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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

HERÓIS EM AÇÃO: SURFISTA PRATEADO





    Para salvar o seu mundo da aniquilação, um homem sacrificou a própria liberdade. Com um coração puro e uma alma atormentada, o Surfista Prateado singra desde então pelo Cosmos como um arauto da justiça e da esperança.
 
 
Nome original: Silver Surfer
Primeira aparição: The Fantastic Four nº48 (março de 1966)
Criadores: Stan Lee (história) e Jack Kirby (história e arte)
Licenciadora: Marvel Comics
Identidade civil: Norrin Radd
Local de nascimento: Planeta Zenn-La
Parentes conhecidos: Jartran e Elmar Radd (pais falecidos), Fennan Radd (meio-irmão presumivelmente falecido)
Filiação: Ex-arauto de Galactus, ex-membro do Trio Titânico, dos Defensores, dos Defensores Secretos e dos Mestres das Estrelas
Base de operações: Todo o Universo conhecido
Armas, poderes e habilidades: Um dos mais poderosos (e trágicos) seres do Universo, o Surfista Prateado possui força, velocidade e resistência sobre-humanas, bem como a capacidade de absorver e manipular vários tipos de energia. Com a ajuda da sua prancha - que mesmo quando fisicamente separada do seu usuário, obedece aos seus comandos telepáticos- o herói consegue viajar no hiperespaço e até no fluxo temporal.
       Dotado de perceção cósmica, o Surfista Prateado, que também já ocasionalmente evidenciou habilidades telepáticas, consegue detetar objetos e fenómenos energéticos a anos-luz de distância. Da mesma forma que uma só rajada do seu poder cósmico pode obliterar planetas inteiros, o ex-arauto de Galactus pode usar esse poder para curar organismos vivos à escala planetária (sem contudo conseguir reviver os mortos).
       Somam-se a estas fabulosas habilidades o seu conhecimento da avançada tecnologia de Zenn-La, uma vez que Norrin Radd era um promissor cientista no seu mundo natal.

O Surfista Prateado é um dos seres mais poderosos do Universo.
 
História de publicação: Em março de 1966, no 48º número do título Fantastic Four, o Surfista Prateado foi apresentado ao mundo de forma quase fortuita. Stan Lee (argumentista e editor da Casa das Ideias) e Jack Kirby (cuja arte era uma das principais referências da editora) haviam desenvolvido em conjunto o chamado Método Marvel. Este consistia em discutir ideias para histórias, cabendo depois a Kirby desenhar uma sinopse das mesmas. Finda esta etapa, Stan incluiria os diálogos e restante texto. Sucede que, contrariando os preceitos da referida metodologia, Kirby, à revelia do seu parceiro criativo, resolveu adicionar uma nova personagem ao argumento previamente aprovado por ambos.


Fantastic Four nº48 (1966) foi onde debutou o Surfista Prateado, na sua qualidade de arauto de Galactus.

       A este propósito, Stan Lee declarou o seguinte em 1995: "Para minha grande surpresa, a meio de uma história que tínhamos discutido detalhadamente, surgia um louco montado numa prancha voadora. Pensei para os meus botões que o Jack fora longe demais dessa vez." Kirby explicou então que incluíra a misteriosa personagem por considerar que o antagonista principal - Galactus - precisaria de uma espécie de arauto que anunciasse o seu advento aos planetas que escolhera devorar, e também porque, segundo ele, estava cansado de desenhar naves espaciais.
       Sensibilizado pelo caráter nobre da neófita personagem - que se rebelou contra o seu mestre a fim de defender a Terra - Stan Lee conferiu-lhe maior densidade emocional e psicológica, tornando-a dessa forma um elemento-chave nos capítulos subsequentes do enredo.
       Após a primeira aparição do Surfista Prateado - e face à reação positiva dos leitores -, Lee e Kirby acordaram em conceder-lhe o estatuto de coadjuvante nas histórias do Quarteto Fantástico. Facto que conduziria, em 1968, à sua estreia numa história a solo em Fantastic Four Annual nº5.
       No ano seguinte, a Marvel lançou o novíssimo título The Silver Surfer, com os argumentos ainda a cargo de Stan Lee e com John Buscema a assumir a respetiva arte nos dezassete primeiros números (Jack Kirby desenharia o 18º e derradeiro número da série). Com o cancelamento de Silver Surfer, o herói cósmico passou a fazer aparições pontuais noutros títulos da editora, como Thor, The Defenders e, claro, Fantastic Four.

