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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

NÉMESIS: JOKER

  



 Qualquer heroi que se preze deve ter um némesis à altura. Por norma, ele(a) representará a sua própria antítese.
   Não são raros os casos em que os vilões rivalizam ou até suplantam em carisma e popularidade as suas contrapartes heroicas. Joker, a quem cabe a honra de inaugurar esta nova rubrica dedicada aos arqui-inimigos dos principais super-heróis e heroínas, é um desses casos. Insanamente cómico e perversamente imprevisível, o Joker é das personagens mais famosas da DC, sendo para muitos o melhor vilão da história dos comics.
    Se é verdade que a sua origem permanece envolta em mistério, não é menos verdade que a sua motivação é mais do que conhecida: infernizar a vida do Cavaleiro das Trevas.

Criadores: Bob Kane e Bill Finger (os mesmos autores de Batman)
Primeira aparição: Batman nº1 (1940)
Licenciadora: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Joseph "Joe" Kerr / Jack Napier (na versão cinematográfica de 1989)
Origem: desconhecida
Base de operações: Gotham City
Poderes e armas: Q.I. acima da média, conhecimentos de química, engenharia e genética que lhe permitiram desenvolver uma parafernália de armas, entre as quais  o temível Veneno do Joker que paralisa e mata as suas vítimas.
    Joker foi  criado pelos mesmos autores de Batman, Bill Finger e Bob Kane, a partir de uma sugestão de Jerry Robinson, aparecendo pela primeira vez em Batman nº1 (1940). Foi apresentado como  um psicótico com uma aparência similar a um palhaço sempre sorridente, que busca sempre desafiar o Homem-Morcego.
    Joker foi criado a partir de uma foto do ator Conrad Veidt no filme "The Man Who Laughs" (1928)trazida pelo argumentista Bill Finger, e uma carta de baralho trazida pelo desenhista Jerry Robinson.
     Desconhece-se contudo a origem exata da personagem. Sabe-se apenas que, desde que o Batman surgiu nas ruas de Gotham City, o Joker decidiu combatê-lo, causando pânico e terror para atingi-lo.
    Na sua primeira aparição, em 1940, o Joker era um ladrão de joalharias que matava as pessoas presentes no local do assalto. Nos anos 1940 e 50 Joker sempre aparentava morrer mas nunca recuperavam seu corpo.
    Em 1951, a revista Detective Comics nº168 criou uma origem para o vilão. Um bandido apelidado de Capuz Vermelho tenta assaltar uma fábrica e quando Batman e Robin invadem o lugar, o bandido cai acidentalmente numa tina contendo produtos químicos. É dado como morto, mas 10 anos depois ressurge completamente louco, com pele branca e cabelos verdes. Essa história seria reescrita, muitos anos volvidos, por Alan Moore em "Batman: A Piada Mortal" e repescada pelos guinistas do filme "Batman" (1989).
     Na década 1960, a personagem evoluiu (regrediu?) para uma versão mais amena  devido ao Comics Code Authority, que fiscalizava o conteúdo das histórias aos quadradinhos. Foi portanto esse Joker domesticado e sem chama que surgiu na famosa série televisiva de Batman transmitida à época nos EUA.
      Só em 1973, pelas mãos de Dennis O'Neil (texto) e Neal Adams (arte), a personagem voltou a uma versão próxima da original, convertida num maníaco homicida obcecado com o Batman.
      No Brasil, a Editora Brasil- América Limitada (EBAL), que publicou as histórias do Batman no país (e também em Portugal), mudou-lhe o nome para Coringa em 1953, por considerar "Curinga" (a tradução correta de Joker) pouco apropriada.
       A sua relação com o Batman é complexa pois, contrariamente à maioria dos outros arqui-inimigos do Homem-morcego, ao Joker não parece interessar somente matá-lo. A despeito de ter tido várias oportunidades para fazê-lo, deixou sempre o seu némesis viver, o que parece indicar que o seu real objetivo será vergar o único homem que ele considera à altura da sua genialidade. Uma das formas que encontrou para o conseguir foi assassinando brutalmente o segundo Robin (Jason Todd).
      Três atores deram vida ao Palhaço do Crime na TV e no cinema: Cesar Romero na já referida série televisiva dos anos 1960, Jack Nicholson no filme de Batman de 1989 e o falecido Heath Ledger em "Batman: Dark Knight" (2008).
       Se Romero em nada contribuiu para a credibilidade da personagem, chegando mesmo a recusar cortar o bigode que era perfeitamente visível sob a maquilhagem, tanto Nicholson como Ledger captaram (cada um à sua maneira) a essência do Joker. Se me pedissem para eleger qual destes  dois atores encarnou melhor a personagem, não saberia responder.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

DO FUNDO DO BAÚ

A capa original da edição norte-americana de 1978.
   
