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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

FÁBRICA DE MITOS: FAWCETT COMICS



  Antes de ter a sua luz roubada pelas manigâncias de uma rival ofuscada, foi astro-rei na constelação de editoras cuja cintilação dourou os primórdios da indústria dos quadradinhos. Vítima do próprio sucesso e da cobiça alheia, a monumentalidade do seu espólio continua a fascinar os aficionados da 9ª Arte.

Preâmbulo

Por contraste com o panorama atual do mercado norte-americano de quadradinhos, sufocado pela hegemonia da Marvel e da DC, no excitante período que os historiadores da 9ª Arte convencionaram designar Idade de Ouro da banda desenhada (1938-1950), uma pletora de editoras disputavam entre si as preferências dos leitores. De igual modo, conquanto fosse o mais popular à época, o género super-heroico era tão-somente um dos muitos que, mês após mês, faziam as delícias de miúdos e graúdos.
Fiction House, Quality Comics*, Timely Comics e National Comics (estas últimas, antepassadas da Marvel e da DC, respetivamente) foram alguns dos expoentes criativos que, em contraciclo com a Grande Depressão, mais contribuíram para o desenvolvimento da incipiente indústria dos comics.
Nesse firmamento reluzente havia, no entanto, uma estrela a brilhar com maior intensidade do que as restantes, ao ponto de ofuscá-las. Se muitas das suas congéneres acabariam, eventualmente, por soçobrar nas borrascas de um mercado volátil, a Fawcett Comics foi, ironicamente, vítima do próprio sucesso.


Super-heróis, contos policiais e romances adolescentes
 eram três dos  géneros mais apreciados
 na Idade de Ouro da banda desenhada.
Como mais adiante se perceberá, essa não seria, porém, a única ironia a marcar a fulgurante trajetória dessa lendária companhia que conquistou uma legião de fãs e deu ao mundo um dos seus mais formidáveis e carismáticos heróis: o Capitão Marvel (vulgo Shazam).
Acusado de ser um plágio do Superman, o Mortal Mais Poderoso da Terra estaria no epicentro de uma longa e rocambolesca batalha jurídica cujo desfecho macularia indelevelmente essa página debruada a ouro da história da 9ª Arte. Uma página que encerra ainda inúmeros segredos e mistérios por desvelar. Sobre os quais, na minha qualidade de arqueólogo amador, aqui vou procurando derramar alguma luz.
Aperte o cinto, caro leitor, pois este artigo será o seu passaporte para mais uma emocionante jornada ao passado. Prepare-se para revisitar uma época de maior inocência e glamour em que as fábricas de mitos, alimentadas apenas pela imaginação dos seus obreiros, laboravam a todo o vapor, trucidando por vezes sonhos e sonhadores.

Reveses da fortuna

A fascinante história da Fawcett Comics começou a ser escrita quase um século atrás. Mais precisamente, em 1919. Nesse ano, um oficial veterano da I Guerra Mundial chamado Wilford Hamilton Fawcett (carinhosamente apodado de "Capitão Billy" pelos seus antigos camaradas de armas) regressou ao seu Minnesota natal para trabalhar como repórter policial num tabloide de Minneapolis. Biscate temporário que exerceu apenas até reunir as condições necessárias à abertura do próprio negócio.
Ambicioso, Wilford pretendia tirar proveito da sua experiência prévia com o boletim militar Stars and Stripes, no qual colaborara como redator durante os anos em que fora um G.I. Joe. Usando essa publicação como modelo, em outubro de 1919 o futuro patriarca do poderoso clã Fawcett lançou o icónico Captain Billy's Whiz Bang. Um almanaque humorístico recheado de anedotas e cartunes satíricos, cujo título combinava a alcunha castrense do seu autor com a designação informal de um projétil de artilharia de pequeno calibre muito utilizado pelo Exército estadunidense durante a Grande Guerra.
Destinado sobretudo a ex-combatentes e viajantes, Captain Billy's Whiz Bang depressa se converteria num fenómeno de sucesso a nível mundial. Chegando a ter, no seu auge, uma circulação mensal de 425 mil exemplares.


