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quinta-feira, 12 de maio de 2016

HERÓIS EM AÇÃO: NAMOR, O PRÍNCIPE SUBMARINO




   Soberano das profundezas oceânicas, a despeito da sua herança mestiça, nem sempre se relacionou de forma harmoniosa com os habitantes da superfície. Ocupa, ainda assim, lugar de destaque no arquivo museológico da 9ª arte por via do seu duplo estatuto de primeiro mutante e de um dos mais antigos super-heróis dos quadradinhos.

Nome original: Namor, The Sub-Mariner
Licenciadoras: Timely Comics (1939-49), Atlas Comics (1954-55) e Marvel Comics (desde 1962)
Criador: Bill Everett
Primeira aparição: Motion Picture Funnies Weekly nº1 (abril de 1939)
Identidade civil: Namor McKenzie
Local de nascimento: Atlântida
Espécie: Mutante híbrido de humano e atlante
Parentes conhecidos: Fen e Leonard McKenzie (pais biológicos falecidos), Tom e Gladys Smallwood (pais adotivos), Lawrence McKenzie (meio-irmão), Dorma (ex-esposa falecida), Marrina (esposa), Kamar (filho falecido), Namora e Namorita (primas). A este núcleo familiar acresce ainda uma longa linhagem, humana e atlante, de antepassados e descendentes do Príncipe Submarino.
Afiliação: Ex-membro do Esquadrão Vitorioso, dos Invasores, Vingadores, X-Men, Defensores, Illuminati, da Cabala e da Força Fénix
Base de operações: Nova Atlântida
Armas, poderes e habilidades: Por conta da sua singular herança genética, Namor é um espécime único tanto entre humanos como entre atlantes. Embora a maior parte dos seus poderes e habilidades derivem dessa mestiçagem, a sua capacidade de voar não pode ser explicada por essa condição. Motivo pelo qual ele é comummente designado como o primeiro mutante do Universo Marvel. Este é, porém, um título discutível, conforme fica demonstrado no tópico seguinte.
   Aquando da sua estreia nos quadradinhos no já longínquo ano de 1939, Namor foi descrito por Bill Everett (seu criador) como um ser anfíbio capaz de voar e detentor de uma força descomunal equivalente à de várias centenas de homens da superfície. Ou seja, uma gama de poderes muito mais restrita do que aquela de que dispõe atualmente. E que encolheu ainda mais  em 1954 quando, no âmbito de uma tentativa de reabilitação da personagem levada a cabo pela Atlas Comics (ver Histórico de publicação), o Príncipe Submarino foi espoliado das suas icónicas asas nos tornozelos e, por conseguinte, do seu poder de voo. Ambos lhe seriam, contudo, restituídos pouco tempo depois.
  No início dos anos 60 do século passado, Stan Lee e Jack Kirby revitalizaram Namor, concedendo-lhe no processo novos poderes e habilidades. Uma dessas novas habilidades consistia na sua recém-adquirida (e logo omitida) capacidade de mimetizar as características de algumas espécies marinhas. Inovação que não foi bem acolhida pelos leitores (porventura pela sua similitude com os poderes de Aquaman, seu émulo da DC), tendo sido exibida somente em duas histórias publicadas em Fantastic Four.

Um portento anfíbio.

   Não obstante, em qualquer uma das suas encarnações, Namor foi sempre descrito como possuidor de superforça (estima-se que poderá ultrapassar as 75 toneladas, o que faz dele uma das personagens mais pujantes do Universo Marvel), bem como de velocidade, resistência e agilidade sobre-humanas. Oscilando o nível dos seus poderes em função do seu contacto com a água. Quanto mais tempo o herói permanecer arredado do seu elemento natural, mais enfraquecido ficará.
 Outra das suas mais extraordinárias capacidades é a de comunicar telepaticamente com qualquer criatura marinha senciente (incluindo os seus súbditos atlantes e, especula-se, até mesmo com os humanos). Somando-se a isto uma panóplia de habilidades subsidiárias onde se incluem o seu biossonar, os seus sentidos amplificados, as suas propriedades regenerativas e a sua longevidade (a esperança média de vida de um atlante comum ronda os 120 anos).
  Em complemento a tudo isto, Namor porta muitas vezes o Tridente de Neptuno. Trata-se de um artefacto milenar forjado num metal místico que, entre outras coisas, permite ao seu usuário manipular a água em qualquer um dos seus estados e disparar poderosas rajadas energéticas.
   Em consequência da sua exigente formação como monarca da Atlântida, o Príncipe Submarino alia aos seus poderes a proficiência no combate corpo a corpo, a habilidade diplomática e uma superior cultura tática. Tal profusão de recursos faz de Namor um oponente de respeito, mesmo quando tem pela frente adversários de grande poder.