     25 anos... Um quarto de século, a pena máxima em Portugal, as bodas de prata de um casamento (o que, no fundo, é a mesmíssima coisa), uma verdadeira eternidade. Foi este o tempo que tive de esperar para ler finalmente a história completa deste Almanaque dos Super-heróis em cujas páginas o Homem de Aço e o Mortal Mais Poderoso da Terra se digladiavam num duelo de titãs.
    Publicado em 1980 no Brasil, um exemplar mutilado (faltavam-lhe a capa, a contracapa e a última página) foi-me gentilmente ofertado em 1984 por um primo que, de resto, me transmitiu o bichinho de ler estórias aos quadradinhos. Numa época em que o formatinho económico era rei, a editora EBAL lançou este álbum gigante em formato A3, condizente com a grandiosidade da história narrada nas suas páginas magistralmente ilustradas por Rich Buckler.
    Intitulada "Quando as Terras chocam", a história, assinada por Gerry Conway, gira em torno de um marciano, último sobrevivente do seu planeta natal, que com a ajuda do Adão Negro e de um outro vilão, consegue virar Super-homem contra o Capitão Marvel (vulgo SHAZAM). Pelo meio, as respetivas congéneres femininas, Supergirl e Mary Marvel, procuram impedir que o excesso de testosterona leve a que os heróis (que até eram amigos) se magoem a sério.
    As cenas de combate entre ambos são épicas, sendo inesquecível aquela em que o Capitão Marvel, em desespero perante um Super-homem descontrolado, lhe arremessa uma parede de tijolos. Entre gargalhadas arrogantes, o Super-Homem ironiza: "Já mergulhei em sóis, sobrevivi a explosões nucleares e tu tentas derrubar-me com uma parede? Tem graça!"
   Só em meados de 2009, contudo, consegui juntar um exemplar em perfeito estado de conservação à minha coleção, ao comprá-lo a um colecionador particular por um preço bastante abaixo do de mercado (que varia entre os 25 e os 35 euros). Foi com avidez que, nessa mesma noite, li de um fôlego a história cujo final ignorava. 25 anos depois, o mano a mano entre o Homem de Aço e o Mortal Mais Poderoso da Terra ainda me fez vibrar de emoção e foi com imenso prazer que, dias depois, partilhei esta raridade com a minha adorável esposa, a quem já muitas vezes testara a paciência falando desta e de muitas outras histórias que marcaram a minha infância e adolescência.

HERÓIS EM AÇÃO: LANTERNA VERDE (HAL JORDAN)

