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sábado, 15 de março de 2014

HEROÍNAS EM AÇÃO: MULHER-HULK




      Foi a última criação de Stan Lee antes da saída de cena do Papa da Marvel. Surgiu na senda do sucesso da mítica série televisiva do Golias Esmeralda (de quem é prima). Uma das mais irreverentes e charmosas heroínas dos quadradinhos, a Mulher-Hulk deve os seus poderes a uma transfusão sanguínea.
 
 
Nome original da personagem: She-Hulk
Primeira aparição:  The Savage She-Hulk nº1 (fevereiro de 1980)
Criadores: Stan Lee (história) e John Buscema (arte)
Licenciadora: Marvel Comics
Identidade civil: Jennifer Susan Walters
Local de nascimento: Los Angeles, Califórnia (EUA)
Parentes conhecidos: Morris Walters (pai), Elaine Banner-Walters (mãe falecida), Bruce Banner (primo), John Jameson (ex-marido)
Filiação: Vingadores, Quarteto Fantástico, Fundação Futuro, Heróis de Aluguer e Fantastic Force
Base de operações: Móvel (entre as suas  ex-bases de operações destacam-se a mansão dos Vingadores e o edifício Baxter,  antigas sedes, respetivamente, dos Vingadores e do Quarteto Fantástico)
Armas, poderes e habilidades: Derivando os seus poderes de uma transfusão de sangue radioativo recebida do seu primo Bruce Banner (o Hulk), estes são em tudo idênticos aos do Golias Esmeralda. Assim, a Mulher-Hulk possui força descomunal, velocidade e resistência sobre-humanas, fator de cura, invulnerabilidade e imunidade a um amplo espectro de doenças. Habilidades que fazem dela uma das mais formidáveis personagens femininas do Universo Marvel.
       Treinada pelo Capitão América, a Amazona de Jade domina várias técnicas de combate corpo a corpo. Acresce a isto que, contrariamente ao que sucede com o primo, a mutação de Jennifer Walters praticamente não afetou a sua personalidade e inteligência. Contudo, durante um longo período, ela foi incapaz de reverter à sua forma humana.

Mulher-Hulk, a Amazona de Jade.
 
Histórico de publicação: Mais um produto do génio criativo de Stan Lee (que, no entanto, escreveu apenas a sua primeira história), a Mulher-Hulk foi o último conceito desenvolvido pelo chamado Papa da Marvel antes da sua retirada da indústria dos quadradinhos.
      A personagem surgiu em consequência do enorme êxito da série televisiva The Incredible Hulk, transmitida nos EUA entre 1977 e 1982. Receando que, a exemplo do que sucedera com Bionic Man (outra série televisiva muito popular à epoca), os produtores da série do Golias Esmeralda introduzissem uma sua contraparte feminina, numa jogada de antecipação, a Marvel tomou a decisão de lançar a sua própria versão de uma personagem com essas características, assegurando assim os respetivos direitos de autor.

Stan Lee (esq.) e John Buscema foram os "progenitores" da Mulher-Hulk.

      Em fevereiro de 1980, chegou às bancas o mais recente título da Casa das Ideias, The Savage She-Hulk, estrelado pela neófita heroína cor de jade. Entre essa data e março de 1982, foram publicados 25 volumes da série. Com o cancelamento desta, a Mulher-Hulk, quase sempre no âmbito de participações especiais, passou a coadjuvar outras personagens do Universo Marvel.

A Mulher-Hulk debutou em 1980 em The Savage She-Hulk nº1.

      Pouco tempo depois, a Mulher-Hulk ingressou nas fileiras dos Vingadores. Ao mesmo tempo que vivia sensacionais aventuras ao lado dos heróis mais poderosos da Terra nas páginas de Avengers, participava ocasionalmente nas histórias do seu primo em The Incredible Hulk. Durante esse período foi desenhada por artistas consagrados como Sal Buscema (irmão mais novo de John Buscema, seu cocriador) ou John Byrne. Este último ficaria intimamente ligado à evolução da personagem quando, em 1989, assumiu o seu segundo título a solo, The Sensational She-Hulk.
      Antes, porém, em meados de 1984, na sequência da conclusão da saga Secret Wars, a Mulher-Hulk trocou os Vingadores pelo Quarteto Fantástico, em substituição do Coisa. Fantastic Four tornou-se assim o seu novo lar de acolhimento.
      Lançado em 1989, o título The Sensational She-Hulk - inicialmente escrito e desenhado por Jonh Byrne - catapultou para a ribalta a Gigante Verde. Com 60 números editados (o último chegou às bancas em fevereiro de 1994), foi, até ao momento, a mais duradoura série protagonizada por uma personagem feminina do Universo Marvel. A natureza irreverente das suas histórias, onde não faltavam sátiras bem-humoradas aos clichés do género super-heroico, fez da Mulher-Hulk um caso sério de popularidade.
      Na década seguinte, a Mulher-Hulk voltou, depois de uma breve passagem pelo título Heroes For Hire, às páginas de The Avengers. Esta sua itinerância só terminaria em maio de 2004, quando a heroína teve direito a uma nova série própria. Todavia, apesar das críticas favoráveis, She-Hulk acabaria suspensa ao fim de seis edições em virtude das fracas vendas. Ainda houve uma tentativa de relançamento, mas a série acabaria definitivamente cancelada após o seu 12º número.
      Seguiu-se novo interregno marcado pela participação da heroína em diversas minisséries e edições especiais, próprias ou alheias. Até que em, novembro de 2012, a Amazona de Jade se mudou de armas e bagagens para as páginas de Future Foundation, um dos mais recentes projetos editoriais da Casa das Ideias que retrata o quotidiano de uma fundação filantrópica criada pelo Senhor Fantástico para acautelar o futuro da humanidade.
       