Namor versus Coisa: combate de pesos-pesados.

Mutante? Sim. O primeiro de todos? Discutível.

  Conforme ressalvei acima, apesar de Namor ser habitualmente referenciado como o primeiro mutante do Universo Marvel, esse estatuto é dúbio. Senão vejamos: no quesito editorial, em 1939 o Príncipe Submarino foi, efetivamente, a primeira personagem a ser descrita com características genéticas idênticas às dos Homo superior. Contudo, cronologicamente, a sua aparição foi precedida de um leque de outros mutantes. Alguns dos quais velhos de séculos, como é o caso de Apocalipse (que reclama para si o título de O Primeiro).
  O vilão nascido no Antigo Egito não é, porém, caso único na medida em que Wolverine terá, provavelmente, vindo ao mundo em finais do século XIX. Havendo ainda a registar nesta categoria de anciãos portadores do gene X Selene, mutante imortal que se afirma mais antiga do que o próprio Tempo (o que, a ser verdade, faria dela a primeira Homo superior da História).
   Outro aspeto a levar em consideração nesta análise está relacionado com a natureza híbrida de Namor. Convém lembrar que nas suas veias corre tanto sangue humano como atlante. Peculiaridade que o torna ímpar mesmo no seio da comunidade mutante.
   Nada indica, ademais, que o Príncipe Submarino traga atrelada a si uma história plurissecular desconhecida que, pelo menos do ponto de vista cronológico, o coloque no mesmo patamar de qualquer um dos exemplos supramencionados.

Ao trono da Atlântida, Namor soma
o (questionável) título de primeiro mutante.
    
Fraquezas: Ironicamente, decorrem também da fisiologia híbrida de Namor as suas principais fraquezas. Sobressaindo desde logo os efeitos nocivos, tanto a nível físico como psicológico, induzidos pelo desequilíbrio de oxigénio no seu organismo. Quando permanece demasiado tempo dentro de água ou fora dela, o Príncipe Submarino evidencia frequentemente sintomas de bipolaridade. Distúrbio mental que explica em larga medida as súbitas oscilações de humor e a irascibilidade que são a sua imagem de marca. Mas que podem ser prevenidas se o Filho Vingador encontrar o ponto de equilíbrio entre o tempo de permanência em ambas as atmosferas.
  É possível que a esta sua fraqueza esteja associada uma outra, ainda que tal nunca tinha sido devidamente comprovado: quando atingido em determinados pontos da cabeça, Namor sucumbe facilmente. Mesmo que a pancada tenha sido desferida por um humano munido de uma simples barra de ferro ou de qualquer outro objeto contundente. Facto desconcertante considerando que o monarca atlante já resistiu a violentos golpes aplicados na mesma parte do corpo pelo próprio Hulk.
   Por outro lado, a ambivalência moral de Namor  faz com que sejam tantos os que o veem como herói como os que o consideram um escroque (que o diga o Sr. Fantástico que no passado viu a esposa ter um tórrido affair com o Príncipe Submarino ), representando essa outra das suas fraquezas. Com efeito, devido ao seu caráter ambíguo, Namor nem sempre se assume como um aliado confiável aos olhos dos outros heróis.

O amor adúltero de Namor e Susan Richards.

Histórico de publicação: Namor, o Príncipe Submarino surgiu pela primeira vez em abril de 1939 no protótipo de Motion Picture Funnies Weekly, uma banda desenhada produzida pela Funnies Inc. e que estava previsto ser distribuída como brinde em alguns cinemas estadunidenses. Quando a iniciativa abortou devido à falta de financiamento, Bill Everett usou a personagem em Marvel Comics nº1, título entretanto lançado pela Timely Comics (predecessora da Marvel) e renomeado como Marvel Mistery Comics logo a partir do seu segundo número.
   Nas suas primeiras aparições, Namor agia como um inimigo dos EUA. Descrito assim por Les Daniels, um dos mais reputados historiadores da 9ª arte: "O Príncipe Submarino era uma aberração ao serviço do caos. Embora o seu modus operandi fosse o de um vilão, os leitores entreviam alguma justiça nas suas causas. Facto que os levava a perdoar a destruição em massa que ele causava de cada vez que entrava em cena."