     Se ainda não viram o filme "Green Lantern" (em exibição nos cinemas nacionais desde 21 de agosto) ou se viram e ficaram com vontade de saber mais sobre o Cavaleiro Esmeralda, deixo-vos aqui uma pequena biografia daquele que é o segundo Lanterna Verde e, seguramente, o mais querido entre os leitores de todo o mundo: Hal Jordan.
Criadores: John Broome (texto) e Gil Kane (arte)
Primeira aparição: Showcase nº22 (outubro de 1959)
Licenciadora: DC
Identidade civil: Harold "Hal"Jordan
Origem: Coast City
Família conhecida: Martin e Jessica Jordan (pais)
Base de operações: Coast City
Filiação: Tropa dos Lanternas Verdes e Liga da Justiça (membro fundador)
Poderes e armas: Todos os superpoderes do Lanterna Verde provêm do seu anel energético. Dentre eles, destaca-se a capacidade de criar objetos de energia verde, sendo a imaginação do usuário o único limite. Graças ao anel, o Lanterna Verde consegue voar, gerar campos de força e traduzir instantaneamente qualquer idioma galáctico. Existem contudo limites para o poder do anel: a cada 24 horas necessita ser recarregado através de uma bateria portátil que faz lembrar as antigas lanternas (daí o nome atribuído à personagem) e o seu poder é neutralizado pela cor amarela.
        Hal Jordan é o segundo indivíduo a usar o anel energético. Alan Scott, foi o Lanterna Verde original durante a chamada Era de Ouro dos quadradinhos. Esta segunda versão é, portanto, um produto da Era de Prata mas rapidamente suplantou em popularidade e carisma o seu predecessor.
       Em pequeno, Hal idolatrava o pai, um intrépido piloto da Força Aérea norte-americana e cedo decidiu seguir as suas pisadas, ainda que contra a vontade da sua mãe. Manteve esse desejo mesmo depois de ter assistido a um acidente fatal com um jato pilotado pelo seu pai. Aos 18 anos alistou-se como voluntário na Força Aérea e logo se destacou pela sua destreza e audácia aos comandos de qualquer máquina voadora.
      Acabou, todavia, expulso da Força Aérea na sequência de uma tentativa de desvio de um avião experimental, perpetrada pelo seu co-piloto e que resultou na destruição do aparelho. Tornou-se então piloto de testes na Ferris Aeronáutica, uma fabricante de aviões de alta tecnologia. Hal apaixonar-se-ia por Carol Ferris, filha do magnata Carl Ferris. A relação entre ambos, porém, pautou-se sempre pela instabilidade em virtude de Carol ser sua patroa e de, mais tarde, se ter transformado na vilã Safira Estrela.
    Anos depois, um extraterrestre de nome Abin Sur despenhou-se na Terra. Moribunda, a criatura ordenou ao seu anel energético que encontrasse um humano valoroso, digno de o substituir na força policial intergaláctica Tropa dos Lanternas Verdes. Hal Jordan foi o escolhido e tornar-se-ia assim o guardião do setor 2814 que incluí o nosso planeta. Foi então que teve conhecimento de Oa, o mundo natal dos Guardiões, e quartel-general dos restantes Lanternas. Em Oa, Hal foi treinado no manejo do anel por Kilowog e Sinestro, o qual, entretanto, mudaria de campo, tornando-se num dos mais temíveis inimigos da Tropa dos Lanternas Verdes.
    Na Terra, Hal Jordan fundaria a Liga da Justiça em conjunto com outros heróis como Flash, Aquaman e a Mulher-Maravilha. Ao longo da década de 80 do século passado, o Lanterna Verde sofreria várias transformações, tendo sido definitivamente projetado para a ribalta através da parceria que estabeleceu com o Arqueiro Verde.
    Quando, no início dos anos 1990, Coast City foi destruída e os seus sete milhões de habitantes exterminados pelos vilões Mogul e Supercyborg, Hal ficou obcecado com a recriação da cidade através do poder do anel. Impedido de usar esse poder em proveito próprio, Hal rebelou-se contra os Guardiões e viajou até Oa no intuito de se apoderar à força de toda a energia da Bateria Central. Vários Lanternas tentaram detê-lo mas foram sumariamente derrotados, tendo os seus anéis sido aborvidos por um Hal Jordan ensandecido. Kilowog, um dos seu melhores amigos e um dos poucos Lanternas remanescentes foi incinerado, bem como Sinestro, libertado em desespero pelos Guardiões. Eles próprios sucumbiram e a Bateria Central foi destruída, não sem antes Hal Jordan se fundir à malévola entidade cósmica Parallax.
    O seu objetivo era agora a reconstrução da própria realidade, tendo para isso viajado até à linha final do tempo. Acabou detido apenas graças à união de esforços de praticamente todos os super-heróis da DC e do Espectro (uma das mais poderosas entidades do Universo) no clímax da saga "Zero Hora".
   Dado como morto, Hal Jordan foi substituído por Kyle Rayner como guardião do setor 2814. Já antes fora substituído por Guy Gardner e John Stewart.
   Retomou a identidade de Lanterna Verde em 2004 e atualmente é a reencarnação do Espectro.
   Ryan Reynolds dá vida à personagem na aguardada longa-metragem mas já antes o Lanterna Verde participara em diversas séries e filmes de animação como "Green Lantern: First Flight" (2008) e "Green Lantern: Emerald Knights" (2011).

