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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

HERÓIS EM AÇÃO: VAMPIRELLA

   Muito antes de os vampiros estarem na moda, muito antes de serem apresentados como criaturinhas encantadoras que brilham quando expostas à luz solar, muito antes do êxito da saga "Twlight", surgiu uma voluptuosa vampira extraterrestre e de coração nobre: Vampirella.

Criador: Forrest J. Ackerman
Primeira aparição: Vampirella nº1 (setembro de 1969)
Licenciador:Warren Publisher (1969-1983); Harris Publications (1991-2010); Dynamite Entertainment (2010-...)
Origem: Drakulon
Família conhecida: Lilith (mãe)
Base de Operações: móvel
Poderes e habilidades: Vampirella possui vários poderes associados à sua condição vampírica, tais como força e velocidades sobre-humanas e transmorfismo.

     Vampirella foi inicialmente apresentada como uma habitante do planeta Drakulon, um mundo onde as pessoas se alimentavam de sangue e onde este corria em rios. Causadas pelos sóis gémeos em torno dos quais orbitava Drakulon, as secas ameaçavam todavia a sobrevivência dos nativos.  
     A história começa assim com a agonia lenta dos drakulanianos em resultado da escassez de sangue. Os poucos sobreviventes aguardavam a morte certa quando uma nave espacial proveniente da Terra se despenhou na superfície do planeta. Enviada para investigar o incidente, Vampirella é atacada pelos astronautas terrestres. Em retaliação, depois de descobrir que corre sangue nas sua veias, Vampirella suga-lhes o precioso néctar até saciar a sua fome e recobrar as forças. Movida pelo instinto de sobrevivência, a sensual vampira aprende a pilotar a nave terrestre e parte rumo à Terra onde as suas aventuras terão início.
    Entre nós, Vampirella canaliza a sua energia para o combate aos criminosos da sua espécie que há séculos caçam humanos como gado.
    Na aclamada minissérie "Morning in America", escrita por Kurt Busiek, a origem de Vampirella é reformulada. Nesta surpreendente nova versão, descobre-se que, na verdade, Vampirella é filha de Lilith. Segundo crenças judias medievais,  Lilith foi a primeira esposa de Adão, expulsa do Paraíso e substituída por Eva por recusar submeter-se ao marido. Banida para o Inferno, Lilith acasalou com demónios daí resultando uma numerosa prole de vampiros que tinham como propósito matar os descendentes de Adão e Eva na Terra. Em busca da redenção junto de Deus, Lilith pariu Vampirella e enviou-a para o nosso mundo a fim de combater os seus irmãos malignos. De acordo com esta versão, Drakulon não era um planeta mas sim parte do Inferno onde Lilith reinava.
    Vampirella não foi criada por Forrest J. Ackerman por acaso, ela foi feita por encomenda para James Warren, que animado com o sucesso das suas revistas Creepy, Eery entre outros títulos que versavam sobre o sobrenatural, almejava publicar uma revista de uma mulher moderna com super-poderes, uma espécie de bruxa, já que ele estava também influenciado pelo sucesso de Barbarella. Sabendo disso, Ackerman pediu a Warren a oportunidade de criar uma personagem com essas características.Também influenciado por Barbarella (cujo filme estrelado por Janet Fonda fizera furor no ano anterior) e até, segundo ele mesmo, por Cinderella, idealizou Vampirella. Foi a primeira história alguma vez escrita por Ackerman. Coube depois a Frank Frazetta desenhar a curvilínea vampira em cuja criação colaboraram vários outros artistas.
     O nome "Vampirella" foi incluído numa lista onde figuravam outros cinco nomes e submetido a votação junto dos visitantes da editora. Tendo sido essa a escolha dos votantes, a personagem foi batizada e ganhou poderes como hipnotismo, invisibilidade e capacidade de se transformar em morcego.
     Pouco conhecida em Portugal e no Brasil, Vampirella teve direito a um adaptação cinematográfica de qualidade mais do que duvidosa em 1996. Num filme de série B que (quase) ninguém viu, com a ex-modelo Talisa Soto no principal papel, Vampirella surge como uma vampira soturna e sem chama.
Talisa Soto, uma pouco convincente Vampirella no cinema.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

