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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

HERÓIS EM AÇÃO: MISS MARVEL

  


    Miss Marvel nem sempre foi Miss Marvel, nem sempre foi uma super-heroína. Nas suas primeiras aparições, ela era uma discreta personagem coadjuvante nas histórias do primeiro Capitão Marvel, uma chefe de segurança do Cabo Canaveral que fazia o triângulo amoroso com o heroi e a sua parceira kree, Una. Daí que só tenha tido direito a um título próprio em janeiro de 1977.

Criadores: Roy Thomas e Gene Colan
Primeira aparição: Marvel Super Heroes nº13 (março de 1968)
Licenciador: Marvel Comics
Identidade civil: Carol  Danvers
Origem: Boston, Massachusetts (EUA)
Família conhecida: Joseph Danvers (pai), Marie Danvers (mãe), Joseph Danvers, Jr. (irmão) e Steven   Danvers (irmão falecido)
Filiação: Vingadores, Starjammers, X-Men, Piratas Siderais, etc.
Base de Operações: móvel
Alter-egos: Binária, Warbird, Catherine Donovan
Poderes e habilidades: voo, força e resistência sobre-humanas, projeção e absorção de energia.

     Carol Danvers, então piloto da Força Aérea norte-americana, adquiriu os seus poderes ao ser salva da explosão de um maquinário kree (o psicomagnetron) pelo primeiro Capitão Marvel (Mar-Vell). Porém, a radiação da explosão atingiu o seu corpo ao nível celular. Carol tornou-se assim uma híbrida genética kree/humana (o ADN de Mar-Vell impregnou o ADN humano dela).  Em resultado disso, adquiriu superforça, poder de voo e um “sétimo sentido” (similar, porém mais poderoso que o “normal” sexto sentido).
     Iniciando uma carreira de heroína como Miss Marvel, ingressou nos Vingadores, teve um caso amoroso  com o filho do vilão Imortus (Marcus) e teve os poderes absorvidos pela Vampira, quando esta ainda era uma vilã. Na sequência da batalha travada com a mutante, a Miss Marvel perdeu também a sua memória. Aparentemente, a natureza insólita da sua conceção genética bloqueou-lhe os poderes, embora o seu ADN continuasse alterado.
     Parece haver, com efeito, um paralelismo entre a constante busca de identidade da Miss Marvel e a luta pela emancipação feminina que despontava na época da sua criação. Ainda assim, os seus poderes e uniforme original derivam do seu congénere masculino, o Capitão Marvel.
    Com a ajuda do Professor Xavier, mentor dos X-Men,  recuperou as suas lembranças e participou em aventuras do grupo. Numa delas  foi parar ao Império Shiar, onde todos foram contaminados pela Ninhada. No entanto, mais uma vez, ocorreu um facto inesperado: a incubação do embrião da Ninhada no seu corpo desbloqueou os poderes, que voltaram amplificados devido à exposição a um buraco branco, a estrela mais poderosa no quadrante Shiar e uma fonte inesgotável de poder cósmico. Esse evento  matou o embrião da Ninhada  e  transformou Carol quase  numa estrela humana. Nascia assim o seu novo alter-ego: Binária. Foi com esse codinome  que se juntou aos Piratas Siderais, comandados pelo Corsário, pai dos X-Men Ciclope e Destrutor.
     Binária permanaceu anos no espaço sideral até que reencontrou os Vingadores durante a Operação Tempestade Galáctica, durante a qual foi ferida.  Os seus poderes começavam a diminuir às escalas originais, talvez pela interferência do Sol. Carol contudo manteve algumas das suas habilidades meta-humanas e voltou com os Vingadores à Terra. Adotou então o codinome Warbird. A insegurança por já não possuir  os seus antigos poderes levaram-na ao alcoolismo e, novamente, deixou a equipa. Voltou algum tempo depois com a ajuda de Tony Stark  (o Homem de Ferro) também ele um ex-alcoólatra.
     Depois ter trabalhado para o governo dos EUA e para a SHIELD, a heroína regressou aos Vingadores pela mão de Tony Stark que a convenceu a liderar a renovada equipa. Entretanto, rumores recentes dão-na como morta.
      Além de Carol Danvers, outras duas mulheres assumiram já a identidade de Miss Marvel : Sharon Ventura e Karla Sofen (Moonstone).
      Fora das histórias aos quadradinhos, a Miss Marvel já fez várias aparições em séries animadas e em vídeojogos, em especial no Marvel: Ultimate Alliance 1 e 2.

