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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ETERNOS: BOB KANE (1915-1998)



    Em 1939, pouco depois do surgimento de Superman, a editora Detective Comics (DC) lança o seu segundo herói mascarado: Batman. Na esteira do enorme sucesso do Homem de Aço, Whitney Ellsworth, supervisor das publicações da DC, recorre a Bob Kane, um dos seus desenhadores mais engenhosos, pedindo-lhe a criação de uma nova personagem.
    Por sua vez, Bob Kane vai buscar orientação ao seu amigo Bill Finger, escritor de talento, com quem já criara Rusty and his pals e Clip Carson para a Adventure Comics. A ideia base de Kane era vaga: um herói vestido de vermelho com duas abas rígidas nas costas e usando um capuz como máscara. Dessa ideia inicial, Finger manterá somente o nome inventado por Kane: Bat-Man (era esta a grafia original). Nascia assim uma das personagens mais famosas da banda desenhada e um ícone do século XX. E Bob Kane inscrevia o seu nome na História da 9ª Arte.
     Contudo, antes de ser Bob Kane, o criador de Batman foi Robert Khan. Foi esse o nome que recebeu dos pais quando nasceu a 24 de outubro de 1915 em Nova York. Bob descendia de uma família judia originária da Europa de Leste. Aos 18 anos, após ter terminado o liceu adotou o nome que o imortalizaria.
      Antes de enveredar por uma carreira nos comics, Bob Kane estudou arte na Cooper Union. Em 1934, vai estagiar para o  Max Fleischer Studio o qual produzia séries de animação.
     Dois anos depois, em 1936, começa a colaborar como freelancer na revista "Wow, What a Magazine!". Entre o trabalho desenvolvido nessa fase, incluiem-se as suas primeiras ilustrações na série "Hiram Hick".
     No ano seguinte, juntou-se ao novo estúdio Eisner & Iger que foi um dos primeiros produtores de banda desenhada por encomenda e que fornecia material a várias editoras. Entre elas, estavam as duas editoras que se fundiriam para dar origem à Detective Comics.
     Foi porém em 1939 que Bob Kane criou a sua obra-prima. Inspirado pelo desempenho do ator Douglas Fairbanks em "Zorro" e no filme "The Bat Whispers" (1930), criou um homem-morcego sedento de vingança cujo visual também foi fortemente influenciado no diagrama de uma máquina voadora, idealizada por Leonardo Da Vinci e com enormes asas que faziam lembrar as dos morcegos.

Os esboços de Da Vinci que inspiraram Kane.

     Apesar da preciosa colaboração de Bill Finger na criação do Cavaleiro das Trevas, os créditos foram exclusivamente atribuídos a Bob Kane.
     Além de Batman, Bob Kane criou também Robin, Catwoman, o Joker e o fiel mordomo Alfred.
     Depois de abandonar os comics, Kane dedicou-se à animação e à pintura, tendo mesmo organizado vários exposições em galerias de arte. Em 1989, ano da estreia do magistral "Batman" de Tim Burton, Bob Kane lançou o primeiro volume da sua autobiografia intitulada "Batman and me", cujo segundo tomo seria publicado em 1996.
     Embora estivesse prevista uma breve aparição sua no filme "Batman", a mesma acabou por não acontecer devido a problemas de agenda. Ainda assim, Bob Kane trabalhou como consultor na longa-metragem do Cavaleiro das Trevas e nas suas duas sequelas (a terceira, "Batman Forever", já dirigida por Joel Schumacher).
     Kane morreu de causas naturais no dia 3 de novembro de 1998, com 83 anos, deixando viúva a atriz Elisabeth Sanders com quem foi casado durante décadas, uma filha e um neto. Mas a lenda perdurará no tempo...
        
Bob Kane ao lado de Michael Keaton durante a rodagem de "Batman".

  

terça-feira, 25 de outubro de 2011

DO FUNDO DO BAÚ



Um Domínion ameça a Terra na capa de Invasão! nº1.
     