DO FUNDO DO BAÚ



   Num arroubo de nostalgia, revisito hoje uma versão alternativa daquela que é por muitos considerada uma das melhores histórias do Homem-aranha alguma vez escritas. Refiro-me à morte de Gwen Stacy, o primeiro grande amor de Peter Parker.
   Na história original, após descobrir que Peter Parker e o Homem-aranha são a mesma pessoa, o Duende Verde (Norman Osborn) rapta-lhe a namorada para a usar como isco numa armadilha mortal montada para liquidar o heroi. Numa batalha épica que tem como cenário a ponte sobre o rio Hudson, o aracnídeo tenta a todo o custo salvar a indefesa Gwen que jaz desacordada. Numa manobra desesperada para escapar, o Duende Verde lança o corpo inanimado da rapariga em direção às águas turvas do rio. Instintivamente, o Homem-aranha lança a sua teia para suster a queda fatal da sua amada. Numa cruel ironia do destino, acaba por ser esse ato a ditar a morte de Gwen Stacy cujo pescoço é partido pelo efeito de chicote.
   Nessa noite fatídica, o aranhiço sofreu uma das suas maiores derrotas às mãos do Duende Verde e uma perda que demorou anos a superar (e que, na realiadade, talvez nunca tenha sido plenamente superada) : a morte de Gwen Stacy.  Este episódio, ainda que com algumas nuances, foi reproduzido no primeiro filme do Homem-aranha(2002). No lugar de Gwen Stacy surgia Mary Jane Watson (casada até há bem pouco tempo com Peter) que, no final, sobrevivia à queda.
    No décimo número da primeira série do Homem-aranha (Abril Jovem, 1983-2000), é apresentada uma realidade alternativa que tinha como premissa a pergunta: "O que aconteceria se Gwen Stacy não tivesse morrido?"
     Desenganem-se os que acham que a história em questão tem um desfecho feliz. Levanto apenas uma pontinha do véu: embora, nesta versão, Gwen haja sobrevivido à queda e tenha ficado noiva de Peter depois de este lhe ter revelado a sua identidade secreta, o casamento não se consuma e Peter é forçado a abandonar uma Gwen de coração estilhaçado. Um desenlace igualmente trágico, portanto.
     Trata-se de uma história escrita por Tony Isabella e desenhada por Gil Kane, originalmente lançada nos EUA em 1980, no âmbito da linha "What if...?" que apresentava versões alternativas de episódios marcantes nas vidas de várias personagens da Marvel.
     No Brasil e em Portugal, esta pérola chegou-nos através do nº10 de "Homem-aranha", datado de abril de 1984 e publicado pela editora Abril.
     Além da tragédia do aranhiço, o número em questão apresentava ainda uma aventura de Nick Fury contra o Garra Amarela e outra da Mulher-aranha onde enfrentava o Zângão.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

NÉMESIS : GENERAL ZOD


 
   Kryptoniano. Superpoderoso. Mau até aos ossos. É assim o general Zod, um dos arqui-inimigos do Superman.
Criadores: Robert Bernstein e George Papp
Primeira aparição: Adventure Comics nº283 (abril de 1961)
Licenciadora: DC
Identidade civil: Dru-Zod
Origem: Krypton
Base de operações: Zona Fantasma e Novo Krypton
Filiação: Guilda militar kriptoniana
Poderes e habilidades: como qualquer kryptoniano, quando exposto a um sol amarelo, Zod desenvolve habilidades meta-humanas: voo, superforça, invulnerabilidade, poderes sensoriais, supervelocidade, etc. A esta parafernália de superpoderes, acresce ainda a formação militar de Zod que faz dele um exímio estratego. Por outro lado, à semelhança de qualquer outro nativo do seu mundo, a radiação da kryptonita é-lhe fatal e também é vulnerável à magia.
     Dru-zod é um megalómano que comandava as forças de defesa kryptonianas. Conheceu Jor-El, pai biológico do Superman, quando este era ainda um jovem aspirante a cientista.
     Depois de criar um exército de réplicas robóticas de si mesmo, Zod levou a cabo uma tentativa de golpe de estado em Krypton, o que lhe valeu uma condenação à morte. Graças, todavia,  à intervenção de Jor-El, veemente opositor da pena capital, a pena foi comutada em prisão perpétua num limbo onde o tempo e o espaço não existem: a Zona Fantasma. Zod procura convencer Jor-El a juntar-se a ele numa nova era mas o cientista declina, banindo Zod e os seus cúmplices, Non e Ursa, para a Zona Fantasma. Furioso com a recusa de Jor-El, Zod jura vingar-se um dia do seu carcereiro. 
    Durante décadas, os três renegados ficaram aprisionados na Zona Fantasma até serem acidentalmente libertados pelo Superman. Partem então para a Terra com o propósito de recriarem um novo Krypton governado por Zod. Entre eles e o seus objetivos, está o único descendente de Jor-El. Retratada nos filmes "Superman"(1978) e "Superman II" (1982), esta não é contudo a única versão da origem do general Zod. Noutra versão, Zod e dois outros criminosos kryptonianos (Faora e Quex-Ul) provêm de um universo compacto criado pelo Senhor do Tempo. Nessa realidade paralela, derrotaram Superboy  e devastaram a Terra. Lex Luthor que, nesta outra realidade, estava ao serviço da Humanidade, criou uma Supergirl que também foi incapaz de deter o trio superpoderoso. Contudo, a Rapariga de Aço logrou contactar o Superman do nosso universo e, recorrendo à kryptonita dourada para anular os poderes de Zod e companhia, ambos consegueriam finalmente travá-los.
    Em todas as versões, porém, Zod é descrito como um megalómano, frio e calculista para quem os fins justificam os meios e para quem a vida humana não possui qualquer valor.
    No cinema, a personagem foi celebrizada pelo ator britânico Terence Stamp (que, curiosamente, foi o escolhido para dar voz a Jor-El na série televisiva "Smallville"). Na lista dos 50 melhores vilões de sempre, publicada em 2007 pela revista britânica Top Film, a versão de Stamp do general Zod conquistou um honroso 32º lugar. Mais recentemente, na já citada série "Smallville", o também britânico Collum Blue incarna o vilão, ainda que sem o carisma de Stamp. Já no próximo filme do Último Filho de Krypton, caberá ao ator Michael Shannon vestir a pele do general.

Ursa, Non e Zod (em 1º plano) magistralmente representado por Terence Stamp em "Superman II".