Wilford Fawcett (cima)
e o seu Captain Billy's Whiz Bang.
Estava assim colocada a primeira pedra de um vasto império editorial que abrangia revistas, magazines e livros de bolso. Ao longo das duas décadas subsequentes, a Fawcett Publications prosperaria,  fazendo do seu líder uma das personalidades mais abastadas e influentes da sociedade norte-americana.
O bom e velho Capitão Billy não viveria, contudo, tempo suficiente para testemunhar os reveses da fortuna da sua companhia.
Subsidiária da Fawcett Publications, a Fawcett Comics foi fundada em finais de 1940, escassos meses após o falecimento de Wilford, em fevereiro desse mesmo ano. Empenhados em honrar o legado paterno, os quatro filhos do fundador prosseguiram a estratégia de expansão por ele iniciada na década anterior, que, logo em 1934, motivara a transferência da sede do conglomerada do Minnesota para Nova Iorque.
Atento à onda de euforia em redor dos super-heróis que, por aqueles dias, varria os EUA de costa a costa, ainda em 1939, Roscoe Kent Fawcett confiara a dois dos seus colaboradores a missão de conceberem uma personagem com esse perfil. "Deem-me um Superman! Mas façam dele um garoto de 10 ou 12 anos!", exigiu o benjamim do clã, dando assim o mote para o ingresso da Fawcett Comics no fervilhante mercados dos quadradinhos.
Seguindo à risca as orientações fornecidas pelo patrão, o escritor Bill Parker e o ilustrador Charles Clarence Beck criaram um pastiche do Superman (lançado cerca de um ano antes pela National Comics), com essa notável originalidade que se revelaria crucial para o seu êxito: em vez de um adulto, o herói tinha como alter-ego um pré-adolescente chamado Billy Batson.
Surtindo o efeito desejado, esse elemento inovador fomentaria um sentimento de identificação entre os leitores desse segmento etário - que os estudos de mercado apontavam como predominante na audiência das histórias com super-heróis - e a novel personagem.

Em articulação com o escritor Bill Parker,
C.C. Beck foi um dos "pais" do Mortal Mais Poderoso da Terra.
Não obstante a sua estreia oficial remontar a fevereiro de 1940, nas páginas de Whiz Comics nº2, o Capitão Marvel (Captain Marvel, no original) protagonizara, poucos meses antes, o único volume produzido de Thrill Comics. Ainda um protótipo, nessa sua primeira aparição oficiosa, o herói atendia pelo nome de Captain Thunder - nomenclatura que seria fugazmente recuperada em 1974, aquando da sua incorporação no Universo DC.
Humor e fantasia foram os dois principais ingredientes inclusos na receita para o sucesso quase instantâneo do Capitão Marvel. Divertidas, as suas historietas - mormente quando passaram a sair da genial pena de Otto Binder**- tinham o condão de cativar leitores de todas as idades. À medida que crescia a sua popularidade, um só título deixou de ser suficiente para acomodá-las. Assim, ao longo de toda a Idade do Ouro, o Mortal Mais Poderoso da Terra desdobrou-se por Captain Marvel Adventures, Master Comics, America's Greatest Comics e, claro, pela clássica Whiz Comics.


A estreia do Capitão Marvel deu-se em Whiz Comics nº2 (1940).
A reboque do retumbante êxito da sua personagem de charneira, a Fawcett Comics não demorou a lançar uma igualmente bem-sucedida franquia. Reunindo todos os heróis detentores dos poderes concedidos pelo Mago Shazam, a Família Marvel era composta por Capitão Marvel Jr. (que teve em Elvis Presley o seu fã nº1), Mary Marvel, Tio Marvel, Tenentes Marvel e até um patusco Coelho Marvel de sua graça Hoppy (batizado de Juca, no Brasil).