Em 1969, o Surfista Prateado ganhou um título próprio.
 
      Na esteira de um arco de histórias produzido por John Byrne em 1982, o Surfista Prateado recuperou alguma da relevância perdida. Só voltaria, ainda assim, a dispor de um título próprio volvidos cinco anos.
      Já neste século, mais precisamente em 2007, o herói cósmico estrelou uma muito elogiada minissérie em quatro volumes -  Silver Surfer: Requiem - escrita por J. Michael Straczynski e com arte de Esad Ribic. O primeiro número foi lançado em 30 de maio de 2007, de molde a coincidir com a primeira aparição cinematográfica da personagem em Fantastic Four: The Rise of The Silver Surfer. Na história, o Surfista Prateado descobria estar a morrer em virtude da deterioração da camada prateada que reveste o seu corpo.
      No âmbito da arrojada revolução editorial levada a cabo recentemente pela Casa das Ideias, foi anunciado o lançamento, com data prevista para março deste ano, de uma nova série protagonizada pelo ex-arauto de Galactus. Escrita por Dan Slott e ilustrada por Mike Allred, constituirá uma das mais fortes apostas do projeto All-New Marvel NOW! (batizado Nova Marvel pela Panini brasileira).

2014 marcará o regresso do Surfista Prateado à ribalta graças ao projeto editorial Nova Marvel.

Biografia: No utópico planeta Zenn-La, localizado no sistema estelar Deneb na orla da Via Láctea, florescia uma civilização próspera e pacífica. Norrin Radd era um jovem e promissor cientista inconformado com a letargia em que mergulhara o seu povo, que  outrora explorara os confins do Cosmos.
      A vida de Norrin mudaria para sempre no dia em que ele e os seus compatriotas testemunharam a chegada de Galactus, O Devorador de Mundos ao seu planeta. Perante a ameaça de aniquilação de Zenn-La, Norrin persuadiu o Conselho Científico a providenciar-lhe uma nave que o levasse ao encontro do gigantesco invasor. Intrépido, Norrin confrontou Galactus e propôs-lhe uma troca: se o Devorador de Mundos poupasse Zenn-La e seus habitantes, ele aceitaria ser seu arauto e comprometer-se-ia a buscar outros mundos para servirem de alimento a Galactus. Este aceita a proposta de Norrin e banha-o com uma ínfima porção do seu poder cósmico, transformando-o no Surfista Prateado.

Para salvar o seu povo, Norrin Radd sacrificou a sua liberdade e aceitou servir Galactus.

      Norrin tencionava conduzir o seu novo mestre apenas a planetas desabitados, mas, prevenindo essa situação, Galactus manipulou a alma do seu arauto. Por um período indeterminado de tempo, o Surfista Prateado serviu lealmente o Devorador de Mundos. Até ao dia em que descobriu a Terra, onde travou conhecimento com o Quarteto Fantástico e com Alicia Masters, a escultora cega namorada do Coisa. Sensibilizado pela nobreza de caráter deles, Norrin rebelou-se contra Galactus. Este acabou por ser repelido para longe da Terra, não sem antes criar uma barreira invisível em redor do nosso planeta para assim confinar o seu ex-servo, como castigo pela sua traição. A citada barreira tinha ainda a particularidade de afetar apenas o Surfista.
      Ao longo do seu exílio entre os humanos, o Surfista Prateado defrontou diversos supervilões, com o Doutor Destino - que cobiçava o poder cósmico do herói - a presidir à extensa lista. Nela figurava também Mefisto, que desejava a alma do ex-arauto de Galactus.
      Reunindo-se ocasionalmente ao Hulk e ao Príncipe Submarino, o Surfista Prateado atuou em conjunto com este heróis num grupo inicialmente denominado Titans Three  (Trio Titânico), ao qual se juntaria depois o Doutor Estranho, dando assim origem aos Defensores.