O visual original de Miss Marvel.
Durante algum tempo, Carol Danvers foi Binária.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ETERNOS: JACK KIRBY (1917-1994)




    Stan Lee, seu parceiro criativo, apelidou-o de "O Rei". Título mais do que merecido dada a dimensão da sua obra, fruto de uma prodigiosa (e aparentemente inesgotável) imaginação. Jack Kirby é uma lenda. E as lendas são eternas...
    Nascido Jacob Kurtzberg a 28 de agosto de 1917 em Nova Iorque, foi, sob o pseudónimo que o imortalizou, escritor, editor e desenhador de quadradinhos.
    Kirby começou a trabalhar para os Estúdios Fleischer em 1935, onde fazia as sequências para o desenho "Popeye". No ano seguinte, juntou-se ao Lincoln Newspaper Syndicate, ali trabalhando até à falência da empresa em 1938.
   Conheceu Joe Simon enquanto este fazia trabalho freelance para diversas editoras. Os dois jovens uniram-se e começaram a produzir e vender BD. É da autoria desta Dupla Maravilha o heroi patriótico Capitão América para a Timely Comics (antecessora da Marvel Comics) em 1940. As perspetivas dinâmicas de Kirby, as técnicas cinematográficas, o seu uso de quebrar quadros sequenciais e um exagerado senso de ação fez do título um sucesso imediato, reescrevendo as regras das histórias em quadradinhos.
   O nome Simon & Kirby tornou-se sinónimo de estórias empolgantes de super-heróis. Depois de dez edições de "Captain America", eles mudaram-se para a concorrente DC, onde assumiram o personagem Sandman na revista "Adventure Comics"; a dupla também produziria Boy Commandos, Newsboy Legion (Legião Jovem) e Manhunter.
   O fim da II Guerra Mundial trouxe o declínio da popularidade dos comics com super-heróis. Kirby e o seu parceiro apostaram então em géneros alternativos: crime, terror, humor e faroeste.
   A parceria Kirby & Simon terminaria em 1954 com a indústria dos comics estagnada por uma autoimposta censura. Kirby entretanto continuou a escrever, reinventando a personagem Green Arrow (Arqueiro Verde) na revista Adventure Comics, além de criar o clássico sobre os aventureiros desafiadores da morte Challengers of the Unknown (Desafiadores do Desconhecido).
   Entretanto, Kirby regressou à Marvel onde desenhou uma série de histórias de terror, monstros e ficção científica. O visual bizarro das suas criaturas alienígenas foi sucesso imediato entre os leitores. A pedido do diretor Martin Goodman e do editor, diretor de arte e escritor Stan Lee, Kirby voltou a trabalhar com quadradinhos de super-heróis em 1961.
   Kirby teve participação na criação de praticamente todas as personagens Marvel nos anos seguintes. Destacam-se as personagens e conceitos do Quarteto Fantástico, Homem de Ferro, Dr. Destino, Inumanos e muitos outros.
   Kirby era frequentemente coautor das histórias que desenhava, introduzindo elementos que não eram mencionados nos scripts de Lee; em particular, Kirby é creditado como sendo o criador do Surfista Prateado (Silver Surfer), que não foi citado no argumento de Lee da história onde a personagem apareceu pela primeira vez.
    A relação entre Kirby e Lee nem sempre seria, porém, pacífica. Em virtude de uma desavença entre ambos, Kirby migrou novamente para a arquirrival DC no princípio dos anos 1970. Sob a chancela "Jack Kirby´s Fourth World", produziu uma série de novos títulos, entre os quais Os Novos Deuses (The New Gods) e Senhor Milagre (Mister Miracle).
   Várias personagens desta fase acabaram integradas no universo DC. É o caso do demónio Etigran e do vilão cósmico Darkseid.
    Retornaria uma última vez à Marvel para relançar o Capitão América (cujas histórias escrevia e ilustrava) mas acabaria por abandonar os comics para se dedicar à animação, projetando o design de "Turbo Teen" e de "Thundarr The Barbarian".
    Partiu a 6 de fevereiro de 1994, deixando um impressionante legado: estima-se que desenhou para cima de 25 mil páginas e também tiras de jornal, esboços e ilustrações para filmes de Hollywood.
Um rei que deixou vazio um trono ainda por preencher...