Família Marvel, um clã sob o signo do sucesso.
Pese embora tivesse no Capitão Marvel o seu indisputado campeão de vendas - em meados da década de 1940, Adventures of Captain Marvel tinha uma circulação média mensal de 1,4 milhões de exemplares - o contingente super-heroico da Fawcett Comics não se restringia à Família Marvel. Personagens como Captain Midnight, Bulletman, Nyoka, the Jungle Girl e Ibis, the Invincible granjearam também apreciável sucesso e notoriedade durante o mesmo período.
Era de, facto, no ecletismo do seu cardápio editorial que a Fawcett Comics tinha a sua pedra angular. Contrariamente ao que se verificou em algumas das suas concorrentes, a forte aposta nos super-heróis em momento algum foi feita em prejuízo de outros géneros igualmente populares à época.
Histórias de guerra, Westerns e contos de terror ajudaram também a alavancar as vendas da editora para patamares invejáveis. Proeza a que não foi decerto alheia a superior qualidade do seu capital humano.





Três outros títulos emblemáticos
da Fawcett Comics.
Até à extinção da Fawcett Comics em 1953 - ditada, em idêntica medida, pela sua derrota na batalha judicial que a vinha opondo à National Comics e pelo acentuado declínio do género super-heroico no pós-guerra - por lá desfilaram nomes que se tornariam lendas vivas da 9ª Arte. Além dos já citados Otto Binder e C.C. Beck, também Jack Kirby, Joe Simon e George Tuska fizeram parte do escol de escritores e artistas cujo virtuosismo ajudou a fazer da Fawcett Comics uma referência incontornável na história da banda desenhada.
Apesar da glória efémera da Fawcett Comics, o tempo e os fãs, esses juízes supremos, encarregaram-se de lhe fazer a justiça que os tribunais lhe sonegaram. O que não impediu, ainda assim, que algumas das suas criações mais admiráveis caíssem num imerecido esquecimento, ou que fossem parar às mãos de quem sempre as cobiçara.
Através da leitura do texto seguinte, ficarão a conhecer os meandros de um intrincado processo jurídico que ainda hoje suscita controvérsia. E que, pelas suas repercussões, se reveste de suma importância no estudo da Idade de Ouro dos quadradinhos.

«J'accuse!»

Menos de dois anos decorridos sobre o seu debute, o Capitão Marvel era, como já vimos, a coqueluche da Fawcett Comics. Estatuto tanto mais robustecido pelo facto de, logo em 1941, se ter tornado o primeiro super-herói a ser adaptado ao grande ecrã.
Protagonizado por Tom Tyler (que, anos mais tarde, interpretaria também o Fantasma) e produzido pela Republic Pictures, o folhetim de 12 episódios a preto branco Adventures of Captain Marvel atraiu milhões de espectadores às salas de cinema. Objeto de culto até aos dias de hoje, constitui também uma peça essencial na memorabilia da Idade do Ouro.
Mercê das suas cifras astronómicas, a meio da década de 1940, o Capitão Marvel era não apenas o Mortal Mais Poderoso da Terra mas também o super-herói mais popular em terras do Tio Sam. Façanha que fazia dele o epítome da pujança de uma indústria que parecia adejar sobre a conjuntura económica adversa decorrente da Grande Depressão.
De facto, à medida que a sombra do Capitão Marvel se agigantava, eram muitos os seus rivais que se eclipsavam. Entre eles, a pièce de résistance da National Comics. Mais forte do que uma locomotiva e mais rápido do que uma bala, nem o Superman conseguia travar a meteórica ascensão do Mortal Mais Poderoso da Terra. Acabando mesmo destronado por ele no pódio da popularidade.
O futuro adivinhava-se risonho
 para o Capitão Marvel e o pequeno Billy Batson.
Pondo em prática o velho aforismo de que o ataque é a melhor defesa, a National Comics intentou judicialmente contra a Fawcett Comics, acusando-a de ter plagiado o seu campeão de vendas.
Importa clarificar, a este propósito, que o Capitão Marvel não foi o primeiro super-herói (tão-pouco a primeira personagem da Fawcett Comics) a ser visado por uma acusação desse cariz por parte da National Comics.
Com efeito, em 1939 a Detective Comics e a sua associada Superman Inc. (de cuja fusão resultaria mais tarde a National Comics) haviam processado a Fox Publications por plágio. Em causa esteve Wonder Man, criação de Will Eisner nesse mesmo ano que, alegadamente, emulava o conceito desenvolvido por Jerry Siegel e Joe Shuster. Essa seria, aliás, a primeira infração de copyright documentada na história da 9ª Arte. À luz desse precedente, a National Comics levaria a cabo, daí em diante, uma vigorosa defesa das suas propriedades intelectuais.