           

ÚLTIMA AQUISIÇÕES

Capa de "Quarteto Fantástico & Capitão Marvel" nº6.
 
       De uma assentada, comprei, em finais de julho, três coleções completas e inéditas em Portugal, publicadas no Brasil pela editora Panini (atual responsável pelos títulos Marvel e DC e que aproveito para felicitar pelo soberbo trabalho desenvolvido até ao momento).
      As coleções em questão são "Marvel 2002" (12 números), "Marvel 2003" (12 números) e "Quarteto Fantástico & Capitão Marvel" (18 números).
      As duas primeiras são um mix de super-heróis, na esteira dos saudosos "Heróis da TV" e "Superaventuras Marvel" da Abril Jovem (prometo escrever sobre estes títulos em breve) com a grande diferença de serem em formato americano e com papel de qualidade. Já "Quarteto Fantástico & Capitão Marvel" é a realização de um velho sonho meu pois há muito desejava o lançamento de um título que juntasse a minha superequipa preferida e o heroi cósmico cujas aventuras sempre fizeram as minhas delícias (se bem que este Capitão Marvel é o filho do original, há muito falecido).
    Acrescento assim 42 edições ao meu acervo, perfazendo um impressionante total de 2566 itens, quando também já inventariei a maior parte das minisséries, faltando somente algumas edições especiais e de luxo que me ofuscam com o seu brilho dourado de cada vez que espreito o interior das caixas onde repousam. Necessito, com efeito, de comprar urgentemente mais caixas herméticas onde possa acondicionar condignamente as minhas novas coqueluches.. Caberá depois à minha querida e paciente esposa arranjar mais um espacinho para arrumar semelhante "tralha" no nosso modesto T1...
 
 
Capa de "Marvel 2002" nº1.

Capa de "Marvel 2003" nº7.
 
 

HERÓIS EM AÇÃO: MULHER-MARAVILHA



    A expresso pedido da minha excelsa esposa (fã confessa da Princesa Amazona), apresento a informação essencial sobre uma das personagens de charneira da editora DC, cujos poderes e popularidade rivalizam com os do próprio Super-homem. Senhoras e senhores, abram alas para a Mulher-Maravilha (Wonder Woman)!
Criador: William Moulton Marston (também conhecido pelo pseudónimo Charles Moulton)
Primeira aparição: All Star Comics nº8 (dezembro de 1941)
Publicada por: Detective Comics (DC)
Nome verdadeiro: Diana (em homenagem à deusa da caça dos romanos)
Identidade civil: ocasionalmente Diana Prince
Família conhecida: Rainha Hipólita (mãe)
Origem: Themyscira (vulgo Ilha Paraíso)
Filiação: Liga da Justiça (membro fundador)
Base de operações: móvel
Poderes e habilidades: agraciada com a força de Gaia, a entidade da própria Terra, a Mulher-Maravilha é uma das mais poderosas super-heroínas do planeta, juntamente com Superman, Ajax e o Capitão Marvel. Ela pode voar a velocidades supersónicas e é ágil o suficiente para ricochetear balas com as suas braceletes de prata. Também possui superforça, supervelocidade e um laço mágico que obriga quem nele for envolvido a falar a verdade. Apesar do seu poder de voo, em tempos a Mulher-Maravilha deslocava-se num jato invisível (!). Consegue também comunicar com o mundo animal.

