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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

HERÓIS EM AÇÃO: FLASH

    Personagem icónica, o Flash foi o primeiro velocista na história dos comics. Ao longo dos anos, foram vários os homens que vestiram o uniforme escarlate e viveram assombrosas aventuras a solo ou ao lado de outros super-heróis, mas sempre a supervelocidade.

Flash I (Idade do Ouro)

Primeira aparição: Flash Comics nº1 (1940)
Criadores: Gardner Fox e Harry Lampert
Licenciador: Detective Comics (DC)
Identidade civil: Jay Garrick
Filiação: Sociedade da Justiça da América (membro fundador)
Biografia:  Jay Garrick era um estudante que ganhou supervelocidade devido à inalação de vapores de água pesada. Usando um elmo de metal com asas, inspirado no deus Hermes (ou Mercúrio na mitologia romana), o Flash original é considerado o primeiro velocista na história dos comics e também um dos primeiros a possuir apenas um poder, em contraste com a parafernália de superpoderes do Super-homem.
                  Foi uma personagem muito popular durante a década de 1940: era o cabeça de cartaz de dos títulos Flash Comics e All-flash Quarterly, e coprotagonista da revista Comic Cavalcade. No Brasil, foi crismado de Joel Ciclone(!). Com o declínio dos super-heróis após a II Guerra Mundial, viu a sua série ser cancelada em 1949 e caiu no oblívio.
Flash I (Jay Garrick)

Flash II (Idade da Prata)

Primeira aparição: Showcase nº4 (outubro de 1956)
Criadores: Gardner Fox (cocriador do Flash original) e Carmine Infantino
Licenciador: DC
Identidade civil: Bartholomew "Barry" Allen
Base de operações: Central City
Filiação: Liga da Justiça da América (membro fundador)
Biografia: O novo Flash era um funcionário da polícia científica, de seu nome Barry Allen, que depois de sofrer um acidente em que foi banhado por produtos químicos ao mesmo tempo que o seu laboratório era atingido por um relâmpago, ganhou supervelocidade. Adotou o nome Flash depois de ler uma história do seu antecessor da Idade do Ouro dos quadradinhos.
                 Graças à sua popularidade, teve direito a um título próprio (The Flash) que retomava contudo a numeração da extinta Flash Comics, estrelada pelo Flash original. Durante algum tempo, teve como parceiro juvenil Kid Flash, que era, na realidade, Wally West, um sobrinho da esposa de Barry e que viria tornar-se o próximo Flash.

Flash II (Barry Allen).

Flash III (Idade Moderna)

Primeira aparição: The Flash nº110 (1959) como Kid Flash; Crisis on Infinite Earths nº12 (1986) já como o terceiro Flash.
Criadores: Carmine Infantino (cocriador do Flash II) e John Broome
Licenciador: DC
Identidade civil: Wallace "Wally" West
Base de operações: Keystone City
Filiação: Novos Titãs (membro fundador), Liga da Justiça da América
Biografia: Sobrinho de Barry Allen, Wally West sofreu um acidente idêntico ao do tio que também lhe concedeu supervelocidade. Inspirado nos atos heroicos do Flash, assumiu a identidade de Kid Flash para combater o crime ao lado do tio e, mais tarde, dos Novos Titãs (grupo que reunia os parceiros juvenis de outros heróis seniores).
                Durante a saga "Crise nas Infinitas Terras" que revolucionou o universo DC, o segundo Flash morreu e Wally assumiu o legado do tio. À época, Wally padecia de uma estranha doença degenerativa associada à sua supervelocidade. Uma rajada do Antimotinor (vilão responsável pela morte do Flash II) curou-o, reduzindo-lhe, porém, a velocidade. Ao contrário do seu antecessor, o terceiro Flash não conseguia atingir a velocidade da luz, apenas a do som.
Antes de ser o 3º Flash, Wally West foi Kid Flash.


Flash IV (2006-07)