Algumas personagens da Marvel desenhadas por Jack Kirby.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

NÉMESIS : DUENDE VERDE




     Se há vilão sobre cuja morte os rumores foram manifestamente exagerados, é o Duende Verde (Green Goblin). Os gatos podem ter nove vidas mas este inimigo figadal do Homem-aranha tem decerto muitas mais. Morto ou dado como morto incontáveis vezes, o Duende Verde sempre regressa do Além. Com um obstinado propósito: atormentar o aranhiço.

Criadores: Stan Lee e Steve Ditko (os mesmos do Homem-aranha).
Primeira aparição: The Amazing Spiderman nº14 (julho de 1964)
Licenciador: Marvel Comics
Identidade civil: Norman Virgil Osborn
Origem:Hartford, Connecticut
Família conhecida: Harry Virgil Osborn (filho), emily (esposa falecida)
Filiação: Sexteto Sinistro, Cabala
Base de operações: Nova York
Poderes e armas: o soro mutagénico desenvolvido por Osborn, concedeu-lhe força, velocidade e destreza sobre-humanas, além de um fator de cura que lhe permite recuperar de ferimentos potencialmente letais. Entre o seu vasto arsenal, o Duende Verde dispõe de um planador, bombas abóbora e luvas com micro-circuitos embutidos que lhe permitem disparar rajadas elétricas até mil volts. Também usa uma armadura de cota de aço à prova de bala.

   Norman Osborn era apenas uma criança quando se tornou obcecado pela riqueza e pelo poder. O seu pai, um empresário falido, descontou as suas frustrações no pequeno Norman. Ele começa a perceber que não poderia depender financeiramente de ninguém e começa a trabalhar depois da escola, guardando cada centavo ganho. A última coisa que Norman desejava era tornar-se um fracassado como o seu pai. Aluno brilhante,  forma-se em Química, Engenharia Elétrica e Administração. Um dos seus professores, Mendel Stromm, torna-se o melhor amigo de Norman e, juntos, eles constroem a Oscorp.
    Norman casa-se com a sua namorada na faculdade, Emily, e dessa relação nasce Harry, o seu único filho. Tudo parecia correr bem até Emily adoecer e falecer. Após a morte dela, Norman passou a dedicar-se ao trabalho tendo pouco tempo para Harry. Ambicioso, Norman Osborn decide ter o controlo total da Oscorp, o que consegue quando Mendel é preso por práticas ilegais. Enquanto lia algumas anotações do ex-sócio, Norman encontrou uma fórmula secreta que o faria superpoderoso. No entanto, o seu filho Harry, cansado de ser ignorado e rejeitado pelo pai, trocou os compostos da fórmula, o que a tornou verde e acabou explodindo no rosto de Norman.
    Nascia assim o Duende Verde. Ironicamente, a mesma fórmula que lhe concedeu habilidades sobre-humanas, originou também a sua insanidade. E seria essa a sua maior fraqueza. A sua mente instável leva-o a ser impulsivo e, por conseguinte, a cometer erros que, não raras vezes, ditam a sua derrota.
    Obcecado pelo Homem-aranha, o Duende Verde logrou descobrir a verdadeira identidade do heroi após capturá-lo. O seu némesis era, afinal, Peter Parker, o melhor amigo do seu filho Harry. Para provar a sua superioridade, o Duende solta o aracnídeo que, todavia, parte no seu encalço. Sobrevivendo a uma violenta descarga elétrica, o vilão fica amnésico. Recuperaria a memória algum tempo depois e voltaria a infernizar a vida do Homem-aranha. Sequestra então  Gwen Stacy, a namorada de Peter Parker à época. Ao tentar salvar a rapariga de uma queda fatal, o Homem-aranha acaba por ele próprio a matá-la acidentalmente. Na batalha que se segue, o Duende Verde acaba por ser morto empalado pelo próprio planador.
     Durante o período em que Norman Osborn foi dado como morto, surgiram outros duendes, entre os quais Harry Osborn que culpava o Homem-aranha pela morte do pai e queria vingar-se. Também o ex-psiquiatra de Norman, Barton Hamilton, usou durante algum tempo a máscara do Duende Verde.
     O Duende Verde inspirou ainda algumas variantes suas como o Duende Macabro (sobre o qual falarei futuramente).
     Atualmente, após os eventos narrados em Invasão Secreta, Norman Osborn assumiu a identidade do Patriota de Ferro e lidera os Vingadores Sombrios, sendo aclamado como salvador dos EUA.
     Presença assídua em várias séries e filmes animados do Homem-aranha, o Duende Verde foi o vilão eleito para co-estrelar o primero filme do Cabeça de Teia, datado de 2002. Numa prestação que ficou aquém das expetativas, é interpretado por Willem Dafoe. Já em "Homem-aranha 3" (2007), tal como na BD, é Harry Osborn (James Franco) quem assume a identidade do Duende.
O Duende Verde em "Spiderman" (2002).