O Surfista Prateado em ação com os Defensores.

      Com o auxílio de Reed Richards, o amargurado herói logrou finalmente romper a barreira invisível de Galactus e deixar a Terra rumo às estrelas. Apenas para descobrir que Zenn-La fora devastado pelo Devorador de Mundos e que a sua amada Shalla-Bal fora feita prisioneira por Mefisto e levada para a Terra.
      Mesmo sabendo que isso significaria ficar novamente aprisionado no nosso planeta, Norrin regressou à Terra para resgatar das garras do demónio a mulher que amava. Pressentindo a derrota iminente, Mefisto enviou Shalla-Bal de volta a Zenn-La, onde o herói cósmico não a poderia alcançar. No entanto, o Surfista Prateado conseguiu, in extremis, transmitir uma parcela do seu poder cósmico à jovem, para que esta a usasse para revitalizar o seu mundo natal.

De volta à Terra, o Surfista Prateado enfrentou Mefisto para resgatar a sua amada Shalla-Bal.

       Após ajudar o Quarteto Fantástico a derrotar o mais recente arauto de Galactus - o terrível Terrax - o Surfista Prateado conseguiu por fim atravessar a barreira invisível que o impedia de regressar às estrelas, seguindo a sugestão do Coisa de o fazer a bordo de uma espaçonave em vez de usar a sua prancha. Conseguiu também obter o perdão do seu antigo mestre ao salvar a vida de Nova, outra das arautas ao serviço do Devorador de Mundos.
       Terminado o seu longo exílio, logo o herói alienígena singrou a vastidão sideral até Zenn-La. Mas, uma vez mais, o destino pregou-lhe uma cruel partida: na sua ausência, Shalla-Bal fora coroada Imperadora, pelo que seria impossível reatarem o seu romance.
       De coração partido, o Surfista Prateado passo a vaguear pelo Universo, enfrentando ameaças cósmicas como Thanos, Ego, O Planeta Vivo, Nebula e muitos outros seres de enorme poder e ainda maior perversidade. De tempos a tempos viaja até à Terra onde encontra consolo nos braços de Alicia Masters.

 
 
 
Noutros media: Em 2011, o site IGN colocou o Surfista Prateado no 41º lugar da sua lista dos 100 Melhores Heróis dos Quadradinhos. Na televisão, a sua estreia ocorreu num episódio da série animada produzida pela Hanna-Barbera, Fantastic Four (cuja vintena de episódios foi exibida pelo canal norte-americano ABC entre 1967 e 1970). A que se seguiram várias participações noutras séries animadas da Marvel, como The Marvel Action Hour (1994). Em 1998 chegou mesmo a estrelar uma série própria transmitida pela Fox e com a particularidade de recuperar a estética introduzida décadas antes por Jack Kirby.
 
São notórias as influências de Jack Kirby na estética da série animada Silver Surfer (1998).
 
        Ao grande ecrã, o herói cósmico chegou em 2007 com Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer, o segundo filme do Quarteto Fantástico. Laurence Fishburne emprestou a voz à personagem cabendo a Doug Jones dar-lhe corpo nas cenas em que não era reproduzida digitalmente. Nesse mesmo ano, J. Michael Straczynski foi contratado pela Fox para escrever o guião de um spin-off. Straczynski adiantou que se trataria de uma sequela que abordaria também as origens do Surfista Prateado. O projeto, porém, nunca veria a luz do dia.
 
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007) marcou a estreia cinematográfica do herói cósmico.