os poderes de Mxyzptlk, um criminoso da 5ª Dimensão. Com eles, o Palhaço do Crime concebeu uma versão distorcida da Terra e autoproclamou-se seu Imperador. Para o lugar de maior herói do planeta, o vilão criou a sua versão insana do Super-Homem. Cabendo-lhe igualmente liderar a Liga da Anarquia do Joker (uma perversão da Liga da Justiça).
    Durante Crise Infinita este terceiro Bizarro foi induzido pelo Professor Zoom (inimigo jurado do Flash) a juntar-se à renovada Sociedade Secreta de Supervilões acabando, inadvertidamente, por assassinar o Bomba-Humana, membro dos Combatentes da Liberdade.
    Quando, algum tempo depois, criminosos kryptonianos comandados pelo General Zod chegaram à Terra, Bizarro partiu para o espaço sideral em busca de um novo lar. Num sistema planetário dominado por um sol azul, ele gerou um mundo em forma de cubo que preencheu com reproduções abstratas de cenários terrestres. Graças, por outro lado, à radiação do referido sol azul, a criatura adquiriu um novo poder: a visão Bizarro. Com ela, o monstro conseguia criar outros Bizarros. A sua primeira criação foi uma Lois Bizarra que, contudo, o rejeitou. Sentindo-se só e angustiado, Bizarro voou até Smallville para raptar Jonathan Kent. O que obrigou o Homem de Aço a visitar o Mundo Bizarro a fim de resgatar o seu pai adotivo. Sensibilizado pelo drama do seu clone, Super-Homem ajuda-o a tornar-se um campeão da justiça e a conquistar o amor da Lois Bizarra.
    Na renovada cronologia do Universo DC saída de Os Novos 52!, Bizarro surge pela primeira vez durante os eventos narrados na saga Vilania Eterna. Cinco anos antes, Luthor havia-se proposto a criar o seu próprio exército de meta-humanos. Com esse desígnio em mente, combinou o ADN kryptoniano do Homem de Aço com o de um adolescente humano. Sendo o resultado da experiência desastroso: em vez de uma réplica do Super-Homem, tudo o que Luthor obtém é um monstro disforme, imune aos efeitos da kryptoninta e detentor de poderes opostos aos do herói que lhe serviu de matriz. Deduzindo a fraqueza da criatura, Luthor expõe-a a uma dose maciça de energia solar, que sobrecarrega as suas células, matando-a.
    Apesar do falhanço, Luthor não desiste dos seus intentos. Recolhendo amostras do clone defeituoso, o magnata, apostado em recriar um kryptoniano perfeito, retoma as suas experiências de bioengenharia. Vendo os seus esforços coroados de sucesso cinco anos depois. Esse novo Bizarro será usado para libertar a Terra do jugo do Sindicato do Crime (tema para um próximo artigo).

A mais recente versão de Bizarro em Os Novos 52!.
Noutros media: Símbolo da cultura pop, Bizarro quedou-se num honroso 25º lugar no ranking dos 100 Melhores Supervilões dos Quadradinhos organizado pelo site IGN. A sua estreia fora das páginas da banda desenhada data de 1978, num episódio da série de animação Challenge of the Super Friends, onde surge inserido na Legion of Doom. Além de ulteriores participações em produções similares, o clone defeituoso do Super-Homem marcou igualmente presença em episódios avulsos das séries televisivas Superboy (1989-1992), Lois & Clark: New Adventures of Superman (1993-1997) e na 6ª temporada de Smallville (2006-07).


Bizarro em Superboy.

      No cinema, Bizarro integra o elenco do filme de animação (ainda inédito em Portugal) JLA Adventures: Trapped in Time (2014). Não sendo, por outro lado, consensual se a contraparte maligna do Homem de Aço originada pela exposição à kryptonita vermelha em Superman III (1983) corresponderia a uma personificação de Bizarro ou a uma simples projeção do subconsciente do herói. Certo é que circulam neste momento rumores na internet acerca de estar a ser equacionada a produção de um filme a solo da criatura. O tempo dirá se há algum fundamento neles...