       

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ÚLTIMAS AQUISIÇÕES

Capa original de Underworld Unleashed" nº1 (novembro de 1995).

    Originalmente lançada em 1995 nos EUA com a chancela da DC, a minissérie em três edições "A Vingança do Submundo" ("Underworld Unleashed"), foi publicada dois anos depois no Brasil pelas mãos da editora Abril. Desconheço se se trata de material inédito em Portugal mas a verdade é que nunca a encontrei à venda em lado algum e só o mês passado a consegui adicionar ao meu acervo. Ainda assim, a qualidade do argumento de Mark Waid e das ilustrações de Howard Porter (arte-finalizado por Dan Green) supreenderam-me pela positiva.
    Durante anos, os vilões foram sistematicamente espancados, derrotados e humilhados pelos super-heróis. Agora é-lhes oferecida a oportunidade de finalmente obterem a sua vingança e muito mais... por um pequeno preço.
    Recrutados por uma misteriosa personagem de nome Neron, vários supervilões veem os seus poderes e habilidades amplificados a troco de uma irrisória contrapartida: as suas almas. A par de criminosos de segunda linha como o Trapaceiro (que desempenhará um papel fundamental em toda a história), génios do Mal como o Joker e Lex Luthor encontram-se igualmente às ordens de Neron - que  na verdade é um poderoso demónio. O seu propósito é apoderar-se da alma do Capitão Marvel, a mais pura de todas as almas.
     No momento mais caricato de toda a história, os vilões comentam entre si o que pediram a Neron em troca das suas almas. Desconcertante como sempre, o Joker revela que trocou a sua alma por uma caixa de charutos cubanos(!).
    Também os heróis são aliciados por Neron. A maior parte recusa as suas ofertas. Alguns, porém, como o Demónio Azul, sucumbem aos ardis do demónio e prescindem das suas almas imortais a troco da realização dos seus mais secretos desejos.
    Com o advento de Neron, a discódia espalha-se pelo mundo como um gigantesco incêndio. Desfalcados pelo desaparecimento do Superman, os principais heróis da DC embarcam numa aterradora descida aos infernos a fim de impedirem Neron de provocar uma guerra nuclear.
    Está iminente a derrota dos heróis quando o Trapaceiro decide mudar de campo e ajuda os seus habituais inimigos a encontrarem uma forma de derrotarem Neron.
    Incapaz de resistir a uma troca, Neron acaba por ser ele próprio ludibriado pondo-se assim um ponto final ao pesadelo que causou durante a sua presença na Terra.
     Pequenas biografias de alguns dos vilões menos conhecidos do universo DC são incluídas no segundo e terceiro números da minissérie acrescentando mais um ponto de interesse à mesma.