    Criada por um psicólogo feminista excêntrico que é também o inventor do polígrafo (vulgo detetor de mentiras e daí o uso de um laço mágico que obriga as pessoas a falarem a verdade), a Mulher-Maravilha é Diana, filha de Hipólita e ex-princesa das Amazonas de Themyscira.
   Na versão original, como as Amazonas não podiam ter contacto físico com os homens, a deusa Afrodite deu vida à estatueta de barro de uma criança, esculpida por Hipólita. Na reformulação feita a partir de 1985, ficou estabelecido que Diana é a reencarnação do espírito de uma criança que morreu no útero materno há quase 30.000 anos, trazida à vida pelas deusas gregas para combater os planos de Ares, o Deus da Guerra.
    Agraciada com poderes especiais por vários deuses Olimpianos, Diana secretamente participou num torneio destinado a encontrar a mais digna das Amazonas, que se iria confrontar com o maléfico Deus da Guerra. Ela venceu e, como campeã de Themyscira, derrotou Ares, antes que este pudesse deflagrar um holocausto nuclear.
   Chamada de "Mulher-Maravilha" pela imprensa (recebendo o mesmo nome que sua mãe, que posteriormente viajou de volta no tempo para a época da Segunda Guerra Mundial, onde usou o nome e o manto da Mulher-Maravilha), Diana tornou-se a embaixadora de Themyscira para o mundo exterior, chamado de "mundo do patriarcado" pelas Amazonas.
   Em Portugal e no Brasil, também já foi chamada de "Supermulher" (pela editora Orbis) e "Miss América" (EBAL). Só após a exibição da lendária série televisiva (1976-79), estrelada pela deslumbrante Lynda Carter é que a personagem passou a ser tratada pelo nome correto.
   Além da participação em várias séries e filmes de animação, correm rumores de que estará em fase de pré-produção um filme da Mulher-Maravilha (ainda sem data de estreia prevista), tendo, segundo consta, sido sondadas várias atrizes para incarnarem a Princesa Amazona no grande ecrã: Jessica Biel, Catherine Zeta-Jones e até Beyoncé Knowles.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

HERÓIS EM AÇÃO: CAPITÃO AMÉRICA


     Quando o filme  "Captain America: The First Avenger" ainda se encontra em exibição nas salas de cinema nacionais, pareceu-me apropriado dar a conhecer um pouco melhor aquele que um é dos mais antigos super-heróis no ativo e uma das minhas personagens prediletas: Capitão América.
Criadores: Jack Kirby e Joe Simon
Primeira aparição: Captain America Comics nº1 (embora com data de 1941 na capa, a revista chegou às banca norte-americanas em dezembro de 1940)
Publicado por: Marvel Comics
Identidade civil: Steven Grant Rogers (Steve Rogers)
Origem: Estados Unidos da América
Base de operações: Nova Iorque
Filiação: Os Vingadores (ao contrário da versão cinematográfica, não foi um dos membros fundadores da equipa)
Poderes e habilidades: graças ao soro do supersoldado, possui força, resistência e velocidade acima da média. É também um excelente estratego com inegáveis capacidades de liderança. O seu escudo de vibranium (metal fictício) é virtualmente indestrutível e, originalmente, possuía uma forma triangular que lhe conferia uma função mais ornamental do que funcional.
       Também chamado de Sentinela da Liberdade, o Capitão América foi o mais bem sucedido de uma vaga de super-heróis surgidos sob a bandeira do patriotismo norte-americano que foram apresentados ao mundo pelas editoras de quadradinhos durante os anos da Segunda Guerra Mundial.
       Ao lado do seu parceiro Bucky Barnes, o Capitão América enfrentou as hordas nazis nos EUA e na Europa, tendo contudo caído na obscuridade uma vez terminado o conflito.
     A história do Capitão baseia-se num rapaz franzino, porém ferveroso patriota e de coração nobre, que deseja a todo o custo participar dos esforços americanos para vencer as forças do Eixo. Ao ter seu alistamento repetidamente recusado, mercê da sua saúde debilitada, ele deixa claro estar disposto a fazer qualquer coisa para ajudar na guerra. Torna-se assim parte de um experimento para a criação de supersoldados ao serviço dos Aliados.
     Depois de ser inoculado com o soro do supersoldado e exposto aos raios vita, o frágil Steve Rogers transforma-se num atleta musculoso, veloz e ágil. Contudo, havendo na equipa do projeto um agente duplo a soldo de Hitler, o cientista que criou o soro é assassinado pelo espião. 
    Como não havia registo escrito da fórmula, o segredo para a criação de um exército de supersoldados ao serviço da causa aliada perdeu-se juntamente com a vida do cientista.
   Steve Rogers torna-se assim o primeiro e único supersoldado e assume a identidade de Capitão América. Em conjunto com outros heróis como Namor, o Príncipe Submarino e o Tocha Humana original, formou "Os Invasores", um grupo internacional de combatentes da liberdade que não deram tréguas a Hitler.
   Tendo-se eclipsado durante a década de 1950, voltou à ribalta em 1964 quando a Marvel resolveu reviver a personagem. Para explicar a sua ausência, foi revelado que o bom velho Capitão caíra de um avião armadilhado sobre o Atlântico Norte nos derradeiros anos da guerra e que permanecera congelado durante todos esse tempo até ser acidentalemente reanimado pelo seu antigo aliado Namor.
   Conquistando uma nova geração de leitores, o heroi continua a protagonizar emocionantes aventuras a solo ou chefiando Os Vingadores.
   Recentemente, no âmbito da maxissérie "Guerra Civil" ("Civil War"), foi dado como morto. Porém, como já aqui referi, o conceito de morte é sempre assaz relativo no que aos comics diz respeito.
   De referir ainda que, cinco outros indivíduos assumiram já a identidade do Capitão América (é uma looooonga história) e que, logo em 1944, teve a sua estreia televisiva através de uma série com Dick Purcell no papel principal. Em 1990, em resposta ao êxito de "Batman", a Marvel lançou um filme pouco dignificante do Capitão América com Matt Salinger no papel principal. Foi preciso esperar 21 anos para assistir a um filme decente do Capitão mas valeu a pena pois "Captain America: The First Avenger" é uma adaptação fiel e credível ao cinema das aventuras do Sentinela da Liberdade.