      Nove raças alienígenas decidem invadir a Terra. O motivo: a proliferação de superseres potencialmente perigosos para a segurança galáctica.
      Foi esta a premissa para a maxissérie "Invasion!", lançada em 1988 nos EUA na sequência do êxito de "Crise nas Infinitas Terras" e do relativo insucesso de "Milénio". A equipa criativa foi liderada pelo veterano argumentista Bill Mantlo e contava com a arte de Todd McFarlane (futuro criador de Spawn) , Keith Giffen e Bart Sears.
       No Brasil, este arco de histórias foi lançado, entre novembro de 1990 e janeiro de 1991, sob a forma de uma minissérie em três edições - "Invasão!" - pela editora Abril Jovem, tendo chegado com alguns meses de atraso a Portugal. Além dos três volumes que compunham a minissérie e que correspondiam às três fases da invasão extraterrestre, a saga teve ramificações em quase todos os títulos do universo DC existentes à época: "Super-Homem", "DC 2000", "Os Novos Titãs" e "Liga da Justiça Internacional".
       A trama, com pitadas de ficção cientifica e lembrando o esforço da população durante as duas guerras mundiais, girava em torno da resistência oferecida pela Humanidade e dos super-heróis face ao ataque da Aliança Alienígena que integrava nove raças extraterrestres: Durlanianos, Thanagarianos, Gil'Dishpans, Daxamitas, Guerreiros de Okaara, Povo da Cidadela, Psíons, Khúndios e Domínions. São, com efeito, estes últimos os verdadeiros arquitetos da invasão. Trata-se de um povo tecnologicamente muito avançado mas cuja sociedade assentava num rígido sistema de castas.
As nove raças que integravam a Aliança Alienígena.

       Para começo de conversa e para mostrar que não estavam para brincadeiras, os invasores devastam a Austrália, causando pesadíssimas baixas. O território australiano é então convertido no principal centro de comando das operações da Aliança e também num gigantesco campo de concentração para milhares de humanos capturados.
       Após esse brutal ataque, a Aliança Alienígena contacta as Nações Unidas, propondo o fim da ofensiva a troco da entrega imediata de todos os superseres da Terra. Rejeitada a proposta pelo Conselho de Segurança da ONU, a guerra espalha-se por todo o globo, desde o Círculo Polar Ártico à Ilha Paraíso (lar da Mulher-Maravilha), passando por Cuba e pela União Soviética.
       Inicia-se assim o contra-ataque terrestre. Por todo o mundo, milhares de voluntários mobilizam-se para combaterem os invasores, lado a lado com os super-heróis. Entretanto, vários superseres são aprisionados na Masmorra Estelar a fim de serem dissecados para assim ser descoberta a origem dos seus superpoderes. Alguns também perecem durante os combates. Foi o caso de Celsius, líder da Patrulha do Destino. Outros, como o Demónio da Tasmânia e Starman, são feitos prisioneiros pelos alienígenas.
       Apesar da determinação e coragem dos super-heróis, a guerra não lhes corre de feição pois, além do poderio militar e tecnológico da Aliança, têm ainda de enfrentar um exército de Daxamitas com poderes semelhantes aos do Superman. A capitulação da Humanidade parece iminente. Até que, numa reviravolta inesperada, seis Daxamitas mudam de lado e persuadem os líderes do seu planeta natal a fazerem o mesmo.
       Aos poucos, o curso da guerra começa a ser favorável à Terra: a Austrália é libertada e surgem as primeiras cisões no seio da Aliança.
       Contudo, um Domínion juvenil e proveniente de uma casta inferior possui a sua própria agenda secreta. Depois de descobrir o metagene responsável pelo aparecimento de superseres, ele decide criar uma bomba genética com o propósito de exterminar todos os meta-humanos da Terra. Já depois da rendição dos seus pares, este Domínion lança a bomba genética na Terra, afetando praticamente todos os meta-humanos do planeta. Muitos perdem os seus poderes, alguns adquirem capacidades sobre-humanas e outros ainda sucumbem.
        Em desespero, é enviado ao mundo natal dos Domínions um contingente de super-heróis a fim de encontrar um antídoto para os efeitos devastadores da moléstia genética. É na Masmorra Espacial que é encontrado o antídoto. Na órbita terrestre é então lançada um bomba contendo a cura para todos os superseres afetados.
         A Humanidade saía vitoriosa e recuperava os seus heroicos defensores.
          
A capa do 2º número de "Invasão!", inspirada na conquista de Iwo Jima durante a II GM.
Muitos heróis perdem os seus poderes em "Invasão!" nº3.