Bill Everett (1917-1973) teve em Namor o seu maior êxito criativo.
Consta que, em todo o mundo, haverá apenas
 8 exemplares de Motion Picture Funnies Weekly nº1 (1939)

Namor debutou em Marvel Comics nº1 (1939) .

   A partir de julho de 1941 (e durante oito anos consecutivos), Namor dispôs do seu próprio título. Sub-Mariner Comics começou por ter uma periodicidade quadrimestral mas, em virtude da sua enorme popularidade junto do público, passaria a trimestral e, mais tarde, a bimestral.
   À semelhança da generalidade das personagens da Timely Comics, Namor foi votado ao ostracismo em consequência do declínio do género super-heroico após a II Guerra Mundial. Em 1946 assistiu-se ainda a uma tentativa de inverter essa situação,  através do lançamento de All-Winners Squad. Série mensal estrelada por um grupo de combatentes do crime que incluía, além do Príncipe Submarino, o Capitão América, o Tocha Humana original e um punhado de heróis da Idade do Ouro que assim tentavam emergir das brumas da memória.
   Mas o destino dessas personagens consideradas obsoletas estava traçado e, por um longo período de tempo, ficariam aprisionadas num limbo. Exceção feita ao breve parêntesis (1954-55) em que foram resgatadas pela Atlas Comics. Apesar das boas intenções da editora (que chegou a ressuscitar o título Sub-Mariner Comics), a adesão do público foi fraca e os heróis voltaram a ser colocados na prateleira. De onde seriam quase todos retirados nos primeiros anos da década de 1960, quando Stan Lee e Jack Kirby reinventaram o conceito de super-heróis.


Número inaugural do título solo do Príncipe Submarino (1941).


Heróis de outrora que o mundo teimava em esquecer

   No caso específico do Príncipe Submarino, a sua reentrada em cena ocorreu em 1962, nas páginas de Fantastic Four nº4 (datado de maio desse ano). Depois de ser encontrado pelo novo Tocha Humana a errar pelas ruas de Nova Iorque como um mendigo amnésico, Namor consegue recuperar a memória com a ajuda do benjamim do Quarteto Fantástico e rapidamente regressa à sua Atlântida natal. Encontrando-a devastada por testes nucleares subaquáticos, resolve fazer jus ao cognome de Filho Vingador  e declara guerra à humanidade. Impelido quer pelo seu desejo de vingança quer pela sua crise de identidade, Namor corresponde, nesta sua encarnação moderna, ao modelo de anti-herói.
   Apesar da sua sobranceria relativamente aos habitantes da superfície, durante esta fase o Príncipe Submarino era, em última análise, um pária. Estatuto contrariado, no dealbar da década de 1970, pela sua adesão aos Defensores (cujo elenco primitivo incluía ainda o Dr. Estranho, o Surfista Prateado e o Hulk); apenas o primeiro de vários coletivos heroicos de que o monarca atlante faria parte nos anos seguintes.
    Privado de um título próprio, o percurso editorial de Namor na década de 1980 foi marcado pela intermitência. Desse período há, no entanto, a destacar The Saga of the Sub-Mariner, minissérie em doze capítulos publicada entre 1988 e 1989 e  que serviu. essencialmente, para cortar algumas das pontas soltas na cronologia do herói.

Logo na estreia da sua versão moderna,
 Namor cobiçou mulher alheia

   Inicialmente escrita e ilustrada por John Byrne, em 1990 chegou às bancas norte-americanas a nova e aclamada série regular do Príncipe Submarino, intitulada Namor, The Sub-Mariner. Coincidindo o  seu declínio com a saída do autor canadiano e o subsequente corrupio de escritores e artistas. Malgrado essas vicissitudes, o título subsistiu durante cinco anos, ao longo dos quais foram lançados 62 volumes. Nessa fase, Namor vestiu a pele de um magnata engajado com a defesa do ambiente, particularmente dos ecossistemas marinhos ameaçados pela ação imprudente dos habitantes da superfície.

O regresso do Filho Vingador
pelas competentes mãos de John Byrne.