Hulk e Mulher-Hulk: primos com sangue radioativo.
 
Biografia: Jennifer Walters era a frágil e tímida filha do xerife do condado de Los Angeles, Morris Walters. Coincidindo com a visita do seu primo Bruce Banner à cidade, a jovem foi baleada pelos homens de um gângster com velhas contas a ajustar com o seu pai.
      Gravemente ferida, Jennifer foi transportada para o hospital em estado crítico. A sua única esperança era receber uma transfusão sanguínea de um dador compatível. Apesar da radioatividade do seu sangue, Bruce Banner ofereceu-se para salvar a vida da prima.
       Desse facto resultou uma mutação genética em Jennifer, transformando-a numa furiosa gigante de pele esmeralda.

Nos seus primórdios, a Mulher-Hulk tinha uma aparência - e um temperamento-  mais selvagem.
 
       Como Mulher-Hulk, a jovem passou a possuir poderes similares ao titânico alter ego do seu primo, embora num nível mais reduzido. Inicialmente, à semelhança de Banner, a sua transformação era espoletada pela raiva. No entanto, a sua aparência foi sempre menos monstruosa do que a do Hulk. Outra diferença em relação a este residiu no facto de, ao fim de pouco tempo, Jennifer ter aprendido a controlar a selvageria da sua contraparte, conservando assim a sua inteligência e racionalidade mesmo quando transformada em Mulher-Hulk. Razão pela qual rapidamente se passou a sentir mais confortável nesta sua forma.
       Após uma curta carreira heroica a solo, a Mulher-Hulk juntou-se aos Vingadores, de onde transitou para o Quarteto Fantástico. Durante o período em que substituiu o Coisa na equipa, a Amazona de Jade teve de travar uma fuga radioativa no porta-aviões aéreo da S.H.I.E.L.D. Dessa exposição massiva à radiação resultou a aparente irreversibilidade da sua transformação.
       Nada que, contudo, a deixasse abalada, visto que Jennifer preferia vestir a pele da sua poderosa contraparte. E este percalço também não obstou a que continuasse a sua bem-sucedida carreira como advogada.
       Vários anos transcorridos sobre estes eventos, foi revelado que a pretensa irreversibilidade da transformação da Mulher-Hulk resultava, na verdade, de um bloqueio psicológico. Uma vez desfeito, a heroína pôde reassumir a sua forma humana.

Mesmo incapaz de reverter à sua forma humana, a Mulher-Hulk construiu uma fulgurante carreira de advogada.
        Com o regresso do Coisa à Terra, a Mulher-Hulk abandonou o Quarteto Fantástico, sendo readmitida nos Vingadores. Paralelamente, foi convidada a integrar a equipa do Procurador Distrital de Nova Iorque. Anteriormente, enquanto advogada, Jennifer destacara-se na defesa dos direitos das minorias e na denúncia de práticas antiéticas das grande corporações.
        Anos depois, a Gigante Verde foi um dos membros fundadores da efémera Fantastic Force (equipa de meta-humanos sediada no reino de Wakanda e liderada pelo Pantera Negra). Nos Heróis de Aluguer prestou essencialmente apoio jurídico, apesar de também ter participado ativamente em algumas das aventuras do grupo.
       Devido à sua afiliação em diversos grupos ao longo do tempo, a Mulher-Hulk usou diferentes uniformes, não possuindo portanto um traje icónico como é regra entre os seus colegas de profissão.
       A sua personalidade também passou por alterações significativas: de personagem agressiva e irracional, passou a bem-humorada, sedutora e assertiva.

Divertida e inteligente, a Mulher-Hulk é uma das heroínas mais populares da BD.
  
Noutros media: Na lista das melhores personagens de sempre dos quadradinhos, publicada pela revista da especialidade Wizard, a Mulher-Hulk ocupa o 104º lugar. Já o site IGN atribuiu-lhe a 88ª posição no seu ranking dos maiores heróis e heroínas da BD, sublinhando tratar-se de uma das raras versões femininas de uma personagem masculina consagrada a conseguir libertar-se da sua sombra.
       Na televisão, a estreia da Mulher-Hulk ocorreu em 1982, em vários episódios da série de animação The Incredible Hulk. Em 1989 foi anunciada a sua participação  num telefilme baseado na antiga série televisiva do Gigante Verde, o que acabaria por não se concretizar. Tal como também não passou do papel a ideia, proposta em tempos ao canal ABC, de lançar um série protagonizada pela heroína de jade
       Na sequência destes dois projetos abortados de transposição ao pequeno ecrã, no início da década de 1990, surgiu a intenção de produzir um filme da Mulher-Hulk. Para lhe dar vida, foi escolhida a atriz dinamarquesa Brigitte Nielsen (Rocky IV), que chegou a posar em sessões fotográficas com vista à promoção da película. Esta, no entanto, acabou por nunca ser realizada.
       Emitida pelo canal Disney XD a partir de agosto de 2013, a série animada Hulk and the Agents of S.M.A.S.H. tem a Mulher-Hulk como coprotagonista, cabendo à atriz Eliza Dushku emprestar-lhe a voz.

Brigitte Nielsen posando como Mulher-Hulk para um filme que nunca veria a luz do dia.