Wonder Man foi o primeiro plágio reconhecido do Superman.
No ano seguinte seria a vez de Master Man - recém-licenciado pela Fawcett Comics - ter as suas aventuras prematuramente interrompidas por ordem judicial.  Num caso como no outro, os tribunais deram provimento às acusações de plágio apresentadas pela National Comics, obrigando desse modo as referidas editoras a suspenderem de imediato a publicação das personagens transgressoras.
Para isso muito contribuiu a circunstância de, em bom rigor, ninguém saber definir com precisão o conceito de super-herói. No limite, qualquer justiceiro fantasiado poderia ser considerado uma cópia deliberada do Superman, considerado, para todos os efeitos, o arquétipo super-heroico. Isto apesar de algumas das suas idiossincrasias definidoras serem preexistentes em diversas personagens emanadas da cultura pulp. À guisa de exemplo, tal como o Homem de Aço, também o Fantasma ou o Besouro Verde possuíam identidades secretas e usavam trajes coloridos para combater o crime e salvar inocentes.
Face à ausência de melhor critério, a aferição do original e da presumível contrafação consistiu simplesmente na comparação básica. Entre as similaridades detetadas entre o Superman e o Capitão Marvel destacava-se, por exemplo, o poder de voo comum a ambos.
Sucede que, na verdade, o Homem de Aço adquirira essa capacidade já após o início do processo - até aí, limitava-se a pular bem alto. Verificando-se o mesmo no que tangia à existência de um cientista careca como seu arqui-inimigo (o Doutor Sivana precedeu Lex Luthor), assim como à introdução do Superboy - contraparte juvenil do Superman surgida em resposta ao Capitão Marvel Jr.
A origem mágica dos poderes do Capitão Marvel e a ausência de um interesse amoroso nas suas histórias serviu, em contrapartida, para diferenciá-lo do Último Filho de Krypton. Que já por essa altura namoriscava com Lois Lane, a mais afoita das repórteres. Profissão comum, de resto, a Clark Kent e Billy Batson - identidades civis, respetivamente, do Superman e do Capitão Marvel.

Plágio ou mera semelhança?
Conforme se percebe, eram, pois, quase tantas as semelhanças quanto as diferenças entre as duas personagens. O que, num primeiro momento, motivaria uma sentença surpreendente.
Malgrado o zelo demonstrado relativamente à sua propriedade intelectual, a National Comics seria, ironicamente, vítima do seu descaso. Ficou comprovado em tribunal que várias publicações do Superman tinham sido lançadas sem acautelar os respetivos direitos de licenciamento.
Numa sentença da qual nem o próprio Rei Salomão desdenharia, o juiz considerou que o Capitão Marvel era, efetivamente, um plágio do Superman, mas que a National Comics também havia sido negligente na salvaguarda da sua personagem.
Ao não ser obrigada a cessar de imediato a publicação da sua personagem, a Fawcett Comics saiu, para todos os efeitos, vencedora da primeira batalha de uma guerra jurídica que se prolongaria por doze anos.
Inconformada com o veredito desfavorável, a National Comics recorreu para um tribunal de segunda instância. Após consecutivas reviravoltas, estipulou-se por fim que cada uma das editoras deveria proceder a uma meticulosa comparação.
No entendimento do juiz, só assim se poderia averiguar objetivamente o escopo do suposto plágio. Significando isto que, na prática, haveria necessidade de comparar e justapor cada quadradinho passível de corroborá-lo ou refutá-lo.