   Ainda que com alguns percalços de permeio (como o precoce cancelamento da sua nova série mensal em 2011), aos poucos o Príncipe Submarino tem vindo a recuperar o seu estatuto de figura cimeira do Universo Marvel. Para isso contribuiu, em primeiro lugar, a sua participação nos Illuminati, conclave de super-heróis que opera nos bastidores para influenciar alguns dos mais importante eventos mundiais. Por outro lado, na saga Avengers versus X-Men (2012), Namor teve papel de destaque ao ser um dos cinco hospedeiros da Força Fénix corrompidos pelo incomensurável poder da entidade cósmica. Foi, de resto, nessa condição que o soberano da Atlântida lançou um devastador ataque a Wakanda, lar do Pantera Negra.Facto que ditaria o acirrar do conflito em curso.
   Mesmo tendo estado do lado dos vencidos nesse confronto épico entre duas das mais poderosas equipas de super-heróis do mundo, Namor conservou o seu lugar entre os Illuminati que, no biénio 2013-2015, foram cabeças de cartaz na terceira série de The New Avengers.
   Em fevereiro deste ano, nas páginas de Squadron Supreme vol. 4 nº1,  Namor foi brutalmente assassinado por Hyperion, quando tentava vingar a destruição da Atlântida às mãos deste. Atendendo, contudo, à reversibilidade da morte nos quadradinhos, é deveras plausível um retorno do herói a breve trecho.

   
Namor posa com os restantes Illuminati. 

Origem: Meses antes da eclosão da II Guerra Mundial, um navio de exploração oceanográfica chamado "Oracle" navegava ao largo da Antártida. Para abrir caminho entre a enorme massa de gelo,os tripulantes fizeram detonar várias cargas explosivas no fundo do mar. Liderada pelo enigmático Paul Destino, a expedição procurava secretamente vestígios de uma antiga civilização.
  Acidentalmente, as cargas explosivas detonadas pela tripulação do "Oracle" causaram enormes prejuízos na Atlântida, uma cidadela subaquática que servia de lar a outra civilização lendária.
  Julgando tratar-se de um ataque ao seu povo, Thakorr, o imperador atlante, ordenou à sua filha, a princesa Fen, que fosse com um batalhão armado à superfície para descobrir a identidade dos seus pretensos agressores. Afoita, Fen resolveu contudo ir por conta própria. Ingerindo uma poção que lhe permitia respirar fora de água, subiu a bordo do "Oracle", deixando toda a tripulação inebriada com a sua estonteante beleza.
   Determinada em aprofundar a sua investigação, a princesa atlante decidiu permanecer a bordo da embarcação. A sua presença serviu para impedir novas detonações que fizessem perigar o seu povo. Entretanto, aprendeu também a língua e os costumes dos habitantes da superfície. Contando para isso com a ajuda de Leonard McKenzie, o comandante do "Oracle", por quem logo se enamoraria.
   Já depois de o casal ter trocado alianças a bordo do navio, McKenzie descobriu Lemúria, outra cidade submersa. Ele e Paul Destino mergulharam então nas profundezas para explorá-la. Porém, ao deparar-se com uma relíquia maligna chamada Capacete do Poder, Destino enlouqueceu e provocou a destruição da Atlântida. Centenas dos seus habitantes pereceram em consequência dessa calamidade.
   Horrorizado com o que testemunhara, McKenzie apressou-se a regressar ao "Oracle". Seria, todavia, gravemente ferido pelos soldados atlantes enviados pelo Imperador Thakorr, para resgatar Fen, que acreditava ter sido feita refém. A princesa, por sua vez, julgou que o marido não havia sobrevivido ao ataque perpetrado pelos seus compatriotas.
   Regressada à Atlântida - cuja reconstrução começara entretanto - Fen descobriu estar grávida. Meses depois nasceria Namor (nome que significa "Filho Vingador" no dialeto atlante), cuja pele rosada destoava da tez azulada dos demais atlantes. Muitos dos quais não viam com bons olhos a possibilidade de virem a ser governados por um mestiço.

Filho de dois mundos, Namor
 nunca se encaixou em nenhum deles.

  À medida que crescia, Namor foi vivendo rocambolescas aventuras submarinas (inclusive jogadas políticas com vista à tomada do poder), praticamente sem contacto com o mundo da superfície. Cujos habitantes ele desprezava profundamente, tanto devido à poluição marítima por eles causada como por conta das lendas atlantes que lhe iam sendo transmitidas e que, invariavelmente, diabolizavam os humanos.