HERÓIS EM AÇÃO: AQUAMAN

 
 
      É para mim uma honra apresentar-vos hoje o mais ilustre atlante, o soberano dos sete mares... Aquaman!
Criadores:Paul Morris (arte) e Mort Weisinger (texto)
Primeira aparição: More Fun Comics nº73 (novembro de 1941)
Publicado por: Detective Comics (DC)
Nome verdadeiro:Orin
Identidade civil: Arthur Carry Jr.
Origem: Atlântida
Família conhecida: Atlan (pai), Rainha Atlanna (mãe falecida), Arthur Carry (pai adotivo), Mera (esposa), Koryak (filho), possui ainda dois meios-irmãos e um filho adotivo.
Base de operações: Atlântida
Filiação: Liga da Justiça (membro fundador)
Poderes e habilidades: telepatia compatível com outras criaturas marinhas, sonar, fator de cura acelerado quando em contacto com a água, força, resistência e velocidade sobre-humanas em resultado das altas pressões submarinas.

     Ao longo do tempo, foram várias as origens apresentadas para este habitante das profundezas oceânicas. A mais commumente aceite é a que foi revelada em 1989 em "Legend of Aquaman Special", escrita por Robert Loren Fleming e desenhada por Keith Giffen e Curt Swan. Nesta versão atualizada da história do heroi subaquático, que mantém praticamente intacta a versão da Era de Prata, o Aquaman da Era Moderna nasce como Orin, filho da rainha Atlanna e do misterioso feiticeiro Atlan na cidade atlante de Poseidonis. Ainda bebé, foi abandonado em Mercy Reef (que está acima do nível do mar na maré baixa, fazendo-o ficar exposto ao ar, o que seria fatal para os atlantes) por causa de seu cabelo loiro, o que foi visto pelos supersticiosos atlantes como um sinal de uma maldição que eles chamavam de "a Marca de Kordax".
    Como uma criança selvagem que se criou sozinha nos confins do oceano com somente as criaturas do mar para lhe fazerem companhia, Orin foi encontrado e recolhido por um faroleiro chamado Arthur Curry, que o rebatizou de "Arthur Curry Jr." .
    Um dia, Orin voltou para casa e descobriu que seu pai adotivo desaparecera. No início da adolescência, Orin aventurou-se no extremo norte, onde conheceu e se apaixonou por uma jovem Inupiat chamada Kako. Ganhou assim o ódio de Orm (o seu futuro némesis Mestre do Oceano) que mais tarde foi revelado ser meio-irmão de Arthur, sendo filho de Atlan com uma mulher Inupiat (Time and Tide, nº 4). Orin foi expulso antes de descobrir que Kako estava grávida.
    Orin voltou então para as profundezas marítimas, permanecendo fora da vista da Humanidade por um tempo, até descobrir Poseidonis. Capturado pelo então governo ditatorial da cidade, foi colocado numa prisão, onde conheceu Vulko, também um prisioneiro político, que ensinou a Orin o idioma e a cultura atlantes. Entretanto, Orin percebeu que sua mãe também estava sendo mantida em cativeiro. Após a morte dela, Orin logrou fugir. Mais tarde, ele seguiu para a superfície, onde, sob o nome de "Aquaman", fundou a Liga da Justiça, em conjunto com Flash, Lanterna Verde e outros.
     Após o seu retorno a Poseidonis, foi coroado rei e, passado algum tempo, conheceu e casou-se com Mera. A história de Aquaman da Era Moderna é quase idêntica à da Era de Prata a partir deste ponto.
    Além da participação em várias séries animadas na TV, a solo ou lado a lado com os seus companheiros da Liga da Justiça, Aquaman também já fez várias aparições em "Smallville".