Primeira aparição: The Flash Vol.2 nº91 (junho de 1994) como Impulso; New Teen Titans Vol.3 nº4 (dezembro de 2003) como Kid Flash II; Infinite Crisis nº7 (2006) como Flash IV.
Criadores: Mark Waid e Mike Wieringo
Licencidador: DC
Identidade civil:  Bart Allen
Filiação: Novos Titãs e Justiça Jovem
Biografia: Também conhecido como Impulso (Impulse no original), a história de Bart Allen está relacionada com os últimos dias de Barry Allen (Flash II). Após vingar a morte da sua esposa, matando o Professor Zoom, Barry foi julgado e condenado por homicídio. Porém, Iris Allen reapareceu viva pois, na verdade, fora transportada para o século XXI, época onde nascera. Partindo para o futuro com a sua amada, Barry passou lá um mês antes de perecer às mãos do Antimonitor durante a Crise nas Infinitas Terras. Sem saber, teve dois filhos, um dos quais teria, por sua vez, um filho (Bart Allen) que foi criado pela avó Iris. Nascido com supervelocidade, o metabolismo acelerado de Bart colocava em perigo a sua vida. Assim, a avó trouxe-o ao passado para procurar ajuda junto de Wally West (Flash III) que padecera da mesma doença. Wally salvou Bart e este adotou a identidade de Impulso, sendo treinado por Max Mercury e Jay Garrick (o primeiro Flash, lembram-se?).
                 Na sequência do evento "Um Ano Depois", todos os Flashes desapareceram, cabendo ao jovem Bart dar continuidade ao legado, ainda que por pouco tempo pois Wally West reassumiu a identidade do velocista escarlate.

Poderes e habilidades: comum a todos os Flashes, a supervelocidadeprotetora que evita que os seus corpos sejam despedaçados pelo atrito do ar. Todos eles conseguem também vibrar através de objetos sólidos pois os atómos dos seus corpos deslizam suavemente entre os espaços das moléculas que compõem a matéria. Atingida a vibração certa, qualquer Flash pode igualmente fazer viagens interdimensionais.

         A despeito da sua popularidade, aparte uma série televisiva de 1990 com John Wesley Shipp no papel principal, o Flash nunca teve direito a qualquer adaptação ao grande ecrã. Circulam todavia rumores sobre um filme baseado na personagem a ser produzido já este ano.

John Wesley Shipp como Flash.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

DO FUNDO DO BAÚ

   
      Numa viagem a Espanha na companhia dos meus pais, em agosto de 1990, fizemos uma curta paragem em Aveiro para esticar as pernas e aconchegar os estômagos. Cumprindo um ritual diário, o meu pai aproveitou também para comprar o jornal. Como habitualmente, acompanhei-o ao quiosque, na esperança de voltar com mais um volume para minha coleção de super-heróis.
     Camuflado entre uma amálgama de fascículos e revistas, o Liga da Justiça nº1 não escapou todavia aos meus olhos de águia. Tratava-se do mais recente título DC lançado no Brasil pela Abril Jovem, em substituição dos extintos Superamigos. Era, portanto, uma oportunidade de ouro para iniciar uma nova coleção que, obviamente, não desperdicei. Depois de o meu pai me ter comprado a revista, retomámos a viagem e, antes de chegarmos ao Porto e apesar da trepidação do velhinho Fiat 128, devorei as três histórias que integravam aquela edição histórica.
    
Título: Liga da Justiça nº1 (1ª série)
Data: Janeiro de 1989
Licenciador: DC
Editora: Abril Jovem
Nº de páginas: 84
Formato: 13,5cm x 19cm, colorido e com lombada agrafada

Primeira história: "A nova geração"
Argumento: Keith Giffen e J.M. Dematteis
Desenhos: Kevin Maguire
Publicada originalmente em: Justice League nº1 (1987)
Sinopse: Liderada por Batman, a Liga da Justiça está de volta. Composta por novatos e veteranos, e marcada pela indisciplina de alguns membros, a equipa tenta impedir um ataque terrorista à sede da ONU. Ao mesmo tempo, Maxwell Lord, um misterioso empresário demonstra um profundo interesse nos heróis...

Segunda história: "Para que haja um amanhã"
Argumento:John Ostrander
Desenhos: J.J. Birch
Publicada originalmente em: The Fury of Firestorm nº62 (1982)
Sinopse: Ao descobrir que padece de um tumor cerebral incurável, o Professor Martin Stein decide, com a ajuda de Ron Raymond (a outra metade do herói Nuclear) destruir todas as armas nucleares do planeta. Para concluir o seu objetivo, Nuclear terá, porém, de enfrentar as duas superpotências e os respetivos superseres.

Terceira história: "Julgamento pelo fogo"
Argumento: John Ostrander
Desenhos:Luke McDonnell
Publicada originalmente em: Suicide Squad nº2 (1987)
Sinopse: O Esquadrão Suicida ataca a base secreta da Jihad, graças à ajuda de Sombra da Noite e de Némesis que estavam infiltrados na organização terrorista. Apesar da morte do Verme Mental e da tentativa de traição de Plastique, o Esquadrão obtém sucesso na sua missão.

     A primeira série de Liga da Justiça existiu entre janeiro de 1989 e  julho de 1994, tendo sido lançados 67 números, os quais possuo na totalidade. As histórias, ligeiras, pautavam-se geralmente por um registo humorístico, ideal para aliviar o stresse quotidiano.