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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

BD CINE APRESENTA: A LEI DE DREDD




     
          Se no grande ecrã Stallone, para gáudio dos fãs, aplicou à sua maneira a lei de Dredd, fora dele o filme não convenceu a crítica nem a generalidade do público, colando-se-lhe assim o indesejável rótulo de flop.
 
Título original: Judge Dredd
Ano: 1995
País: EUA
Duração: 95 minutos
Realização: Danny Cannon
Argumento: Michael De Luca, William Wisher, Jr. e Steven E. de Souza
Elenco: Sylvester Stallone (Joseph Dredd), Armand Assante (Rico Dredd), Diane Lane (Juíza Hershey), Max Von Sydow (Juiz-chefe Fargo) e Rob Schneider (Fergie).
Orçamento: 90 milhões de dólares
Receitas: 113,5 milhões de dólares
 
Stallone em pose heroica como Judge Dredd.
 
Sinopse: No ano 2139, o nosso planeta tornou-se praticamente inabitável, sendo rebatizado de Terra Amaldiçoada. Em consequência disso, toda a população mundial se concentrou em megacidades espalhadas à volta do globo. Nelas,  a taxa de criminalidade é estratosférica e o sistema de justiça tradicional tornou-se impotente para sustê-la, acabando por colapsar. Das suas cinzas emergiu uma nova Justiça. Com ela surgiu também uma nova força policial cujos agentes - designados Juízes -  aplicam sumariamente a lei, sendo portanto juízes, júri e executores em simultâneo.
               Em Mega City 1 (antiga Nova Iorque), Joseph Dredd, o mais duro e implacável dos Juízes, tornou-se uma lenda viva, temido pelos infratores e admirado pelos colegas. Um dia, porém, é acusado de um homicídio que não cometeu e sentenciado a prisão perpétua na colónia penal de Aspen, fora dos muros da cidade. 
              Ao descobrir que o verdadeiro assassino é o seu irmão gémeo, Rico, Dredd procurará por todos os meios provar a sua inocência, ao mesmo tempo que vão sendo revelados segredos do seu passado e os pormenores de uma conspiração orquestrada por um membro corrupto do Conselho de Juízes. Para tal contará com a ajuda da Juíza Hershey e de um hacker pouco afoito chamado Fergie.
 
Aspeto das ruas de Mega City 1.
 
Curiosidades:
             * Arnold Schwarzenegger foi o primeiro ator a ser sondado para encarnar Judge Dredd no cinema;
             * Devido às constantes disputas criativas com Stallone, o realizador Danny Cannon jurou solenemente nunca mais trabalhar com vedetas;
             * Alegadamente, a versão final do argumento do filme é completamente diferente da original, em consequência das inúmeras alterações exigidas por Stallone;
             * Segundo Rob Schneider, Stallone telefonou-lhe para lhe oferecer o papel de Fergie, depois de Joe Pesci o ter recusado;
              * Na banda desenhada que deu origem ao filme, Dredd raramente remove o seu capacete, mas os produtores obviamente não podiam permitr que um astro tão caro como Stallone não mostrasse o rosto.
        
Dredd enfrenta o seu gémeo maligno, Rico (Armand Assante).
 
Minha avaliação: 44%
           Não sendo intragável, A Lei de Dredd deixa uma estranha sensação de vazio. A haver alguma mensagem política sobre sociedades totalitárias, terá sido certamente omitida  durante a pré-produção. Com efeito, a principal preocupação do argumento parece ser a de fazer brilhar Stallone através de sucessivos recontros com facínoras de toda a espécie, ao bom estilo de Rambo e de outros filmes de ação protagonizados pelo ator na década de 1980.
                 Redundantes, os diálogos chegam a ser maçadores (expressões como "Eu sou a Lei" ou "Sabia que dirias isso" são várias vezes repetidas ao longo do filme), enfatizando assim a superficialidade do argumento. Tensão e intriga existem mas numa escala minimalista: as complexas idiossincracias de um futuro distópico são preteridas em relação a estafados clichés, promovendo uma visão demasiado redutora e maniqueísta, que se resume ao clássico herói versus vilão.
                 Muito menos violento do que a banda desenhada original, A Lei de Dredd permite, ainda assim, a Stallone brilhar como herói de ação, dada a proliferação de tiroteios, explosões e combates corpo a corpo.
                 Caso o espectador não se importe de conceder um folga de 95 minutos ao cérebro e/ou seja um fã indefetível de Stallone, A Lei de Dredd não o desiludirá. Se, pelo contrário, prefere filmes com maior substrato intelectual e maior investimento emocional, o melhor mesmo será procurar noutro lado.

A Lei de Dredd foi um tiro ao lado.