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DO FUNDO DO BAÚ



    Numa altura em que as minhas principais coleções de BD já se encontram catalogadas, a barreira psicológica das 2500 edições já foi quebrada. Até ao momento, o meu acervo conta com nada mais nada menos do que 2581 revistas.
    Faltando ainda inventariar um vasto lote de edições especiais, veremos se a estimativa da minha adorada esposa se confirma. Segundo ela, o total da minha coleção atingirá as 3000 edições. Não desfazendo das suas capacidades calculísticas, confesso-me cético quanto a esse número e também não estou obcecado por ele. O propósito desta minha empreitada é tão somente saber o exato número de edições que possuo, bem como os números em falta em alguns dos títulos.
   Nem imaginam a mágoa e a frustração que sinto sempre que deparo com uma coleção arruinada pela incompetência de algumas editoras nacionais. Querem um exemplo? "Homem-aranha", a minha maior coleção, tem três(!) numerações diferentes, as quais correspondem a outras tantas editoras que publicaram esse título entre 1983 e 2000): Abril Jovem no Brasil e Abril Morumbi e Abril/ Controljornal (que, para quem não sabe, pertencia ao grupo Impresa do Sr. Balsemão) em Portugal. E este está longe de ser, infelizmente, um caso isolado.
    Num completo desrespeito pelos leitores e colecionadores, as editoras portuguesas interrompiam a numeração original sempre que decidiam aventurar-se a publicar um determinado título,relançando-o a partir do nº1. Imaginam o que é ver sucessivas coleções arruinadas dessa forma infame?
   Diretamente do fundo do baú, apresento-vos hoje outra das minhas joias da coroa (o acento em "joias" foi suprimido de acordo com as regras da nova ortografia, não se tratou portanto de um lapso da minha parte): Grande Heróis Marvel (GHM) nº1.
   No longínquo ano de 1983, foi lançado no Brasil este título trimestral pela saudosa editora Abril Jovem (a primeira série seria publicada até 1999). Nele podiam ler-se histórias épicas que faziam as maravilhas dos leitores.  E assim se manteve até por volta do número 30 quando viu as as suas características iniciais serem desvirtuadas com a publicação de estórias cujos argumentos e desenhos estavam longe de convencer quanto mais de encantar.
   Escolhi este primeiro número de Grandes Heróis Marvel não só por apresentar a conclusão da magistral "Saga de Thanos" (sobre a qual vos falarei um dia) mas sobretudo porque foi através dele que tive o meu primeiro contacto com a realidade da morte nas aventuras de super-heróis. A capa não engavana: um dos heróis que nela surgiam pereceria. Para quem nunca leu a história em questão, posso revelar que foi Warlock (o loiro com a gema fumegante na testa) quem entregou a alma ao Criador após um combate titânico com o insano Thanos. Não demorei contudo muito tempo a descobrir que a morte é um conceito deveras relativo no universo dos comics. Anos mais tarde, Warlock ressuscitaria, à semelhança, de resto, de quase todas as personagens que se finaram ao longo do tempo nas páginas deste tipo de BD.
    Jim Starlin (um dos mais talentosos artistas do género e especialista em sagas cósmicas), assinava o argumento e a arte de uma aventura carregada de ação e emoção e estrelada, entre outros, pelos Vingadores, pelo Homem-aranha e, claro está, por Warlock. Como bónus, GHM 1 incluía ainda uma aventura inédita do Cavaleiro da Lua.
   Tenho saudades de histórias assim...