Capitão Marvel versus Superman:
um confronto titânico iniciado na barra dos tribunais
e que continua sem vencedor definido.
Antevendo uma longa e dispendiosa litigância - que, no melhor dos cenários, resultaria numa vitória pírrica para qualquer uma das partes envolvidas - a Fawcett Comics preferiu negociar um acordo extrajudicial com a National Comics. Na base dessa decisão esteve o significativo decréscimo de vendas dos títulos estrelados pelo Capitão Marvel. Consequência, essencialmente, da fracassada tentativa de conciliar as suas histórias com elementos retirados dos contos de terror, subtraindo dessa forma a diversão que as haviam tornado tão populares.
Fechados os termos do acordo entre as duas licenciadoras, a Fawcett Comics comprometeu-se a pagar uma choruda indemnização à rival - 400 mil dólares - e a extinguir a sua linha de super-heróis com efeitos imediatos. Ficando, contudo, desobrigada de assumir publicamente o plágio que de que era acusada.
Salvo pelo Coelho Marvel, cujos direitos de publicação haviam sido entretanto adquiridos pela Charlton Comics, as restantes personagens da Fawcett Comics ficaram presas num limbo. Situação da qual a Marvel Comics tiraria proveito em 1967 ao registar o seu próprio Capitão Marvel.
Quando, em 1972, a DC Comics adquiriu os direitos sobre as personagens outrora propriedade da Fawcett Comics, viu-se desse modo obrigada a renomear o Mortal Mais Poderoso da Terra. Após várias propostas que não colheram, em 1987 o herói passaria a ser oficialmente denominado Shazam. Sem, contudo, jamais conseguir recuperar o seu fulgor de outrora que fizera dele um ídolo de multidões e um ícone da cultura popular.
Mas isso são contas de outro rosário a serem desfiadas num próximo artigo da minha lavra...

In Memoriam: Fawcett Comics (1940-1953).


*http://bdmarveldc.blogspot.pt/2017/06/fabrica-de-mitos-quality-comics.html
**http://bdmarveldc.blogspot.pt/2017/07/eternos-otto-binder-1911-1974.html


Agradecimento muito especial ao meu bom amigo Emerson Andrade que, com a sua costumeira bonomia, executou a belíssima composição gráfica que serve de ilustração principal ao presente artigo. Para ele, um abraço do tamanho do oceano que nos aparta.


































3 comentários:

  1. Mas uma vez, você nos oferece um texto sem par, Ricardo! Em primeiro lugar, quero te congratular pela excelente introdução da matéria. Em seguida, meus salves vão para a detalhada luta judicial entre a Fawcett e a National, que para mim nunca esteve clara, até o momento. Por fim, meus sinceros parabéns por desfraldar tão bem o histórico de tão importante editora que confesso, eu mesmo não ter conhecimento das entrelinhas de sua história! Forte abraço!

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  2. Mais um belo texto da lavra do grande "Ricardoso"!
    Desconhecia que Íbis, o Invencível, era da Fawcett!
    Quanto ao Capitão Marvel, ele foi, portanto, o primeiro super-herói adolescente das BDs - não o Tocha Humana do Quarteto nem o Homem-Aranha.
    O Wonder Man de Eisner foi concebido a fórceps por um hesitante Eisner, sob encomenda. Desde o começo, o artista já temia as acusações de plágio, como revela sua biografia (Will Eisner, Um Sonhador nos Quadrinhos, de Michael Schumacher). Após ter contornado a situação, nunca mais se meteu com o gênero dos superpoderosos, parte por conta dessa experiência.
    Uma pena que a Fawcett não tivesse Ricardo Cardoso como seu advogado de defesa. A empresa teria ganho o processo!
    Não tinha percebido a ausência de um interesse amoroso no caso do Capitão Marvel. Que história interessante poderia render, caso uma mulher adulta se apaixonasse por um menino no corpo de um super-herói!!!

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