Do fundo do mar para a ribalta.
 
   Nos primórdios da II Guerra Mundial, a Atlântida seria um dano colateral das encarniçadas batalhas navais entre os Aliados e as forças do Eixo. Enviado pelo seu avô em busca de vingança para o seu povo, Namor começou por atacar o coração de Nova Iorque. Sendo então confrontado pelo Tocha Humana original*. A rivalidade entre ambos tornar-se-ia, de resto, lendária. Só uma ameaça comum os obrigaria a porem de lado as suas diferenças. O que aconteceria quando, juntamente com o Capitão América, os dois formaram os Invasores** com o propósito de travar o avanço do Terceiro Reich.
  Despontava assim a longa e controversa carreira pública do Príncipe Submarino, marcada por  inúmeros triunfos e tormentos. Se é verdade que ele nem sempre esteve do lado certo da barricada, não é menos verdade que sempre se mostrou firme na luta pelas causas que abraçou, nomeadamente a defesa do povo atlante e da comunidade mutante.

* Criação de Carl Burgos, tal como Namor, a estreia do primeiro Tocha Humana remonta a 1939. Tratava-se de um androide com poderes incandescentes projetado por um cientista chamado Phineas Horton. Não confundir, portanto, com o Tocha Humana do Quarteto Fantástico, cujo nome serviu para homenagear o seu antepassado da Idade do Ouro.
** A origem e a lista de membros dos Invasores pode ser consultada em http://bdmarveldc.blogspot.pt/2015/02/herois-em-acao-invasores.html


Revisitação do duelo clássico entre
 Namor e o primeiro Tocha Humana.
     
Curiosidades: 

* O reino submerso que servia de lar a Namor foi pela primeira vez referenciado como sendo a lendária Atlântida aquando da revitalização operada por Stan Lee e Jack Kirby em 1962;
* Imperius Rex, o estridente grito de guerra que o Príncipe Submarino entoa nas suas batalhas, é uma expressão latina que significa "Rei do Império";
* Em meados dos anos 1970, Namor foi um dos heróis incluídos na coleção de selos lançada pela Marvel;
* Por contraponto aos outros antigos membros do Quinteto Fénix (os cinco hospedeiros da Força Fénix na saga Avengers versus X-Men), o Príncipe Submarino não teve os seus poderes afetados após a sua desvinculação da entidade cósmica.

A estampilha dedicada a Namor
 na coleção lançada pela Marvel nos anos 1970.

Noutros media: A despeito do seu impressionante lastro histórico nos quadradinhos, até à data, o Príncipe Submarino não conseguiu ainda exportar a sua influência para o panorama audiovisual.
  Ainda em meados dos anos 50 do século passado, foi equacionada a produção de uma série de ação real baseada no herói, mas o projeto acabaria por nunca se materializar. Cerca de duas décadas volvidas, outro projeto dessa natureza acabaria abortado por conta das suas semelhanças com The Man From Atlantis (série televisiva vagamente inspirada em Namor que, em terras lusas, foi titulada de O Homem da Atlântida e, no Brasil, de O Homem do Fundo do Mar).
  Mais recentemente, em 1997, os Estúdios Marvel encetaram contactos com o realizador Phillip Kaufman e com o argumentista Sam Hamm com vista à produção de uma longa-metragem estrelada pelo Príncipe Submarino. No entanto, em virtude de sucessivos adiamentos e constrangimentos, a sua estreia cinematográfica continua sem data marcada.

As várias versões animadas do Príncipe Submarino.

   Se no currículo mediático do Príncipe Submarino há um embaraçoso espaço em branco no que a produções de ação real diz respeito, o quadro é pouco mais animador em matéria de animação. À parte um segmento próprio de que dispôs em 1966 na série animada The Marvel Super-Heroes, contam-se pelos dedos de uma mão as participações (pouco relevantes) de Namor em séries alheias. E já lá vão dez anos desde que isso aconteceu pela última vez. Foi em 2006, num par de  episódios de Fantastic Four: World's Greatest Heroes. 
    É, pois, caso para dizer que, fora da BD, Namor se sente como peixe fora de água. E nem os seus poderes anfíbios lhe parecem valer de grande coisa.

Um herói septuagenário preparado
 para enfrentar os desafios dos nossos dias.

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