HERÓIS EM AÇÃO: MULHER-ARANHA

   
     Longe da popularidade e do carisma do seu congénere masculino, a Mulher-aranha (Spider-woman) também não é uma mera versão feminina do Homem-aranha. Excetuando, com efeito, o codinome poucas são as semelhanças entre ambas as personagens. Se não vejamos:
Criadores: Archie Goodwin, Sal Buscema e Jim Mooney
Primeira aparição: Marvel Spotlight nº32 (fevereiro de 1977)
Licenciadora: Marvel Comics
Identidade civil: Jessica Miriam Drew
Origem: Londres
Família conhecida: Jonathan e Merriam Drew (pais)
Base de operações: móvel
Filiação: Vingadores, SHIELD
Poderes e habilidades: além de uma extraordinária agilidade, a Mulher-aranha dispõe também de força, resistência e velocidade sobre-humanas. À semelhança do Homem-aranha, consegue aderir a qualquer tipo de superfície, embora consiga igualmente planar. É virtualmente imune a todos os venenos, drogas e radiações e o seu organismo geneticamente modificado segrega hormonas capazes de atrair ou repelir os seus alvos. Pode ainda lançar pelas mãos descargas bioelétricas que afetam o sistema nervoso central das vítimas. A intensidade do seu ferrão pode ser regulada para atordoar ou mesmo matar.

      A Mulher-aranha foi criada à pressa e não tinha nenhuma relação com o famoso Homem-aranha. O objetivo foi preservar os direitos da editora Marvel para o nome da personagem, já que existiam rumores de que a produtora Filmation tinha a intenção de lançar um desenho animado de uma personagem chamada Mulher-Aranha.
    Quando Jessica Drew tinha cerca de um ano de idade, os seus pais mudaram-se de Londres para uma pequena localidade no sopé da montanha Wundagore. O seu pai, geneticista e associado do cientista que ulteriormente se tornaria o Alto Evolucionário, descobriu uma enorme quantidade de urânio na propriedade onde estavam instalados, a qual lhes forneceu os recursos financeiros necessários para a construção de um centro de pesquisas onde poderiam continuar a desenvolver os seus controversos estudos na área da evolução, genética e regeneração celular.
     Tudo corria de feição até a pequena Jessica adoecer, envenenada pela sua prolongada exposição ao urânio. Sendo um perito nas propriedades regenerativas e imunológicas dos aracnídeos, Jonathan Drew inoculou a filha com um soro experimental feito com uma mistura de sangue de várias espécies invulgares de aranhas, na esperança de deter a degeneração de tecidos e de imunizar Jessica contra o veneno radioativo que lhe corria nas veias.
     Jonathan Drew trancou então a pequena Jessica num acelerador genético de modo a acelerar o processo mas não obteve o efeito desejado. Mantida em estase durante décadas, Jessica envelheceu muito mais lentamente do que o normal e, quando acordou, tinha perdido todas as suas memórias, aventurando-se num mundo que a temia devido aos seus poderes e do qual os seus progenitores haviam misteriosamente desaparecido.
     Perfilhada pelo milionário Otto Vermis, membro destacado da organização terrorista HYDRA, Jessica foi treinada para ser a assassina perfeita. A sua primeira missão consistia em executar Nick Fury, o diretor do serviço de contraespionagem SHIELD. Jessica não só desobedeceu às suas ordens como se tornou agente da SHIELD adotando o nome de código Mulher-aranha.
      De referir ainda que, em virtude da pressa por parte da Marvel em garantir os direitos da personagem, a origem apresentada acima estava originalmente destinada, nada mais nada menos, do que a um certo mutante com mau feito que responde pelo nome de Wolverine.
      Em 1979, a cadeia televisiva ABC lançou um série animada da Mulher-aranha que também foi transmitida por cá em meados dos anos 80. Além de Jessica Drew, quatro outras mulheres assumiram já a identidade de Mulher-aranha, inclusive uma transmorfa Skrull.