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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

HERÓIS EM AÇÃO: CATWOMAN



   Ainda na senda dos anti-heróis, agora no feminino, Catwoman é uma das personagens mais multifacetadas dos comics: ladra profissional, mãe e, ocasionalmente, combatente do crime. É, porém, na sua relação com Batman que mais ressalta a sua ambivalência pois ora é sua oponente, ora é sua aliada e até amante.
    Desconcertante, Catwoman disse certa vez ao Cavaleiro das Trevas que este jamais a entenderia porque o seu mundo é feito somente de sombras cinzentas. Ao longo das décadas, esta fascinante personagem sofreu várias metamorfoses, reforçando ainda mais a aura de mistério em torno dela.

Criadores: Bob Kane e Bill Finger (os mesmos de Batman)
Primeira aparição: Batman nº1 (1940)
Licenciadora: Detective Comics
Identidade civil: Selina Kyle
Origem: Gotham City
Família conhecida: Brian e Maria Kyle (pais falecidos), Maggie Kyle (irmã) e Helena Kyle (filha)
Base de operações: Gotham City
Filiação: Renegados, Liga da Injustiça. Sociedade Secreta de Supervilões
Poderes e armas: Selina Kyle é uma extraordinária atleta e acrobata, dotada de agilidade felina. Domina várias artes marciais. É também exímia no manejo do chicote que é a sua arma de eleição, a par da sua sensualidade.

    Catwoman surgiu em 1940, no primeiro número da revista "Batman", a mesma onde também se estreou o Joker. Originalmente, ela era chamada de The Cat e não possuía um uniforme. À medida que os anos foram passando, porém, o seu guarda-roupa primou pela variedade.
    Bob Kane e Bill Finger trabalharam arduamente para encontrar o visual e o nome perfeitos para a personagem. Com o tempo ela ganhou o nome de Selina Kyle. Tratava-se da dona de diversas lojas de animais que decidiu um dia tornar-se uma ladra e, como tinha uma especial predileção por felinos, adquiriu o nome de Catwoman para atuar em Gotham City como criminosa profissional.
     Catwoman sempre se assumiu como uma ladra inescrupulosa face à qual Batman sempre revelou maior tolerância do que relativamente aos demais criminosos. Após recuperar os pertences furtados por Selina, Batman permitia sempre que ela escapasse.
    Não era, com efeito,  considerada uma personagem maldosa, mas também estava longe de ser uma heroína. Era antes uma mulher aventureira e rebelde que sentia um prazer imenso em não cumprir a lei e infernizar a vida do Homem-Morcego.
     Nos confrontos entre ambos, havia sempre uma certa tensão sexual. Por diversas vezes é enfatizada a ideia de que um morcego não passa de um rato voador, e uma gata pode com facilidade caçar tal animal.
     Órfã desde menina, Selina Kyle passou algum tempo num orfanato feminino, do qual fugiu. Desde muito cedo que foi marcada pela tragédia: a mãe suicidou-se em resultado dos maus-tratos infligidos pelo marido alcoólico.
     Na nova versão da sua origem, retratada em "Batman: Ano Um", da autoria de Frank Miller, Selina é apresentada como uma prostituta que decide trocar a mais velha profissão do mundo pela de ladra.
    A sua inspiração para se tornar a Catwoman terá derivado da observação do próprio Batman. Após anos atuando como ladra em Gotham City e no mundo, Selina tornou-se a protetora do Eastside, bairro em que viveu e trabalhou como prostituta após fugir do orfanato. Hoje mãe, Selina tenta passar o "manto" Catwoman para  a sua protegida, a jovem Holly. Tarefa essa que se tem revelado complicada  devido aos apuros em que Holly tende a  meter-se. Recentemente, Selina deu a sua filha Helena para adoção, renunciando à maternidade. Em resultado do fracasso da preparação de Holly para assumir a identidade de Catwoman, Selina voltou a patrulhar Gotham em conjunto com Batman e Robin.
      Desde a década de 1960, várias foram as atrizes que vestiram a pele da Catwoman no cinema e na televisão. Dentre elas, destacam-se Julie Newmar (na série televisiva "Batman and Robin"), Michelle Pfeiffer ( no filme "Batman Regressa" de Tim Burton) e Halle Berry (no inenarrável "Catwoman" de 2004). Já este ano foi confirmado que Anne Hathaway será a senhora que segue no terceiro filme de Batman, realizado por Christopher Nolan. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

ETERNOS: ALEX RAYMOND (1909-1956)

   
    Presto hoje o meu humilde tributo póstumo a um dos melhores desenhistas da história  da BD que, entre outras personagens memoráveis, criou o lendário Flash Gordon. Embora haja partido há 55 anos, a sua arte imortalizou-o, fazendo de Alex Raymond um Eterno.
   Alex Raymond (nascido Alexander Gillspie Raymond a 2 de outubro de 1909 em New Rochelle, Nova York) foi o criador de personagens como Rip Kirby(1946), Agente Secreto X-9 (1934) e Flash Gordon (1934). O seu virtuosismo e realismo nos desenhos inspirou o estilo de vários artistas, incluindo Bob Kane (criador de Batman) e Jack Kirby (co-criador do Capitão América), entre outros. Fã confesso de Flash Gordon (à semelhança deste humilde escriba), também George Lucas admitiu ter sido fortemente influencido pelas histórias do heroi aquando da produção da saga Star Wars
    Desde criança que Alex Raymond foi incentivado pelo pai a desenvolver e aprimorar o seu talento artístico.
    Depois de alguns trabalhos como assistente no início da década de 1930, nas séries Tim Tyler's Luck e Tillie the Toiler, Raymond alcançou a notoriedade quando foi contratado em 1934 para desenhar Flash Gordon, um personagem concorrente de Buck Rogers, o primeiro heroi  espacial. Para completar a página, ele desenhou Jungle Jim, inspirado nas aventuras de Tarzan na selva africana. Com efeito, as suas novas personagens pareciam criadas por encomenda para concorrerem com outras já existentes. Por exemplo: Jungle Jim surge para fazer frente ao êxito de Tarzan; o Agente X-9 a Dick Tracy e Flash Gordon a Buck Rogers. Esta semelhança levou Johnny Weissmuller (o campeão olímpico de natação e o eterno Tarzan no cinema)a dar vida também a Jungle Jim. Por seu lado, também Buster Crabber, o primeiro ator que interpretou Flash Gordon, encarnou a figura de Tarzan no grande ecrã.
   Após os êxitos nos anos 1930 e início dos anos 1940, Raymond interrompeu em 1944 a carreira para lutar na Segunda Guerra Mundial, servindo como fuzileiro nas batalhas do Pacífico. Ao retornar da guerra,  retomou o trabalho artístico anterior, criando outra personagem de sucesso internacional: Rip Kirby, um intrépido detetive privado. Por esse trabalho ele recebeu o prémio Reuben em 1949, concedido pela National Cartoonists Society.
    A 6 de setembro de 1956, Raymond morreu na sequência de um acidente de automóvel em Westport, Connecticut. Era conhecida a sua paixão pela velocidade e daí ter embatido contra uma árvore quando circulava a uma velocidade duas vezes superior à permitida.
   Apesar do seu trabalho raramente ter sido visto fora das páginas dos jornais (onde publicava as tiras diárias contendo as aventuras das suas várias personagens), o seu traço "fotorealístico" continua a encantar leitores de várias gerações e a inspirar desenhistas e cartunistas atuais.

O eterno duelo entre Flash Gordon e o Imperador Ming desenhado por Alex Raymond.